Uni nilton lins informativo pedagógico ano 01 №17 /08



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                       UNI NILTON LINS

 

INFORMATIVO PEDAGÓGICO ANO 01 - № 17 /08

    

                                                                      


INOVAÇÃO NA APRENDIZAGEM, QUEBRANDO ANTIGOS

PARADIGMAS

Elisa Wolynec

Até o momento, todas as experiências de utilização da Internet no ensino procuram reproduzir de alguma forma a tradicional sala de aula. E essa tradicional sala de aula das universidades pouco se modificou, nos últimos mil anos, do ponto de vista da metodologia de ensino e aprendizagem. É o natural da mente humana: toda a vez que surge uma inovação tecnológica, tenta-se de início utilizá-la de acordo com os antigos paradigmas.

 

É interessante citar alguns exemplos, para uma reflexão. Um exemplo clássico é o dos terminais bancários de auto-atendimento (ATM), tão utilizados atualmente para que os usuários façam suas transações bancárias a qualquer hora do dia ou da noite, nos shoppings, supermercados, clubes, na praia, no campo, na cidade. Quando esses equipamentos foram desenvolvidos, os bancos os colocaram dentro das agências. Foi só quando alguém teve a idéia de colocá-los fora dos bancos, em locais públicos, funcionando 24 horas, é que ocorreu a revolução na utilização desses serviços.

 

Uma analogia interessante é o que ocorreu quando foi inventado o cinema. Os primeiros filmes restringiram-se a fixar a filmadora em um ponto e colocar os artistas contracenando em frente. No fundo, diante de uma tradição de teatro que remonta aos gregos, os primeiros filmes filmavam o palco onde se desenrola a cena. Tentavam aprimorar o filme para que se aproximasse o melhor possível do teatro.

 

Em 1903, o filme "The Great Train Robbery" foi o primeiro a filmar com várias câmeras, de diferentes distâncias, liberando o cinema da filmagem fixada no palco. Quando se discute se o e-learning pode oferecer aprendizagem de qualidade, as pessoas normalmente começam a comparar a aprendizagem on-line com a sala de aula tradicional. Na maioria das vezes, seus objetivos são tornar a aprendizagem on-line tão eficaz quanto a sala de aula tradicional.



Essa meta, aparentemente já atingimos. Os estudos compilados por Thomas L. Russell (http://teleeducation.nb.ca/nosignificantdifference) mostram que não há diferença significativa entre os resultados obtidos pelo ensino on-line e o presencial.

Será que o que fazemos atualmente com e-learning não é filmar o palco e tentar torná-lo tão bom quanto o teatro? A tecnologia está aí, bastante desenvolvida. Precisamos repensar a pedagogia. Temos que encontrar novas formas de proporcionar experiências ricas de aprendizagem aos alunos. Precisamos nos perguntar o que é possível fazer com esse novo ambiente de aprendizagem que não se pode fazer no ambiente tradicional.

 

Pesquisas desenvolvidas com a teoria de aprendizagem mostram que os estudantes compreendem melhor e retêm o que aprenderam quando são expostos a:



1. um exemplo real, vívido e familiar para ancorar os conceitos;

2. um segundo exemplo, menos familiar, que demonstra a ampla aplicabilidade dos conceitos;

3. uma forma de descobrir o principio geral;

4. realizar trabalhos práticos utilizando os conceitos.

 

O ambiente de e-learning pode propiciar todas essas experiências de forma muito rica. Mas pode, também, propiciar individualização. O menu para experiências de aprendizagem pode ser variado, para proporcionar experiências para diferentes tipos de aprendizes. O que nos tem impedido de avançar é a resistência de muitos educadores em romper com os antigos paradigmas. Entretanto, essa resistência é inútil. O e-learning veio para ficar. Não há mais volta.

 

Essa resistência em aderir ao novo ambiente de ensino e aprendizagem lembra um outro acontecimento. Quando o sistema de Correio dos Estados Unidos decidiu adotar o telégrafo, a Pony Express que fazia o correio usando diligências decidiu comprar cavalos mais rápidos. Não perceberam que o meio de transmissão de mensagens havia mudado e a empresa faliu.

O uso intensivo desse novo meio de aprendizagem e a entrada no cenário de educação de empresas que não se originaram nas universidades tradicionais deverá criar as condições propícias para que possamos, no futuro, explorar todas as potencialidades desse ambiente.

A Internet certamente tem ampliado o acesso da humanidade ao seu maior patrimônio: o conhecimento.

Extraído da Revista Profissão Mestre (www.profissaomestre.com.br)

                                                              Pró-Reitoria de Ensino de Graduação


                                                              Programa de Formação Continuada Docente
                                                              Contato: Profa.Osmarina olima@niltonlins.br

 



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