Tucídides, ktema es aei: a História entre Ciência e Arte



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A excepcionalidade ingente da obra estatal reclama, portanto, para a figura do estadista a solidão do estatuto heróico que sublima a história de seu destino pessoal por sacrifício a uma tal missão realizadora de grandeza política. E essa figura de heroicidade admirável seria Péricles: “Pericles is great because, though he rose on the fear and greed of his countrymen, though the empire he built was built on fear and greed, he and perhaps it transcended this fear and greed. He feared nothing and was greed for nothing. He cowed the people when they were overconfident and heartened them when they were downcast. Everyone knew that money could not tempt him. And it is because of this that he stood above all his fellows, and it is through the defect of this quality of disinterestedness that his succesors reduced all again to the level of their fears and greeds and ruined both the state and themselves” (91).

E a obra grandiosa por que ele se sacrificou, a Atenas democrática do século V: “And the city of Athens, the national equivalent of Pericles among individuals? Is she not the school of Greece? However she may have robbed the allies to build the Parthenon and robbed the Greek city-satates of the freedom they treasured, she had become, as the Funeral Speech indicates, something greater than all this. She had become a model of human society, tolerant and gracious, now that the days of conquering were over. In the Athens of Pericles Thucydides saw something great and admirable which compelled his intelectual homage and his emotional acceptance as nothing else did. If one believed that the history of man politically is a story of greed, strife, and fear, and their working in the society created by them, there was still a time when these passions had for a historical moment been immobilized in a balanced beauty and strength, and Periclean Athens was this historical moment” (91). Esse o ktema es aiei por que Tucídides compôs sua história: “Here was power as it truthfully was, based on fear, pride, and greed, yet it touched something too magical for measurement” (91).

Porque uma mesma preocupação humanista inspira a finalidade dessa filosofia política na busca das verdades respeitantes à natureza humana em tempos de crise moral catastrófica, as lições que Tucídides projeta pela guerra vivida por Atenas na segunda metade do século V ecoam-se, pela leitura de Grene, para o pós-guerra da Chicago de 1949.

Hans Morgenthau


Como vários outros intelectuais judeus temerosos da ascensão do Nacional Socialismo por inícios da década de 1930, também Hans Joachim Morgenthau deixou a Alemanha, primeiro refugiando-se em Genebra em 1932, de lá dirigindo-se para Madri, de onde, com a Guerra Civil Espanhola, finalmente emigra para os Estados Unidos em 1937. A partir de 1943 passa a integrar os quadros da Universidade de Chicago, alocado no Departamento de Ciência Política, onde dirige, desde 1950, o “Center for the Study for American Foreign Policy and Military Policy”, lá permanecendo até 1969, quando se translada para Nova Iorque. Entre 1949 e 1951 atua como assessor de George Kennan no “Policy Planning Board” do Departamento de Estado, e de 1962 a 1965 o faz junto ao Departamento de Defesa, sendo ainda indicado para vários Comitês de Assuntos Exteriores do Congresso.104

É, pois, no horizonte da Universidade de Chicago, por cursos ministrados desde 1943, que Morgenthau elabora sua teoria do Realismo Político. Sua obra fundante, Politics among Nations, publicada em 1948, reflete e condensa essa vivência de reflexão acadêmica105, que se dá, portanto, paralelamente aos cursos, por lá também ministrados por vários anos na década de 1940, de David Grene sobre Tucídides e Platão, que comporiam Man in his Pride de 1950. Diversamente de Grene, entretanto, o pensamento realista de Morgenthau assume uma proposição finalista mais marcadamente pragmática, sempre polarizando seus objetivos por uma empenhada missão de influenciar, e mesmo “reformular”, a orientação dos rumos da política externa norte-americana, assim a livrando dos vezos ingênuos com que as visões do idealismo liberal mais objetivismo cientificista a haviam desviado no período entre guerras.106

