Título do Projeto: Projeto rede Bambu de pesquisa sobre para a Região Centro-Oeste Desenvolvimento sustentável da região Centro-Oeste tendo por base a cadeia produtiva do bambu



Baixar 239,54 Kb.
Encontro18.08.2017
Tamanho239,54 Kb.

Título do Projeto: Desenvolvimento sustentável da região Centro-Oeste tendo por base a cadeia produtiva do bambu.

Plano de trabalho: Comportamento e desenvolvimento de Dinoderus minutus em laboratório alimentado com 3 tipos de dietas em condições "in vitro".

Orientador: Hemerson Pistori (pistori@ucdb.br)

Colaborador externo: MS Rubens Cardoso Júnior (Bolsista Visitante CNPq)



Co-orientadora: Marney Pascoli Cereda (cereda@ucdb.br)

Colaborador voluntária Fabrícia Zimermann Vilela Torres (entomologia)

CPF: 900 117 241 - 53



Orientanda: Acadêmica de Agronomia Laís Cristina da Silva, RA 109535 (la_cristina35@hotmail.com)
1. Antecedentes e Justificativa:

O bambu pode ser considerado uma alternativa as necessidades humanas devido as suas características de adaptabilidade, versatilidade, além de ser um recurso totalmente renovável, que oferece alto nível de qualidade, caracterizando-se assim como uma alternativa viável de baixo custo econômico, podendo ser utilizado desde a construção cível até preservação ambiental.

Embora seja uma gramínea, o bambu possui características agronômicas e tecnológicas que o tornam uma matéria-prima alternativa a madeira e capaz de fazer frente às demandas emergente de diversos setores da indústria de base florestal. Na Ásia, Colômbia, e Equador, existe produção em grande escala de “parquetes”, painéis, móveis, papel e tecidos provenientes do bambu. Na Índia, China e Colômbia esta planta está inclusa em vários programas governamentais de fomento e pesquisas relacionados ao seu cultivo e aproveitamento industrial (SILVA, 2005).

Existem problemas quanto à conservação do bambu devido a sua vulnerabilidade ao ataque de insetos. Em condições de armazenamento o inseto que se caracteriza como principal praga da cultura do bambu é o caruncho-do-bambu (Dinoderus minutus) que é atraído pelo amido armazenado nas células parenquimáticas dos colmos do bambu. O ataque ocorre após o corte e em poucos meses os colmos são reduzidos a pó. Esse ataque é preocupante, principalmente quando os colmos do bambu são empregados na construção civil. A sua durabilidade é variável dependendo da espécie, tratamento e idade.

O controle de pragas é feito, em sua grande maioria, por inseticidas químicos. O uso contínuo desses produtos acarreta uma série de conseqüências indesejáveis, das quais podemos citar: ressurgência da praga, resistência do inseto a esses produtos, impactos ambientais, intoxicação do operador, sem falar que a utilização desses produtos envolve alto custo econômico. Alguns produtos mais naturais estão sendo estudados, alguns deles extratos de plantas.

Para que esses produtos possam ser avaliados, há necessidade de estabelecer métodos “in vitro” e “in vivo” sob condições controladas, e, principalmente, estabelecer o comportamento e hábitos do inseto. Será também importante poder registrar a ação dos inseticidas e biostáticos para entender sua ação e melhorar sua eficiência.



2. Objetivo.

Caracterizar o comportamento e o desenvolvimento de Dinoderus minutus submetido a 3 diferentes tipos de dietas em condições laboratoriais.


3. Revisão de literatura.
3.1 O bambu

Os bambus pertencem à família das gramíneas (Poaceas) e a subfamília Bambusoideae que por sua vez se divide em duas grandes tribos: bambus herbáceos e os bambus lenhosos (SILVA, 2005).

