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2.2.5 Voltando para os Gentios

Quando os judeus rejeitaram o evangelho, Paulo se voltou para os Gentios. Paulo afirmou: "Foi necessário que a palavra de Deus fosse pregada a vos primeiro; mas visto que a rejeitais, e não vos julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios. Porque assim o Senhor nos ordenou: Eu ajustei vos como uma luz para os gentios, a fim de que tu sejas para salvação até os confins da terra. E os Gentios, ouvindo isso, alegraram-se e glorificavam a palavra do Senhor. E creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna (Atos 13:46-48)".

Conybeare (144) comenta sobre este versículo, dizendo que o Concilio de Deus não estava frustrado com a incredulidade de seu povo escolhido. Uma nova "Israel", uma nova "eleição" de judeus e gentios sucederiam a anterior. Quando Paulo foi forçado a sair Lucas deixou claro que os novos discípulos não estavam sozinhos. Lucas registrou que eles estavam "cheios de alegria e com o Espírito Santo".
2.2.6 A verdadeira base do sucesso

Paulo usou esse evento para mostrar a verdadeira base do sucesso do evangelho para todos os escolhidos que acreditavam na vida eterna. "E os Gentios, ouvindo isso, alegraram-se e glorificavam a palavra do Senhor. E creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna. E a palavra do senhor se divulgava ao longo de toda a província" (Atos 13:48, 49). E isso era para todos aqueles que acreditaram, pois tinham sido escolhidos para a vida eterna. Se o Evangelho foi rejeitado, a rejeição foi feita por aqueles que não tinham sido nomeados para a vida eterna".


2.3 Icônio

Paulo viajou 90 milhas pelo caminho Agostiniano, uma famosa estrada romana, até Icônio. A cidade foi construída em cima de um cruzamento rodoviário estratégico. Embora sua pregação tivesse tido melhores resultados na região, mais uma vez os judeus promoveram uma oposição a Paulo. Lucas resumiu seu ministério assim:



"E aconteceu em Icônio, que eles foram juntos para a sinagoga dos Judeus e falaram de tal modo que uma grande multidão acreditou, não só de judeus, mas de gregos. Mas os judeus incrédulos incitaram e irritaram os gentios, envenenando suas mentes contra os irmãos. E, eles ficaram lá muito tempo, falando ousadamente acerca do Senhor, o qual dava testemunho à palavra da sua graça, permitindo que por suas mãos se fizessem sinais e prodígios. Mas a multidão da cidade ficou dividida: uns eram pelos judeus e outros pelos Apóstolos. E havendo uma tentativa violenta tanto dos judeus como dos gentios, com os seus governantes, para os insultarem e apedrejarem" (Atos 14:1-7).

Os eventos de Antioquia foram repetidos em Icônio (Atos 14:1-3) e o evangelho foi pregado em quase todos os outros lugares. "Judeus locais, quase sempre, como uma associação recusava o evangelho, mas em contrapartida, o evangelho era proclamado de comum acordo pelos gentios" (Bruce 266). Paulo compreendeu que este era o padrão que Deus havia imposto a Israel e ao seu ministério. Em Atos 14:3 mostra a resposta de Paulo à rejeição judaica e à hostilidade. E Lucas relata:



"E, eles ficaram lá muito tempo, falando ousadamente acerca do Senhor, o qual dava testemunho à palavra da sua graça, permitindo que por suas mãos se fizessem sinais e prodígio". 38

Em Atos 14:5 Lucas indica que os gregos e os judeus fizeram uma tentativa em suas vidas; e por isso o Apóstolo continuou em frente.
2.4. Listra
2.4.1 Evangelização de um grupo sem origem judaica

Listra foi importante porque Paulo e Barnabé evangelizaram um grupo que possuía uma pequena origem judaica (não há menção de uma sinagoga). O grupo parecia ser um subgrupo da cultura grega. (Lucas comentou que os gentios de lá não falavam grego como primeira língua). Isso mostrou a existência de um ministério intercultural forte: Paulo estava alcançando a linguística e a cultura de um grupo, no qual havia entre eles um outro grupo sem qualquer conhecimento bíblico (Bruce 11). Timóteo chegou de Listra e pode ter sido convertido nesta visita (Atos 16:1).39

