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Paul sai de Corinto e vai para Jerusalém



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6.6. Paul sai de Corinto e vai para Jerusalém.

Na Primavera de 52 a.D. Paulo deixou Corinto para retornar a Jerusalém a fim de cumprir o voto de Nazireu. Ele navegou de volta para Éfeso. Pregava na sinagoga e era bem recebido. Prometeu voltar para eles. Depois de deixar Priscila e Áquila em Éfeso ele, então, navegou de volta para Cesaréia, a Igreja mãe de Jerusalém, retornado depois para Antioquia.



CONCLUSÃO
Paulo inicia a viagem revisitando as igrejas que fundou na primeira viagem missionária para Galácia. O Espírito guiou Paulo até a Macedônia. Lá ele pregou o evangelho e começou a fundar a Igreja ao longo da costa leste chegando a Atenas e Corinto. Paulo defendeu o Evangelho no Areópago, o mais alto tribunal ateniense. Paulo continuou indo até Corinto e em julho de 51 a.D., Gálio o defendeu e pronunciou que o cristianismo não infringia as leis Romanas.

RESUMO
A terceira missão de Paulo durou mais tempo e foi mais longe do que a segunda missão. Começou com a separação de Paulo e Barnabé a respeito de João Marcos. Paulo viajou com Silas. Viajaram através da Galácia até que foram bloqueados ao adentrarem na Ásia. Eles entraram na Macedônia, levando o Evangelho para a Grécia. Evangelizaram em Filipos, em Tessalônica e em Beréia. Paulo foi forçado a fugir. E, então, entraram e evangelizaram as duas principais cidades gregas de Atenas e Corinto. Depois de voltar a Jerusalém para pagar uma promessa, Paulo voltou para Antioquia.

MÉTODO INDUTIVO: [Extrair informação do texto bíblico]

Textos de referencia. Como outros textos influenciam a nossa leitura do texto?

1.1 (etc.)




Explicação de informações importantes no texto:

-Palavras-chave e definições:

-Observações gramaticais: (estrutura das frases, leituras variantes)

-Figuras de linguagem: (comparações, associações, representações)

-O texto, explícita ou implicitamente, diz alguma coisa sobre Deus e sobre a salvação?

-Método de tradução utilizado:

-Há diferenças entre as versões da Bíblia? Quais são elas?

-Autoria humana. Como podemos saber?

-Em que ocasião o homem foi solicitado a escrever?

-Público original para leitura. Por que eles leriam o texto?

-Contexto geográfico:

-Contexto social e cultural:

-Contexto histórico:

-Contexto religioso:

-Em suas próprias palavras, o que o texto diz e qual o significado?


Comentários:


EXPLICAÇÃO EXPOSITIVA. Em ordem cronológica, identificar os principais ensinamentos do texto em estudo.

1.

2.



3.

(outros)




CONSIDERAÇÕES LITERÁRIAS

-Gênero literário: (evangelho, história, leis, parábola, poesia, profecia, provérbio, etc).

-Como o texto está relacionado aos outros textos vizinhos?

-Como o texto se relaciona ao tema do capítulo e de qual livro provem?





MÉTODO ANALÍTICO. Qual é a tese principal, antítese, síntese e sincretismo do texto?



MÉTODO DEVOCIONAL DE ESTUDO. Como o texto ajuda a adorar Deus, a confessar os pecados, dar graças a Ele e a servi-lo?


LIÇÃO 6. Questões:
1. Quem acompanhou Paulo na segunda viagem missionária?

2. Como sabemos que Lucas viajou com Paulo?

3. Explique brevemente como Deus guiou Paulo até a Macedônia. Era esse o plano de Paulo?

4. Cite três incidentes ocorridos em Filipos?

5. O que aconteceu em Tessalônica? Como isso afetou o resto da missão de Paulo?

6. O que era o Areópago? Qual era a sua importância?

7. Resuma a abordagem de Paulo na evangelização dos Gentios no Areópago.

8. Qual era o estado de animo de Paulo em Corinto? Explique sua resposta.

9. Quem eram Priscila e Áquila? Dê uma explicação completa sobre eles, de onde eram e aonde vamos encontrá-los novamente.

