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UNESP – Universidade Estadual Paulista

“Júlio de Mesquita Filho”

Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação

Departamento de Comunicação Social


TV Digital

Daqui pra frente, o que será diferente?

O que vai mudar no seu televisor com a chegada da TV Digital

Orientanda

PRISCILA EUGENIA TREVISAN CESTARI
Orientador:

Prof. Ms. WILLIANS CEROZZI BALAN


Banca examinadora:

Profa Ms. TEREZINHA DE JESUS BOTEON


EDSON SIMÕES

Profissional de Produção de Televisão

Bauru – SP

2 0 0 1


UNESP – Universidade Estadual Paulista

“Júlio de Mesquita Filho”

Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação

Departamento de Comunicação Social


TV Digital

Daqui pra frente, o que será diferente?

O que vai mudar no seu televisor com a chegada da TV Digital


Priscila E. Trevisan Cestari

9831339
Projeto Experimental apresentado como exigência parcial para obtenção do título de Bacharel em Comunicação Social – Habilitação em Rádio e Televisão, ao Departamento de Comunicação Social da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", atendendo à resolução de número 02/84 do Conselho Federal de Educação.



Bauru – SP

2 0 0 1

Dedico esse trabalho à Deus, que me deu fé e coragem para nunca desistir de caminhar em busca deste objetivo: a aprendizagem.


E aos meus pais, Armírio e Maria José, e irmãos, Carlos e Maria Luiza, por acreditarem em mim e verem que esse esforço já valeu a pena.

Agradecimentos

Ao meu eterno namorado, William, pela compreensão, amor e carinho nos momentos mais difíceis, além de suportar a saudade de cada dia!


Ao pessoal de casa por terem me acolhido quando precisei de um lar pra viver esses últimos seis meses!
Agradeço aos amigos, os mais verdadeiros, pelo apoio e torcida.
E ao Professor Willians, pela paciência e dedicação, hoje e sempre!

A todos vocês, muito obrigada!

“O tempo dura bastante para aqueles que sabem aproveitar”



Leonardo da Vinci
“A primeira coisa a fazer é descobrir tudo aquilo que os outros sabem, e então começar onde eles pararam”

Thomas Alva Edison

Í N D I C E




INTRODUÇÃO 10

1 - A EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA DA TV: HISTÓRICO 13