Paulo curou um homem em Listra, e isso imediatamente, foi mal interpretado ou reinterpretado por meio da estrutura da lei popular local. Eles atribuíram aos deuses locais a realização das ações de Paulo, e não ao poder do evangelho. Em Listra havia uma lenda que dizia que Zeus e Hermes tinham vindo à cidade e estavam disfarçados de viajantes. Eles foram rejeitados até que um casal de camponeses os alimentou e os abrigou. E os deuses então, se mostraram, transformando os viajantes em rãs e a casa do casal de camponeses em um Templo Dourado (Pollock 93). E isso foi atribuído aos missionários, chamando Barnabé de "Zeus" e Paulo de "Hermes". Os cidadãos de Listra assimilaram os sinais do evangelho e a mensagem, adaptando-os à sua própria cultura. Este evento mostra a existência de um perigo real e da dificuldade de um ministério intercultural. E isso era um aviso para todos os missionários, particularmente, para aqueles que iam pregar em áreas totalmente não-evangelizadas. Paulo percebeu o que aconteceu e fez as correções necessárias. Lucas registrou que os ensinamentos de Paulo em Atos 14:14-18, mostra como ele descreveu para os Listrianos a verdadeira natureza do Deus criador. Esse sermão de Paulo foi semelhante ao ensinamento que ele fez antes da audiência em Atenas (Atos 17:22-34). Estas duas passagens devem ser estudadas em conjunto para se entender melhor o método de evangelização de Paulo aos Gentios.
2.4.2. A oposição judaica se intensifica

Os judeus de Antioquia e Icônio não ficaram satisfeitos de ter tido Paulo expulso de suas áreas. Eles continuaram a perseguição contra Paulo, e quando o encontram em Listra, eles incitaram a multidão local para que o apedrejassem. Observamos aqui a intensidade da oposição dos judeus, o ódio judaico era tão extremo que eles desejavam a morte de Paulo. E a inconstância dos Listrianos fez com que a popularidade de Paulo desaparecesse. Os opositores deixaram Paulo quase morto. Mas, ele levantou-se no dia seguinte e partiu para Derbe.

Precisamos reconhecer que a missão de Paulo foi muito difícil e sofrida. Ele sofreu terrivelmente, até o momento da sua morte (2 Cor.11:23-27). A missão de Paulo mostrou a insensatez do Reino mesmo ele tendo sido revelado na própria vida de Cristo. Este pode ter sido o período no qual Timoteo foi convertido.
2.5 O retorno para o fortalecimento dos irmãos

Ao final da sua missão na estrada, Paulo não regressou para sua casa (uma viagem curta), em vez disso, Paulo retornou ao longo da estrada percorrida, visitando e fortalecendo as igrejas. Isso demonstrou grande coragem pessoal. Ele tinha sido perseguido até a morte nesta missão e ainda assim, ele optou por retornar.40 Após o fortalecimento das igrejas, Paulo e Barnabé voltaram para Antioquia para fazer o relatório. Em Atos 14:26 nos diz: "E dali navegaram para Antioquia, onde tinham sido encomendados à graça de Deus para a obra que já haviam cumprido. E, quando chegaram e reuniram a Igreja, eles relataram todas as grandes coisas que Deus fizera por eles, e como abrira a porta da fé aos gentios. E permaneceram ali não pouco tempo com os discípulos".


3. A oposição à missão dos judeus cristãos
Antes do surgimento da oposição à Igreja Paulo não havia retornado durante um bom tempo. Um grupo chamado de "Judaizantes" foi até Jerusalém. Eles ficaram horrorizados com a frouxidão da igreja de Antioquia, os judeus comiam com fariseus. E Pedro estaria aí incluído, Gálatas 2. O problema teria começado com a Irmandade, mas era mais profundo. Eles ensinavam também que se você não fosse circuncidado e não mantivesse a Lei de Moisés, você não poderia ser salvo (Atos 15:1).

Provavelmente, o argumento era de que Paulo teria falado a eles sobre o evangelho e da fé em Cristo, porém eles não estavam seguindo a Deus completamente. E para seguir totalmente a Deus, eles precisariam ser circuncidados e seguir a lei. (General 3:1-5, 5:1-6). Não está claro o que motivou estes homens. Mas, está claro que eles ficaram confusos quanto à real natureza do evangelho.41

Os Judaizantes eram, provavelmente, do grupo dos fariseus que lemos em Atos 15:5 (Nota-se também que tendo chegado a Antioquia, eles também foram para Galácia). Paulo foi obrigado a corrigir os ensinamentos deles em Antioquia (Gal. 2) e assim, escreveu a Epístola aos Gálatas.42

O problema teológico pode ser colocado da seguinte forma: A fé foi suficiente para a conversão dos gentios ou eles também precisariam ser circuncidados e manter a lei de Moisés?