A teoria do Realismo Político, cujos princípios Morgenthau condensou em um capítulo introdutório acrescido à segunda edição de Politics among Nations, publicada em 1954 (Chapter I: A Realist Theory of International Politics. Six Principles of Political Realism, p. 3-13), parte, portanto, de uma fundamentação de caráter empírico, buscando na história humana o repertório de acontecimentos e fenômenos políticos que dispõem os dados reais de observação factual a serem instituídos como objeto de um conhecimento científico das relações internacionais. Dado que, ao longo dessa história, a natureza humana permaneceu inalterável em seus modos básicos de procedimento e atuação política, pode-se apreender quais sejam suas leis gerais de manifestação por meio da operação metodológica de esquemas racionalizantes de mapeamento da semântica de teor analítico-previsiva dos lances e passos objetivados por essa espécie de jogo de xadrez que conforma a política internacional:

For realism, theory consistis in ascertaining facts and giving them meaning through reason. It assumes that the character of a foreign policy can be ascertained only through the examination of the political acts performed and of the foreseeable consequences of these acts. Thus, we can find out what statesmen have actually done, and fromthe foreseeable consequences of their acts we can surmise what their objectives might have been”.



Yet examination of the facts is not enough. To give meaning to the factual raw material of foreign policy, we must approach political reality with a kind of rational outline, a map that suggests to us the possible meanings of foreign policy. In other words, we put ourselves in the position of a statesman who must meet a certain problem of foreign policy under certain circunstances, and we ask ourselves what the rational alternatives are from which a statesman may choose who must meet this problem under these circunstances (presuming always that he acts in a rational manner), and which of these rational alternatives this particular statesman, acting under these circunstances, is likely to choose. It is the testing of this rational hypothesis against the actual facts and their consequences that gives meaning to the facts of international politics and makes a theory of politics possible” (5).

No âmago dessa semântica, entende Morgenthau, está o conceito de “interesse definido em termos de poder”, que desvenda os nexos de racionalidade política precípua que guiam os rumos dos estadistas no panorama dos conflitos internacionais:

The main signpost that helps political realism to find its way through the landscape of international politics is the concept of interest defined in term of power. This concept provides the link between reason trying to understand international politics and the facts to be understood. It sets politics as an independent sphere of action and understanding apart from other spheres, such as economics, ethics, aesthetics, or religion. Without such a concept a theory of politics, international or domestic, would be altogether impossible, for without it we could not distinguish between political and non political facts, nor could we bring at least a measure of systematic order to the political sphere.

We assume the satesmen think and act in terms of interest defined as power, and the evidence of history bears that assumption out. That assumption allows us to retarce and anticipate, as it were, the steps a statesman – past, present, or future – has taken or will take on the political scene. We look over his shoulder when he writes his dispatches; we listen in on his conversation with other statesmen; we read and anticipate his very thoughts. Thinking in terms of interest defined as power, we think as he does, and as disinterested observers we understand his thoughts and actions perhaps better than he, the actor on the political scene, does himself” (5)
A verdade histórica universal desse conceito de interesse consubstanciado em poder como essência da razão política fora firmada já por outros autores, dentre os quais Morgenthau lembra Tucídides, cujas declarações outros teóricos políticos ecoram pelos séculos XIX, Lord Salisbury, e XX, Max Weber:

“The idea of interest is indeed the essence of politics and is unaffected by the circumstances of time and place. Thucydides’ statement, born of the experiences of ancient Greece, that ‘identity of interest is the surest of bonds whether between states or individuals’ was taken up in the nineteenth century by Lord Salisbury’s remark that ‘the only bond of union that endures’ among nations is ‘the absence of all classing interests’. It was echoed and enlarged upon in our century by Max Weber’s observation: ‘Interests (material and ideal), not ideas, dominate directly the actions of men. Yet the images of the world created by these ideas have very often served as switches determining the tracks on which the dynamism of interests kept the actions moving” (8)107

Já em sua primeira obra, Scientific Man versus Power Politics, de 1946, Morgenthau lembrara heranças tucidideanas por que ele embasava as propostas teóricas de seu realismo político: “Tucídides, Maquiavelo, Richelieu, Hamilton o Disraeli concebirían la naturaleza de la política internacional como una lucha inacabada por la supervivencia y el poder” (14)
Por outro lado, em texto de 1962 (“The commitements of a Theory of International Politics” in Politics in the Twentieth Century, vol. 1, Chicago), Morgenthau discrimina melhor certamente o vislumbre virtuoso, mas também as insuficiências limitadoras, da herança tucidideana, de identidade historiográfica paralela à rankeana, para a conformação de sua teoria:

