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Programa de mobilidade acadêmica intrainstitucional: permite ao discente da UNIPAMPA cursar temporariamente cursar, temporariamente, componentes curriculares em outros campi.

  1. Matrícula Institucional de cortesia: consiste na admissão de estudantes estrangeiros funcionários internacionais ou seus dependentes, que figuram na lista diplomática ou consular, conforme Decreto Federal nº 89.758, de 06/06/84 e Portaria 121, de 02/10/84.

  2. Para os acadêmicos ingressantes pelo Sistema de Seleção Unificada (SiSU) e processo seletivo complementar (exceto na modalidade de transferência voluntária) e que possuam componentes curriculares a serem aproveitados de outras IES, visando à construção do perfil do egresso descrito no Projeto Institucional da UNIPAMPA.

Ainda, em atendimento ao disposto na Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012, regulamentada pelo Decreto 7.824, de 11 de outubro de 2012, e a Portaria nº 18, de 11 de outubro de 2012, a UNIPAMPA oferta 50% de suas vagas para ações afirmativas. Desse total, 44% (quarenta e quatro por cento) das vagas são destinadas aos estudantes que tenham cursado integralmente o Ensino Médio em escolas públicas. Essas vagas serão preenchidas segundo a ordem de classificação, de acordo com as notas obtidas pelos estudantes, dentro de cada um dos seguintes grupos de inscritos:


I - estudantes egressos de escola pública, com renda familiar bruta igual ou inferior a 1,5 (um vírgula cinco) salário-mínimo per capita:

a) que se autodeclararam pretos, pardos e indígenas;

b) que não se autodeclararam pretos, pardos e indígenas.

II - estudantes egressos de escolas públicas, com renda familiar bruta superior a 1,5 (um vírgula cinco) salário mínimo per capita:

a) que se autodeclararam pretos, pardos e indígenas;

b) que não se autodeclararam pretos, pardos e indígenas.

III - demais estudantes.

Além disso, 6% (seis por cento) das vagas são destinadas aos estudantes com necessidades especiais de educação.


2.3. Organização curricular
2.3.1. Integralização curricular
A carga horária do Curso de Matemática da UNIPAMPA – Campus Bagé atende à resolução CNE/CP nº 02/2002 e conta com 2.810 horas de efetivo trabalho acadêmico, compreendendo 405 horas de estágio supervisionado, 405 horas de prática ao longo do curso, 1.800 horas em conteúdos curriculares de natureza científico-cultural e 200 horas em atividades complementares.

Na matriz curricular, a carga horária dedicada ao estágio curricular supervisionado será integralizada nos componentes curriculares de Estágio de Práticas Interdisciplinares, Estágio de Observação, Estágio no Ensino Fundamental e Estágio no Ensino Médio. A carga horária na matriz curricular dedicada às demais atividades formativas, será integralizada na forma de componentes curriculares teórico-práticos e complementares, Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e atividades complementares acadêmico-científico e cultural.

A formação do professor em Matemática-Licenciatura deve também contribuir para uma reflexão multicultural, intercultural e transcultural, abordando concepções de identidade, alteridade e etnicidade em diversos contextos. Assim, em acordo com as políticas desenvolvidas pelo MEC no Plano Nacional de Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana (Lei 10. 639/2003, Lei 11.645/2008, Parecer CNE/CP nº 003/2004), prevê-se a abordagem de questões étnico-raciais como tema em componentes curriculares obrigatórios e complementares de graduação tais como Políticas Públicas no Contexto Brasileiro, Estágio de Práticas Interdisciplinares, História da Descendência Africana e História e Cultura Indígena.

Além disso, o Curso pretende trabalhar a integração da Educação Ambiental (Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, Decreto nº 4.281, de 25 de junho de 2002 e Resolução nº 2 de 15 de junho de 2012) e a Educação em Direitos Humanos (Resolução nº 1, de 30 de maio de 2012, Parecer CNE/CP nº 8/2012) e questões de gênero e sexualidade nos componentes curriculares obrigatórios e complementares de graduação tais como Laboratório de Ensino Fundamental, Laboratório de Ensino Médio, Estágio de Práticas Interdisciplinares, Estágio de Observação, Estágio no Ensino Fundamental, Estágio no Ensino Médio, Ciências do Ambiente e Tendências em Educação Matemática.

