Titulo da pagina inicio dia 23 de abril até 23 de junho



Baixar 0,54 Mb.
Página9/11
Encontro02.09.2018
Tamanho0,54 Mb.
1   2   3   4   5   6   7   8   9   10   11

CONCLUSÃO
A terceira viagem missionária de Paulo teve três objetivos: fortalecer as igrejas; ministrar em Éfeso e Ásia e fazer uma coleta entre as igrejas dos Gentios para os pobres em Jerusalém.


RESUMO
Paulo viajou através de Galácia para Éfeso. Em Éfeso, teve um longo e poderoso ministério. Deus o abençoou com muitos sinais e prodígios. A igreja prosperou e o evangelho afetou toda a cidade e as regiões vizinhas. Muitas igrejas foram fundadas em Éfeso. Foi a permanencia mais longa de Paulo e nos mostrou seu método pastoral para com o rebanho. Então, Paulo foi para Macedônia e Corinto, fazendo a coleta antes de retornar para Jerusalém.


MÉTODO INDUTIVO: [Extrair informação do texto bíblico]

Textos de referencia. Como outros textos influenciam a nossa leitura do texto?

1.1 (etc.)




Explicação de informações importantes no texto:

-Palavras-chave e definições:

-Observações gramaticais: (estrutura das frases, leituras variantes)

-Figuras de linguagem: (comparações, associações, representações)

-O texto, explícita ou implicitamente, diz alguma coisa sobre Deus e sobre a salvação?

-Método de tradução utilizado:

-Há diferenças entre as versões da Bíblia? Quais são elas?

-Autoria humana. Como podemos saber?

-Em que ocasião o homem foi solicitado a escrever?

-Público original para leitura. Por que eles leriam o texto?

-Contexto geográfico:

-Contexto social e cultural:

-Contexto histórico:

-Contexto religioso:

-Em suas próprias palavras, o que o texto diz e qual o significado?


Comentários:



EXPLICAÇÃO EXPOSITIVA. Em ordem cronológica, identificar os principais ensinamentos do texto em estudo.

1.

2.



3.

(outros)



CONSIDERAÇÕES LITERÁRIAS

-Gênero literário: (evangelho, história, leis, parábola, poesia, profecia, provérbio, etc).

-como o texto está relacionado aos outros textos vizinhos?

-como o texto se relaciona ao tema do capítulo e de qual livro provem?




MÉTODO ANALÍTICO. Qual é a tese principal, antítese, síntese e sincretismo do texto?



MÉTODO DEVOCIONAL DE ESTUDO. Como o texto ajuda a adorar Deus, a confessar os pecados, dar graças a Ele e servi-lo?


Lição 7. Questões
1. Qual era o propósito para a terceira viagem missionária de Paulo?

2. Quem era Apólo?

3. Explique o incidente com Paulo e os 12 discípulos.

4. Por quanto tempo Paulo permanecer em Éfeso?

5. Como o Espírito Santo acompanhava o ministério de Paulo?

6. Como foram fundadas as igrejas através do ministério de Paulo em Éfeso? Quais os nomes das Igrejas?

7. O que estava acontecendo em Corinto quando Paulo estava em Éfeso?

8. Porque é complicada a correspondência de Coríntios?

9. Qual foi a grande coleta? E como foi feita?

10. Quem foi com Paulo para entregar a coleta para as igrejas e por quê?




LIÇÃO 8. A PRISÃO DE PAULO, DEFESA, VIAGEM E CHEGADA EM ROMA.

Esta lição tem três partes principais. Na primeira parte Lucas enfatiza a defesa de Paulo, "apologia", perante os judeus e os gentios. Paul foi a figura representativa para cristãos judeus e Lucas mostra que Paulo não era um judeu herege, ele ainda estava totalmente dentro da religião judaica, nem era culpado de qualquer crime sob a autoridade romana. Os discursos de defesa, total de 50% de todos os sermões e ensinamentos de Paulo em Atos.

A segunda seção destaca viagem de Paulo a Roma. Deus lhe prometeu que pregaria em Roma e ele pregou realmente, mas de uma forma inesperada.

A terceira seção concentra-se sobre a natureza da missão de Paulo em Roma.

