Traituba – os mistérios e



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Fazenda Traituba:

A Jóia Majestosa de Cruzília, Berço da Raça Mangalarga Marchador .

(...) Cavalo Mangalarga Marchador


Tudo começou com o trabalho pioneiro de seleção feita por Gabriel Francisco Junqueira, o Barão de Alfenas, na Fazenda Campo Alegre, Sul de Minas. Logo, a fama daqueles animais de sela adquiridos pela Fazenda Mangalarga, no Estado do Rio, distinguia-se como modelo de conformação resistente para o trato rural e comodidade para o cavaleiro. Bom para longas viagens, a sua difusão foi imediata. Na sua trajetória, a raça se dividiu em duas: levado para uma região topograficamente diversa por um ramo da família Junqueira, o Planalto Paulista, com uma leve infusão de sangue de outras raças estrangeiras, surgiu o Mangalarga "Paulista", que passou a se caracterizar pela marcha trotada. O Mangalarga Mineiro manteve o seu andamento original, a marcha batida ou picada. Daí, Mangalarga Marchador. A partir de um acompanhamento zootécnico realizado com rigor por criadores aficcionados do Mangalarga Marchador, forma-se a primeira raça do continente americano, destacando-se como o mais brasileiro dos cavalos nacionais, por ter sido selecionado a mais de 150 anos, sem sofrer qualquer cruzamento com animais estrangeiros. O legado do Barão de Alfenas aos seus descendentes, que se distribuíram pela região sul de Minas Gerais, foi consolidado através dos anos por cinco seculares fazendas, consideradas como pilares da raça Mangalarga Marchador. Através do trabalho incansável de seleção dos plantéis por parte de seus proprietários, estas fazendas deram origem às principais linhagens que atualmente regem a raça. O estágio de evolução atingindo pela raça está, portanto, estreitamente ligado à dedicação desses antigos fazendeiros de Minas, principalmente os filhos, netos e inúmeros descendentes da família Junqueira, que além de darem prosseguimento à atividade seletiva e aprimoramento dos rebanhos, preservaram em quase todos os seus aspectos as fazendas onde esse trabalho teve início. São elas: Favacho, Angahy, Traituba, Engenho de Serra e Campo Lindo. .(...)”

Fonte: Jornal "O Marchador", edição de novembro de 83 e janeiro de 84

A Fazenda Traituba tem sua origem ligada à construção da casa-sede entre 1826 e 1831 para hospedar o Imperador D. Pedro I em passagem pelo Sul de Minas.


Seu primeiro proprietário foi João Pedro Junqueira, pai de João Pedro Diniz Junqueira. Uma filha deste casou-se com José Frausino Fortes Junqueira, filho de José Frausino (do ‘Favacho’), e a partir daí a criação de cavalos tomou vulto na ‘Traituba’.
Sendo muito semelhante em tipo e aptidões à tropa do ‘Favacho’, toda ênfase foi dedicada às qualidades funcionais do cavalo, especialmente no período iniciado por Otto Junqueira, neto de José Frausino, passando depois por seu bisneto, Oswaldo.
Dentre os garanhões e matrizes que exerceram maior grau de influência na tropa da ‘Traituba’ - Marca ‘Jf ’, realçam-se: Pégazo e Canário (ambos filhos de Bellini J.B.), Glicério, Raposa, Raio, Jóia, Viva, Rádio I e II, Sonhada, Alcova, Beduíno, Dançarina, Hortelã e Satiro, este muito presente em diversas genealogias através de seus célebres filhos Angahy Miron, Kodak II e Presente.
Em profunda pesquisa genealógica que empreendi nos Livros de Registro da ABCCRMangalarga, cuja sede é localizada no aprazível Parque da Água Branca em São Paulo- SP, encontrei os seguintes animais lá registrados pelo selecionador Otto Junqueira:


  • garanhões: Rádio (castanho–escuro); Relâmpago (alazão); Satiro (castanho, nascido em 29 de Setembro de 1943, por Rádio x Alcova), posteriormente transferido ao criatório de Adeodato dos Reis Meirelles – Fazenda Angahy; e Beduíno (tordilho, nascido em 5 de Setembro de 1947, por Bibelot x Canária II),