10. Exemplifique duas coisas importantes que aprendemos sobre o relato de Lucas no julgamento de Gálio.



LIÇÃO 7. MISSÃO DE PAULO NA ÁSIA (TERCEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA)
1. O propósito da Terceira viagem missionária
Paulo tinha três objetivos. Ele queria retornar para fortalecer as igrejas; passar um tempo em Éfeso (onde estivera por pouco tempo no final da segunda viagem missionária) e, desejava fazer uma coleta nas igrejas dos Gentios para a igreja Judaica em Jerusalém.

Ao contrário das outras viagens, Lucas não menciona quem eram os companheiros de Paulo. Se observarmos as epístolas escritas na época, 1 e 2 Coríntios e Romanos podemos ver que Timóteo estava com ele. E em Coríntios 2 notamos que Tito estava com ele em Éfeso e em Corinto. Barnabé não é mencionado e Silas parece ter permanecido em Jerusalém no final da segunda viagem.



2. Éfeso
Paulo viajou através da Galácia para Éfeso. Na segunda viagem, Deus não o permitiu de ir a Éfeso e lhe revelou pelo seu Espírito que deveria ir para Macedônia. Mas, nesse momento, a vontade de Deus dentro dele o conduziu para Éfeso. Paulo teve um longo e poderoso ministério lá.

2.1. A origem do trabalho de Paulo em Éfeso

Paulo visitou Éfeso no final da segunda viagem missionária (18:19-21). Ele ensinou na sinagoga, onde foi bem recebido e convidado a ficar. Embora tenha recusado, dizendo que deveria ir para Jerusalém, mas lhes prometeu que voltaria. Priscila e Áquila ficaram em Éfeso, e proveram as bases, se preparando para o retorno de Paulo. E ele, realmente, retornou com um grupo.


2.2. A Cidade

Éfeso era a capital da província Romana. Era uma cidade livre, a qual foi dada aos Efésios pelos Romanos, a fim de que governassem seus próprios assuntos, enquanto estivessem ligados a Roma. Era o maior centro comercial, com um importante turismo religioso. A estátua de Diana dos Efésios (este era o nome Grego, o nome Romano era Ártemis; ver Atos 19:24) foi encontrada aqui. A princípio se supunha que Diana viera do céu, porém, posteriores exames mostraram que a estátua era um meteorito brilhante que fora lançado naquela área com a forma de mulher. A importância do turismo religioso pode ser visto através de Demétrio, um ourives, que fazia prata nichos de Diana. Os santuários proporcionavam não pouco lucro aos artífices (19:23). Éfeso era, também, uma cidade muito supersticiosa onde a magia era praticada (19:11-20), bem como, um ponto central, ligado a outras cidades através do comércio e religião.

O ministério de Paulo também se irradiava para fora de Éfeso. Ele iniciou seus ensinamentos na sinagoga durante três meses. Então, ministrou aos gentios na Escola de Tirano. O seu trabalho afetava toda a cidade. O evangelho se espalhou de Éfeso para as regiões vizinhas. Éfeso era o centro das cartas às sete igrejas em Apocalipse 2 e 3.
2.3. Vários grupos em Éfeso

Havia vários grupos importantes que Paulo encontrou em Éfeso.


2.3.1. A Sinagoga Judaica

Como de costume, Paulo começou pregando na sinagoga dos judeus. Depois de sua volta, alguns dos Judeus, teimosos e incrédulos, falavam mal do caminho perante a multidão, então, Paulo retirou-se. Seu relacionamento com esses judeus parecia ser melhor do que com muitos Judeus de outras sinagogas.