1.1- O sonho de se transmitir imagens 13

1.2- A Geração de Imagens 14

1.3- A TV em Cores 19

1.4- A Invenção do VT 20

1.4.1- O início da gravação de imagens 20

1.4.2- O Videotape 21

2 - O ESPECTRO DE FREQÜÊNCIAS 27

2.1- Mais espaço para o Espectro de Freqüência 32



3 - SISTEMA ANALÓGICO E DIGITAL 33

3.1- O Sistema Analógico 33

3.2- O Sistema Digital 37

4 - UM POUCO DA HISTÓRIA DO CINEMA 41

4.1- A arte que sobrevive através dos tempos 41

4.2- Cinema Digital 44

4.2.1- Os formatos de captação digital 45

4.2.2- Do vídeo para o cinema: um processo antigo 49

4.3- Lado a Lado: Cinema analógico e digital 50

4.4- Cinema e futuro 53

5 - A CRONOLOGIA DA TV DIGITAL 58

5.1- Porque não confundir TV Digital com TV de Alta Definição (HDTV) 58

5.2- Uma Breve História 60

5.3- Convergência e Modelos de Camadas 66



6 - EXPECTATIVA DOS USUÁRIOS 70

6.1- Expectativas dos usuários brasileiros para a televisão do futuro 71



6.1.1- Melhor Imagem, Melhor Som 73

6.1.2- Ajuda aos Deficientes Físicos 74

6.1.3- Gravação de Programas e Near-Video-on-Demand 74

6.1.4- Vídeo Adicional 75

6.1.5- Zooming 76

6.1.6- Múltiplos Programas e Vídeo sob Demanda 76

6.1.7- Interatividade 77

6.1.8- Internet 80

6.1.9- Áudio Adicional 81

6.1.10- Legenda Adicional 81

6.1.11- Outras Características 81

7 - PLATAFORMAS PARA TV DIGITAL 84

7.1- Modelo de Referência ITU-T 84

7.2- O Padrão MPEG 85

7.2.1- Por que a compressão? 85

8 - MODELOS DE NEGÓCIO EM TELEVISÃO DIGITAL 90

8.1- Características para modelos de negócios 91



8.1.1- Resolução, qualidade de imagem e formato de tela 91

8.1.2- Conversão de formatos de tela 95

8.1.3- Diversidade de Programação 96

8.1.4- Otimização de cobertura 98

8.1.5- Transmissão hierárquica 98

8.1.6- Multimídia e Hipermídia 99

8.1.7- Interatividade e Canal de Retorno 101

8.1.8- Datacasting 104

8.1.9- API 105

8.2- Modelos de negócios para televisão digital 106



8.2.1- Programas secundários de televisão 106

8.2.2- Diversidade de serviços e acesso à Internet 107

8.2.3- Receptibilidade do sinal de televisão 108

8.3- Possíveis modelos de negócios 109



8.3.1- Observações acerca dos modelos de negócios 115

8.4- Modelos de negócios adotados em alguns países 117



8.4.1- Estados Unidos 117

8.4.2- Europa 118

8.4.3- Japão 118

9 - INVESTIMENTOS DE GERADORAS E RETRANSMISSORAS 120

9.1- A Produção 121

9.2- Transmissão 123

9.3- Retransmissão 124



9.3.1- Custos 125

10 - RECEPTORES PARA TV DIGITAL 127

10.1- Introdução 127

10.2- A Indústria e o Mercado de Televisores no Brasil 127

10.3- Produtos de TV Digital existentes no mundo 130



10.3.1- Estados Unidos com o ATSC 130

10.3.2- A Europa com o DVB-T 131

10.3.3- A Austrália com o DVB-T/7 MHz 132

10.3.4- O Japão com o ISDB-T 134

10.4- Definindo os produtos de TV Digital no Brasil 136



10.4.1- Arquiteturas do Sistema de Recepção 136

10.4.2- STB-HD/SD 136

10.4.3- Monitor-SD 138

10.4.4- Monitor-HD 138

10.4.5- Televisor Integrado SD 139

10.4.6- Televisor Integrado HD 139

10.4.7- Outros Produtos de Consumo de TV Digital 139

11 - PERSPECTIVAS 141

11.1- Mercado Brasileiro de Televisores em Cores 141



11.1.1- Domicílios e Televisores 141

11.1.2- Expectativa da queda de preços 142

11.2- Opções para a fase de transição analógico/digital 142



12 - SITUAÇÃO BRASILEIRA 146

12.1- Padrões: Qual a melhor escolha? 147

12.2- E o que vai mudar no modo de se ver TV? 149

12.3- Daqui pra frente o que será diferente 152

CONSIDERAÇÕES FINAIS 158

GLOSSÁRIO DE TERMOS TÉCNICOS 161

BIBLIOGRAFIA 186

ANEXOS 191





I N T R O D U Ç Ã O

INTRODUÇÃO


Desde o Século XIX, os estudiosos pesquisavam a respeito de como fazer para transmitir imagens à distância. Sabe-se que os experimentos evoluíram de acordo com a possibilidade de cada época. Do surgimento da televisão na década de 30, com imagens monocromáticas, à introdução do sistema de cor nos anos 50, a televisão passaria a fazer parte do cotidiano das pessoas, contando histórias e narrando fatos.

Quando o desenvolvimento tecnológico promove uma quebra de paradigmas, tal como foi o advento da TV em cores, a sociedade passa a notá-lo como um todo. As mudanças passam a fazer parte da vida dos indivíduos, enquanto telespectadores, não só pelo fato da aquisição de novos aparelhos receptores e sim das possibilidades que eles proporcionam.

Em pleno século XXI, estamos prestes a viver uma nova quebra de paradigmas com a introdução da tecnologia digital no serviço de televisão recebido pelo telespectador, isto é, o usuário final. O que se denomina televisão digital é a transmissão de sinais de TV em forma de dígitos binários – daí o digital – que proporciona, entre outras vantagens, uma melhor qualidade de imagem e som ao telespectador.