Roma – a lição termina com duas seções curtas para ligar as epístolas da prisão de Paulo e, também, levanta a questão sobre o que aconteceu depois que a prisão de dois anos acabou.
1. O retorno e a prisão de Paulo em Jerusalém
Nos capítulos anteriores, Lucas traçou as três missões de Paulo. Lucas completa o seu trabalho, centrando-se sobre a história da prisão de Paulo e na defesa de sua missão perante os Judeus e os Gentios. O relato mostra que as ações de Paulo eram perfeitamente consistente com a religião judaica e não eram uma ameaça para os romanos. Estes dois objetivos foram importantes para Lucas quando ele escrevia a Teófilo, um romano, e queria salientar que Paulo era tanto um Judeu Ortodoxo, um Fariseu, bem como, um cidadão Romano fiel.

Ao considerarmos a defesa de Paulo, é importante salientar que não havia apenas uma única vertente do judaísmo. Os judeus reconheceram diferentes vertentes dentro do Judaísmo. Inicialmente, os cristãos judeus eram apenas outra vertente que foi aceita na sociedade judaica. Em Jerusalém, os judeus, viam o cristianismo como uma seita dentro do judaísmo. Isto continuou até depois da destruição do templo em (d.C. 70). Foi nessa fase que as muitas vertentes foram reduzidas a um teste para a ortodoxia e os judeus rejeitaram formalmente o cristianismo.

A defesa de Paulo consistiu em uma série de discursos diante dos judeus e das autoridades romanas (ou seja, diante de Felix, Festo, e Festo e Herodes Agripa). Uma vez que Paulo era a pessoa chave para levar o evangelho Cristão aos Gentios, Lucas quis que compreendessemos claramente a história por trás da prisão de Paulo, bem como, a defesa que ele fez para suas ações perante aos Judeus e aos Gentios.

Começamos por considerar se Paulo deveria ter retornado a Jerusalém. Depois de um breve resumo das circunstâncias históricas da prisão e detenção de Paulo, vamos olhar para defesa de Paulo diante dos judeus e, finalmente, para suas três defesas perante as autoridades romanas. Como existe uma sobreposição significativa nessas defesas não vamos olhar para uma de cada vez, mas sim, vamos extrair os principais temas de todas as três.


1.1. Paulo deveria ter retornado?

Uma série de analistas levantam a questão sobre a sabedoria do retorno de Paulo para Jerusalém, quando os profetas e o Espírito Santo o advertiram, repetidamente, que se ele voltasse, seria amarrado e preso. Por este motivo, muitos de seus irmãos não queriam que ele retornasse. Em Atos 21:3, 4 e Atos 21:10 nos diz:



"... os quais pelo Espírito diziam a Paulo que não subisse a Jerusalém" (21:3, 4).

“E demorando-nos ali por muitos dias, chegou da Judéia um profeta, por nome Ágabo. E vindo ter conosco, tomou a cinta de Paulo, e ligando-se os seus próprios pés e mãos, disse: Isto diz o Espírito Santo: Assim ligarão os Judeus em Jerusalém o varão de quem é esta cinta, e o entregarão nas mãos dos gentios. E ouvindo nós isto, rogamos-lhe, tanto nós como os que eram daquele lugar, que não subisse a Jerusalém” (21:10).

Mediante estes avisos, Paulo estava certo em voltar?

Donnelly sugere que Paulo estava bem certo, e observa que Paulo parecia estar sob um senso de compulsão divina para ir a Jerusalém. Em Atos 20:22 Paulo afirma claramente: "E agora, eis que, ligado eu pelo espírito, vou para Jerusalém, não sabendo o que lá me há de acontecer”.

Paulo estava claramente consciente do perigo e, mesmo assim, sentíasse impulsionado ou obrigado a ir. Em Atos 21:13, ele respondeu aos discípulos: "O que fazeis vós, chorando e magoando-me o coração? Porque eu estou pronto não só para ser preso, mas ainda a morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus".

A profecia de Ágabo é muitas vezes mal interpretada. Ágabo não disse a Paulo que não era para ele ir, e sim, Ágabo disse-lhe que se fosse ele seria preso e solto. A distinção é crucial.