2.3.2. Priscila e Áquila

O casal permanecera em Éfeso, depois que Paulo partiu. Eles foram uma grande benção para a igreja, fortalecendo-a. Um exemplo do ministério deles foi quando corrigiram Apolo, com sabedoria e tato. Eles já o tinham ouvido falar na sinagoga e sabiam de sua habilidade e fidelidade ao texto. Mas ao mesmo tempo, sabiam que ele ainda não tinha uma compreensão plena do evangelho. Ao invés de corrigi-lo publicamente, o convidaram para ir a sua casa, a fim de instruí-lo em particular. Apolo recebeu o testemunho deles e começou a pregar sobre Cristo, abençoando muitas pessoas através de seu ministério (Taylor 301). Priscila e Áquila permaneceram em Éfeso até que Paulo partiu, então, eles foram para Roma. Mais tarde, em Corinto, Paulo os saudou em sua carta a Roma. (Romanos 16:3). É possível que Paulo tenha estado com eles novamente como esteve em Atos 18:2.


2.3.3. Apolo

Em Éfeso, Lucas nos apresenta a um importante judeu de Alexandria, Apolo. Ele chegou a Éfeso depois que Paulo partira, no final da segunda viagem missionária e, partiu para Corinto antes do retorno de Paulo, no início da terceira viagem. Paulo o teria encontrado em Corinto em sua curta passagem pela cidade quando ele permaneceu por dois anos em Éfeso. Paulo se referiu a ele em Coríntios 1.

Alexandria, um importante centro de aprendizagem, sofreu influencia dos judeus e do pensamento oriental (Taylor 301). Apolo era um homem culto, um bom orador e poderoso nas Escrituras. Dizem que ele ensinou o caminho de Deus com precisão, no entanto, quando ele chegou a Éfeso, conhecia apenas o batismo de João. Ele parecia estar na mesma posição que os outros 12 discípulos que só conheciam o batismo de João, mas que não havia se cumprido em nome de Jesus Cristo. Apolo encontrou Áquila e Priscila, que sabiamente o convidou para sua casa (19:26) (Taylor 301). Ele era humilde e recebeu os ensinamentos por eles. Taylor aponta: “Aqueles que caminhando para a luz estão prontos para receber muito mais quando ele aparecer” (302). Apolo continuou a ensinar em Éfeso e, então, desejou ir para Corinto ajudar nos trabalhos. Nos dizem: “os irmãos escreveram exortando aos discípulos para recebê-lo”. Ele foi para Corinto e teve grande influência (1 Cor. 3:6).

2.3.4. Os discípulos de João Batista e outro Pentencoste (Atos19:1-6)

Os 12 discípulos de João foi o primeiro grupo que Paulo encontrou ao entrar em Éfeso. E quando os encontrou, conheciam apenas o batismo de João (19:2) (ou seja, um batismo de arrependimento, aguardando a vinda do Espírito Santo). Exatamente o que eles sabiam é difícil de discernir. E disseram, "nós nem ainda ouvimos que haja um Espírito Santo" (19:2). Quando João lhes falou que o batismo do Espírito Santo ocorreria com Cristo, isso não significava que eles não tinham sido informados sobre a existência do Espírito Santo. Muito provavelmente, eles não tinham consciência que as coisas que foram ditas por João se cumpririam na vinda de Jesus, morrendo, e subindo novamente e que, como fruto de seu trabalho, o Espírito Santo fora derramado no dia de Pentencoste. De qualquer forma, Paulo explicou que o batismo de João apontava seu cumprimento em Cristo, e também, falou-lhes sobre Cristo e suas obras. Os discípulos foram batizados no batismo de Cristo. E impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo, e falavam línguas, e profetizavam. Deliberadamente, Lucas criou um paralelo com o Pentencostes, indicando que um outro mini-Pentencostes havia ocorrido na Asia.44 O Espírito Santo veio para confirmar as obras de Cristo quando o evangelho foi anunciado a todas as nações.45