Os temas citados anteriormente também serão abordados em palestras, semanas acadêmica, seminários e projetos desenvolvidos pelo Curso.

Ainda, conforme a Lei 10.861/2004, que instituiu o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE) “é componente curricular obrigatório dos cursos de graduação, sendo inscrita no histórico escolar do estudante somente a sua situação regular com relação a essa obrigação, atestada pela sua efetiva participação ou, quando for o caso, dispensa oficial pelo Ministério da Educação, na forma estabelecida em regulamento”.

A carga horária será integralizada pelo cumprimento dos requisitos conforme a tabela abaixo, e as regras de transição de currículo encontram-se no Apêndice III.
Tabela de integralização da matriz curricular





T

P

E

AC

ENADE

TOTAL

Componentes Curriculares

1595 h

340 h

405 h

200 h

------

-------

Componentes Curriculares Complementares de Graduação

150 h

0 h

TCC

60 h

60 h




1805 h

400 h

405 h

200 h

------

2810 h


LEGENDA:

T: Carga horária de conteúdos curriculares de natureza científico-cultural.

P: Carga horária de prática ao longo do curso.

E: Carga horária de estágio curricular supervisionado.

A C: Atividades Complementares

ENADE: Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes

TCC: Trabalho de Conclusão de Curso
2.3.1.1. Atividades complementares de graduação (ACG):
As atividades complementares de graduação (ACG) de caráter acadêmico-científicas, extensionistas, artísticas, culturais e de gestão são definidas, conforme o Art. 103 da Resolução Nº 29, de 28 de abril de 2011, da UNIPAMPA, como “atividade desenvolvida pelo discente, no âmbito de sua formação humana e acadêmica, com o objetivo de atender ao perfil do egresso da UNIPAMPA e do respectivo curso de graduação, bem como a legislação pertinente”. As ACGs serão registradas no histórico escolar do aluno conforme as regras definidas no Regulamento das Atividades Complementares de Graduação que se encontram no Apêndice I.
2.3.1.2. Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)
I – Objetivos

As componentes curriculares Trabalho de Conclusão de Curso I (TCCI) e Trabalho de Conclusão de Curso II (TCCII) têm o objetivo de estimular os alunos para a prática da pesquisa com complexidade superior àquelas desenvolvidas no decorrer do Curso.

Ambas pretendem proporcionar momentos em que os alunos apliquem e aprofundem o conjunto de conhecimentos construídos ao longo da graduação, articulando ensino, pesquisa e extensão. Ainda que, para a realização deste trabalho, o acadêmico tenha que delimitar seu objeto de estudo e definir uma área específica, o seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) deve expressar o resultado da contribuição das componentes curriculares em sua formação como sujeito autônomo, comprometido com as questões referentes ao Curso, capaz de estabelecer relações entre conhecimentos, preocupado com o arcabouço teórico e com a correlação entre teoria e prática e, sobretudo, atento às questões referentes às novas metodologias de ensino, tendências da Educação Matemática, estudos aprofundados em Matemática Pura, Matemática Computacional, Matemática Aplicada ou Estatística.

Enquanto exercício de pesquisa, o TCC permite a qualificação complementar e o incentivo para que os alunos prossigam sua formação após a conclusão do curso de graduação, seja na perspectiva de ingresso em cursos de pós-graduação, seja enquanto formação com vistas à prática profissional.


II – Organização das componentes curriculares

As componentes curriculares TCC I e TCC II terão um professor coordenador e diversos professores orientadores, cujas atribuições encontram-se definidas no Apêndice II.

A partir de um prognóstico de que 20% dos alunos ingressantes atinjam regularmente todos os pré-requisitos para elaboração do TCC e considerando o número atual de 40 a 50 ingressantes por processo seletivo, estima-se que em torno de 8 a 10 alunos por semestre cursem cada componente curricular de TCC.

O aluno matriculado nesses componentes curriculares será orientado por pelo menos um professor do quadro de pessoal docente da UNIPAMPA, conforme a área de interesse de pesquisa do mesmo e respectiva(s) área(s) de formação e de pesquisa do(s) professor(es). Em casos de trabalhos que abranjam o envolvimento de mais de uma área, é permitida a figura do coorientador (da UNIPAMPA ou de outras IES).

Os orientadores atenderão no máximo três orientandos por semestre.

