Xadrez treino técnico para competiçÃo apostila 1 Prof. Francisco Teodorico



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XADREZ - TREINO TÉCNICO PARA COMPETIÇÃO

Apostila 1 - Prof. Francisco Teodorico




Onde os Reis se encontram

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TREINO TÉCNICO PARA COMPETIÇÃO

Apostila 1

Prof. Francisco Teodorico Pires de Souza

OS CAMPEONATOS DO MUNDO

APARECE UM TÍTULO

A criação do título de Campeão Mundial foi uma obra pessoal, e muito anterior ao surgimento de um organismo que controlasse as competições. Até surgir Steinitz, ninguém havia tido a idéia de se empregar tão atraente título, apesar de que a superioridade de Stauton, Anderssen e Morphy sobre todos os seus contemporâneos era patenteada em determinados anos.

Quando Steinitz surge no palco do xadrez internacional, o norte-americano Morphy já havia deixado as competições sérias, onde então a figura máxima era o prussiano Anderssen, que havia sido derrotado por Morphy convincentemente no ano de 1858, em Paris por +2 -7 =2. Assim, quando em 1866, Steinitz venceu em um disputado match a Anderssen por +8 -6 =0, em Londres, se autoentitulou como Campeão Mundial, diante do sorriso de todos os aficionados, que não levaram a serio aquele pequeno enxadrista centroeuropeu.

Objetivamente falando, a superioridade de Steinitz, naquela época estava longe da clareza, pois no ano seguinte, 1867, Kolisch e Winawer o superaram no Torneio de Paris, e em 1870, Anderssen na revanche, no Torneio de Baden-Baden, derrota-lhe nas duas partidas que jogaram. Mas Steinitz volta com toda a força e vence o grande Torneio de Viena, 1873, com a satisfação de obrigar a Anderssen a render seu Rei nas duas partidas disputadas. Depois desta vitória, esteve bastante tempo sem participar de Torneios, mas em encontros pessoais derrotou, entre outros, Bird, Londres, 1866, +7 -5 =5; Blackburne, Londres, 1870, +5 -0 =1; Zukertort, Londres, 1872, +7 -1 =4 e outra vez Blackburne, Londres, 1876, +7 -0 =0.

No ano de 1882 reaparece no grande Torneio de Viena e obtém o primeiro posto, mas empatado em pontos com o polonês Simón Winawer, o que indubitavelmente, empalideceu um pouco seu triunfo.

Durante o tempo em que Steinitz permaneceu afastado dos torneios, novas figuras começaram a brilhar com luz própria e ameaçavam o trono que o mesmo havia criado.

Assim está a situação, quando no ano de 1883, em Londres, organizaram um torneio de dupla volta com os melhores enxadristas da época e que foi ganho brilhantemente por Zukertort, aquele jogador que Steinitz havia derrotado contundentemente em um match, onze anos antes. Aqui começaram as dificuldades de Steinitz, pois se até então, se bem que nada lhe dava o direito de ostentar o Título Mundial, ninguém havia reclamado para si tal galardão, ocorreu neste momento a Zukertort o desejo de o tomar para si, e depois de seu triunfo (impecável diga-se de passagem), definiu-se como Campeão Mundial...

Steinitz não consentiu isto, e imediatamente desafiou-o a jogar um match decisivo em que se esclarecesse quem teria o direito de utilizar o título de Campeão Mundial. As conversas foram longas e divergentes, e até 1886 estes dois esplêndidos enxadristas não se encontraram por meio do tabuleiro para disputar a supremacia.

Antes de Steinitz “criar” o Título Mundial, alguns matches (e torneio) podem ser considerados como indicadores de enxadristas que mereceriam ostentar o Título:

Mac Donell – De La Bourdonnais, Londres, 1834, 21V 13E 44D


Saint-Avant – Stauton, Paris, 1943, 6V 4E 11D
Anderssen, vencedor do Torneio de Londres, 1851
Anderssen – Morphy, Paris, 1857, 2V 2E 7D
Anderssen – Steinitz, Londres, 1866, 6V 0E 8D
Steinitz – Blackburne, Londres, 1876, 7V 0E 0D

A SEGUIR:

I Campeonato Mundial de Xadrez

Steinitz x Zukertort, 1886

FINAIS I

1. A IMPORTÂNCIA DOS FINAIS

A partida de xadrez possui três fases: Abertura, Meio Jogo e Final, cujos limites não podem ser traçados com exatidão. Podemos porém declarar que a partida se encaminha para o Final, quando o material existente no tabuleiro esteja diminuído, escasso, ou seja, com peças apenas suficientes para o mate.