2.4. O modelo do Ministério de Paulo em Éfeso

Paulo permaneceu em Éfeso durante três anos (Atos 20:31), mais tempo do que em qualquer outro lugar. Ele disse em 1 Coríntios 19:6, escrito em Éfeso, que uma grande porta fora aberta para ele. Os acontecimentos em Éfeso oferecem-nos uma visão do modelo do ministério pastoral de Paulo como distinto dos princípios de sua missão. Nós iremos nos focar em Atos 19 e Atos 20:17-38. Nesta última seção, Paulo resumiu seu ministério como partiu com os anciães de Éfeso.

Após passar três meses na sinagoga, Paulo partiu. E ensinou por três meses na sinagoga e, mais tarde, publicamente, ensinou na Escola de Tirano, atendendo diariamente. Donnelly observou as seguintes marcas da vida de Paulo:

Primeiramente, em Atos 20, ele modelou um estilo de vida exemplar. Em Atos 20:18-19, ele disse: “Vós bem sabeis, desde o primeiro dia em que entrei na Ásia, como em todo esse tempo me portei no meio de vós, servindo ao Senhor com toda a humildade, e com muitas lágrimas e tentações que pelas ciladas dos Judeus me sobrevieram". Paulo realçou que sua vida, ou seja, em missão ou no ministério pastoral, foi aberta e transparente, sendo um exemplo para o rebanho. Ele modelou as doutrinas que pregava.

Ele era particularmente cuidadoso em relação a dinheiro e a cobiça, pois havia muitos professores religiosos que viajavam e ensinavam por dinheiro. Paulo disse: “Eu não cobicei prata, nem ouro, nem vestuário. Vós bem sabeis que estas mãos ministraram para minhas necessidades e para aqueles que estiveram comigo. Em todas estas coisas eu lhes mostrei através do trabalho árduo, e desta maneira devemos ajudar os fracos e lembrar as palavras do Senhor Jesus, como ele mesmo disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber”.

Segundo, ele também disse que não via a sua vida como valiosa, mas deu tudo a serviço de Cristo: “Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus”.

Em terceiro lugar, Paulo focalizou o ensino bíblico. Ele ensinou na sinagoga por três meses e, em seguida, lecionou na Escola de Tirano. Ele pregou o reino de Deus, o nome de Jesus e tudo o que seria útil para os fiéis. Isto foi mais do que uma doutrina básica. Eles adquiriram pleno entendimento de toda a doutrina das Escrituras, pois Paulo lhes ensinou além do que temas básicos. Como resultado, quando ele partiu, certamente podemos dizer que ele lhes havia anunciado todo o conselho de Deus (20:27).

Em quarto lugar, Paulo os ministrou de uma maneira prática e pessoal, dizendo: “Não me esquivei de ensinar tudo o que lhes é útil, ensinando em publico e de casa em casa”. Não contente em ministrar publicamente, Paulo os visitava para assegurar que a doutrina ensinada era aplicada em casa. Isto requeria coragem. Ele disse: “Eu não deixei de ir de casa em casa”. Paulo desejava que a doutrina ensinada fosse aplicada na vida diária.

Em quinto lugar, ele fez isso com amor. Falou de sua advertência e lágrimas. O amor entre eles ficou evidente em seu discurso final: eles choraram com Paulo em sua despedida.

Em sexto lugar, Paulo estava sob uma grande dose de estresse e pressão. No versículo 19 ele escreveu sobre as lágrimas, as tentações e as ciladas dos Judeus que lhe sobrevieram. Suas lágrimas foram reais e ele sofreu severas provações. Os Judeus armaram ciladas contra ele, querendo fazer-lhe mal. Se ele escreveu Gálatas a partir desse período, ele tinha estudos sobre a fidelidade das igrejas. Veremos que ele, também, tinha estudos sobre a igreja em Corinto. O custo do ministério de Paulo não foi fácil.