Apesar de fazer parte da paisagem rural brasileira, a maior parte dos gêneros e espécies de bambus encontrados no Brasil é de origem asiática, tendo sido trazidos por colonos portugueses (Dendrocalamus e Bambusa) e, a mais recentemente, por imigrantes asiáticos (Phyllostachys). Apenas algumas espécies de bambu ocorrem naturalmente no Brasil, sendo denominadas por taboca (BERALDO et al., 2003). A denominação das espécies pode variar de acordo com a região do país onde ele é encontrado.

Nove espécies de bambus foram identificadas e descritas no estado nativo na APA (Área de Proteção Ambiental) de São Bartolomeu, Distrito Federal. Das nove espécies encontradas, sete habitavam exclusivamente as matas ciliares: Guadua paniculata, Olyra ciliatifolia, O. humilis, O. latifolia, O. taquara, Merostachys multiramea e Radiella esenbeckii. A Apoclada canavieira é encontrada exclusivamente no cerrado senso strictu e a Actinocladum verticillatum é encontrada no ecótono entre a mata ciliar e o cerrado, ora entre o brejo e a mata ciliar e, mais raramente, em cerrado. A espécie Olyra taquara habita preferencialmente matas ciliares inundadas (FILGUEIRAS, 1988).

De acordo com Londoño (2004) existe um total de 90 gêneros e 1.200 espécies de bambus espalhados pelo mundo. Contudo muitas divergências existem com relação a esta diversidade. Kumar (2002) relata a existência de mais de 1575 espécies; Kaley (2000) cita 1200 espécies distribuídas em 75 gêneros e a NMBA, (NATIONAL MISSION ON BAMBOO APLICATIONS, 2004), 111 gêneros e 1600 espécies.

O bambu embora seja uma gramínea apresenta características agronômicas e tecnológicas que o torna uma matéria-prima alternativa a madeira capaz de fazer frente às demandas emergente de diversos setores da indústria de base florestal. Na Ásia, Colômbia e Equador existe produção em grande escala de “parquetes”, painéis, móveis, papel e tecidos provenientes do bambu. Na Índia, China e Colômbia esta planta está inclusa em vários programas governamentais de fomento e pesquisas relacionados ao seu cultivo e aproveitamento industrial (SILVA 2005).

Em países como Colômbia, Venezuela e China, o bambu vem sendo proposto como uma das alternativas viáveis para a construção civil. Atualmente, a China é o país que detém o maior conhecimento sobre a industrialização de painéis à base de bambu e a maior produção em volume desse material (GARBINO, 2002).

No Brasil, existem inúmeras espécies de bambu, atestadas por alguns pesquisadores (GHAVAMI e MARINHO, 2002), como material de grande potencial, baixo custo, fácil de ser trabalhado, caracterizando-se, portanto, como uma opção viável, além de se tratar de recurso auto-sustentável. Entretanto, no Brasil, a exploração do bambu praticamente se restringe aos usos tradicionais como cestaria e elaboração de balaios, tutores na agricultura e construções provisórias. A exceção mais expressiva é a produção de papel cartão duplex de Bambusa vulgaris, por uma empresa nordestina com uma capacidade instalada de 72 mil toneladas anual. O uso desta matéria-prima na movelaria, construção civil e indústria ainda se encontram num estágio bastante rudimentar no Brasil (SILVA, 2005).

O uso de bambu em construção de casas populares e residências rurais (assentamentos) poderá ser um instrumento valioso na preservação ambiental e de reservas naturais, uma vez que não há restrições para seu corte, que pode ser realizado por mais de 100 anos.

Se a exploração do bambu como cultura pode durar mais que um século, o mesmo não pode ser dito de seus derivados para usos diversos. A deterioração pode ser causada por insetos, fungos e microrganismos, que atacam a madeira em busca de nutrientes, o mais importante deles o amido.


3.2 Amido
O amido é o produto final do processo fotossintético e constitui a principal reserva de carbono das plantas. Sua formação ocorre devido à atividade coordenada de algumas enzimas, tanto nas organelas fotossinteticamente ativas, onde o amido é reserva temporária, quanto nos amiloplastos de órgãos de reserva (CEREDA et al., 2001).

