Um paíS, um género: a itália e o realismo


Sáb. [23] 15:30 - Sala Dr. Félix Ribeiro



Baixar 305,24 Kb.
Página4/4
Encontro03.05.2017
Tamanho305,24 Kb.
1   2   3   4

Sáb. [23] 15:30 - Sala Dr. Félix Ribeiro

UTAMARU O MEGURU GONIN NO ONNA

Cinco Mulheres à Volta de Utamaro” de Kenji Mizoguchi



com Minosuke Bando, Tshiko Iikuza, Hiroko Kawasaki

Japão, 1946 - 92 min / legendado electronicamente em português

Uma das obras mais singulares da maturidade de Mizoguchi, na qual se fundem um “retrato” de Utamaro, grande pintor japonês de fins do século XVIII, com uma evidente identificação do cineasta com o pintor, e a temática feminina que atravessa toda a obra do grande mestre do cinema japonês.


Sáb. [23] 19:00 - Sala Dr. Félix Ribeiro

O NICEM JIMEN

Qualquer Coisa de Diferente” de Vera Chytilová



com Eva Bosakova, Vera Uzelacova

Checoslováquia, 1962 - 90 min / legendado em francês

Vera Chytilová, foi uma das principais representantes da excepcional “nova vaga” checa dos anos 60. Fez-se conhecer fora do seu país natal por SEDMIKRASKY, de 1966, distribuído em Portugal em 1976 com o título JOVENS E ATREVIDAS. Contrariamente a tantos cineastas checos da sua geração, esta ilustre realizadora preferiu ficar no seu país a seguir à invasão soviética de 1968 e, depois de vários anos de silêncio, conseguiu continuar a trabalhar. O NICEM JINEN, o seu segundo filme, conta as vidas paralelas de duas mulheres que vivem na mesma cidade e nunca se encontram: uma dançarina e uma mãe de família. Um filme não conformista, feito com grande inteligência e um extra-ordinário sentido plástico.


Sáb. [23] 19:30 - Sala Luís de Pina

ASPHALT

Asfalto de Joe May

com Gustav Frölich, Betty Ammann, Albert Steinrück

Alemanha, 1929 - 90 min / mudo, intertítulos em alemão traduzidos electronicamente em português

Uma das obras-primas do cinema mudo alemão, apesar do argumento não ser dos mais típicos do cinema alemão do período (um polícia é seduzido por uma ladra). O historiador de cinema Siegfried Kracauer classificou-o entre os “filmes da rua”, que foi uma das correntes do cinema alemão mudo. De facto, os cenários exteriores, que descrevem a cidade, são simplesmente extraordinários, ao passo que a iluminação “expressionista” realça os momentos mais dramáticos. Um grande momento de cinema, que também é um dos muitos exemplos da influência que o cinema alemão mudo viria a ter no cinema americano dos anos 30 e 40. A apresentar em cópia nova.


Sáb. [23] 21:30 - Sala Dr. Félix Ribeiro

A CHILD IS WAITING de John Cassavetes

com Judy Garland, Burt Lancaster, Gena Rowlands

Estados Unidos, 1963 - 102 min / legendado electronicamente em português

Aqui acabou a curta experiência de Cassavetes no “mainstream” de Hollywood, num filme que aliás foi renegado pelo cineasta. É certo que não é dos seus trabalhos mais típicos, mas a possibilidade de ver Cassavetes a dirigir actores com o recorte clássico de Judy Garland e de Burt Lancaster garante-lhe toda a pertinência. Garland é a protagonista, no papel de uma professora numa escola para crianças com problemas mentais.


Sáb. [23] 22:00 - Sala Luís de Pina

MESHES IN THE AFTERNOON

AT LAND

MEDITATION ON VIOLENCE

A RITUAL IN TRANSFIGURATION

de Maya Deren

Estados Unidos, 1943, 1945, 1948, 1946 - 60 min / sem legendas

Nascida na Ucrânia e chegada aos Estados Unidos aos cinco anos, Maya Deren (1917- -61) é uma das mais célebres e importantes representantes do cinema de vanguarda americano, de que foi uma das pioneiras. Todos os seus filmes são marcados pela oposição entre o sonho e realidade, sendo esta transformada numa paisagem lírica. Estes filmes também inauguram uma tendência fundamental no cinema de vanguarda americano, os chamados trance films, em que uma personagem deambula num espaço onírico.