4. O Concílio de Jerusalém
O problema veio à tona em Antioquia. Em resposta, Paulo escreveu aos Gálatas e a

Igreja em Antioquia enviou Paulo e Barnabé para Jerusalém, o local da Igreja mãe, a fonte do problema e o local de maior número de discípulos cristãos. O debate em Jerusalém definiu o rumo de toda a Igreja.

Os anciãos e os apóstolos se reuniram para decidir a questão. O grupo de crentes Fariseus abriu a discussão: "Mas alguns crentes que pertenciam ao grupo dos Fariseus levantaram-se dizendo: É necessário circuncidá-los e pedir-lhes para manter a lei de Moisés (Atos 15:5)". O debate continuou ainda, mas, em seguida, Lucas se concentrou nos três principais discursos: o de Peter, o de Barnabé e Paulo e o de Tiago.

Pedro respondeu argumentando que o verdadeiro teste de aceitação era a aceitação de Deus. Cornélio foi convertido e aceito por Deus diretamente, ele não precisava cumprir a lei. Isso provou que Deus aceitou os gentios pelo derramamento do Espírito Santo sobre eles e pela limpeza de seus corações, e tudo isso pela fé sozinha. Pedro estava discutindo, de modo implícito que, uma vez que Deus havia aceitado os gentios sem a lei, os judeus cristãos deveriam fazer o mesmo. Pedro então, desenvolveu um segundo argumento: ele salientou que os judeus tinham estado sob o jugo da lei por um longo tempo e que isso não trouxe santidade. Todos sabiam que a maioria dos israelitas havia rejeitado Cristo. E Pedro então, enfatizou que a lei não conseguiu trazer benção.

Barnabé e Paulo passaram a falar. Donnelly observa o discernimento deles utilizado neste momento. Barnabé era conhecido e tinha um lugar dominante na Igreja de Jerusalém, enquanto que Paulo estava ainda sob suspeita. Eles falaram principalmente dos sinais e dos prodígios de Deus para validar suas alegações.

Tiago, o irmão de Jesus, mais velho, falou por último e o seu argumento foi decisivo. Tiago argumentou a partir do livro de Amós que a propagação do cristianismo e a inclusão dos gentios representavam o cumprimento do judaísmo. Em Amós, Deus havia prometido restaurar a quebrada Israel (como tinha feito no dia de Pentecostes) e que a partir de Israel o evangelho se espalharia para toda a humanidade (15: 16,17). Tiago afirmou que a aceitação dos gentios pela fé era o cumprimento da palavra de Deus para Davi, que lhe prometera reconstruir sua casa que estava caída. Ele continuou a dizer que, à luz do que tinha acontecido com Simão (usando o nome judeu de Pedro), não haveria necessidade de impor a lei para os gentios que retornavam.


4.1 A decisão

O Conselho rejeitou a necessidade da circuncisão e do seguimento da lei para os novos convertidos. Ficou decidido que os gentios poderiam ser incluídos na Igreja sem a necessidade de se obedecer às leis e aos costumes judaicos. Para facilitar a irmandade, o Concílio solicitou aos Gentios de se absterem das coisas que eram particularmente ofensivas aos judeus e das questões que eram particulares dos gentios, tais como pecados, idolatria, imortalidade, das carnes sufocadas (animais mortos por estrangulamento) e do sangue. A decisão do Conselho de Jerusalém foi um grande passo à frente na missão da Igreja. A Igreja estava agora livre para entrar em todo o mundo sem a interferência das exigências culturais dos judeus. E assim, tanto os gentios como os judeus seriam vistos como iguais em Cristo na Igreja.

Paulo e Barnabé, juntamente com os profetas Judas e Silas voltaram para Antioquia para informar sobre as conclusões do Conselho.

CONCLUSÃO
A Igreja começou sua missão para os Gentios em Antioquia. A porta da fé se abriu para eles através de Paulo e Barnabé. Eles evangelizaram a Galácia. O Conselho de Jerusalém confirmou a missão sem fazer exigências adicionais aos gentios. Pediu somente que os gentios respeitassem certas tradições judaicas para ajudar na irmandade.