Uma das principais características do Final é a função ativa desempenhada pelo Rei, em contraste com o papel inerte que assume na abertura. Na primeira fase, em virtude do maior número de peças inimigas e dos perigos delas decorrentes, este exerce um papel passivo, procurando a proteção de outras peças e, pelo roque, localizar-se em lugar seguro, de defesa, afastando-se assim do campo de luta.

Já nos Finais, esta peça faz jus ao título que ostenta, ora escoltando Peões candidatos à promoção, ora colaborando com seu poder no cerco e morte do Rei inimigo.

Outra peça de grande importância é o Peão.

A disposição destes no tabuleiro (estrutura de Peões), define a estratégia a ser seguida nos Finais. O recurso de sua promoção, aumenta consideravelmente o poderio material de seu lado, o que lhe confere mérito considerável.

O Final é considerado a fase mais difícil, pois exige do enxadrista talento, imaginação, e grande conhecimento teórico, atenção contínua e bom cálculo. Uma manobra precipitada ou mal calculada, pode anular um grande esforço desenvolvido na Abertura ou Meio Jogo.

Seu bom conhecimento permite ganhar em muitas posições aparentemente empatadas, assim como salvar-se de posições aparentemente perdidas e mesmo desesperadas.

Todo enxadrista de destaque é, antes de tudo, um ótimo finalista.

2. MATES ELEMENTARES

Estudaremos os casos em que um dos lados possui apenas o Rei sobre o tabuleiro.

Fora das casas marginais, o Rei pode ocupar oito casas, em casa marginal, cinco, e, nas angulares, somente três casas. Esta última é sem dúvida a mais desfavorável possível.

Ocupando uma casa angular, o Rei levará mate se o adversário dominar as três casas que lhe restam e a própria casa angular em que se encontra. Dessas quatro casas, duas podem ser dominadas pelo Rei.

Diagrama: Rb6 x Ra8

O Rei negro está em sua casa desfavorável, e das três casas que lhe restam, duas estão dominadas pelo Rei branco. O mate não poderá ser dado com um Bispo ou um Cavalo apenas; essas peças dando xeque, dominarão apenas mais uma das duas casas que deveriam ser dominadas para existir o mate, tendo o Rei negro a casa de fuga b8. Logo não há mate.


Diagrama: Rf7, Bf6, Bg6 x Rh8

Com dois Bispos, o mate é possível, um deles dá xeque e o outro impede a fuga do Rei.


Diagrama: Rb3, Cc2, Cd2 x Ra1

Com dois Cavalos é “possível” dar mate.


Diagrama: Rg3, Bf3, Ch3 x Rh1

Com Bispo e Cavalo também é possível dar mate de igual maneira.


No final com dois Bispos, ou Bispo e Cavalo, o mate é forçado contra os melhores lances adversários, com dois Cavalos é possível chegar a uma posição de mate apenas com a colaboração do adversário. No diagrama correspondente (Rei e 2 Cavalos x Rei), o último lance branco foi Cc2++. Se o Rei negro antes de ir à a1, estava em b1, obviamente, onde recebeu o xeque do Cavalo colocado em d2, tivesse se dirigido à c1, o mate não seria possível. Logo não é um mate “forçado”.

Diagrama: Rb6, Tc8 x Ra8

Diagrama: Rf3, Tb1 x Rf1

Nestes diagrama, as Torres controlam as duas casas que não são dominadas pelo seu Rei.


Diagrama: Rg6, De8 x Rg8

A Dama aqui faz o mesmo papel de uma Torre. Observe que as duas casas que devem ser dominadas localizam-se sobre a mesma horizontal, via de mobilidade da Dama (ou Torre).


Para se praticar o mate ao Rei situado em casa marginal, devemos dominar as cinco casas que dispõe, além da que ocupa.

O Rei atacante domina três e as restantes podem ser dominadas por uma Torre ou Dama, desde que as casas se encontrem sobre a mesma horizontal (ou coluna).