Aos poucos, a curiosidade a respeito do tema, fez com que certas questões precisassem ser resolvidas tais como: o que é TV Digital? Como iria funcionar? Quais benefícios? Quanto seria modificada para receber essa tecnologia?

As respostas fariam parte desta monografia.

A decisão da pesquisa sobre TV Digital partiu do desejo de conhecer como uma nova tecnologia em televisão pode vir a ser aplicada e como os profissionais da Radiodifusão precisam ter contato com alguns conceitos importantes. O tema é relativamente recente e a opção por realizar um projeto como este é possibilitar àqueles que consultarão esse material o registro de uma época e sua situação atual.

Além do mais, os estudos estão voltados para a área da Comunicação e não da Engenharia ou da Eletrônica. Não teria sentido desta ser uma pesquisa de aspectos técnicos da televisão digital, pelo fato de que é realizada para estudantes de comunicação virem a compreender, mesmo que basicamente, alguns aspectos importantes que podem modificar o perfil de um profissional de TV. Veremos, por exemplo, que certos cuidados não podem ser descartados dentro da tecnologia digital, como subestimar a alta capacidade da gravação de uma imagem, onde uma câmera digital “enxerga” mais do que outra sistema analógico.

Assim, esta pesquisa divide-se em duas partes. Enquanto a primeira descreve a introdução à história tecnológica da televisão e do cinema, meios que serão diretamente atingidos pela tecnologia digital, a segunda parte traz a história da TV Digital, suas características e aplicações.

PRIMEIRA PARTE:

HISTÓRIA TECNOLÓGICA DA TELEVISÃO E DO CINEMA




  1. A EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA DA TV: HISTÓRICO



    1. O sonho de se transmitir imagens


O surgimento e desenvolvimento da televisão deve-se ao trabalho de inúmeros cientistas que estudaram os fenômenos eletromagnéticos assim como a transmissão de imagens à distância.

Pode-se dizer que tudo começou no século XIX, em 1817. Neste ano, o químico sueco Jacob Berzelius descobriu casualmente o selênio1, o que veio a ser o primeiro passo para a transmissão de imagens. A descoberta abriria novos campos para a utilização da energia elétrica, inclusive na televisão, mas ninguém desconfiou disto, muito menos Berzelius.

A idéia de transmitir imagens à distância era sonho de muitos. Em 1842, Alexander Bain realizou a primeira transmissão telegráfica de uma imagem sem movimento (fac-símile), atualmente conhecido como fax. Após essa experiência, nada impediria que se fizesse o mesmo com imagens em movimento.

A televisão deixou de ser apenas “sonho” para tornar-se realidade quando foram comprovadas, em 1873, pelo inglês Willoughby Smith, as propriedades fotoelétricas do elemento químico selênio, descoberto no início daquele século. Lançava-se, portanto, o piso teórico para o processo eletrônico de geração de imagens através da tradução de luz em cargas elétricas, e vice-versa. Isto porque, na claridade, o selênio transmitia impulsos elétricos fortes, que se reduziam proporcionalmente à diminuição da luz.

A partir daí, começaram a surgir idéias. O norte-americano George Carey, em 1875, propôs um sistema baseado na exploração de cada ponto da imagem onde, simultaneamente, uniu milhares de células e projetou uma imagem em um número igual de lâmpadas, mais ou menos o que viria ser, posteriormente, o aparelho receptor. Já em 1880, o francês Maurice Le Blanc, notou que imagens sucessivas, apresentadas em uma certa velocidade, davam a impressão de movimento.

No ano de 1884, o alemão Henrich Hertz demonstrou a existência de sinais elétricos se propagando pelo espaço, criando um aparato dotado de duas espirais de arame desconectadas. A primeira era a fonte de ondas eletromagnéticas (conhecida como oscilador) enquanto que, na segunda espiral, a oscilação ocasionava uma corrente elétrica.

A próxima investida em direção ao fundamento das telecomunicações aconteceria pelo jovem Giuglielmo Marconi, em 1896, ao sintetizar a descoberta de Hertz com a concepção do telégrafo de Samuel Morse. Marconi fez as primeiras transmissões de sinais elétricos sem usar fios e, pouco depois, conseguiu enviar mensagens sonoras (“beeps”) a uma distância de duas milhas. Um ano mais tarde, essa experiência ganhava penetração na Alemanha, nas mãos de Adolf Slaby e Georg Graf, onde a informação recebia em definitivo o prefixo “tele”.