RESUMO
A Igreja começou formalmente sua primeira missão na cidade de Antioquia. A igreja sob a liderança do Espírito Santo enviou Paulo e Barnabé aos gentios. Paulo se tornou o líder e começou a sua pregação primeiramente para os judeus e depois para os gregos. Foi bem sucedido, porém sofreu uma extrema perseguição por parte dos judeus. Paulo e Barnabé fundaram igrejas e depois voltaram para a Igreja inicial. A missão provocou uma perseguição dentro da Igreja, mas Paulo resistiu a tudo isso. E para esclarecer a situação, a Igreja em Antioquia enviou Paulo e Barnabé a Jerusalém. O conselho decidiu a favor deles e eles voltaram para dar a notícia.


MÉTODO INDUTIVO: [Extrair informação do texto bíblico]

Textos de referencia. Como outros textos influenciam a nossa leitura do texto?

1.1 (etc.)




Explicação de informações importantes no texto:

-Palavras-chave e definições:

-Observações gramaticais: (estrutura das frases, leituras variantes)

-Figuras de linguagem: (comparações, associações, representações)

-O texto, explícita ou implicitamente, diz alguma coisa sobre Deus e sobre a salvação?

-Método de tradução utilizado:

-Há diferenças entre as versões da Bíblia? Quais são elas?

-Autoria humana. Como podemos saber?

-Em que ocasião o homem foi solicitado a escrever?

-Público original para leitura. Por que eles leriam o texto?

-Contexto geográfico:

-Contexto social e cultural:

-Contexto histórico:

-Contexto religioso:

-Em suas próprias palavras, o que o texto diz e qual o significado?


Comentários:



EXPLICAÇÃO EXPOSITIVA. Em ordem cronológica, identificar os principais ensinamentos do texto em estudo.

1.

2.



3.

(outros)




CONSIDERAÇÕES LITERÁRIAS

-Gênero literário: (evangelho, história, leis, parábola, poesia, profecia, provérbio, etc).

-Como o texto está relacionado aos outros textos vizinhos?

-Como o texto se relaciona ao tema do capítulo e de qual livro provem?





MÉTODO ANALÍTICO. Qual é a tese principal, antítese, síntese e sincretismo do texto?



MÉTODO DEVOCIONAL DE ESTUDO. Como o texto ajuda a adorar Deus, a confessar os pecados, dar graças a Ele e a servi-lo?


LIÇÃO 5. Questões:
1. Qual era o nome da primeira missão formal da igreja?

2. Cite quatro características da Igreja.

3. Explique a relação entre as missões, o Espírito Santo e a Igreja.

4. Como o sermão de Paulo, em Antioquia se relaciona com as pregações de Pedro e Estevão?

5. Explique como e por quem Paulo foi perseguido.

6. Paulo faz visitas às igrejas estabelecidas: verdadeiro ou falso?

7. Quem eram os Judaizantes?

8. Qual foi o problema da missão aos Gentios?

9. Qual Concílio foi chamado para resolver o problema?

10. Qual foi a decisão tomada por esse Concílio?



LIÇÃO 6. MISSÃO DE PAULO NA MACEDÔNIA (A SEGUNDA VIAGEM MISSIONÁRIA)
Esta lição aborda a segunda viagem missionária de Paulo de 49-52 a.D. Nesta missão Paulo viajou mais além do que qualquer outra missão. Viajou pela Galácia, entrou na Macedónia e na Grécia, na atual Europa. Ele evangelizou três províncias romanas. Como veremos, a missão na Macedônia foi particularmente difícil. Ele somente conseguiu permanecer por um curto período nas cidades por causa da perseguição, e assim foi forçado a deixar a sua obra ainda incipiente na nova cidade. Lucas também nos relata de maneira extensiva o Ministério de Paulo em Atenas e em seguida, fala sobre o de Corinto, cidade onde Paulo escreveu a primeira e a segunda epistola aos Tessalonicenses.

A missão tem três partes. Vamos começar analisando alguns pontos distintivos da missão de Paulo. Em seguida, enfatizaremos a evangelização na Macedônia e por último, vamos considerar suas estadias prolongadas em Atenas e Corinto.