Lucas salienta que o perigo e a prisão, quase inevitável, como o resultado da descida de Paulo a Jerusalém é um paralelo com a ida de Cristo para Jerusalém. Cristo inclinou seu coração para ir a Jerusalém, mesmo quando Pedro tentou dissuadi-lo. Aqui, Paulo, Seu grande apóstolo, também, inclinou seu coração para ir a Jerusalém, apesar de os irmãos tentarem desencorajá-lo. O que aconteceu com Paulo em Jerusalém fora o mesmo que lhe acontecera em cada cidade. Se combinarmos essas três considerações, vemos que Paulo não estava errado em ir a Jerusalém.
1.2. Um resumo sobre o retorno e a prisão de Paulo

Paulo voltou a Jerusalém depois de sua terceira viagem missionária. Os deputados gentios da grande coleta o acompanharam. Mesmo nesta fase final, houve ainda uma grande desconfiança sobre as ações de Paulo na igreja de Jerusalém. A acusação era principalmente que Paulo não se preocupava com os costumes judaicos (21:19-21). Para combater isto, os anciãos de Jerusalém o aconselharam que falasse com o conselho da igreja (21:22) e que se oferecesse a pagar as despesas de alguns homens cristãos que tinha feito o voto de Nazireu (21.22-25). Paul concordou. Ele pagou as despesas deles e juntou-se aos rituais do templo e manteve o jejum. Quando ele estava no templo, alguns judeus da Ásia o viram e levantaram falsas acusações de que ele havia rejeitado a lei e profanado o templo, trazendo um gentio para o interior das muralhas. (21:27-29). (Ele viajou com Trófimo, de Éfeso, mas ele não estava com Paulo no templo). Um motim estourou e a multidão de judeus procurava ferí-lo, mas um centurião romano o salvou. O centurião queria examiná-lo sob açoites temendo que ele era o líder da rebelião, no entanto, Paulo afirmou ter cidadania romana a fim de se proteger.

Estas duas acusações, a reivindicação judaica de que ele rejeitou a lei e o templo e, estava liderando uma revolta, deveriam ser julgadas.

Lísias, o Comandante (24:7), então o trouxe perante o sumo sacerdote e ao conselho para descobrir o motivo pelo qual Paulo tinha sido preso. Paulo argumentou que ele estava sendo julgado por causa da ressureição. O conselho estava dividido entre Fariseus e Saduceus e o julgamento foi adiado. Temendo um assassinato, Paulo foi enviado a Cesaréia por proteção. Lucas observa muito claramente em Atos 23:29 que a posição Romana era que as questões que os judeus lhes trouxeram conserniam apenas às leis judaicas. Paulo nunca infrigiu uma lei Romana.

Paulo foi levado perante vários Governadores Romanos em Cesaréia. Primeiramente, diante de Félix, o qual admitiu sua inocência, mas adiou libertar Paulo, buscando suborná-lo. Ele também queria fazer um favor aos judeus (24:26). Depois de ser demitido em desonra algum tempo depois, Félix foi sucedido por Festo, em Julho de 59. Festo examinou Paulo pela segunda vez e decidiu que ele deveria voltar a Jerusalém para ser julgado. Paulo, sabendo que ele seria morto, se ofereceu para voltar a ser julgado formalmente.

Uma vez que Paulo sabia que seria assassinado se fosse enviado de volta, fez um apelo formal a César. Então, Paulo foi perante Festus, Herodes Agripa e Berenice para ser examinado pela terceira vez. Eles queriam esclarecer a questão antes de o enviar a César. Embora todos eles o declararam inocente, Paulo não pode ser liberado pois havia apelado para Cesar.


1.3. O testemunho e a defesa de Paulo para os judeus e autoridades romanas (Atos 23:10-26:32)

A prisão do templo trouxe duas acusações formais. Os judeus alegaram que Paulo não era mais um judeu, que ele havia profanado o templo e rejeitado o judaísmo Atos 21:28: "Este é o homem que por todas as partes ensina a todos, contra o povo a lei, e contra este lugar; demais disto, introduziu também no templo os gregos e profanou este santo lugar". Os romanos alegaram que Paulo estava liderando uma rebelião contra Roma: “Não és tu porventura aquele egípsio que antes destes dias fez sedição e levou ao deserto quatro mil salteadores”? (21:38)

Estas duas alegações são fundamentais para a defesa de Lucas. Se Paulo era um Judeu herege, então o cristianismo e a missão dos gentios também estavam em erro. Se o cristianismo era um cumprimento válido do judaísmo, então, isso era verdade. Do lado romano, se o cristianismo era o cumprimento do judaísmo, este era protegido como uma religião legal no tempo dos romanos (Bloomberg 19). Lucas salienta, também, que Paulo não cometeu crime algum, segundo a lei romana. Paul era um cidadão romano bom e leal.
1.3.1. Paulo perante os judeus

Ao observar a defesa de Paulo perante os judeus, vamos nos concentrar em sua defesa perante o Sinédrio. Na seção 3.1, observaremos a defesa de Paulo aos Cristãos de Roma.