Na forma depositada, o amido é substância de reserva de todos os tipos de plantas superiores, mesmo nas gramíneas como a cana-de-açúcar, que armazena amido nos tecidos iniciais e depois armazena sacarose.

Quando extraído e purificado o emprego do amido se dá pela indústria alimentícia como ingrediente em alimentos processados, mas tem sido considerado um produto de grande potencial também para uso industrial (CEREDA et al., 2003).

O amido é um polímero de elevado peso molecular, formado de moléculas de glicose unidas entre si por ligações glicosídicas. Se do ponto de vista químico o amido é sempre igual, qualquer que seja sua origem botânica, do ponto de vista estrutural o amido é formado de outros polímeros, em proporções diferentes para cada grupo de plantas. Cada amido é único em termos de organização dos grânulos e estrutura de seus constituintes poliméricos e generalização para amidos de diferentes fontes devem ser limitadas (BEMILLER, 1997).

Os principais grupos de plantas utilizadas para extração em razão de acúmulo de amido são os cereais, raízes e tubérculos e as leguminosas. Dos vários tipos possíveis de polímeros, predominam a amilose, formada de moléculas de glicose unidas por ligações glicosídicas α-(1,4) que lhe dão configuração retilínea e a amilopectina, polímero ramificado com ligações α-1,4 e α-1,6, de maior peso molecular. O amido de mandioca apresenta cerca de 18% de amilose enquanto os amidos de cereais possuem em torno de 22%. (CEREDA et al., 2003)

O amido armazenado nas células de frutos, sementes, raízes e tubérculos se encontra depositado na forma de grânulos estáveis e mais ou menos brilhantes, apresentando formas e dimensões diversas. Nas células vegetais, os grânulos são formados dentro de estruturas especiais denominadas amiloplastos, envolvidos por uma matriz protéica, o estroma. (CEREDA et al., 2001). Estes grânulos são estruturas semicristalinas, compostas de macromoléculas lineares e ramificadas (CEREDA et al., 2001). Os componentes majoritários do amido são a amilose e a amilopectina (BOURSIER, 1994). A amilose é uma molécula essencialmente linear composta por unidades de D-glucose ligadas em alfa (1-4) com pequeno número de ramificações. Já a amilopectina é altamente ramificada e composta por unidades de D-glucose ligadas em alfa (1-4) e com 5 a 6% de ligações alfa (1-6) nos pontos de ramificação. A proporção entre amilose e amilopectina é variável com a fonte botânica, o que irá conferir características específicas à pasta de amido (FRANCO et al., 2001 citado por SERRANO, 2004).

O reconhecimento da origem botânica do amido, através de microscopia é importante porque possibilita mesmo a pessoas com pouca especialização, a descoberta de fraudes em partidas de amido, ocasionadas por misturas indevidas de produtos amiláceos de diferentes origens botânicas. Também é possível caracterizar o amido pela faixa de temperatura de gelificação (CEREDA et al., 2001).

3.4 O caruncho-do-bambu (Dinoderus minutus).

Em condições de armazenamento o bambu, em colmos ou em forma de produtos já acabados, apresenta grande suscetibilidade a ataques de insetos. Nessas condições, Dinoderus minutus caracteriza-se como a principal praga do bambu. Entretanto esse coleóptero já foi encontrado em outras espécies de madeiras estocadas e em culturas de grãos armazenados.


3.4.1 Morfologia de Dinoderus minutus.

Vulgarmente conhecido como caruncho-do-bambu, Dinoderus minutus é um coleóptero pertencente à Família Bostrichidae, Sub-Família Dinoderinae, gênero Dinoderus. Diferencia-se dos demais insetos da família Bostrichidae, pelas duas suaves depressões arredondadas no dorso do pronoto, nas extremidades próximas aos élitros (SILVA e FARONI, 1994).

É um besouro de tamanho pequeno com aproximadamente 3 a 4 mm de comprimento e 1 a 1,5 mm de largura com coloração castanho avermelhada a preto-acastanhada e corpo cilíndrico (GALLO et al.,1988 citados por SARLO. 2000).