    1. A Geração de Imagens

No campo da geração de imagens, outras invenções primordiais inauguravam a televisão. Em Berlim, no ano de 1884, Paul Gottlieb Nipkow concebeu um aparelho mecânico para decomposição do material visual, convertendo as frações obtidas em sinais elétricos, sendo que o dispositivo adequava-se para a formação da imagem. O “Disco de Nipkow” era um disco de ferro e perfurado, que, ao girá-lo, a imagem do objeto dividia-se em pequenos pontos e, estando em alta velocidade, estes reagrupavam-se depois. Em proporção direta a essa energia luminosa, no aparelho eram geradas correntes elétricas, transportadas por um fio a uma lâmpada situada atrás de um segundo disco rotativo perfurado, que girava em sincronia com o primeiro. O espectador que se colocasse frente a essa extremidade, poderia assistir a uma reprodução, ainda que bastante precária, da cena.









Figura 01 – Disco de Nipkow

O futuro da televisão, no entanto, não poderia permanecer em um processo mecânico de análise das imagens. Quase na virada do século, em 1897, o alemão Karl Ferdinand Braun já havia concebido as bases da câmera de TV, inventando o tubo de raios catódicos, em que um feixe emitido por um canhão de elétrons é o responsável pelo que se chama de varredura do material visual.



A
descoberta de Braun viabilizou experimentos com aparelhos de funcionamento eletrônico – ancestrais do moderno sistema de televisão – tal como o iconoscópio. Patenteado pelo russo naturalizado americano Wladmir Zworykin, em 1923, o iconoscópio era um tubo a vácuo com uma tela de células fotoelétricas que permitia a análise eletrônica da imagem. Usando o iconoscópio, ele transmitiu imagens numa distância de 45 quilômetros. Logo a RCA (Radio Corporation of America) convidou Zworykin para conduzir a equipe que produziria o primeiro tubo de televisão.


Figura 02 – Iconoscópio

A década de 20 foi um período de variadas experiências em televisão. Em 1924, dois técnicos da empresa alemã AEG Telefunken, August Karolus e Fritz Schroeter, conseguiram realizar a primeira transmissão de imagens sem a utilização de fios via ondas eletromagnéticas. Logo depois, o inglês John Lodgie Baird repetiria a proeza, transmitindo contornos de objetos a distância e, no ano seguinte, fisionomias de pessoas. Já em 1926, Baird fez a primeira demonstração no Royal Institution em Londres para a comunidade científica, posteriormente, firmando acordo para emissões experimentais com a BBC (British Broadcasting Corporation), a empresa de radiodifusão estatal britânica. Naquela época, o padrão de definição possuía 30 linhas e era mecânico.

Até 1927 as transmissões limitavam-se a figuras sem definição e imagens sem estabilidade. Quem primeiro conseguiu transmitir imagens estáveis de um lugar para outro foi o engenheiro norte-americano Philo Taylor Farnsworth. No dia 7 de setembro de 1927, Farnsworth viu seu sonho realizado, utilizando o tubo de raios catódicos desenvolvido no final do século XIX. Farnsworth e Zworykin travaram longa disputa judicial pela paternidade da invenção da TV. Farnsworth ganhou a disputa mas somente depois que a patente havia sido expirada, não recebendo nenhum dinheiro pelo seu invento.

As empresas norte-americanas que detinham patentes em telecomunicações convergiam seus interesses com o estabelecimento da empresa RCA (Radio Corporation of America), tratando de desenvolver a fundo o princípio da câmera de TV. Faltava-lhes, entretanto, a tecnologia dos tubos de raios catódicos, produzidos pela AEG Telefunken alemã. Permutaram-se, então, patentes entre as duas empresas. Em 1928, a empresa alemã lançava o primeiro aparelho de TV em caráter experimental; dois anos depois, seria ela a responsável pela introdução da técnica de varredura entrelaçada – adotada em todos os sistemas de televisão do mundo – aumentando a qualidade de imagem e assegurando as possibilidades comerciais do novo meio de comunicação. Assim, a primeira demonstração pública ficou por conta da RCA que, em 1930, projetou imagens em uma tela de 1,83m por 2,44m. No ano seguinte, foi montada uma antena no edifício Empire State Building (Nova Iorque) e, embora o sistema utilizasse um receptor eletrônico, o emissor era mecânico.