O trabalho inicia com o componente curricular de TCC I, no sétimo semestre do Curso de Matemática, quando o aluno – sob a orientação de um dos professores do Curso, da UNIPAMPA, ou, mediante justificativa formal do aluno e disponibilidade e interesse do docente, de outra instituição de nível superior – define seu objeto de pesquisa e elabora o projeto. Nesse componente curricular, ele terá orientações gerais sobre a elaboração do projeto de pesquisa e concomitantemente definirá com seu orientador a delimitação do tema, a metodologia e o referencial teórico inicial.

No encerramento de TCC I, o aluno apresentará seu projeto para os demais colegas da turma e orientadores em sessão aberta, com o intuito de receber sugestões para o encaminhamento posterior da pesquisa. A avaliação do aluno nesse componente curricular corresponderá à ficha de acompanhamento e avaliação preenchida pelo orientador, bem como à avaliação do projeto final, realizada por um professor parecerista sugerido pelo coordenador do componente curricular.

O projeto aprovado em TCC I deverá ser desenvolvido e concluído em TCC II. Caso haja alguma alteração no teor do projeto inicial, o aluno deverá apresentar sua nova proposta à Comissão de Curso, cabendo a esta deliberar a decisão de estipular um prazo para o aluno reformular seu projeto.

No oitavo semestre, no componente curricular de TCC II, o aluno, sob a supervisão do orientador (e coorientador, quando for o caso), desenvolverá o projeto elaborado em TCC I.

Uma vez concluído, o trabalho será encaminhado em versão preliminar ao professor coordenador de TCC II em três cópias impressas (uma para cada professor membro da banca de avaliação) com o prazo mínimo de 15 dias que antecede a data da defesa estabelecida pelo professor coordenador. Após a defesa pública, tendo sido aprovado e, se for o caso, tendo feito os ajustes necessários sugeridos pela banca, o aluno terá dez dias úteis para entregar a versão final, em cinco cópias impressas. Uma para arquivamento na documentação do Curso, uma para a biblioteca da UNIPAMPA e uma para cada membro da banca, além de duas cópias digitais em arquivo PDF (CD-ROM). Dessa forma, cumprir-se-ão todos os requisitos para aprovação no componente curricular.

A cópia entregue para arquivamento na documentação do Curso de Matemática deverá ser feita em capa dura preta com letras douradas, conforme modelo estabelecido no Manual para Elaboração e Normalização de Trabalhos Acadêmicos – conforme normas da ABNT, disponibilizado pela UNIPAMPA.

As atribuições e responsabilidades dos professores coordenadores de TCC I e de TCC II, dos orientadores, dos alunos, da Comissão de Curso, bem como os procedimentos de avaliação desses componentes curriculares e o modelo de capa, encontram-se no Apêndice II (Normas do Trabalho de Conclusão de Curso).


2.3.1.3. Estágios
De acordo com a legislação para a formação de professores da Educação Básica (Art. 13, Parágrafo 3º, da Resolução CNE/CP 01/2002), o Estágio Curricular Supervisionado deve “ser realizado em escola de educação básica, e respeitado o regime de colaboração entre os sistemas de ensino, deve ser desenvolvido a partir do início da segunda metade do Curso e ser avaliado conjuntamente pela escola formadora e a escola campo de estágio” (p. 04). Diante disso, o estágio supervisionado, na UNIPAMPA, constitui-se como espaço-tempo privilegiado na formação acadêmico-profissional dos futuros professores, sendo este um articulador de conhecimentos teóricos e práticos adquiridos ao longo do curso de graduação e dos saberes e fazeres necessários à atuação docente crítica e reflexiva. Compreende-se também o campo de estágio curricular supervisionado como espaço para aprendizagem centrada na ação-reflexão-ação pedagógica, considerando a pesquisa como um dos princípios educativos e formadores do professor.

O estágio supervisionado possui carga horária específica de 405 horas distribuídas ao longo da segunda metade do Curso, conforme estabelece a Resolução CNE/CP 02/2002. Este documento, no que trata da regulamentação dos estágios curriculares supervisionados, orienta-se conforme o que estabelece a Resolução Nº 29, de 28 de abril de 2011, que aprova as normas básicas de graduação na UNIPAMPA.