A larva de D. minutus é branca com cabeça hipognata parcialmente esclerotizada e profundamente retraída. O corpo escarabeiforme em forma de ”C”, possui comprimento de 4mm e largura do protórax de 1,0mm. As antenas possuem três segmentos (transversal, alongado e curto); pernas protorácicas; abdômen com 9 segmentos visíveis com franja de cerdas laterais (MATOSKI, 2005). Adultos e larvas podem ser encontradas em qualquer época do ano, porem, eles possuem uma atividade menor no inverno. Os ovos são postos individualmente nos túneis feitos pelos adultos, em média de 5 a 8 ovos por dias (MATOS Jr., 2004). Não é descrita ou não consta da literatura consultada a diferenciação entre fêmea e macho.


3.4.2 Ciclo de vida.

De acordo com Sarlo (2000), o ciclo de vida desse coleóptero pode ser resumido como segue:




  • O período de ovoposição é de cerca de 41 dias e o tempo médio de vida é de 110 dias podendo ocorrer variação entre fêmeas (79 dias) e machos (128 dias);

  • Os ovos possuem coloração branca, superfície rugosa e formato alongado. A incubação tem um período médio entre cinco e seis dias e a fêmea produz, em média, cinco ovos por dia;

  • O desenvolvimento larval desse inseto é constituído de quatro ínstares e ocorre no período aproximado de 42 dias (seis semanas), com alimentação pequena no início, tornando-se mais voraz à medida que as larvas atingem os últimos ínstares;

  • A pupação ocorre dentro da câmara preparada pela larva ao concluir sua mineração na madeira. O período pré-pupal inicia-se 24 horas antes da última ecdise (mudança periódica da pele da larva). A pupa possui cor amarelo-clara, cujo período de pupação é, em média, de quatro dias. O período da fase de ovo a adulto é de, aproximadamente, 52 dias (7 semanas e 3 dias);

  • Os adultos possuem o corpo cilíndrico endurecido e hábito crepuscular sendo observados mais ativos em condições de baixa luminosidade, sendo normalmente observados voando nos finais de tarde. Fatores como a luminosidade e a temperatura são críticos na questão da atividade de vôo dos adultos, porém a temperatura exerce influência em menor escala.


FIGURA 1 – Perfis do inseto Dinoderus minutus (Fabricius)

FONTE: Matoski, (2005)
A infestação por D. minutus, se caracteriza pela presença de pó fino resultante do material infestado. No bambu, o ataque se inicia 24 horas após o corte dos colmos. Os insetos adultos perfuram estes colmos no sentido longitudinal de alguma fratura (SARLO, 2000).

Haojie et al. (1996) citado por Matoski (2005) afirmam que a incidência de ataque por D. minutus no bambu tem forte correlação com a abundância de nutrientes, pois o amido, os carboidratos solúveis e as proteínas são nutricionalmente essenciais a estes carunchos. Além disso, os ataques diferenciam-se significantemente entre as diferentes espécies de bambu, local de crescimento (lugares quentes são mais propícios para o ataque destes carunchos), tempo, idade, método de transporte e estoque. Para evitar que os colmos de bambu sejam reduzidos a pó em cerca de 10 meses, deve-se empregar o tratamento adequado.


3.5 O tratamento do bambu após a colheita.

O tratamento do bambu pós-colheita é feito com a intenção de reduzir a quantidade de seiva existentes em seus colmos para assim reduzir também o risco de ataque por fungos e principalmente insetos que possam vir a prejudicar a qualidade dos colmos. Os métodos de tratamentos adotados para uma melhor conservação do bambu após a colheita são descritos por Teixeira (2006), conforme apresentado abaixo.



Tratamentos Naturais

- Cura na mata – Consiste em cortar os colmos e deixá-lo apoiado, o mais verticalmente possível, nos colmos não cortados. Devem permanecer de 4 a 8 semanas, para que a seiva possa escorrer naturalmente.

- Cura por imersão – Consiste em submergir os colmos em água por mais de 4 semanas. Quando colocados sob a água, esta penetra no interior dos colmos, dissolvendo a seiva e transferindo-a para a água.