Finalmente, Paulo treinou outros para tomar seu lugar quando partisse. Seu último discurso aos anciãos foi um exemplo disso. Ele sabia que não era indispensável para igreja e que deveria partir. E quando partiu, deixou para trás um grupo de anciãos, treinados e fieis, para supervisionar os trabalhos. E também, ordenou a Timóteo: “e o que de mim, entre muitas testemunhas, ouvistes, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros” (2 Tim. 2:2).

Supervisão pastoral é vital para um ministério. Em Atos 20:28, Paulo diz: “Olhai, pois por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue”. A igreja é preciosa para Deus e os mais velhos tinham a posição de administrar sua casa. Eles teriam que prestar contas.



2.5. O poderoso testemunho do Evangelho em Éfeso

O Testemunho do Evangelho em Éfeso foi poderoso. Consideremos este testemunho sob dois aspectos: Primeiro, o testemunho de Paulo, no poder do Espírito Santo e, segundo, o testemunho de Paulo dentro e fora de Éfeso.



2.5.1 As poderosas obras de Deus em e através de Paulo

O poderoso testemunho de Deus, em espírito, acompanhou o ministério de Paulo em Éfeso. No início, o Espírito Santo fora derramado poderosamente sobre os 12 discípulos de Éfeso. Lucas registra: “E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias, de sorte que até os lenços e aventais se levavam de seu corpo aos enfermos, e as enfermidades, e os espíritos malignos saíam” (19:11). Taylor desenvolve o tema da soberania de Deus nestas áreas argumentando que os dons de Paulo não eram algo sob seu próprio controle, mas sim, ele fora habilitado a fazer estas coisas somente de vez em quando. (ver Atos 14:3 para formulação semelhante e Taylor 99, 101, 132, 307).46

O método de Deus, ou a maneira de trabalhar, sempre se encaixava na situação que seu povo estivesse. Para Paulo fora dado um extraordinário poder quando ele trabalhou e rebateu a cultura de magia que o cercava em Éfeso. Tal como acontecera com Moisés e Faraó, o poder de Deus era claramente superior a qualquer outro poder. A extensão das obras poderosas pode ser vista quando muitos tentaram imitá-lo. Em Atos 19, Lucas registrou como os exorcistas judeus ambulantes tentaram usar o nome de Jesus. Eles foram até um homem possuído por demônios e tentaram, em nome de Jesus, fazer os espíritos saírem. Porém, foram rejeitados e dominados pelo homem possuído por demônios e fugiram feridos e nus. Em Atos 19:17 está escrito: “E foi notório a todos os que habitavam em Éfeso, tanto judeus como gregos; e caiu temor sobre todos eles, e o nome do Senhor Jesus era engrandecido”.

Muitos mágicos rejeitaram seus antigos costumes, queimando seus pergaminhos mágicos. Não sabemos exatamente qual é valor atual dos pergaminhos, mas estima-se que chegue a milhões de dólares. Uma grande mudança social, religiosa e econômica ocorreu através do ministério de Paulo. Isto é ilustrado pelo tumulto estabelecido em Éfeso. Demétrio, um ourives, viu o efeito econômico sobre seus negócios de prata e alertou os artesãos em seus comércios e ofícios. E a cidade encheu-se de confusão, e arrebataram dois dos companheiros de Paulo na viagem e correram para o teatro. A revolta no teatro durou duas horas, até que foram apaziguados por um escrivão da cidade. Este acontecimento foi um dos gatilhos para a partida de Paulo. Já tendo em considerado a sua partida (19:21, 22), ele então, vai para Macedônia.