El hecho de que el hombre se ha preocupado poco en el pasado por una teoría de la política internacional está claro, ya que raramente hallamos intentos explícitos de desarrollar tal tipo de teoría. Escasos intentos, vienen a la memoria: Kautilia y Maquiavelo. La política internacional ha sido generalmente tratada en tres niveles, todos ajenos a la teoria: la historia, la reforma o la manipulación pragmática. Esto es, se ha intentado detectar los hechos y el significado de la política internacional a través del conocimiento del pasado, o se ha intentado trazar un modelo de política internacional más de acuerdo con las ideas abstractas que con las empíricas, o, finalmente, se han tanteado día a día los acontecimientos de la política internacional.



Ahora bien, cada una de esas aproximaciones presume y de hecho da lugar a una concepción teórica de la política internacional, a pesar del carácter fragmentario, implícito y no reconocido de la misma. En los historiadores con tendencia filosófica, como Tucídides y Ranke, la historia de la política exterior aparece como una mera demostración de algunas premisas teóricas que están sempre presentes bajo la superfície de los acontecimientos históricos para proporcionar estandares que ayuden en su selección y que les den significado. Para estos historiadores de la política internacional, la teoría es como el esqueleto que, invisible al ojo humano, da forma y función al cuerpo. Lo que distingue a esta historia de la política internacional de una teoría no es tanto su contenido como sua forma. El historiador presenta su teoría en forma de relato histórico usando la secuencia histórica de los acontecimientos como demostración de sua teoría. El teórico, prescindiendo del relato histórico, hace la teoría explícita y usa los hechos históricos para demonstrar su teoría” (93)
Tucídides comparece, nas reflexões de Hans Joachim Morgenthau, apenas como uma dentre outras figuras históricas de pensadores afeitos aos princípios do realismo político, cujas idéias são mesmo assinaladas antes por vagas lembranças de seus teores mais genéricos. No mosaico de memórias assim comjugadas por Morgenthau as concepções tucidideanas diluem-se antes assimiladas pelas de seus filtros modernos.
Também outros expoentes do Realismo Político clássico de meados do século XX assim tenuamente aventaram as raízes tucidideanas em que fincavam as projeções de suas teorias. É o caso de Martin Wight que em Politics of Power, originariamente concebida pelos anos de , aponta a contribuição fundamental de Tucídides, todavia assim por ele lembrada aos ensejos da advertência feita pelo General Marshall em Princeton no ano de 1947:

“Voltando-nos para períodos anteriores ao do Império Romano, vemos o panorama familiar de um grupo de estados independentes em guerra, cidades resplandescentes e reinos vastos, cada qual cioso de sua liberdade e com ambições de expansão, lutando e conspirando, fazendo alianças e promovendo conferências, para serem todos finalmente conquistados, pacificados e engolidos pelo mais poderoso dentre eles: a República Romana. Esse caleidoscópio político das eras grega e helenística parece moderno aos nossos olhos, ao passo que a imensa majestade da paz romana e da unidade cristã do mundo medieval parecem remotas e estranhas. As obras políticas do período grego da Antigüidade permaneceram clássicas pois sua relevância e permanência tem sido sucessivamente reconhecidas por cada nova geração. Uma das obras de suprema importância sobre a política do poder é a história da grande guerra entre Atenas e Esparta, comumente conhecida como a Guerra do Peloponeso por Tucídides. Era isso que o General Marshall tinha em mente quando discursou na Universidade de Princeton, em 1947”.108


Guerra Fria

No imediato pós-guerra, entre 1945 e 1946, os desejos do povo americano eram todos no sentido de que seus filhos logo retornassem para casa, por esta aspiração compondo uma pressão latente no sentido da desmobilização de suas tropas ainda acantonadas no Exterior. Tais apelos populares, mais imediatos e naturais, conjugavam-se com os reclamos de uma retomada da tradicional política americana, descortinada desde o tempo dos pais fundadores da Nação, especialmente por George Washington e Thomas Jefferson, de que os Estados Unidos da América se abstivessem de envolvimentos militares nos conflitos europeus, confiando que os princípios e valores civilizatórios da humanidade, corporificados pelos poderes das grandes nações “amantes da paz”, assegurassem a manutenção da ordem mundial.