- Cura por banho quente e frio - Neste processo de banho quente e frio, o bambu é colocado em situação imersa em tanque com água, atingindo 90ºC num intervalo de 30 minutos, e depois o resfriando em outro reservatório.

- Cura por aquecimento – Consiste em colocar o colmo de bambu sobre fogo aberto, rodando-o sem queimá-lo, a fim de matar qualquer inseto que se encontre em seu interior.

- Secagem ao ar – Secam-se os colmos em local aberto; empilham-se os colmos em camadas paralelas, separadas por um colmo transversal para garantir a circulação do ar. Sua secagem atingirá o ponto ideal em torno de 60 dias, sendo esse o processo mais econômico.

- Secagem em estufa – Método utilizado para peças já serradas, permite o controle sobre a temperatura, umidade relativa e velocidade do ar em contato com o bambu. É um método mais rápido e eficiente, porém muito mais caro.

- Secagem por fumigação - Os colmos do bambu são tratados com fumaça, ou seja, as toxinas presentes na fumaça ficam impregnadas na lignina do bambu, matando assim os fungos e insetos.



Tratamentos Químicos

O tratamento preservativo do bambu consiste na aplicação apropriada de substâncias químicas ou defensivas, com objetivo de protegê-lo do ataque de fungos e insetos xilófagos, Espelho (2007) afirma que os métodos de tratamento químico mais conhecidos e utilizados para o bambu são:

-Transpiração das Folhas

-Pincelamento

- Aspersão ou Pulverização

-Banho Quente-Frio com Preservativo

-Autoclavegem

-Imersão


-Substituição da Seiva (Boucherie e Boucherie Modificado)

Atualmente nota-se a tendência de utilização de dois tipos de substâncias preservativas voltadas para o tratamento químico de colmos de bambu. A primeira delas, embora a solução possa ser produzida artesanalmente, encontra-se disponível comercialmente, atendendo pela denominação “borato de cobre cromatado” – CCB. A segunda solução empregada visa minimizar a degradação ambiental devida aos metais pesados, pois se baseia na combinação do ácido bórico com o bórax (um sal à base de boro) (ESPELHO, 2007).


4. Metodologia

O trabalho será desenvolvido no ambiente de Biotecnologia Aplicada a Indústrias do Centro de Tecnologia e Análise do Agro-negócio (CeTeAgro) da Universidade Católica Dom Bosco, MS


4.1. Coleta dos insetos

Os carunchos serão coletados em sacos de milho estocados no laboratório de armazenamento de grãos da Fazenda-Escola da UCDB. Posteriormente, aproximadamente 50 indivíduos serão mantidos em recipientes de vidro devidamente identificados e tratados com três tipos de dietas, com o objetivo de estudar o comportamento dos insetos e selecionar a melhor dieta de manutenção para posterior teste com produtos de seu controle.

Tipos de dietas: foram selecionados como dietas (A) discos de mandioca desidratada em estufa de circulação à 105º C em razão de sugestão feita por especialista consultado1*; (B) milho uma vez que foi a fonte de onde foram isolados e (C) pedaços de bambu da espécie Bambusa vulgaris com aproximadamente 7cm desidratados nas mesmas condições dos discos de mandioca. Caso necessário serão testadas diferentes misturas das 3 dietas.
4.2. Monitoramento e análise de imagens dos insetos.

Os hábitos dos insetos sobre o bambu não se encontram perfeitamente esclarecidos. Também será importante avaliar a alimentação dos insetos em relação a três dietas selecionadas.



Um sistema de visão computacional desenvolvido na UCDB para automação do monitoramento de animais vem sendo utilizado com sucesso em outros projetos. Uma adaptação deste programa permitirá desenvolver um módulo para a captura e o processamento ininterrupto de imagens dos insetos. Colocar as citações do Hemerson
4.2.1. Captura de Imagens: como será feita?