Os componentes curriculares que compõem o estágio curricular estão definidos como Estágio de Práticas Interdisciplinares, Estágio de Observação, Estágio no Ensino Fundamental e Estágio no Ensino Médio. Sendo que, Estágio de Práticas Interdisciplinares sugere que o aluno conheça também contextos educativos interdisciplinares, ampliando a concepção de docência ao reconhecer o papel do educador em outros nichos e levando esse conhecimento para a escola. Já o Estágio de Observação está reservado à realização de pesquisa de campo com a finalidade de que os alunos conheçam a organização e as práticas pedagógicas da escola, com o olhar de futuros professores.

Já os componentes curriculares de Estágio no Ensino Fundamental e Estágio no Ensino Médio têm a finalidade de desenvolver ações pedagógicas na área de matemática, com turmas de ensino fundamental e médio, respectivamente. Ambas preveem tanto a elaboração de um relatório de estágio que contemple a descrição das ações desenvolvidas e uma análise teórica da prática ou a escrita de um artigo científico. Nessa etapa, espera-se que os alunos apresentem condições de empreender discussão de cunho epistemológico sobre os conteúdos/conhecimentos da matemática, tomada como uma linguagem e/ou um corpo de conhecimento histórico e socialmente construído, bem como sobre os diversos aspectos que envolvem o ensino e a aprendizagem desses conteúdos/conhecimentos. Essa perspectiva aponta a possibilidade de os alunos se envolverem na aplicação das propostas elaboradas anteriormente, dentro de uma visão que permite a imprevisibilidade como fator presente nas salas de aula e que considere a complexidade que envolve as ações pedagógicas e a realidade onde irão atuar.

Para privilegiar sua formação investigativa, os estagiários são orientados a produzir, nos componentes curriculares supracitados, diários de bordo1, em que registram acontecimentos das aulas observadas ou ministradas. Esses registros são ampliados e comentados, em momento imediatamente posterior às aulas e/ou atividades, constituindo-se em instrumentos de formação docente e, posteriormente, em objetos de análise e pesquisa, podendo contemplar tanto a produção do relatório de conclusão do componente curricular, como também a escrita de um artigo científico conforme mencionado anteriormente.

Esses componentes curriculares também preveem o aperfeiçoamento do estagiário em relação à elaboração de planejamentos didáticos, através da produção e discussão de planos e/ou projetos de ensino que considerem as peculiaridades socioculturais do contexto em que se realiza a prática pedagógica.

Conforme as Diretrizes Curriculares para a Formação de Professores da Educação Básica, o estágio deverá ser realizado em escola de educação básica tendo também a possibilidade de ser realizado em ambientes não formais, tais como, museus, feiras de ciências, editoras, parques, reservas ecológicas, ONGs, mídias eletrônicas e televisivas relacionadas à educação, entre outras. No entanto, na possibilidade de haver um número elevado de estagiários e na condição de propor uma alternativa a esse dispositivo legal em caso de indisponibilidade da rede de ensino formal, o professor poderá prever a realização de estágios atrelados a programas e projetos de extensão e/ou de ensino oferecidos pela universidade.

As atividades de estágio deverão ser acompanhadas e avaliadas conjuntamente em regime de coorientação (professor orientador de estágio na universidade e professor regente do componente curricular na escola), e apenas pelo professor supervisor de estágio (ou em coorientação com outros docentes ou técnicos-administrativos), quando realizadas em projetos de extensão e ensino credenciados na universidade.

Devido à natureza dos componentes curriculares de estágio e ao conjunto de elementos qualitativos e processuais abarcados pela avaliação proposta, não serão previstas atividades recuperatórias semelhantes às tradicionalmente empregadas em outros componentes curriculares. O aluno que não for aprovado poderá, através de requerimento fundamentado e dirigido à Coordenação do Curso, requerer revisão da nota obtida, conforme o estabelecido nas Normas Básicas da Graduação da UNIPAMPA (Instrução Normativa nº 02, de 05 de março de 2009) e no item 2.3.2 do presente documento.

Tendo em vista zelar pela qualidade e excelência das ações dos alunos-estagiários, cada professor orientador dos componentes curriculares de Estágio no Ensino Fundamental e de Estágio no Ensino Médio atenderão no máximo 10 (dez) graduandos por turma no semestre.

A avaliação dos estágios é vista como a possibilidade da reelaboração de significados. Assim, os seguintes itens deverão balizar a avaliação da aprendizagem dos alunos do Curso de Matemática nas componentes curriculares que compõem o estágio curricular supervisionado.