  • bem como as matrizes: Alcova (castanha, criação de Gabriel Fortes Junqueira de Andrade e na propriedade de Otto Junqueira); Baia (baia); Tezoura (castanha); Saudade (tordilha pedrês); Diamantina (tordilha); Nuvem I (tordilha); Trovoada (alazã); Volta Grande (tordilha); Canária II (baia); Pitanga (baia); Rutura (baia); Dançarina (alazã tostada); Raposa (alazã); Traituba (alazã); Secreta (castanha-escura); Lambari (tordilha, nascida em 12 de Junho de 1931); Princeza (lobuna, nascida a 22 de Junho de 1935); Sota (castanha, nascida a 12 de Junho de 1936); Falua (castanha, nascida a 16 de Junho de 1938); Polonia (tordilha); Poloneza (tordilha, nascida a 30 de Setembro de 1942, por Armistício x Polonia); Trovoada II (alazã, nascida a 19 de Setembro de 1943, por Rádio x Trovoada); Pola (tordilha, nascida a 22 de Setembro de 1943, por Armistício x Polonia); Ociania (cria de Gabriel Fortes Junqueira de Andrade e na propriedade de Otto Junqueira, tordilha); Caseína (baia); Ostra (tordilha, nascida em 29 de Outubro de 1943, por Armistício x Ociania); Radiola (castanha, nascida em 29 de Setembro de 1944, por Rádio x Alcova) e Alarida (tordilha, nascida em 26 de Setembro de 1946, por Rádio x Nuvem I).

Adicionalmente, encontram-se escriturados na ABCCRMangalarga os seguintes animais em nome de Oswaldo Cruz de Azevedo Junqueira:


- Traituba Balisa (por Bibelot x Caseina, de pelagem castanha e nascida em 8 de Outubro de 1947); Traituba Batuta (por Bibelot x Alcova, de pelagem tordilha, nascida em 20 de Outubro de 1947); Traituba Baioneta (por Bibelot x Ociania, de pelagem tordilha, nascida em 1º de Dezembro de 1947); Traituba Elite (por Rádio x Ostra, de pelagem tordilha, nascida em 25 de Outubro de 1950) e Traituba Flexa (por Rádio x Ostra, de pelagem tordilha, nascida em 20 de Novembro de 1951).
São essas, portanto, as bases zootécnicas onde se estabeleceram os alicerces da Linhagem Traituba a partir da década de 30, primeiramente com registros paulistas - Mangalarga e, posteriormente, com documentações mineiras – Mangalarga Marchador.
Hoje a Fazenda Traituba, em sua sexta geração de descendentes do patriarca João Francisco Junqueira, pertence à família de Osvaldo Cruz Azevedo Junqueira, - Da. Alice e seus filhos, onde se sobressaem os criadores Otto e José Frauzino, contando no plantel com as matrizes de relevância:
- T. Sota (Itu do Narciso x T. Moça); T. Turbina (Rima Funchal x T. Moça); T. Java (Tabatinga Senegal x T. Traituba); T. Jinga (T. Aviso x Espadilha MFM); T. Aruanda (T. Aviso x Jéssica da Casa Nova); T. Zumba (T. Rádio x T. Turmalina); T. Xarrua (Favacho Gesso x T. Extra); T. Vitrine (Favacho Quociente x T. Brasa); T. Esperança (T. Joca x T. Jinga); T. Olinda (T. Aviso x T. Fada); T. Sena (Itu do Narciso x T. Brasa); T. Sina (Itu do Narciso x T. Elite) e T. Dinâmica (Angahy Níquel x T. Jinga).
Entre os sementais que atualmente definem os desígnios do criatório, são destaques:


  • Traituba Xodó, de pelagem tordilha, nascido a 9 de Outubro de 1999, cuja genalogia é a seguinte:



PÉGASO TRAITUBA A.A

ARA TERREMOTO








TRAITUBA ELITE









RENDA TRAITUBA A.A

CARIMBÓ DO JARDIM








TRAITUBA IDÉIA











  • Vapor Traituba A.A., de pelagem baia, nascido a 25 de Setembro de 1998, cuja ascendência é descrita abaixo:



FAVACHO ESTANHO


FAVACHO QUOCIENTE








FAVACHO SINA









LIRA P.R.

TRAITUBA AVISO








DIANA P.R.









Para aqueles que realmente desejam sentir de perto o impacto destas fazendas em suas criações, fica o convite-história para uma hospedagem nestas casas centenárias e coloniais, hoje transformadas em Hotéis-Fazenda no Sul de Minas, como atesta o cicloturista José Maurício de Barros, que recentemente percorreu de bicicleta a Estrada Real – de Ouro Preto a Paraty, colhendo sobre a ‘Traituba’ os seguintes dizeres e impressões:


“(...) Na Fazenda Hotel Traituba pude descansar um pouco e ouvir algumas histórias, como a de um portal que foi construído para a passagem de sua Majestade Dom Pedro I, que acabou por nunca inaugurá-lo. E assim, a família convencionou em abrir o portal com o casamento da primeira filha nascida na casa. Permaneceu fechada por gerações (só nasceram homens na família), até que em 1988 foi aberto por Dom Luiz de Orleans e Bragança retribuindo a visita de seu ancestral. Que sina! Com tanta lama no caminho que havia planejado, preferi fazer um desvio de 30 km a mais para pegar uma estrada em melhores condições, desviando para Minduri, beirando a Serra dos Perdizes, e depois seguindo pelo asfalto maravilhoso da rodovia até Cruzília. (...) “

“(...) A história de Cruzília me lembrou do filme "A Encruzilhada", pois a cidade surgiu do cruzamento de duas estradas que formavam uma cruz. Fato interessante é que para evitar o desvio do ouro era proibido construir qualquer estrada ou caminho que atravessasse para "os sertões", entretanto, em 1736, permitiram abrir a Picada de Goiás, que cruzava a Estrada Real onde é a atual Cruzilha, seguindo de Aiuruoca para Goiás. (...)”