Definir após reunião com Hemerson


      1. Processamento das imagens

As imagens capturadas serão processadas computacionalmente por um software que identificará, automaticamente, movimentos e “comportamentos” que serão utilizados para determinar, por exemplo, qual a preferência dos insetos por determinada dieta. Algoritmos de pré-processamento, segmentação, rastreamento e classificação de padrões serão adaptados para o problema específico. Um conjunto de imagens classificadas por especialistas humanos será utilizado para testar o desempenho do sistema automatizado (Colocar as citações do Hemerson).


    1. Acompanhamento de imagens

Para permitir o acompanhamento ininterrupto de imagens, o local dos experimentos será equipado com equipamentos de captura de imagens e iluminação especial, controlados por um computador Colocar as citações do Hemerson.


    1. Análise Estatística

Será utilizada para análise estatística a plataforma SIGUS, que engloba os softwares WEKA e IMAGEJ, de processamento de imagens e aprendizagem automática, será utilizada na análise estatística do estudo comparativo entre o desempenho do sistema automatizado e manual Colocar as citações do Hemerson

5. CRONOGRAMA.


Ano 

2009

2010

Mês 

08

09

10

11

12

01

02

03

04

05

06

07

Revisão de literatura

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

Adaptação da metodologia

x

x

x

x























Análises do Comportamento e desenvolvimento de Dinoderus minutus em laboratório com 3 tipos de dietas em condições "in vitro"










x

x

x

x

x

x

x

x




Relatório Parcial e analises estatísticas










x

x






















Revisão de literatura; elaboração do relatório final, elaboração de resumo e artigo científico.

























x

x

x

x



6. RESULTADOS ESPERADOS


IMPACTOS CIENTÍFICOS


  • Publicações em eventos

  • Publicações Técnica científicas

  • Palestras

  • Publicações Científicas

  • Capacitação de alunos em Iniciação Científica

  • Desenvolvimento de alternativas de controle de insetos



MECANISMOS DE TRANSFERÊNCIA DE RESULTADOS


 Relatórios parciais e finais

 Publicações de artigos científicos, técnico científicos.

 Apresentação de trabalhos em eventos


  • Dias de campo



7. Referências e Bibliográficas

BEMILLER, J. N. Starch modification: challenges and prospects. Starch, Weinhein, v. 49, n. 4, p. 127-131, 1997.

BERALDO, A.L; AZZINI, A.; GHAVAMI, K; PEREIRA, M. A. R. Bambu: Caracteristicas e Aplicações. “n”. Tecnologias e Materiais Alternativos de Construções. Campinas – S.P, Ed. Da UNICAMP , 2003, p.253 a 298.

BOURSIER, B. Applications alimentaires des amidons modifiés. Industries Alimentaires et Agricoles, Paris, v. 111, n. 9, p. 583‑592, 1994.

CEREDA, M. P.; LANDI, C. M. et al. Propriedades gerais do amido. São Paulo: Fundação Cargilll, v.1, cap.6, p.101-133, 2001. (Serie: Cultura de tuberosas amiláceas Latino Americanas).

CEREDA, M., P. Polvilho azedo, critérios de qualidade para uso em produtos alimentares. In: CEREDA, M., P.; VILPOUX, O. Tecnologia, usos e potencialidades de tuberosas amiláceas Latino Americanas. São Paulo: Fundação Cargill,, v.3, cap.13, p. 333-354, 2003.

ESPELHO, J. C. C. Tratamento Químico de Colmos de Bambu pelo Método de Boucherie Modificado. 2007. 113. Dissertação (Mestrado) em (Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola) - UNIVERSIDADE Estadual de Campinas – UNICAMP, 23 de fevereiro de 2007.

FILGUEIRAS, T. S. Bambus nativos do Distrito Federal, Brasil (Gramineae: Bambusoideae). Revista Brasileira Botânica. V 11, p.47-66,1988.

GARBINO, L. V.; GONÇALVES, T. T.; PEREIRA, M. A. R. Métodos de ensaio para amostras de bambu laminado. In: EBRAMEM: 8., 2002. Anais... Uberlândia-MG: EBRAMEM, 2002.