Com o Rei inferior no meio do tabuleiro, nove casas devem ser dominadas: oito de movimentos deste e mais uma ocupada por ele. O Rei branco pode dominar três, as seis restantes encontram-se em duas horizontais vizinhas. Por aí se vê que o mate com o Rei colocado no meio do tabuleiro requer mais peças (duas Torres, ou Torre e Dama).

O material mínimo para o mate é:



  1. Uma Dama: mate em qualquer casa marginal.

  2. Uma Torre: mate em qualquer casa marginal.

  3. Dois Bispos: mate somente nas casas angulares.

  4. Bispo e Cavalo: mate somente nas casas angulares.

  5. Dois Cavalos: mate somente nas casas angulares, somente “ajudado”.

2.1. Rei e Dama x Rei

O mate com a Dama realiza-se com o Rei negro em qualquer casa marginal do tabuleiro. As posições de mate são Rc6, Dc7 x Rc8; Rg6, De8 x Rg8 e análogas.

O mate é forçado num máximo de 10 lances. É muito fácil dar mate com a Dama, mas deve-se tomar cuidado com posições de empate como por exemplo Rb5, Dc7 x Ra8; Rf5, Df7 x Rh6; ou posições análogas jogando o Negro.

Diagrama: Ra1, Db1 x Re6



1 ? mate em 9
PLANO

*****

Forçar o Rei negro a colocar-se em qualquer uma das casas marginais, ficando com o Rei branco diante dele, separado por uma casa, quando então domina três das seis casas que deve dominar. Então infiltrar a Dama numa das casas desta margem efetuando o mate.
PROCEDIMENTO

*****

1 Rb2 Rd5 2 Rc3 Re5 3 Dg6 Rf4 4 Rd4 Rf3 5 Dg5

O Rei negro vai sendo encaminhado para a margem do tabuleiro.



5 ... Rf2 6 Dg4 Re1 7 Re3 Rf1 8 Dg6

Por que não jogar 8 Dg3 ?

*****

Porque seria empate por afogamento.

8 ... Re1 9 Dg1++ (1-0)
A SEGUIR:

2.2. Rei e Torre x Rei

TÁTICA I




1. GANHO DE PEÇAS

Capturando-se as peças inimigas, paulatinamente se reduz o potencial adversário. A supremacia material origina, na maioria das vezes, superioridade de posição e ambos fatores, obrigarão o adversário, duplamente inferiorizado a render-se sem apelação.

Se um dos enxadristas possui mais peças que o outro, salvo as exceções, deve ganhar a partida.

Podemos reduzir a seis, os princípios fundamentais de ganho de peças:



  1. Princípio do Rei em Perigo

  2. Princípio da peça imóvel

  3. Princípio da peça sobrecarregada

  4. Princípio do ataque simultâneo

  5. Princípio da peça sem defesa

  6. Princípio da promoção do Peão



1.1. Princípio do Rei em perigo

O Rei em perigo sob múltiplas ameaças, escapa, muitas vezes ao mate entregando material, quer seja para abrir caminho para sua fuga, quer seja para distrair peças atacantes, ou destrui-las, embora sacrificando peças de maior valor.

Diagrama: Ba8, Tg5, Rh5 x Cf8, g7, Rg8, h7, Th8

1 ? Brancas ganham material
PLANO

*****

Atrair o Cavalo negro para a diagonal onde encontra-se seu Rei, para que o Bispo possa agir sobre ela.
PROCEDIMENTO

*****

1 Bd5+

E as Brancas ganham o Cavalo. Para escapar do xeque, o negro deve entregar uma peça.



1 ... Ce6 2 Be6+ Rf8

O Rei negro consegue a casa de fuga à custa de material.

Diagrama: Ra6, Tb7, Ce5 x f6, g7, h7, De8, Tg8, Rh8

1 ? Brancas ganham material
PLANO

*****

Atacar o Rei negro “sufocado” atraindo a Dama para f7, onde será capturada pela Torre.

PROCEDIMENTO

*****

1 Cf7+ Df7 2Tf7

As Negras evitam o mate trocando a Dama pelo Cavalo inimigo.


A SEGUIR:

1.2. Princípio da peça imóvel

OS GRANDES MESTRES DO TABULEIRO

1. ADOLF ANDERSSEN

Antes de se praticar o jogo de posição deve-se aprender a combinar. Esta regra, confirmou-se na história do xadrez, e é recomendada aos iniciantes.