Sáb. [30] 15:30 - Sala Dr. Félix Ribeiro

RUN OF THE ARROW

A Flecha Sagrada de Samuel Fuller

com Rod Steiger, Sarita Montiel, Brian Keith

Estados Unidos, 1956 - 85 min / legendado em português

Samuel Fuller começou a sua carreira com um western (I SHOT JESSE JAMES) e realizou algumas obras-primas do género, nem sempre com temas tradicionais, como é o caso de RUN OF THE ARROW. Trata-se da história de um ex-soldado confederado, que depois da derrota dos seus na Guerra da Secessão, vai viver entre os índios, onde a sua coragem faz com que seja aceite. Mas quando estala uma guerra entre os índios e os brancos, ele tem de escolher de que lado vai ficar. Realizado em scope, este é um filme sobre um homem em busca de si mesmo, típico do estilo directo e brutal de mestre Fuller.


Sáb. [30] 19:00 - Sala Dr. Félix Ribeiro

LA NUIT DU CARREFOUR de Jean Renoir

com Pierre Renoir, Georges Térof, Winna Winfried

França, 1932 - 90 min / legendado em português

Personagens de Dostoievsky no cenário de Une Ténebreuse Affaire de Balzac, ao que disse Jean-Luc Godard. A primeira aparição no cinema da personagem criada por Simenon, o inspector Maigret, interpretado pelo irmão do realizador, Pierre Renoir. Renoir filma a noite e o nevoeiro como nunca tinha sido feito, como nunca mais foi feito, numa estranha obra-prima.


Sáb. [30] 19:30 - Sala Luís de Pina

STRAIT-JACKET

A Volúpia do Crime de William Castle

com Joan Crawford, Diane Baker, Leif Erickson

Estados Unidos, 1964 - 90 min / legendado electronicamente em português

Nos últimos anos da sua carreira, Joan Crawford especializou-se em papéis de mulher monstruosa, geralmente com uma complicada relação com a filha. STRAIT-JACKET é um magnífico exemplo daquilo que Peter von Bagh chamou a “estranha colecção de flores tardias e amalucadas da sua carreira”. Joan sai de um asilo psiquiátrico, onde passou vinte anos, depois de matar à machadada o marido e a amante, em presença da filha. Mas novos mortos continuam a aparecer, na “idílica” herdade onde tudo se passa. Terá ela tido uma recaída? Um grande momento de delírio e camp.


Sáb. [30] 21:30 - Sala Dr. Félix Ribeiro

IVANOVO DESTVO

A Infância de Ivan” de Andrei Tarkovsky



com Nicolai Burlyaev, Valentin Zubkov, Nicolai Grinko

URSS, 1962 - 95 min / legendado em francês

A primeira longa-metragem do futuro autor de ANDREI ROUBLEV. Narrativa de um adolescente que vive uma vida feliz e sem história até ao momento em que rebenta a guerra e vê toda a sua família ser morta. Para se vingar, passa a servir de guia aos militares, numa implacável perseguição aos agressores. Embora ilustre um tema tradicional do cinema soviético, a guerra, a dimensão poética da narrativa coloca-o a par das maiores obras de Tarkovski.



Sáb. [30] 22:00 - Sala Luís de Pina

CASQUE D’OR

Aquela Loira de Jacques Becker

com Simone Signoret, Serge Reggiani, Claude Dauphin, Raymond Bussières, Gaston Modot

França, 1952 - 96 min / legendado em português

Um dos mais belos filmes franceses de sempre e talvez a obra-prima de Jacques Becker. Raras vezes, no cinema, uma “reconstituição” de época (o fim do século XIX) conseguiu recriar, de forma tão perfeita, um estilo de vida e o espírito do tempo. CASQUE D’OR (Simone Signoret) é a bela amante de um bandido, Manda (a melhor criação de Serge Reggiani no écran), que acaba traído pelo chefe do grupo.




ESCRITORES DO CINEMA PORTUGUÊS: ALMEIDA GARRETT,

ALEXANDRE HERCULANO, PINHEIRO CHAGAS
Prosseguindo a revisitação a filmes “de escritores do cinema português”, damos a ver, em Junho, FREI LUÍS DE SOUSA e QUEM ÉS TU? para evocar Almeida Garrett, O BOBO a partir de Alexandre Herculano e A MANTILHA DE BEATRIZ, adaptação do romance de Manuel Pinheiro Chagas (também autor da obra original de que parte o argumento de A MORGADINHA DE VAL-FLOR, realizado em 1923 por Erico Braga e Ernesto de Albuquerque). Junho é, assim, o mês dos românticos do século XIX , como o cinema os reviu.