  • A forma de descrição, de análise e de reflexão sobre possibilidades de ensino em ambientes interdisciplinares relacionando a educação matemática com as demais áreas de conhecimento, assim como, estabelecer relações entre educação, arte, meio ambiente, tecnologias e as diferentes formas de cultura.

  • A forma de descrição, de análise e de reflexão sobre a realidade das escolas com as quais irão trabalhar, a partir das observações realizadas na componente curricular de Estágio de Observação.

  • A destreza e o domínio teórico dos conteúdos/conhecimentos de matemática e de educação.

  • A presença de elementos inovadores na elaboração da proposta de ensino desde que haja uma argumentação teórica.

  • O desenvolvimento da proposta em sala de aula.

  • A apresentação e a discussão teórica dos relatos das aulas (preferencialmente de cada uma) com o objetivo de contextualizar e analisar as situações vivenciadas (expectativa x realidade).

O compartilhamento das experiências dos alunos estagiários tornar-se-á público perante a comunidade escolar e acadêmica, de forma a retroalimentar-se continuamente, através da Mostra de Estágios das Licenciaturas, realizada ao final de cada ano, com a participação da comunidade local escolar e demais alunos dos cursos de licenciatura, a fim de ampliar o diálogo e o intercâmbio de vivências sobre a realidade educacional, sensibilizando a sociedade para o caráter investigativo e reflexivo que constitui as questões educativas.
2.3.2. Metodologias de ensino e avaliação
De acordo com as diretrizes orientadoras dos cursos de licenciatura da UNIPAMPA, os pressupostos teórico-metodológicos foram assumidos a partir do Projeto Institucional dessa universidade. Tal projeto reconhece e valoriza o protagonismo de todos os envolvidos no processo educativo, orientando para a construção de novos saberes, para o desenvolvimento de competências, de habilidades e para a formação humanística, comprometida com a ética, a cidadania e a justiça social. Assim, o processo educativo deve estimular a crítica da realidade por parte dos alunos.

Conforme o Parágrafo único, do Art.5º, da Resolução CNE/CP nº 1/2002, que institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores: “[...] a aprendizagem deverá ser orientada pelo princípio metodológico geral, que pode ser traduzido pela ação-reflexão-ação e que aponta a resolução de situações-problema como uma das estratégias didáticas privilegiadas.” (BRASIL, 2002, p.3).

Sob tais pressupostos, a metodologia de ensino se pautará, para orientação docente, em algumas concepções, tais como:

I - o ensino visando à aprendizagem do aluno, reconhecendo a interdisciplinaridade como elemento essencial da construção do saber;

II - o acolhimento e o trato da diversidade;

III - o exercício de atividades de enriquecimento cultural;

IV - o aprimoramento em práticas investigativas;

V - a elaboração e a execução de projetos de desenvolvimento dos conteúdos curriculares;

VI - o uso de tecnologias da informação e da comunicação, perpassando as várias áreas do conhecimento;

VII – o uso de metodologias, estratégias e materiais de apoio inovadores;

VIII - o desenvolvimento de hábitos de colaboração e de trabalho em equipe;

IX – a abordagem de temas transversais como pressupostos formadores da cidadania;

X – a articulação do ensino, da pesquisa e da extensão como base da formação acadêmica.

No sentido de proporcionar aos egressos uma formação qualificada para atender às exigências da Educação Básica, o Curso de Matemática estabelece a inserção dos acadêmicos no contexto escolar, promovendo com isso a aproximação com o campo de intervenção, a produção de conhecimentos e de novas experiências pedagógicas, articulando aspectos da cultura geral com a cultura escolar. Destaca-se como exemplo disso o Programa de Bolsa Institucional de Iniciação à Docência – PIBID, que visa fomentar a realização de pesquisas na área da educação, na formação acadêmico-profissional dos estudantes e contribuir para a melhoria da qualidade da educação básica brasileira.

Destaca-se a relevância em se adotar pressupostos teórico-metodológicos para orientar a prática docente na formação de professores, sendo que tais pressupostos devem compreender diferentes concepções de pensamento, métodos e práticas pedagógicas existentes entre os docentes, sempre priorizando uma pedagogia baseada em ações colaborativas, que fomentem a inovação e a promoção da autonomia do aluno no processo de aprender e pensar, como também compreender o desenvolvimento de processos avaliativos das diversas etapas e dos vários agentes do Curso.