GHAVAMI, K.; MARINHO, A.B. Propriedades mecânicas dos colmos dos bambus das espécies: Mosó e Guadua angustifólia para utilização em engenharia. Publicação – RMNC - 2 Bambu do Departamento de Engenharia Civil da PUC – Rio de Janeiro, 45p. 02/2002

KALEY, V. Venu Bharati, a comprehensive volume on bamboo. Maharashtra, 2000. 189 p.

KUMAR, M. Field identification key to native bamboos of Kerala. Kerala Forest Research institute. p38, 2002.

LONDOÑO, X. La Subtribu Guaduinae de América. In: SIMPóSIO INTERNACIONAL GUADUA, Pereira, 2004.

LÓPEZ, O. H. Manual de construcción com bambu. Bogotá: Estúdios Técnicos Colombianos Ltda, Universidad Nacional de Colombia, 1981.

MATOS Jr; S.M.S. Bambus como recurso florestal: suas aplicações, manejo, silvicultura, propagação, entomologia e a situação no DF. 2004. 50. (Monografia) Trabalho Final de Curso apresentado ao Departamento de Engenharia Florestal, Universidade de Brasília, 30 de junho de 2004.

MATOSKI, S. L. S. Comportamento de Dinoderus minutus Fabricius (1775) (Coleoptera: Bostrichidae) em lâminas torneadas de madeira. 2005. 106. Dissertação (Mestrado) em (Programa de Pós-graduação) em Engenharia Florestal. - Universidade Federal do Paraná, 2005.

NMBA. Processing bamboo shoots Training manual. New Delhi, 2004 27 p.

PISTORI, H. ; AMORIM, W. P. ; MARTINS, P. S. ; PEREIRA, M. C. ; PEREIRA, M. A. ; JACINTO, M. A. C. Defect Detection in Raw Hide and Wet Blue Leather. In: Tavares; J.; Jorge, N. (Org.). Computation modeling of objects represented in images: Fundamentals, methods and applications. 1 ed. London: Taylor & Francis, v. 1, p. 355-361, 2007.

SARLO, H. B. Influência das fases da lua, da época de corte e das espécies de bambus sobre o ataque de Dinoderus minutus (Fabr.) (Coleoptera: Bostrichidae)”. 2000. 63. Dissertação (Mestrado) em (Programa de Pós-graduação em Ciência Florestal) - Universidade Federal de Viçosa Viçosa, MG: UFV, 21 de dezembro de 1999.

SERRANO, P.O. Anelamento e hidrólise enzimática do amido de mandioca. 2004 83 p. Mestrado em Engenharia e Ciência de Alimentos (Programa de Pós-graduação), Universidade Estadual Paulista – UNESP, 2004.

SILVA, A. A. L. e FARONI, L. R. D’A. Prostephanus truncatus (Horn) (Coleoptera: Bostrichidae): Uma nova ameaça aos cereais armazenados. Revista Brasileira de Armazenamento: Viçosa, MG. v. 1/2, n. 18/19, p.28-32, 1994.

SILVA, R. M. de C; O BAMBU NO BRASIL E NO MUNDO. Disponível em: < http://www.embambu.com.br/imagens/bambu_brasil_mundo.pdf >. Arquivo capturado em 13 de maio de 2009 às 15h e 46min.

TEIXEIRA, A. A. Painéis de Bambu para Habitações Econômicas: Avaliação do Desempenho de Painéis Revestidos com Argamassa. 2006. 179. Dissertação (Mestrado) em (Arquitetura e Urbanismo) - Universidade de Brasília, DF, março de 2006.

VIANA, R.; RODRIGUES,R.; ALVAREZ, M. A.; PISTORI, H. SVM With Stochastic Parameter Selection For Bovine Leather Defect Classification. Lecture Notes in Computer Science, v.4872, p.17-19, 2007.




1 Rubens Cardoso Jr – Especialista Visitante Bolsista CNPq, Nível C




©livred.info 2017
enviar mensagem

    Página principal