Ter. [05] 22:00 - Sala Luís de Pina

FREI LUIS DE SOUSA de António Lopes Ribeiro

com Maria Sampaio, Maria Dulce, Raul de Carvalho, João Villaret, Barreto Poeira

Portugal, 1950 - 115 min

António Lopes Ribeiro adapta a peça de Almeida Garrett. “FREI LUÍS DE SOUSA segue austeramente, direi mesmo friamente, a linha cénica do entrecho, acrescentando-lhe do cinema sobretudo o elemento plástico, na composição, na luz (fotografia: Aquilino Mendes e Mário Moreira), na marcação das figuras. Tudo é clássico, majestoso, algo distante, como se assistíssemos à peça no século passado. As imagens, por vezes muito belas, numa cenografia caracterizadamente portuguesa, mas recusando o possível realismo em nome de uma certa abstracção cénica, transmitem-nos sobretudo, nesse fundo que parece esmagar o actor, um processo de estilização” (Luís de Pina).


Ter. [12] 22:00 - Sala Luís de Pina

QUEM ÉS TU? de João Botelho

com Rui Morrisson, Susana Borges, Patrícia Guerreiro, Rogério Samora, José Pinto

Portugal, 2001 - 112 min

A partir de Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett, com fotografia de Elso Roque, QUEM ÉS TU? centra-se na figura da adolescente Maria de Noronha, filha de Madalena de Vilhena e de Manuel de Sousa Coutinho, “rapariga demasiado branca e frágil, doente de febres altas e de violentas hemoptises provocadas por uma tuberculose impiedosa” para quem as papoilas, por si colhidas para aliviar a dor, têm um efeito devastador. “O seu profundo sono é rompido por terríveis fantasmas e alucinações: o luxo e a decadência do século XVI português (…) uma nação desfeita ocupada por estranhos. Só nos restam fantasmas”.


Ter. [19] 19:30 - Sala Luís de Pina

O BOBO de José Álvaro Morais

com Fernando Heitor, Paula Guedes, Isabel Ruth, Luís Lucas, Luís Miguel Cintra, João Guedes, Glicínia Quartin

Portugal, 1987 -120 min

O projecto inicial deste filme, uma adaptação de O Bobo de Alexandre Herculano, tornou--se, com o tempo, uma reflexão sobre a obra literária e a sua representação contemporânea. O filme é fascinante porque reflecte, na sua construção, a passagem do tempo (acossado por inúmeras dificuldades de produção, o processo de feitura do filme foi longuíssimo) e as transformações da sociedade portuguesa nos anos a seguir ao 25 de Abril de 1974. Um filme fundamental na cinematografia portuguesa dos últimos 30 anos.


Qui. [21] 19:30 - Sala Luís de Pina

A MANTILHA DE BEATRIZ de Eduardo Garcia Maroto

com António Vilar, Virgílio Teixeira, Margarita Andrey, Helga Liné, Paiva Raposo

Portugal-Espanha, 1946 - 85 min

Lisboa no século XVII. Dois galantes aventureiros e apaixonados rivalizam nos favores das damas da corte. Baseado no romance homónimo de Manuel Pinheiro Chagas, A MANTILHA DE BEATRIZ é uma incursão luso-espanhola no domínio do filme de capa e espada com um António Vilar émulo de Errol Flynn nos jogos da sedução e no uso da espada. Pela primeira vez, os dois mais populares galãs portugueses dos anos 40 – Vilar e Teixeira – actuaram juntos.



