Ufv / VI simpóS / fevereiro-2007 / Biologia Animal / 150



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UFV / VI SIMPÓS / FEVEREIRO-2007 / Veterinária / 235 
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LISTERIOSE EM CAPRINO – RELATO DE CASO

PESSIN, Ana Estela (Estudante); ARAÚJO, Fabiana Lana de (Estudante); SANTOS, Fábio Cordeiro Oliveira (Estudante); ALMEIDA, Marcel Monteze de (Estudante); CRUZ, Alexandra Lopes da (Estudante); COSTA, Ana Carolina Borges da (Estudante); RIBEIRO FILHO, José Dantas (Orientador)



A listeriose é uma enfermidade infecciosa causada pelas bactérias Gram-positivas, Listeria spp. É principalmente uma doença de ruminantes, particularmente ovinos, embora, ocasionalmente, possa acometer eqüinos e suínos. Os caprinos são mais susceptíveis do que os ovinos. A doença apresenta várias formas de manifestação clínica: encefalomielite espinhal, aborto, septicemia, uveíte e mastite. Os principais sinais são: febre, depressão, perda da habilidade para comer e beber, desidratação, úlcera de córnea decorrente da ceratoconjuntivite, achado comum em caprinos, além da inabilidade para retração da língua. O diagnóstico é realizado através da cultura e detecção do microorganismo em colorações especiais (Gram), imunofluorescência ou imunohistoquímica. O tratamento consiste na administração, por 10 a 14 dias, de antibacteriano (penicilina, tetraciclina e florfenicol) e antiinflamatório. Este artigo visa relatar o caso de um caprino com diagnóstico clínico sugestivo de listeriose. Foi encaminhado ao Hospital Veterinário – DVT/UFV com histórico de secreção ocular purulenta unilateral há onze dias um caprino da raça Saanen, fêmea, cinco anos de idade. O exame físico revelou apatia, desidratação, hiporexia, hipópio e úlcera de córnea, paresia e protusão de língua, ptose auricular direita e ausência de reflexo palpebral. Embora a cultura bacteriana realizada no líquido cefalorraquidiano tenha sido negativa, fato este, possivelmente, ocasionado pela interferência da administração de antibacteriano, pois o paciente já vinha sendo medicado há dois dias.Os sinais clínicos apresentados pelo animal sinalizaram para o diagnóstico clínico sugestivo de listeriose. Penicilina G-procaína (22.000UI/Kg, 24/24h, via intramuscular por 10 dias) e monofenilbutazona (10 mg/kg, 48/48h, via intravenosa, três aplicações), foi o tratamento administrado no referido animal. Ao término do tratamento houve melhora acentuada do quadro clínico. Pode-se concluir que o tratamento médico (penicilina + monofenilbutazona) foi eficiente no tratamento do quadro clínico, entretanto o animal ficou com seqüelas resultantes da enfermidade (paresia e protusão parcial de língua, além de ptose auricular).



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