No julgamento perante o Sinédrio, Paulo concentrou-se na ressureição. Em Atos 23:6-9 nos é dito: "Agora, quando Paulo percebeu que uma parte era Saduceus e outra Fariseus, clamou no conselho: Varões Irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseus, no tocante à esperança e ressurreição dos mortos sou julgado. "E, havendo dito isso, houve dissenção entre os Fariseus e os Saduceus, e a multidão se dividiu. Porque os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo, nem espírito, mas os fariseus reconhecem uma e outra coisa. E originou-se um grande clamor; e, levantando-se os escribas da parte dos Fariseus, contendiam, dizendo: Nenhum mal achamos neste homem, e se algum espírito ou anjo lhe falou, não resistamos a Deus”.

Estes versículos mostram os Fariseus, que ainda o consideravam um judeu ortodoxo, justificou Paulo.

A ênfase na ressurreição de Cristo é encontrada em todas as defesas de Paulo. Em cada defesa, a ressurreição é a ponte de Paulo para vincular o Judaísmo com o Cristianismo. Paulo argumentou que era cristão pois as profecias judaicas foram cumpridas em Cristo.
1.3.2. Paulo perante as autoridades romanas

Em sua defesa para os Romanos, Lucas constantemente salientou que Paulo era um cidadão cumpridor das leis de Roma, e não um revolucionário. Em cada caso, e particularmente perante de Gálio e Festus, Lucas destacou o natureza Judaica da alegação e que não surgiu nenhuma questão sobre infringir a lei Romana (320).

Atos 18:14: "Mas, quando Paulo estava para abrir a boca, disse Gálio aos judeus: Se fosse uma questão de algum agravo ou crime enorme, ó judeus, eu teria razão para aceitar a sua reclamação. Mas, se a questão é de palavras e de nomes, e da lei que entre vós há, vede-o vós mesmos: porque eu não quero ser juiz dessas coisas”.

Atos 23:29: "E achei que o acusavam de algumas questões da sua lei, mas que nenhum crime havia nele digno de morte ou de prisão”.

Atos 28:17: "Varões irmãos, não havendo eu feito nada contra o povo, ou contra os ritos paternos, vim contudo preso desde Jerusalem, entregue nas mãos dos romanos; os quais, havendo-me examinado, queriam soltar-me, por não haver em mim crime algum de morte".

O Rei Agripa é um teste importante. Bruce diz: "Agripa foi apresentado quando um oficial romano que entendeu claramente a complexidade da religião judaica e com base em seu conhecimento declarou, enfaticamente, a inocência de Paulo. "Este homem poderia ter sido posto em liberdade se não tivesse apelado para César” (26:32).

Concluindo, os discursos de defesa validou a missão de Paulo perante os judeus e os gentios, e eles teriam sido de grande ajuda para Cristãos Judeus que foram ameaçados por seus vizinhos judeus e pelas autoridades romanas por causa de Paulo. Paulo não era criminoso ou um apóstolo, ele era um professor fiel em Israel e cidadão romano respeitado. Ele era, também, uma testemunha veraz da ressurreição, alguém pessoalmente recomendado por Deus.




2. A viagem de Paulo a Itália (Atos 27:1-28:16)
Esta seção enfatiza a viagem de Paulo a Roma. Paulo e outros presos foram enviados a Roma escoltados e submetidos a autoridade de Júlio, um centurião da coorte augusta. Júlio era mesageiro com especiais deveres de escolta e, que também teria cuidado dos prisioneiros (Donnely, Ramsey) ou ele estaria envolvido na organização para o transporte de grãos para Roma, vindos de Alexandria, no Egito, uma parte vital da linha de fornecimento (Bruce 368). De qualquer maneira, ele era um centurião com amplos poderes.
2.1. Naufrágio

No outono, final de Outubro, eles partiram para Roma. Primeiro em um navio adramitino que ia para Mirra, na Lícia, onde embarcaram em um outro navio que transportava milho e passageiros de Alexandria para Roma. Era um grande navio de 500 toneladas e 276 pessoas.