KAROLY MAKK

Em colaboração com o Festival de Cinema de Tróia

Nascido em 1925, o cineasta húngaro Karoly Makk foi um nome importante na recomposição e divulgação do cinema do seu país a seguir à II Guerra Mundial. Começou a filmar em 1951, e o seu filme mais recente tem data de 2003. Os seus filmes dos anos 50 e 60 conheceram forte adesão de público e crítica na Hungria mas, ao contrário do que sucedeu com os trabalhos de alguns dos seus contemporâneos (como Miklos Jancso, por exemplo), foram pouco vistos no estrangeiro. O reconhecimento internacional de Karoly Makk sucederia em 1971, quando SZERELEM ganhou o prémio do júri no Festival de Cannes. É com esse filme, porventura o mais célebre título da sua obra, que o evocamos por ocasião da visita a Portugal do cineasta, a convite do Festival de Cinema de Tróia.
Seg. [11] 21.30 - Sala Dr. Félix Ribeiro

SZERELEM

Amor de Karoly Makk

com Lili Darvas, Mari Torocsik, Ivan Darvas

Hungria, 1971 - 84 min / legendado electronicamente em português

Prémio do Júri no Festival de Cannes, SZERELEM é uma suave viagem aos sombrios anos 50 da Hungria. Um homem é preso pela polícia secreta, acusado de ser um dissidente. A mãe dele, idosa, julga que ele imigrou para a América; e a mulher dele, para não desiludir a sogra, monta uma pequena comédia: inventa cartas supostamente enviadas da América pelo marido, que servem de mola para que as duas mulheres (e Karoly Makk) façam nascer a lembrança nostálgica de outros mais felizes tempos. A velha senhora é interpretada por Lili Darvas, famosa actriz de teatro e cinema antes da II Guerra, e viúva do dramaturgo Ferenc Molnar (o autor das peças em que se basearam por exemplo LILIOM de Fritz Lang ou THE GOOD FAIRY de William Wyler).



ROGER CORMAN:

O ANJO SELVAGEM DE HOLLYWOOD
Com a presença dessa figura única e singular que domina o cinema americano de série B e do “explotation”, desde meados da década de 50, ROGER CORMAN, damos início a um dos Ciclos mais esperados pelos cinéfilos, na presença do próprio CORMAN, que para o efeito se desloca expressamente a Portugal.

Nascido em 1926, na cidade da indústria automóvel, Detroit, e formado em engenharia pela Universidade de Stanford (também com estudos de Literatura inglesa na universidade de Oxford), Corman ingressou no cinema como mandarete na 20th Century Fox, passando pouco depois a leitor e analista de argumentos. Em 1953 vendeu o primeiro argumento (HIGHWAY DRAGNET) à Allied Artists, estreando-se na realização em 1955 com FIVE GUNS WEST. Ao longo da década dirigiu dezenas de filmes, alguns deles com records históricos de rodagem (dois dias para o seu filme de “culto” THE LITTLE SHOP OF HORRORS, outros tantos para VIKING WOMEN) ou filmando mais de um filme para aproveitar autores e cenários. Método que irá aplicar nas companhias a que se liga (American Releasing Corporation) ou forma (New World, Concorde), famosas também por se tornarem “escolas” de futuros cineastas a que Corman como produtor deu as primeiras oportunidades de trabalho: Francis Ford Coppola, Martin Scorsese, Peter Bogdanovich, Jonathan Demme, Joe Dante, Allan Arkush, John Sayles, James Cameron, Ron Howard e muitos outros, dos que são hoje figuras cimeiras do cinema americano.

O Ciclo, que se prolonga durante Julho, inclui uma vasta selecção das melhores e mais lendárias realizações de Corman, iniciando-se com o seu filme de “culto” THE LITTLE SHOP OF HORRORS e incluindo, obviamente, a sua famosa série de adaptações de Edgar Allan Poe, de HOUSE OF USHER a TOMB OF LIGEIA, com aquele que muitos consideram a obra-prima de Corman, MASQUE OF THE RED DEATH. Noutro campo, veremos também THE INTRUDER, fabuloso libelo anti-racista, e o filme que Corman disse ter sido o único com que perdeu dinheiro, um insólito filme de gangsters I, MOBSTER. Em 1990 saíram as memórias de Corman com o sugestivo título How I Made a Hundred Movies in Hollywood and Never Lost a Dime.

Aos cerca de 30 filmes dirigidos por Corman que iremos mostrar, junta-se uma selecção das suas produções realizadas por alguns dos nomes mais importantes que revelou, de Francis Coppola (DEMENTIA 13) a Ron Howard (GRAND THEFT AUTO), passando por Bogdanovich (TARGETS) e Scorsese (BOXCAR BERTHA), entre outros. Entre os filmes que veremos este mês, e além de THE LITTLE SHOP OF HORRORS, na abertura, veremos o insólito western que marca a sua estreia na realização, FIVE GUNS WEST (com um argumento que lembra o futuro THE DIRTY DOZEN).



