Xadrez fundamental



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Este nosso capítulo sobre ataque duplo e xeque duplo pode parecer, à primeira vista, simples e também que somente jogadores de categorias inferiores podem “cair” em tais ciladas. Mas, mesmo enxadristas mais gabaritados podem incorrer em tais falhas, como é o caso do diagrama acima onde o ex-campeão mundial Emmanuel Lasker contra Eugênio Torre, no torneio de Moscou, em 1925, descuidou-se e jogou 1...Db5, ao que seguiu 2.Bf6!! (a cravada na quinta horizontal foi ilusória e foram as brancas que se aproveitaram dela. As pretas são forçadas a aceitar o sacrifício) 2...Dxh5 3.Txg7+ (agora cria-se o assim chamado “moinho” onde a bateria formada de torre e bispo obtêm, por xeques sucessivos de torre e de bispo por descoberto, graves perdas materiais) 3...Rh8 4.Txf7+ Rg8 5.Tg7+ Rh8 6.Txb7+ Rg8 7.Tg7+ Rh8 8.Tg5+ Rh7 9.Txh5. A combinação terminou com grande vantagem material para as brancas e após alguns lances sem maior importância as pretas abandonaram.




O “moinho”, que vimos neste último exemplo, representa uma poderosa arma quando se consegue obtê-lo, pois produz grandes prejuízos materiais normalmente “limpando” toda uma ala.






Encerramos o nosso capítulo apresentando uma combinação de belo efeito estético. A partida foi jogada numa simultânea em Búfalo, EUA no ano de 1893: 1.Dd7+! Bxd7 2.Cd6+ (duplo) 2...Rd8 3.Cf7+ Rc8 4.Te8+ Bxe8 5.Td8++. Percebemos neste exemplo que as brancas sacrificaram uma dama e uma torre para fechar o rei preto. Tivemos, além de xeque duplo, a abertura de linha e o desvio de peça, outros dois temas estudados neste livro. Mas, o elemento básico desta combinação continua sendo o xeque duplo.



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