Em conformidade com a Resolução 29 de 28 de abril de 2011 que estabelece as Normas Básicas de Graduação, Controle e Registro das Atividades Acadêmicas da UNIPAMPA, a avaliação da aprendizagem do discente nos componentes curriculares é processual, contínua e cumulativa, com a prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos.

Com isso, a prática avaliativa, proposta neste projeto pedagógico, objetiva o desenvolvimento de ações dinâmicas, formativas, processuais e diagnósticas. É entendida como uma estratégia que tem por objetivo diagnosticar e perceber os progressos e as fragilidades no aprendizado dos alunos, bem como nas estratégias de ensino do professor, para que o processo de ensino e aprendizagem seja redirecionado e reorganizado. Além disso, a prática avaliativa deverá ser contínua de modo a permitir a comparação dos dados de um determinado momento a outro, de maneira a revelar o grau de eficácia das medidas previamente adotadas, a partir de resultados obtidos anteriormente, havendo assim um diagnóstico funcional e contextualizado dos conhecimentos adquiridos.

No intuito de subsidiar a formulação da proposta de avaliação presente em cada plano das componentes curriculares ou atividades previstas na matriz curricular do Curso de Matemática, norteamos a seguir os princípios e/ou orientações gerais, salientando a natureza peculiar de cada componente curricular.

Recorrer a vários métodos de avaliação:


    • formas escritas com questões dissertativas elaboradas sob vários níveis de abstração de modo a avaliar diversas competências como: capacidade de expressar na forma escrita com clareza e precisão; capacidade de utilizar conceitos e técnicas; capacidade de assimilar e criticar novas ideias na resolução de problemas; habilidade para identificar, formular e resolver problemas usando rigor lógico-científico; competência para estabelecer relações interdisciplinares com outras áreas e estar ciente das questões contemporâneas;

    • formas orais, bem como o uso de novas tecnologias e materiais manipuláveis;

    • trabalhos em equipes;

    • atividades de docência simuladas, elaboração de projetos, pesquisa bibliográfica, produtos de rotina de trabalho semanal ( por exemplo, listas de exercícios);

    • elaboração de artigos, relatórios e trabalhos acadêmicos como o Trabalho de Conclusão de Curso;

    • apresentação de trabalhos e seminários;

    • entre outros instrumentos de avaliação do processo de ensino e aprendizagem.

Destacamos ainda que, de acordo com o Art. 59 da Resolução 29/2011 (p.11), devem ser observados os seguintes aspectos relacionados ao desempenho acadêmico:

  • O registro da aprendizagem do aluno deve constar em pelo menos um documento físico (prova escrita, relatório ou outro instrumento de avaliação).

  • O resultado das atividades de avaliação deve ser divulgado aos discentes em até 10 (dez) dias úteis após a sua realização.

  • É assegurado ao discente vistas aos documentos referentes às suas atividades de avaliação, após a divulgação do resultado dessas.

  • O resultado final da avaliação de aprendizagem é expresso como aprovado ou reprovado de acordo com os critérios de frequência registrada e nota atribuída ao discente.

  • A nota atribuída ao discente segue uma escala numérica crescente de 0 (zero) a 10 (dez).

  • Aprovado é o discente que atender à frequência de 75% (setenta e cinco por cento) na carga horária do componente curricular, salvo nos programas de educação à distância, e obter nota final igual ou maior do que 6 (seis).

Por se entender a prática avaliativa como uma ação continuada recomenda-se que esta seja distribuída ao longo do período do componente curricular com a aplicação de, no mínimo, 02 (dois) momentos de avaliação. Convém salientar que não está suprimida a possibilidade de instrumentos tradicionais avaliativos (prova escrita, individual, sem consulta, com tempo limitado) respeitando os objetivos a serem alcançados por cada componente curricular e as particularidades da mesma, bem como o plano de ensino definido previamente pelo professor responsável.

Deve-se assegurar a existência de atividades de recuperação ao longo do processo de ensino-aprendizagem, explicitado nos planos de ensino, conforme Art. 61 da Resolução 29/2011 (p.11): “Atividades de recuperação serão asseguradas ao discente e promovidas ao longo do desenvolvimento do componente curricular, em uma perspectiva de superação de aprendizagem insuficiente”.



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