2.5.2. O testemunho de Paulo dentro e fora de Éfeso.

Como mencionado acima, os ministérios de Paulo afetaram toda a cidade de Éfeso. Paulo iniciou lecionando na sinagoga e, em seguida, na Escola de Tirano, afetando toda a cidade. Um grupo dentro dos convertidos de Paulo fez com que o evangelho se propagasse de Éfeso para as cidades vizinhas. Muitos argumentam que as igrejas de Esmirna, Pérgamo e Tiatira, que são mencionadas no livro do Apocalipse, foram fundadas neste momento. Paulo foi levado a começar seu trabalho em uma grande cidade e, em seguida, o evangelho se propagou para fora.


2.5.3. As trilhas de Éfeso

Em meio ao poder, trabalho e testemunha de Deus havia, também, grandes provações. Lucas se refere apenas a dois incidentes: os judeus expulsando Paulo da sinagoga e a perturbação ocasionada pelo ourives, Demétrio. No entanto, nas epístolas de Paulo escritas para a igreja de Corinto, podemos ver que ele enfrentou uma série de outras dificuldades. Primeiro, houve o julgamento com a igreja de Corinto. Em uma etapa, esta igreja rejeitou Paulo e passou a seguir a outros, os chamados, apóstolos. Paulo escreveu várias cartas aos Corintíos e até fez uma breve visita a eles em Éfeso.

Em Segundo lugar, em 1 Coríntios 15:32 a ESV (English Standard Version): declara: ”Se, como homem, combati em Éfeso contra as bestas, que me aproveita isso, se os mortos não ressuscitam? Comamos e bebamos que amanhã morreremos”. A NIV (Nova Versão Internacional) e a versão de J.Young indicam que isto não poderia não ser uma figura de linguagem. Paulo, claramente, enfrentou difíceis provações em Éfeso, não registradas por Lucas.

Em terceiro lugar, em 2 Coríntios 1:8, ele falou da dificuldade que sofreu na Ásia (Éfeso).

Finalmente, em Romanos 16:3,4, escrito posteriomente em Corinto (sua próxima parada), ele se referiu a uma situação em Éfeso, na qual Priscila e Áquila o salvaram: ".... os quais pela minha vida expuseram as suas cabeças; o que não só lhes agradeço, mas também todas as igrejas dos gentios”.

O ministério de Paulo fora extraordinariamente bem sucedido e muito difícil. Paulo mostrou a razão para isso em 2 Coríntios 1:8-11:



“Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, pois que formos sobremaneira agravados mais do que podíamos suportar, de modo tal que até da vida desesperamos. Mas já em nós mesmos tínhamos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos. O qual nos livrou de tão grande morte, e livra; em quem esperamos que também nos livrará ainda. Ajudando-nos também vós com orações por nós, para que pela mercê, que por muitas pessoas nos foi feita, por muitas também sejam dadas graças a nosso respeito”.
2.6. O término do Ministério de Paulo em Éfeso

Paulo era um missionário, e não pastor de igreja, e assim, depois de três anos mudou-se para continuar seu trabalho missionário. Em Atos 19:21 nos diz: "E, cumpridas estas coisas, Paulo propos, em espírito, ir a Jerusalém, passando pela Macedônia e pela Acaia, dizendo: ‘Depois que houver estado ali, importa-me ver também Roma. Ele enviou Timóteo e Erasto antes dele, para Macedonia. De acordo com 1 Coríntios, ele já havia também enviado Titus a Corinto.



3. Corinto e a correspondência aos Coríntios
Como já observamos, enquanto Paulo estava em Éfeso, problemas surgiram em Corinto. Como solução, Paulo escreveu aos Coríntios e também fez uma rápida visita a eles. Isto causou um grande desconforto para Paulo, tanto que é provável que ele tenha deixado seu rentável ministério em Éfeso para fazer uma curta viagem a Corinto. Depois, ele retornou para Éfeso. Paulo visitou Corinto novamente após deixar Éfeso e permaneceu lá durante 3 meses.