Eles partiram e imediatamente foram impedidos de continuar. Então, seguiram para o sul de Creta, parando em Bons Portos. O inverno começou e navegar naquele momento era inseguro. Eles discutiam sobre a possibilidade de continuar. Paulo estava envolvido na discussão e sugeriu que parassem em Bons Portos. Mas o capitão e o Centurion optaram para que se partisse dali. Quase imediatamente depois de partirem, foram surpreendidos por um vento forte que ameaçava o navio. As nuvens tornaram a navegação impossível. Todos no navio, incluindo Paulo, se desesperaram por suas vidas. Lucas registra "E não aparecendo, havia já muitos dias, nem sol nem estrelas, e caindo sobre nós uma não pequena tempestade fugiu-nos toda a esperança de nos salvarmos" (27:20).

A fim de dar forças a todos a bordo do navio, Deus apareceu a Paulo e revelou-lhe que, embora fossem naufragados, não iriam se afogar.

Mas, depois de longa abstinência de comida, então Paulo, pondo-se em pé no meio deles, disse: "Fora, na verdade, razoável, ó varões, ter-me ouvido a mim, e não partir de Creta, e assim evitariam este incômodo e esta perdição. Mas agora vos admoesto a que tenhais bom ânimo, porque não se perderá a vida de nenhum de vós, mas somente o navio . Por esta mesma noite o anjo de Deus de quem eu sou, e a quem sirvo, esteve comigo dizendo: Paulo não temas, importa que sejas apresentado a César, e eis que Deus te deu todos quantos navegam contigo. Portanto, o varões, tende bom ânimo: porque creio em Deus, que há de acontecer assim como a mim me foi dito. É contudo necessário irmos da numa ilha” (27:21).

Como tinha sido revelado, eles encalharam em Malta. Primeiro Paulo impidiu que vários marinheiros saissem do barco pois, se tivessem saido, a vida de todos eles teria sido ameaçada: "Procurando, porém, os marinheiros fugir do navio, e tendo já deitado o batel ao mar, como que querendo lançar as âncoras pela prôa, disse Paulo ao centurião e aos soldados: se estes não ficarem no navio, não podereis ser salvar-vos. Então os soldados cortaram os cabos do batel e deixaram cai” (27: 30).

E depois, quando já estavam encalhados, segundo Atos 27:42-44: "Então a idéia dos soldados foi que matassem os presos para que nenhum fugisse, escapando a nado. Mas o centurião, querendo salvar a Paulo, lhes estorvou este intento; e mandou que os que pudessem nadar se lançassem primeiro ao mar, e se salvassem em terra. E os demais, uns em tábuas e outros em coisas do navio. E assim aconteceu que todos chegaram à terra, a salvo”.

Ambos os exemplos mostram que a palavra de Deus se cumpriu. Ninguém se perdeu. Mostra como Deus usou Paulo para cumprir seus designos. As lições desta seção do livro de Atos espelham aquelas de outras seções, sendo particularmente intensa. Lucas destacou a providência de Deus, a forma como foi elaborada, e a sabedoria de Deus na maneira como ele ordenou cada acontecimento. A visão mostra que Deus ainda estava com eles, que a tempestade não poderia parar os seus designos, e a necessidade para a responsabilidade humana. Paulo teve de tomar medidas para impedir que os homens saíssem para que se cumprisse a vontade de Deus. Finalmente, os propósitos de Deus foram concretizados. Toda a narrativa mostra-nos como Deus os trouxe a Roma através de seus tortuosos caminhos.



2.2. Melita

Os náufragos foram orientados a nadar até chegarem em terra, uma ilha chamada Malita. Paulo foi picado por uma víbora, levando os moradores a acreditar que ele fosse um homicida e, portanto, tinha que morrer. Como Paulo não morreu, eles mudaram seu parecer, dizendo que ele era um Deus (28:6). Mais tarde, através de Paulo, houve um milagre com um cidadão líder da ilha. Lucas afirma: " E ali, próximo daquele mesmo lugar, havia umas herdades que pertenciam ao principal da ilha, por nome de Públio, o qual nos recebeu e hospedou benignamente por três dias. E aconteceu estar de cama enfemo de febres e disenteria o pai de Públio, que Paulo foi ver, e, havendo orado, pôs as mãos sobre ele, e o curou. Feito pois isto, vieram também ter com ele os demais que na ilha tinham enfermidades, e sararam. Os quais nos distinguiram também com muitas honras: e havendo de navegar, nos proveram das coisas necessárias" (28:7-10).