1. Paulo faz visitas às Igrejas anteriormente estabelecidas
A terceira viagem missionária de Paulo começou em Antioquia. Paulo quis retornar para fortalecer as igrejas que ele havia fundado na sua primeira viagem missionária. Em Atos 15:36 podemos ler: "E depois de alguns dias, Paulo disse a Barnabé: Vamos voltar e visitar os irmãos em todas as cidades onde proclamamos a palavra do Senhor e ver como eles estão". O retorno para uma visita às igrejas fazia parte da estratégia missionária de Paulo. No final da sua primeira viagem missionária, Paulo simplesmente poderia ter retornado à casa, já que era uma viagem curta de Derbe para Tarso (casa de Paulo). Assim com era curta também a viagem de Tarso até Antioquia. Em vez disso, Paulo retornou pela mesma perigosa e longa estrada que já havia percorrido em sua missão, antes de retornar a Antioquia (Atos 14:21). Esse foi um momento perigoso, já que os judeus de Antioquia, na Psídia, o haviam apedrejado em Derbe. Porém, essa viagem foi também substancial. E Paulo ainda retornou a esta área uma terceira vez na sua terceira viagem missionária para a Ásia e Éfeso. Ele passou por essa área quatro vezes como já vimos, e talvez até tenha passado por lá uma ou duas vezes mais depois que ele saiu da primeira prisão romana.

As ações de Paulo mostravam que ele se preocupava com o continuo crescimento e desenvolvimento da Igreja. Ele acreditava também, que tinha uma responsabilidade permanente para com as igrejas.



2. Alterações na equipe da missão
A viagem começou com polêmicas e alterações na equipe da missão. A equipe original era formada por Paulo, Barnabé e seu primo Marcos. Na primeira missão João Marcos retornou, depois de Chipre, enquanto eles desembarcavam na Ásia. Depois, Marcos retornou a Jerusalém. Eles se encontraram novamente no Concílio de Jerusalém e João Marcos retornou com eles para Antioquia. Enquanto eles começavam a próxima viagem missionária, Barnabé queria levar Marcos junto com eles, mas Paulo disse não. Lucas registra esse desacordo em Atos 15:39-41: "E levantou-se um acentuado desacordo, e assim eles se apartaram um do outro. Barnabé levando consigo Marcos navegou para Chipre, e Paulo tendo escolhido a Silas, partiu, encomendado pelos irmãos à graça do Senhor".

A discordância foi intensa, palavra grega que indica um "pessoal e profundo desacordo". Isso ocasionou a separação entre Paulo e Barnabé. Lucas no seu relato, não menciona de quem foi a culpa, mas muitos comentaristas sugerem que a Igreja favoreceu a posição de Paulo, e Lucas simplesmente observa: Barnabé partiu, enquanto Paulo e Silas foram "encomendados pelos irmãos à graça do Senhor".

Há alguns pontos importantes sobre essa separação:

1. A Missão e o Ministério e qualquer outra grande obra provocaram grande estresse entre os homens. Esse tipo de missão exigia sabedoria, clareza de visão e força de convicção. Paulo tinha estas habilidades, mas não se comprometeu com a missão. Nesta fase, Paulo achava que Marcos não estava pronto e assim não queria levá-lo com eles. Barnabé era muito encorajador e por isso incentivou Paulo. Ele o apresentou aos Apóstolos em Jerusalém e o trouxe para Antioquia. Barnabé era uma pessoa encorajadora e com certeza esta foi a sua atitude em relação a Marcos. Em alguns casos, uma pessoa encorajadora não seria o ideal nesse momento, quando não se tem a capacidade de dizer não, na hora que deveria.

2. Eles se separaram em um momento importante, mas não em um momento teologicamente chave (Donnelly). E não existe nenhuma sugestão de que Barnabé caiu em pecado.

3. Esse evento foi lamentável, mas dependendo da circunstancia, é melhor manter esses crentes em Deus separados do que permanecer em uma parceria infeliz.

4. Mesmo eles estando separados, não havia nenhuma menção de vingança. E se a separação for inevitável, melhor que seja feita da melhor maneira possível. Embora Lucas não tenha mencionado Barnabé uma outra vez, ele se referiu a ele com elogios em suas cartas. Quando Paulo escreveu aos Coríntios, ele declarou: "Ou só eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar?" (1Cor. 9:6). Paulo acabou se reconciliando com Marcos. Ele o mencionou em suas cartas durante sua primeira prisão romana, Colossenses 4:10, e depois em uma de suas últimas cartas. Em 2 Timóteo 4:11 ele declarou: "Somente Lucas está comigo. Pegue Marcos e traga-o consigo, pois ele é muito útil para mim no Ministério". Se a relação entre Marcos e Paulo fosse rompida, eles mais tarde se reconciliariam. Marcos ainda foi útil a Paulo no seu último Ministério. Os dois grupos se dividiram. Barnabé levou Marcos para Chipre enquanto Paulo levou Silas para Galácia.