É difícil isolar a situação e, até mesmo, as várias cartas que foram escritas para a igreja. Sabemos de uma carta perdida, pode ter havido outras. Uma possível sequência de eventos foi que Paulo enviou uma carta original para Corinto, a qual ficou perdida. Esta carta foi mal interpretada (1 Cor. 5:9-11).

Os Coríntios enviaram uma resposta pedindo esclarecimentos e conselhos (1 Cor. 7:1). Esta foi trazida pela família de Cloé (1 Cor. 1:11), que relataram, também, que houve luta partidária e imoralidade na igreja.

Em resposta, Paulo escreveu 1 Coríntios. Em seguida, visitou (2 Cor. 2:1), mas não foi bem recebido e retornou humilhado a Corinto (2 Cor. 10:10). Então, ele escreveu outra carta, referida em 2 Coríntios 2:4, 9; 7:4, 8. Esta poderia ter sido sua segunda carta, ou, poderia ter sido uma nova.

Depois de sair de Troas, Tito o encontrou em Macedônia. Então, Paulo escreveu 2 Coríntios e, finalmente, foi para Corinto e permaneceu lá por 3 meses.
4. A coleta para os santos
Um dos objetivos de Paulo, nesta viagem missionária, era fazer uma coleta para os santos em Jerusalém. Em Atos e nas Epístolas lemos que Paulo reuniu representantes de todas as igrejas dos Gentios, a fim de que eles pudessem fazer uma coleta para a igreja de Jerusalém. Isto os abençoaria e consolidaria os Judeus e os Gentios Cristãos.

A base original para o alívio dos pobres em Jerusalém foi estabelecida na primeira visita de Paulo a Jerusalém. Em Gálatas 2:9, 10, ele escreveu: “… para que nos fôssemos aos gentios, e eles à circuncisão. Recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres: o que também procurei fazer com diligência”.



Paulo e a igreja de Antioquia fizeram uma viagem com fundos: “Agora, nestes dias profetas desceram de Jerusalém a Antioquia. E um deles, chamado Ágabo, levantou-se e profetizou pelo Espírito que haveria uma grande fome em todo o mundo (isso aconteceu nos dias de Cláudio). Então os discípulos determinaram que cada um, segundo sua capacidade, enviasse socorro aos irmãos que viviam na Judéia. E assim fizeram, enviando-o para os anciãos por mão de Barnabé e Saulo” (Atos 11:27-30).

Havia uma série de razões para a viagem. Fome, seca e perseguição dos Judeus na Judéia significavam que a igreja de Jerusalém estava sofrendo. Paulo parecia estar usando isso para fechar a evidente brecha que ainda existia entre os Judeus e os Gentios Cristãos. Os gentios, beneficiados com a propagação do evangelho, poderiam demonstrar sua gratidão ao ajudar financeiramente os necessitados da igreja judaica.

Taylor observa que a lista de nomes mostra que Paulo previu que os representantes trariam uma oferta geral feita por de todos os Gentios. A lista incluía Filipos, Beria, Tessalônica, Corinto, Éfeso e as igrejas da Galácia (1 Cor. 16:1).

O princípio da coleta está estabelecido em 2 Coríntios 8 e, em particupar, 16. Em 1 Cor. 16:1 ele declarou: “Ora, quanto à coleta que se faz para os santos, fazei vós também o mesmo que ordenei às igrejas da Galácia. No primeiro dia da semana cada um de vós ponha a parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que se não façam as coletas quando eu chegar. E quando tiver chegado, manderei os que por carta aprovardes, para levar a vossa dádiva a Jerusalém.

Esta oferta deveria ser feita a cada semana, de forma voluntária, em particupar, com amor e gratidão (1Cor. 8:1ff). Os recursos seriam distribuidos pelos nomeados das igrejas, os quais viajariam com Paulo (1 cor. 16:3). O último requisito salvaguardava Paulo de qualquer acusação de desonestidade. Taylor observa que, aqui vemos Paulo como um homem amoroso, carinhoso e prático em sua abordagem para com a igreja (342-345).




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