A viagem romana destaca a natureza da vida de Paulo. Ele era um homem prático, um viajante, bem informado sobre os acontecimentos no mundo. Ele tinha uma personalidade forte e habilidades naturais de liderança, e com isso, ele emergiu rapidamente como o líder. Essas habilidades foram fotalecidas e assistidas pelo poder do Espírito Santo.

Eles permaneceram em Malita por três meses, em seguida, tomaram um navio para a Itália.


2.3. Chegando a Itália

Eles chegaram a Itália no início da primavera. Então, ele começaram a subir a estrada para Roma. A igreja de Roma estava esperando por Paulo e eles se encontraram na Via Ápia. Uma segunda delegação da igreja o encontrou mais perto de Roma, em Três Vendas.




3. A missão de Paulo e a primeira prisão romana

O título acima é proposital. O relato de Lucas sobre Paulo mantém o mesmo padrão para evangelizar os judeus e depois voltando-se para os gentios. Paulo não plantou uma igreja em Roma, a Igreja Romana já existia nessa época.47 O livro de Atos é um livro missionário, aquele que incide sobre a propagação do evangelho. Esta foi a última chance de Lucas para mostrar a essência do evangelismo de Paulo aos Judeus e depois aos Gentios.

Lucas registrou duas ocasiões em que Paulo falou para os Judeus em Roma.
3.1. Primeiro os Judeus

Em circunstâncias normais, Paulo teria ido para a sinagoga judaica, mas devido à sua prisão, ele não foi capaz. Em vez disso, ele convocou os líderes dos Judeus, e lhes perguntou o que poderiam ter ouvido falar e eles professam não saber nada sobre a seita. Paulo afirma não ter nada contra o povo judeu, mas que foi entregue pelos judeus aos romanos. Ele ressaltou que os romanos quiseram libertá-lo, mas como sua vida estava em perigo ele teve que apelar para César. Os judeus disseram que não tinham ouvido nada a respeito e que desejavam que Paulo lhes contassem sobre essas coisas. Então, Paulo e os líderes judaicos organizaram um dia apropriado para discutir as questões.



Em Atos 28:23-24 Lucas registra a segunda reunião.

"E havendo-lhe eles designado um dia, muitos foram ter com ele à pousada. Desde manhã até a tarde ele expôs a eles, testificando o reino de Deus e tentando persoadí-los a fé de Jesus, tanto pela Lei de Moisés como pelos profetas. E alguns criam no que se dizia; mas outros não criam".

Nestes dois versículos, Paulo reafirmou observações iniciais de Cristo em Atos 1:3-8. Ele explicou o reino de Deus e convenceu-os a respeito de Jesus, de Moisés e dos Profetas. Lucas enfetizou sobre o reino de Deus no início do trabalho e aqui no final mostrou, novamente, que este é o tema mais importante.

A seção termina com a advertência de Paulo aos judeus. Em Atos 28:26-28, lemos: "Bem falou o Espírito Santo estava certo em dizer a nossos pais pelo profeta Isaías:" Vai a este povo, e dize: "De ouvido ouvireis, e de maneira nenhuma entendereis; e vendo, vereis, e de maneira nenhuma percebereis. Porquanto o coração deste povo está endurecido, e com os ouvidos ouviram pesadamente, e fecharam os olhos, para que nunca com os olhos vejam, nem com os ouvidos ouçam, nem com o coração entendam, e se convertam e eu os cure. Seja-vos pois notório que esta salvação de Deus é enviada aos gentios, e eles a ouvirão”.

Paulo citou um versículo de Isaías, que era o mais frequentemente citado no Novo Testamento.48 Ele argumentou que assim como os judeus responderam nos dias de Isaías, e que eles continuaram a responder (Isaías 6:9). Eles foram orientados a ouvir e ver, mas não compreenderam ou perceberam porque tinham endurecido seus corações para a verdade. Eles recusaram a palavra e agora eles não eram capazes de ouvi-la. As ações de Paulo indicam que ele terminou sua evangelização junto aos judeus e que agora voltaria para os gentios (Ver Romanos 11:25-32). Se a mensagem tinha sido um fracasso para os judeus, a missão continuou a ser um sucesso para os gentios.




1   2   3   4   5   6   7   8   9   10   11


©livred.info 2019
enviar mensagem

    Página principal