Como Hotel – Fazenda, a Traituba decreve-se perfeitamente como um jóia do patrimônio histórico brasileiro:


(...) A fazenda que recebia o Imperador

Ainda que com um andar apenas, a sede da fazenda permaneceu grandiosa. O mobiliário é quase todo da época da construção. As paredes são de adobe, e o assoalho é de pinho. A sede é cercada de muros de adobe e os diversos portões de acesso são majestosos, decorados com trabalhos em pedra sabão. Da primeira sede, são guardados uma liteira e um oratório em estilo barroco.

A Fazenda Hotel Traituba é pioneira na criação do cavalo Mangalarga Marchador. Também cria gado de leite e de corte. A flora é exuberante, com uma bela mata virgem, na qual reina um jequitibá com 14m de circunferência na base. Existem na região inúmeras cachoeiras.

A Traituba oferece duas suítes e quatro quartos. Os quartos não receberam banheiros para que a arquitetura original não fosse afetada, sendo atendidos por banheiros coletivos (são três). A comida, mineira, é feita no fogão a lenha. Queijos, doces, quitutes, quitandas, biscoitos, manteiga, legumes, verduras e carne, ou seja, quase tudo o que é servido na mesa, é produzido na própria fazenda.

A fazenda tem salão de jogos, sala de TV, piscina, play ground, campos de futebol, quadra de vôlei e casa de bonecas. Existem várias trilhas e estradas para atividades esportivas, além de uma cachoeira situada dentro da propriedade.(...)”


Discorrendo um pouco mais sobre Cruzília, município que abriga a origem do cavalo Mangalarga Marchador, ficamos sabendo, através de uma brochura recolhida em uma das muitas viagens realizadas à região, que o local já teve outros nomes: Encruzilhada, Cruz das Estradas e Cruziléia,... sendo todas estas denominações decorrentes das duas estradas que ali se cruzavam indo para o interior das capitanias, datando sua fundação como vila na metade do século XVIII. Localiza-se a 1.100 m de altitude, tendo a Serra da Traituba, a 1.475 m, no seu ponto culminante. O clima, portanto, é de tropical de altitude.


(...) A cidade foi construída em uma porção de terra entre duas estradas que, no século XVIII levavam ao interior das capitanias, entre Aiuruoca e Alagoa. A região ficou conhecida como atalho para o caminho real. E foi rapidamente batizada de Sítio da Encruzilhada. Apesar do território ter sido concedido pelo Governador de Minas a Manoel de Sá, em 1726, consta que as terras já estavam no roteiro dos Bandeirantes comandados por André Leão desde 1601. O lugarejo teve o seu primeiro registro da agricultura em 1730, na região de São José de Favacho. No ano de 1827, foi erguida, nas terras da Encruzilhada a Casa Grande de Traituba, construída especialmente para receber a visita do imperador Dom Pedro I. A visita nunca se concretizou, mas o lugarejo ganhou uma das mais majestosas construções do Brasil Império. Em 1858, foi construído o primeiro comércio, de propriedade de Manoel Domingos Maciel, que atenderia fazendeiros e viajantes. Em 1873, já com o nome de São Sebastião da Encruzilhada, passou a ser distrito de Baependi. Tendo como base da economia a produção de fumo, cana de açúcar e cereais, o distrito já tinha, em 1878, uma Agência de Correios. Duas salas de aula ofereciam, separadamente, como mandavam os bons costumes da época, as primeiras lições para alunos e alunas da localidade. Em 1920, foi construída a hidrelétrica que levou luz para as ruas do distrito, com então 1.500 habitantes. Em 1937, o lugarejo foi elevado à categoria de Vila. Em 1939, estudantes, autoridades e a banda de música foram às ruas receber o então presidente da República, Getúlio Vargas, que vinha acompanhado do governador, Benedito Valadares. Em 1944, a Vila passou a se chamar Cruzília e, em 27 de dezembro de 1948, conquistou a emancipação de Baependi, se tornando município e iniciando uma nova história política e administrativa.