Não inicie seu jogo com aberturas do Peão da Dama e Abertura Francesa, mas com partidas de jogo aberto, gambitos. Certamente que com o jogo fechado, o principiante perderá menos partidas, mas em troca, com o jogo aberto, aprenderá a jogar xadrez.

Antigamente, haviam também os jogadores de posição. O maior deles foi André Danican Philidor, talvez até o maior pensador de todos os tempos. Mas o que, com seu exemplo, auxiliou em maior grau a força da combinação do mundo enxadrístico, amadurecendo-a para a prática do jogo de posição foi Adolf Anderssen.

Anderssen nasceu em Breslau no dia 6 de julho de 1818. Sua carreira foi muito simples. Estudou Filosofia e Matemática, e até o dia 13 de Março de 1879, época em que faleceu, ocupou o cargo de professor no Instituto de sua cidade natal.

Começou a estudar xadrez no início de sua vida estudantil, mas a força de seu jogo desenvolveu-se lentamente. Para seus compatriotas alemães, e até para os internacionais, foi considerado uma revelação quando, no primeiro torneio de mestres celebrado em Londres, 1851, com o qual começou a época moderna do xadrez, obteve o primeiro prêmio. A esta vitória seguiram outras, especialmente no Torneio de Londres, 1862 e no de Baden-Baden, 1870.

Aquele que quer aprender a jogar o bom xadrez, deve observar as partidas de Anderssen não somente para divertir-se com elas, mas para fortalecer seu jogo de combinação. Não acredite que o jogo de combinação seja somente fruto do talento que não se pode aprender. Os elementos são sempre os mesmos que se apresentam em relações mais ou menos complicadas, tais como ataques duplos, sobrecarga, trocas, etc.

Quanto mais combinações você apreciar, mais fáceis serão de executa-las.

Nas partidas que estudaremos, analisaremos também as aberturas. Entre elas, a primeira que veremos é o Gambito do Rei. Entende-se por gambito uma abertura na qual se sacrifica um Peão com o objetivo de conseguir vantagem no desenvolvimento, ou outras vantagens. O gambito conhecido como o mais antigo na literatura do xadrez é o do Rei: 1 e4 e5 2 f4. A idéia deste gambito é dupla: abertura da coluna f, através da qual, uma vez efetuado o roque, a Torre do Rei poderá entrar rapidamente em ação e a possibilidade de formar um forte centro de Peões, depois do avanço ou da troca do Peão e inimigo, mediante d4. A força deste centro de Peões, analisaremos mais adiante. As Brancas, após 2 ... ef4, não podem jogar a seguir 3 d4, mas devem antes fazer algo para evitar a ameaça negra ... Dh4+.

Tanto o enxadrista experiente quanto o iniciante melhorarão sensivelmente seu jogo se esforçarem em tratar cada abertura conforme sua idéia base, seguindo o plano preconcebido. Por exemplo, se jogar o Gambito do Rei, deve ter em mente que os dois objetivos principais desta abertura são o domínio da coluna f e a formação de um forte centro de Peões.

Se, ao contrário, deixa-se levar por desvios e rodeios, o mesmo tira o sentido de seus primeiros lances, e então as conseqüências serão fatais.

Como devem então contestar as Negras ao Gambito do Rei? Antigamente era comum aceitar cada sacrifício que o adversário oferecia, e neste caso defender o Peão com ... g5. Esta defesa tem dois objetivos: um material e outro posicional. Ao defender o Peão f, obstrui esta coluna, e então as Brancas, para seguir com a idéia da abertura, devem atacar sobre a coluna f, quase sempre sacrificando uma peça para eliminar o Peão f negro.

Outra réplica contra o Gambito do Rei, é o contra-ataque no centro: 2 ... d5 3 ed5 segue quase sempre 3 ... e4 (seria um grave erro 3 fe5 por causa de 3 ... Dh5+). Agora são as Negras que jogam gambito, chamado este de Falkbeer, cujo criador foi o mestre austríaco Ernesto Carlos Falkbeer (Brünn, 1819 - Viena, 1885).