Em 1935, a Alemanha iniciava as primeiras transmissões experimentais. Um ano depois, a RCA inaugurava em Nova Iorque a sua estação de testes (W2XF) e, na Inglaterra, a BBC já transmitia regularmente. Além disso, em Berlim (1936), foram transmitidos os Jogos Olímpicos, sendo este evento a primeira geração de imagens realizada fora de estúdio. Na Inglaterra, em 1937, três câmeras eletrônicas transmitiram das ruas para a TV londrina a cerimônia de coroação do Rei George VI, com cerca de cinqüenta mil telespectadores. Na Rússia, a televisão começava a funcionar em 1938.

Pouco mais de dez anos haviam passado desde o iconoscópio de Zworykin, e muitos avanços tecnológicos foram obtidos desde aquelas imagens de nitidez precária e algumas centenas de linhas (240, para ser mais exato) de varredura horizontal. Em Paris, a Exposição Tecnológica Mundial conferia prêmios à Telefunken pelo seu sistema de televisão com 375 linhas de varredura horizontal, logo substituído por outro com 441 linhas 2.

Entre Estados Unidos e Europa, surgiram dois modos de se fazer televisão. Diferiam não só os padrões tecnológicos como também o conteúdo das programações, as fontes de financiamento e o aproveitamento comercial das recém-nascidas emissoras.

Um dos passos no desenvolvimento tecnológico apontava para as futuras alianças entre estações, formando as redes. Na Alemanha, em 1936, era realizada a primeira transmissão direcional de microondas – transmissões “invisíveis” que predominariam até a era da difusão dos sinais via satélite.

Como o iconoscópio exigia uma quantidade exagerada de luz e a imagem reproduzida era deficiente, Zworykin inventou, então, uma válvula de raios catódicos muito sensível, chamada Orthicon, que adaptada a câmera, equilibrava a luz e dava uma qualidade técnica melhor a imagem. O Orthicon passou a ser produzido em escala industrial a partir de 1945. O primeiro aparelho de televisão popular foi o modelo 630TS da RCA, comercializado a partir de 1946.

A partir da década de 40 o desenvolvimento da televisão acelerou-se. O sistema já era eletrônico e os aperfeiçoamentos tecnológicos acumulavam-se. A primeira transmissão em cores, que vinha sendo pesquisada desde o início do século, foi feita em 1940, quando também apareceram o transmissor portátil, o cabo coaxial (usado para transmitir imagens diretamente do emissor ao receptor, não havendo interferências atmosféricas) e foram testadas as imagens de 504 linhas. Em 1941, a WNTB tornou-se a primeira emissora a obter licença para funcionar publicamente nos Estados Unidos.

Durante a Segunda Guerra Mundial, os avanços tecnológicos da TV ficaram parados. A Alemanha foi o único país da Europa a manter a televisão no ar. Paris voltou as transmissões em outubro de 1944, Moscou em dezembro de 1945 e a BBC (Londres) em junho de 1946, com a transmissão do desfile da vitória.

Com o fim da Segunda Guerra, a televisão firmou-se como meio de comunicação de massa. Em 1947, inventava-se o transistor, ocorrendo uma disparada vertiginosa na fabricação de televisores. Foram quatro mil na Alemanha Ocidental (1952), dos quais 1600 estavam instalados em restaurantes e bares. Dessa forma, o telespectador logo obteve a garantia de receber uma boa imagem com o lançamento de um tubo metálico para a visão direta.



Somente no início dos anos 50 a TV passou a fazer parte da realidade de, praticamente, todos os países, além de firmar-se como meio de comunicação de massa. Neste mesmo ano, a França possuía uma emissora com definição de 819 linhas, a Inglaterra com 405 linhas, os russos com 625 linhas e os Estados Unidos e o Japão com 525 linhas, enquanto o Brasil inaugurava sua primeira TV, com equipamentos trazidos dos EUA por Assis Chateaubriand.



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