Será editado um catálogo.


Seg. [25] 21:30 - Sala Dr. Félix Ribeiro

Ter. [26] 19:30 - Sala Luís de Pina

THE LITTLE SHOP OF HORRORS de Roger Corman

com Jonathan Haze, Jackie Joseph, Mel Welles, Dick Miller, Myrtle Vail, Jack Nicholson

Estados Unidos, 1960 - 70 min / sem legendas

Filmado em dois dias e uma noite (!!!) por tuta e meia, THE LITTLE SHOP OF HORRORS é um dos filmes de “culto” de Roger Corman, inesperado sucesso de bilheteira que anos depois se converteu num musical na Broadway. A história de um jovem e desajeitado florista que cria uma planta carnívora gigantesca que se alimenta de carne humana! Destaque para a presença de Jack Nicholson em começo de carreira e num irresistível pequeno papel.



Ter. [26] 21:30 - Sala Dr. Félix Ribeiro

FIVE GUNS WEST

Os Pistoleiros Malditos de Roger Corman

com John Lund, Dorothy Malone, Touch Connors, Bob Campbell, Jonathan Haze

Estados Unidos, 1954 - 78 min / legendado electronicamente em português

Uma espécie de antecipação do famoso THE DIRTY DOZEN. Cinco assassinos são perdoados na condição de se juntarem aos Confederados durante a guerra civil americana e, conduzidos por um oficial, atacarem uma diligência com um carregamento de ouro nortista e um traidor sulista.


Qua. [27] 19:00 - Sala Dr. Félix Ribeiro

DEMENTIA 13 de Francis Ford Coppola

com William Campbell, Luana Anders, Bart Patton

Estados Unidos, 1963 - 75 min / legendado electronicamente em português

A carreira de Coppola arrancou sob a égide do “exploitation”, e incluíu, em 1962, um “nudie” chamado TONIGHT FOR SURE. Produzido por Roger Corman, mas denotando também a influência de outro mestre do “exploitation”, William Castle, DEMENTIA 13 é porventura o mais memorável dos filmes do Coppola jovem (aquele que antecede o apropriadamente chamado YOU’RE A BIG BOY NOW, de 1966). A preto e branco e com um “budget” mínimo, é uma história de terror onde Coppola demonstra imaginação e virtuosismo.


Qui. [28] 21:30 - Sala Dr. Félix Ribeiro

Sex. [29] 22:00 - Sala Luís de Pina

I, MOBSTER

A Vida de Um Gangster de Roger Corman

com Steve Cochran, Lita Milan, Robert Strauss, Celia Lovsky, Lili St. Cyr

Estados Unidos, 1958 - 80 min / legendado electronicamente em português

Ascensão e queda de um gangster. Segundo filme de gangsters de Corman, após MACHINE GUN KELLY, I, MOBSTER é uma variação de LITTLE CAESAR, descrevendo a vida criminosa com a sua brutalidade e ajustes de contas e as traições que irão derrubar o novo “César”.



Sex. [29] 19:00 - Sala Dr. Félix Ribeiro

TARGETS

Alvos de Peter Bogdanovich

com Boris Karloff, Tim O’Kelly, Arthur Peterson

Estados Unidos, 1968 - 90 min / legendado electronicamente em português

O primeiro filme “a sério” de Peter Bogdanovich, rodado para a “fábrica” de Roger Corman. Bogdanovich era, da nova geração, aquele que mais amizades tinha entre os veteranos de Hollywood – diz-se que Samuel Fuller terá colaborado, sem crédito no genérico, na escrita do argumento. Variação “low budget” sobre o modelo do filme de terror, TARGETS utiliza “footage” de um filme de Corman (THE TERROR) e Bogdanovich inventou uma história para aproveitar Boris Karloff, disponível para dois dias (!) de rodagem. Sem surpresa, TARGETS ficou parcialmente transformado em homenagem ao veterano actor de FRANKENSTEIN, que morreu no ano seguinte.




O QUE QUERO VER

A última obra-prima de Dreyer, GERTRUD, e, em primeira exibição na Cinemateca, THE GLASS KEY, de Frank Tuttle, são os dois títulos da rubrica “O Que Quero Ver” de Junho.