2.2 Paulo e Silas

Seguindo o princípio missionário de continuar a pregação em duplas, Paulo ficou com Silas. Silas era um líder e sendo um representante da Igreja de Jerusalém levantou a questão da circuncisão para a Igreja de Antioquia (15:22). Ele era um cidadão de Roma (16:37) e seu nome romano era Silvano (2 Coríntios 1:19, 1 Tessalonicenses. 1:1, 2; 2:1). Referencias a ele, o descrevem com o profeta do Novo Testamento. Seu último ato registrado nas Escrituras era como o portador das cartas de Pedro para as igrejas dos gentios (1 Pedro 5:12), mencionadas em 1 Pedro 1:1 "para aqueles que foram eleitos os exilados da dispersão no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia" . Ele era um homem de experiência, cheio de Espírito, de origem romana e com boa reputação na Igreja.


2.3 Paulo e Timóteo

Outro importante companheiro nessa missão e para o resto da vida de Paulo foi Timóteo. Nessa viagem, Paulo primeiramente passou por Listra, onde Timóteo se juntou a ele. Desde cedo Paulo havia ensinado as escrituras a Timóteo. Em 1 Timóteo 1:2 Paulo o chamou de "meu verdadeiro filho na fé" (ver também 2 Tim. 2:1). Isso indica que Timóteo havia sido criado em um lar judeu, mas fora convertido por meio do sacerdócio de Paulo. Se assim foi, Timóteo converteu-se na primeira viagem de Paulo para Listra (ver Pollock, que sugere que Timóteo seguiu Paulo até Antioquia, na Pisídia). Sabemos que Timóteo testemunhou o sofrimento de Paulo. Em 2 Timóteo 3:10, 11. Paulo disse, "Mas você tem seguido cuidadosamente minha doutrina, modo de viver, propósito, fé, longanimidade, amor, perseverança, perseguições e aflições, que me aconteceram em Antioquia, em Icônio, em Listra; quantas perseguições eu sofri. E de todos elas, o Senhor me livrou". Timóteo permaneceu com Paulo até sua morte. Paulo faz elogios a Timóteo em Filipenses 2:19-22: "E espero no Senhor Jesus que em breve vos mandarei Timóteo, para que eu também esteja de bom animo, sabendo de vossos negócios. Porque a ninguém tenho de igual sentimento, que sinceramente cuide do seu bem-estar. Porque, todos buscam seus próprios interesses, e não o que é de Jesus Cristo. Mas bem sabeis qual a sua experiência, e que serviu comigo no evangelho, como filho ao pai".



Timóteo estava se preparando para sua missão, porém nos dizem que a Igreja o colocou de lado. E Paulo lhe disse em 1Timóteo 4:14: "Não negligencies o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbitério". Isso parece se referir ao chamado original dele, mas mesmo que tenha acontecido mais tarde, isso nos mostra a alta consideração que Paulo e Lucas tinham diante do poder da Igreja. Mas Paulo, não se limitou a simplesmente transformar Timóteo em um ministro de Deus (2 Tim. 1:6). A validação do chamado não veio de Paulo como apóstolo, mas a sua autoridade e o seu chamado vieram da Igreja através das mãos do presbitério.

Paulo realiza a circuncisão de Timóteo. Precisamos entender que isso foi feito dentro do propósito da missão. Paulo não acreditava que a circuncisão fosse necessária para a salvação de Timoteo. E escreveu em Gálatas 1:8, dizendo que, se alguém for circuncidado, ele será um anátema e Cristo não lhe proverá nada. Paulo considerava que era pecado se exigir que alguém fosse circuncidado para ser salvo. Ele se recusou a ter Tito, um grego convertido, circuncidado por este motivo (Gálatas 2:3). Por outro lado, se estivermos junto a Cristo, o que fizermos ao nosso corpo não fará a menor diferença. Mas desde que isso ajudaria na missão, Timoteo foi circuncidado para que isso não se tornasse um empecilho para os judeus. Dependendo da circunstância, Paulo pôde se dar ao luxo de ser flexível (aceitação de Timóteo como um missionário). Contudo, Paulo era inflexível nas questões que pudessem por em risco os princípios da missão (a circuncisão não era requisito necessário para que Deus aceitasse os gentios). Isso demonstra a grande sabedoria de Paulo.




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