Ao mesmo tempo, entretanto, começava a aflorar uma atmosfera de medos e aflições de que a paz permanente fosse frágil, com novas ameaças surgindo no horizonte. Em fevereiro de 1946, George F. Kennan, então comissionado junto à Embaixada Americana em Moscou, enviou um relato ao Departamento de Estado em que tecia uma apreciação sobre os modos, de descortinos expansionistas, da política soviética no cenário internacional, pelo que sugeria a urgência de uma reformulação, pelos Estados Unidos, das concepções de sua política exterior, a agora ser mais firmada pelos imperativos reclamados pela situação mundial. Recomendava também a necessidade de que se informasse, explicasse e, pois, conscientizasse o povo americano acerca dos novos perigos que desafiavam os empenhos da nação.

A 5 de março de 1946, Moscou anunciava a disposição de não retirar suas tropas do Iran, apesar dos acordos firmados em sentido contrário. Quatro dias mais tarde, em uma palestra ministrada em Fulton (Missouri) na presença do presidente Truman, Winston Churchill deu voz clara de precisa consciência aos temores que pairavam no ar: uma “cortina de ferro” avançava, indiciando os perigos sombrios do expansionismo soviético a frustrar os sonhos mundiais de liberdade, de tanto maior gravidade quanto se aproveitaria da fraqueza militar dos estados europeus.109

As recomendações por uma nova política exterior americana, expressamente sugeridas por Kennan quanto também advertidas por Churchill em 1946, se concretizariam mais efetivamente no ano aseguinte, 1947.
A 21 de fevereiro de 1947, George Catlett Marshall, então há apenas um mês no cargo de Secretário de Estado, dirigiu-se para Princeton onde pronunciaria uma palestra no dia seguinte, sábado, 22 de fevereiro. Data altamente significativa, em que se comemorava o aniversário de nascimento de George Washington.

O General Marshall contava então 66 anos (nascido em 31 de dezembro de 1880). Vivenciara os conflitos das duas Grandes Guerras. Diante do velho General, ali em Princeton, a nova geração de americanos. Os elos entre passado e presente assim duplamente se atualizavam ao ensejo daquele discurso comemorativo, tanto pelos nexos mais imediatos de transmissão de conhecimentos e experiência da geração mais velha para a mais nova da nação americana, quanto pelos nexos historicamente mais profundos de rememoração dos modelos dos pais fundadores, sobrepostos a todos.

O presente, pelas urgências de suas gravidades atuais, impõe a questão a ser refletida:

As you all must recognize, we are living today in a most difficult period. The war years were critical, at times alarmingly so. But I think that the present period is in many respects even more critical. The problems are different but no less vital to the national security than those during the days of active fighting. But the more serious aspect is the fact that we no longer display that intensity, that unity of purpose, with which we concentrated upon the war task and achieved the victory.



Now that an immediate peril is not plainly visible, there is a natural tendency to relax and to return to business as usual, politics as usual, pleasure as usual. Many of our people have become indifferent to what I might term the long time dangers to the nation’s security. It is natural and necessary that there should be a relaxation of wartime tensions. But I feel that we are seriously failing in our attitude toward the international problems whose solution will largely determine our future. The public appears generally in the attitude of a spectator – interested, yes, but whose serious thinking is directed to local immediate matters. Spectators of life arte not those who will retain their liberties, nor are they likely to contribute to their country’s security” (390)

A questão que o presente coloca: a segurança da nação. Tanto mais grave porque assim paradoxalmente circunscrita por contexto de retomada da paz, em que a nação americana ainda se assegurava dos frutos de sua vitória militar. Em tempo de guerra, segurança nacional não se coloca propriamente como questão, mas antes, sim, como ensinamento de sua resolução imediata e intrínsica em termos unicamente de ação militar mesma, apenas consubstanciada por determinação geral de coesão e solidariedade nacional. O espírito de dedicação cívica, que inerentemente mobiliza a união bélica, funda a segurança da nação.