Sex. [08] 19:30 - Sala Luís de Pina

GERTRUD

Gertrud de Carl Th. Dreyer

com Nina Pens Rode, Bendt Rothe, Ebe Rode, Baard Owe, Axel Strobye

Dinamarca, 1964 - 116 min / legendado em espanhol

Gertrud assume a “total solidão em nome do amor”. O último filme de Carl Th. Dreyer, em que o cinema (como essa mulher, Gertrud), de forma única e irrepetível parece pa-ralisar, cristalizar, deixando no interior das suas imagens todo o movimento, a força e o fogo da palavra. Um filme tão absoluto que só apetece dizer: “este sim, é o mais belo filme de todos os tempos”.


Sex. [15] 19:30 - Sala Luís de Pina

THE GLASS KEY

A Chave de Cristal de Frank Tuttle

com George Raft, Edward Arnold, Claire Dodd, Rosalind Keith

Estados Unidos, 1935 - 80 min / legendado electronicamente em português

Primeira das duas adaptações da novela homónima de Dashiell Hammett (a segunda, de 1942, realizada por Stuart Heisler e protagonizada por Alan Ladd e Veronica Lake, vê- -la-emos este mês no Ciclo História Permanente do Cinema), THE GLASS KEY decorre nos meandros urbanos da política e segue uma história de corrupção, um crime e a sua investigação. Raft e Arnold no seu melhor. Primeira exibição na Cinemateca.



ABRIR OS COFRES

Em Junho, esta rubrica habitual é organizada em colaboração com o Departamento de Botânica da Universidade de Coimbra, com o intuito de mostrar a cópia restaurada de MISSÃO ACADÉMICA A ANGOLA de acordo com uma proposta que se integra nas comemorações do septuagésimo aniversário da morte do Professor Luis Carrisso, em que terão lugar uma exposição fotográfica no Jardim Botânico e a edição de um livro.


Qui. [14] 19:30 - Sala Luís de Pina

Missão Académica a Angola – Alguns Aspectos Cinematográficos da Viagem de Maximino Correia

Portugal, 1929 - 34 min / mudo

De Lisboa a Luanda de António Antunes da Mata

Portugal, 1932 - 14 min / mudo

Acção Colonizadora dos Portugueses de António Antunes da Mata

Portugal, 1932 - 19 min / mudo

O DESERTO DE ANGOLA de  António Antunes da Mata

Portugal, 1932 - 7 min / mudo

Em colaboração com o Departamento de Botânica da Universidade de Coimbra é exibida, em sessão comemorativa dos 70 anos da morte do Prof. Luís Wittnich Carrisso, a cópia restaurada pelo laboratório do ANIM, em 2005, de MISSÃO ACADÉMICA A ANGOLA, a partir de original em película de nitrato de celulose localizada entre o espólio do Prof. Luís Wittnich Carrisso e depositada para conservação na Cinemateca. O filme é o registo amador de uma viagem de estudo a Angola de alunos e professores da Universidade de Coimbra, realizado por Maximino Correia, futuro Reitor da mesma universidade. Segue-se a projecção de três documentários filmados entre 1928 e início de 1929 (e distribuídos em 1932), no âmbito da Missão Cinegráfica a Angola, patrocinada pelo Agente-Geral das Colónias, Armando Cortesão, com o objectivo de recolher imagens das colónias portuguesas a exibir na Exposição Ibero-Americana de Sevilha, em 1929.



ANTE-ESTREIA
A curta-metragem A CURA de José Barahona, produzida pela Contracosta Produções, é o filme português em ante-estreia em Junho.
Sex. [15] 21:30 - Sala Dr. Félix Ribeiro

A CURA de José Barahona

com Pedro Hestnes, Ana Ribeiro, Filipe Cochofel, Augusto Portela, João Cabral

Portugal, 2007 - 29 min

A CURA conta a história de Manuel, um pintor que acaba de deixar o hospital psiquiátrico onde esteve cinco anos internado, com a recomendação médica de não voltar a pintar tão cedo. Voltando para a sua casa à beira rio, dedica-se à reconstrução de uma velha barcaça e cruza-se com Helena, uma jovem da aldeia vizinha: “Helena fica particularmente impressionada com um dos quadros de Manuel, onde um bando de estranhos pássaros vermelhos se dirige a uma ilha no meio do rio. Mas ao contrário de Helena, o pintor parece recear os seus velhos quadros”. Música dos Dead Combo. A sessão prossegue com NORA HELMER (Ver entrada em “R.W. Fassbinder: O Amor É Mais Frio do Que a Morte”).