Fonte: site www.cruzilia.mg.gov.br


Avançando mais um pouco nas percepções da região da ‘Traituba’, deparei-me com o delicioso texto publicado na Revista Globo Rural – Editora Globo em 1999:
“(...)

Sob a proteção de Carrancas

Fazendas de Minas Gerais adotam a atividade turística para resguardar o meio rural dos perigos da degradação ambiental, arquitetônica, cultural e dos baixos rendimentos

Se há uma coisa que o turista não vai encontrar nas antigas fazendas de Carrancas, microrregião dos Campos das Vertentes ao sul de Belo Horizonte, Minas Gerais, é gente carrancuda, de cara feia. Além da notável hospitalidade mineira, o visitante também é acolhido de imediato e muito amistosamente pela paisagem sólida das belas serras de Carrancas, de Traituba, das Bicas, da Pedra Furada, do Moleque, de Santo Inácio e de Luminárias, pela fartura das águas de mais de 50 cachoeiras e dos rios Pitangueiras; Aiuruoca; Capivari; e Rio Grande, aquele que vai formar um dos lagos da hidrelétrica de Furnas.


Qualquer uma das diferentes estradas de terra que levam ao município já obriga o turista a diminuir a velocidade, o ritmo. Não só do carro, mas das ansiedades urbanas, das atitudes urgentes e estressantes da vida acelerada nas grandes cidades, que é de onde vem a maior parte dos que ali se hospedam, principalmente nas férias e nos feriados.
O bom das principais fazendas de Carrancas que aderiram ao turismo rural é que elas funcionam de fato como fazendas. Mais de 90% do que se come e se bebe no café da manhã, no almoço e na janta são colhidos, criados e preparados ali mesmo. O milho para os tradicionais biscoitos, pães, broas e bolos, o leite dos variados queijos e da manteiga, as frutas, as geléias, os famosos doces mineiros, o arroz, o feijão, os legumes, alguma verdura, a cana das cachaças artesanais, o frango para se comer com quiabo e ao molho pardo, as carnes de porco e de boi. Tudo feito, obviamente, no fogão a lenha.
Na região, geralmente são as mulheres que cuidam dos negócios do turismo rural. Os maridos e os filhos costumam tocar o gado de corte e leite, as pequenas criações, os cultivos e o alambique, uma tradição nessas propriedades rurais. Otto, 27 anos, da sétima geração dos Junqueira, da Fazenda Traituba, conversa pouco. Está mais preocupado com o plantel de 120 cavalos Mangalarga Marchador, ganhadores de prêmios nacionais e principal rendimento econômico da propriedade.
Na opinião de Milena, sua esposa, concorre com os cavalos, na disputa pela atenção dos visitantes, o fascínio provocado pela sede da fazenda, uma bela construção de 1827, com largas paredes de adobe, grandes portas e janelas, assoalho de pinho e mobiliário de época. Além das coisas que estão lá para apreciação do olhar, os turistas ainda podem passear de carro de boi, tirar leite das vacas de tardezinha — a produção total é de 400 litros diários —, andar a cavalo, colher para comer na hora jabuticabas, gabirobas, caju e pitanga, tomar banho de cachoeira em duas quedas-d’água da própria Traituba, e ainda conhecer dentro da fazenda uma mata virgem, de quase 20 hectares — onde o ritual é caminhar durante uns 15 minutos, silenciosamente, para um encontro especial com um imenso pé de jequitibá, de 13,70 metros de circunferência na base e com altura de um prédio de cinco andares. A Traituba fica equidistante 30 quilômetros dos pequenos centros de Carrancas e de Cruzília, mas as estradas de chão que levam até lá, como todas as demais estradas de terra da região, são muito bem conservadas e não desanimam os motoristas acostumados ao asfalto.

Texto Gislene Silva


Fotos Marcia Minillo

(...)”
É neste pedaço de Brasil, muito pouco conhecido pelos moradores das metrópoles, que se debruça a Fazenda Traituba – jóia majestosa de Cruzília, berço da Raça Mangalarga Marchador.


E sobre a pequena Cruzília, assim discorreu o grande poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade, em especial crônica publicada no “Jornal do Brasil” a 20 de Março de 1973:
Era uma encruzilhada, no caminho de São Paulo para as Minas, no começo do século XVIII. Nessa encruzilhada se fixaram alguns moradores, sob a proteção de São Sebastião. O sítio virou arraial, e o arraial virou município, já agora sem o lindo nome de São Sebastião da Encruzilhada, pois uma das constantes da vida municipal do Brasil é trocar de nomes. Hoje chama-se Cruzília.”
‘A Pequena Cruzília’ – Carlos Drummond de Andrade

Fotos:






Fazenda Hotel Traituba http://www.cruzilia.mg.gov.br/turismo.htm FOTO DO PORTÃO IMPERIAL DA TRAITUBA








FAZENDA TRAITUBA







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