Lição primeira, portanto, que a experiência da Guerra Mundial mais recente, a II do século XX, vivida pelo velho General, já incutia em seus jovens ouvintes. Pois, a ilusão constiui o perigo mais alarmente! A questão da segurança nacional não se restringe a sacrifícios de tempo de guerra, não termina com a consumação da vitória. É natural que todos então relaxem as tensões e desanuviem as inquietações com os destinos da nação, e retornem à normalidade tranquila de seus afazeres e lazeres habituais mais imediatos. O perigo reside em perder, por essa imersão total nos horizontes locais da vida quotidiana, a consciência das questões de relações internacionais que o mundo contemporâneo coloca a todas as nações, especialmente cruciais porque respeitam a uma paz mundial antes periclitante, tanto mais graves para a América pelas responsabilidades históricas que então a envolvem :

“We have had a cessation of hostilities, but we have no genuine peace. Here at home we are in a state of transition between a war and peace economy. In Europe and Asia fear and famine still prevail. Power relationships are in a state of flux. Order has yet to be brought ou of confusion. Peace has yet to be secured. And how this is accomplished will depend very much upon the American people”

“Most of the other countries of the world find themselves exhausted economically, financially and physically. If the world is to get on its feet, if the productive facilities of the world are to be restored, if democratic processes in many countries are to resume their functioning, a strong lead and definite assistance from the United States will be necessary”

“What are we going to do about it? That is the critical problem with regard to which I have a heavy responsibility” (390)

O presente do imediato pós-guerra configura a face do destino que a história reservou para a América, apontando a missão que a chama no cenário internacional: a liderança que assegura a ordem pacífica, promove a prosperidade econômica, e consolida a democracia no mundo.

Essa é a missão que o presente dispõe para a América, especialmente para o futuro de suas novas gerações. Já o passado, a história, disponibiliza os ensinamentos por que devem eles, os jovens americanos, orientar sua realização e cumprimento.

A experiência retrospectiva do velho General descortina, para a nova geração, uma primeira lição histórica, recuando ao período entre-guerras, então advertindo contra os erros cometidos, pela velha, após a Primeira:

“Twenty-five years ago the people of this country and of the world for that matter, had the opportunity to make vital decisions regarding their future welfare. I think we must agree that the negative course of action followed by the United States after the first World War did not achieve order or security, and that it had a direct bearing upon the recent war and its endless tragedies.

There were people in those days who understood the lessons of history, who knew well what should be done in order to minimize the danger of another world disaster, but their combined voice was a feeble one, and their proposals were ignored”. (391)

Por não terem devidamente valorizado as lições da história tiradas da Primeira Guerra, que conscientizavam o imperativo de preservação da paz por política ativa de manutenção da ordem mundial, os Estados Unidos da América foram também responsáveis pelas tragédias da Segunda, recém-finda. No trânsito, pois, por que a América passa da Primeira pela Segunda Guerra, o velho General recomenda aos jovens americanos que não repitam o mesmo erro, então dando contrapositivamente maior atenção às novas lições que já assimilam o erro anterior e, portanto, assim o superam:

“I am therefore greatly concerned that the young men and women of this country, men like yourselves and the students in every university, college, and high school in the United States, shall acquire a genuine understanding of lessons of history as they relate to governments and the characteristics of nations and peoples, and as to the causes of the wars which have destroyed so much of human life and progress. You should fully understand the special position that the United States now occupies in the world, geographically, financially, militarily, and scientifically, and the implications involved. The development of a sense of responsibility for world order and security, the development of a sense of overwhelming importance of this country’s acts and failures to act, in relation to world order and security – these, in my opinion, are great ‘musts’ for your generation” (391)

A plena realização do destino histórico de liderança mundial dos Estados Unidos da América reclama, portanto, como disposição de princípio a conscientização e adesão de cada americano ao cumprimento dessa missão. A melhor consolidar tal consciência e dever, o velho General ainda lembra aos jovens os proveitos de mais outros ensinamentos da história, estes vindos de épocas mais longínquas, a alcançar tempos especialmente tucidideanos, todavia ainda bem atuais:

“It has been said that one should be interested in the past only as a guide to the future. I do not fully concour with this. One usually emerges from an intimate understanding of the past, with its lessons and its wisdom, with convictions which put fire in the soul. I doubt seriously whether a man can think with full wisdom and with deep convictions regarding certain of the basic international issues today who has not at least reviewed in his mind the period of the Peloponnesian War and the fall of Athens” (391)



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