CINEMATECA JÚNIOR
O cinema voltou aos Restauradores com sessões para os mais pequenos. Na mágica e escura sala do Salão Foz temos todos os Sábados, às 11:00, encontro marcado para sonhar e brincar com os nossos heróis.

No primeiro Sábado, dia 2, vamos comemorar o DIA MUNDIAL DA CRIANÇA apresentando dois filmes, um às 11:00 e outro às 15:00.

Como foi dito no mês anterior, os filmes são para os “juniores” mas os “seniores”podem acompanhá-los e ver como é o cinema visto pelos olhos das crianças. Acreditem que vale a pena. Apesar de este novo projecto só ter um mês, assistir a uma sessão de cinema com crianças é ver um espectáculo dentro de outro espectáculo.
Sáb. [02] 11:00 Salão Foz – Restauradores

ALICE IN WONDERLAND

Alice no País das Maravilhas de Clyde Geronimi e Wilfred Jackson

Estados Unidos, 1951 - 74 min / dobrado em português

Adaptação das conhecidas histórias de Lewis Carroll, sobre as aventuras que a jovem Alice vive em sonhos, onde encontra os mais estranhos e loucos personagens quando parte em perseguição de um coelho branco com relógio de bolso.


Sáb. [02] 15:00 Salão Foz - Restauradores

EDWARD SCISSORHANDS

Eduardo Mãos de Tesoura de Tim Burton

com Johnny Depp, Winona Ryder, Dianne Wiest, Vincent Price

Estados Unidos, 1990 - 105 min / legendado em português

Um dos melhores filmes de Tim Burton, que aqui dá uma nova dimensão à conhecida criação de Collodi, Pinóquio, fazendo de Eduardo uma espécie de “boneco”, criado por Vincent Price, mas que ficou incompleto: em vez de mãos tem tesouras, que ele usa como um artista.


Sáb. [09] 11:00 Salão Foz - Restauradores

THE GENERAL

Pamplinas Maquinista de Buster Keaton e Clyde Bruckman

com Buster Keaton,Marion Mack, Glen Cavender, Jim Farley

Estados Unidos, 1927 - 79 min / intertitulos em português

A obra-prima de Buster Keaton (Pamplinas) que tem por pano de fundo a guerra civil americana. Pamplinas quer participar mas é recusado por ser maquinista de comboio. Mais tarde irá entrar em território inimigo para resgatar a noiva e a locomotiva, numa série de gags geniais.


Sáb. [16] 11:00 Salão Foz - Restauradores

LES PARAPLUIES DE CHERBOURG

Os Chapéus de Chuva de Cherburgo de Jacques Demy

com Catherine Deneuve, Nino Castelnuovo, Anne Vernon

França, 1964 - 91 min / legendado em português

Talvez a obra mais célebre de Jacques Demy e o filme que fez de Catherine Deneuve uma vedeta, no papel de uma jovem cujo namorado parte para a guerra na Argélia, deixando-a grávida, e acabando por casar com outro homem. Um filme totalmente cantado do princípio ao fim (música de Michel Legrand) transformando uma história banal num drama comovente.


Sáb. [23] 11:00 Salão Foz - Restauradores

ICE AGE

A Idade do Gelo de Chris Wedge e Carlos Saldanha

Estados Unidos, 2002 - 81 min / dobrado em português

Um mamute, um tigre dentes de sabre e uma preguiça vêm-se a braços com um bebé humano e vão tentar devolvê-lo à sua tribo antes que o bando de tigres esfaimados o alcance. Mas a vedeta é o esquilo maluco, Scrat, que aparece nas mais estranhas situações.


Sáb. [30] 11:00 Salão Foz - Restauradores

ICE AGE: THE MELTDOWN

Idade do Gelo: Descongelados de Carlos Saldanha

Estados Unidos, 2006 - 90 min / legendado em português

Scrat quase se torna a vedeta desta continuação do primeiro Idade do Gelo, graças ao sucesso alcançado. Ele continua a acompanhar as aventuras dos três amigos, o mamute, a preguiça e o tigre dentes-de-sabre, agora enfrentando os problemas do degelo que vem pôr em causa o seu habitat.





- -



1   2   3   4


©livred.info 2019
enviar mensagem

    Página principal