O que conseguiram as Negras com este sacrifício de Peão? Antes de mais nada, o fracasso completo do objetivo branco de jogar o gambito. A abertura da coluna f, ou mesmo a intenção de formar um centro de Peões, são impedidas radicalmente. Agora, não se sabe que objetivo tem o Peão de f4 nesta posição. Além disso, o Peão e5 causa certo incômodo à posição branca, e estas encontram-se com dificuldades para o desenvolvimento. Em troca, as Negras, tem certa preponderância no centro. Por esta razão, nos últimos anos, tem se considerado o Gambito Falkbeer quase como que uma refutação ao Gambito do Rei.

Outra réplica: as Negras podem ignorar a idéia do gambito branco, continuando seu desenvolvimento, e neste caso, não é necessário jogar imediatamente 2 ... d6, para defender o Peão, pois restringiriam a ação do Bispo do Rei. O ataque ao Peão e5 é somente aparente, pois 3 fe5 fracassaria por 3 ... Dh5+. As Negras podem, portanto jogar tranqüilamente 2 ... Bc5 e defender mais tarde o Peão de e5 com d6 sem enclausurar seu Bispo.

Quem compreende o espírito da abertura, pode ter confiança de que mesmo sem o conhecimento de suas variantes, não produzirá uma partida ruim.



A SEGUIR:

1.1. Partida n.º 1

Breslau, 1862

Gambito Falkbeer

Rosanes x Anderssen

EXERCÍCIOS

Diagrama 1.1



a2, b2, c3, e4, f2, g2, h2, Ta1, Te1, De2, Cf5, Rg1 x a7, b7, c7, e5, f7, g7, h7, Ta8, Cc6, Dd7, Tf8, Rg8

Composição

1 ? (1-0)
Encontre o plano vitorioso branco.

PLANO

*****

O ponto g7 está atacado pelo Cavalo branco. Se a Dama branca pudesse colocar-se sobre esta coluna, haveria ameaça de mate. A Dama negra encontra-se completamente indefesa. Logo, deve-se procurar um meio de executar estas duas ameaças concomitantemente.

PROCEDIMENTO

*****

1 Dg4 (1-0)

As Negras evitam o mate trocando a Dama pelo Cavalo inimigo.


Diagrama 1.2

b4, c4, f3, g2, h2, Td1, Ce1, De3, Bf1, Tf2, Rg1 x b6, d6, e5, g7, h7, Bb7, Cd4, Tf4, Tf8, Dg5, Rg8

Stahlberg x Alekhine

Olimpíada 1931

1 ... ?
Aqui Alekhine efetuou um fino lance:

1 ... h6

Tente descobrir seu objetivo

*****

Alekhine imaginou que se não houvessem na coluna f o Peão e a Torre, poderia jogar ... Tf1++. O Peão de g está cravado, o Bispo localizado em b7 converge sobre g2 indiretamente, as Torres agem na coluna f semi-aberta, o único empecilho da posição é a Dama negra indefesa, problema este que é resolvido por Alekhine de maneira elegantemente terrível, pois ameaça 2 ... Tc3! 3 Db5 Tf2, e graças à ameaça de mate com ... Tf1, as Brancas não tem tempo de salvar sua Dama.

O objetivo do lance de Alekhine portanto foi defender sua Dama, e o lance é tão forte que Stahlberg não tem recursos suficientes para escapar da derrota.

Por exemplo, se 2 Dd2, segue 2 ... Bf3! 3 Cf3 Cf3+ 4 Tf3 Tf3 5 Dg5 Tf1 6 Tf1 Tf1+ 7 Rf1 hg5, e com um Peão de vantagem, as Negras ganhariam facilmente o final.

A partida seguiu com:



2 Rh1 Tf3 (0-1)

As Brancas abandonaram.



BIBLIOGRAFIA
· LOS CAMPEONATOS DEL MUNDO - DE STEINITZ A ALEKHINE

Pablo Moran, Ediciones Martinez Roca, S.A., Barcelona - Espanha

Págs. 9-10
· XADREZ BÁSICO

Dr. Orfeu Gilberto D'Agostini, Edições Ouro, São Paulo - Brasil

Págs. 105-109 e 197-198
· LOS GRANDES MAESTROS DEL TABLERO

Ricardo Reti, Club de Ajedrez

Págs. 11-12
· TÁCTICA MODERNA EN AJEDREZ - Tomo I

Ludeck Pachman, Colecion Escaques, Martinez Roca,

Barcelona - Espanha

Págs. 13-14



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