Tema:“ Conhece-se a árvore pelo seu fruto / Missão dos profetas / Prodígios dos falsos profetas.”



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Tema:“ Conhece-se a árvore pelo seu fruto / Missão dos profetas / Prodígios dos falsos profetas.”
O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap.XXI,itens 1 a 5.
Expositor: Flávio Mendonça

João Pessoa


06/11/2004


Prece Inicial:

Que possamos nesse momento, deixar nossos corações se unirem à Espiritualidade Amiga, para que em uma única vontade, estejamos abertos na busca do conhecimento, a fim de que através dele, possamos nos conscientizar mais e conseqüência disso possamos buscar nosso melhoramento intimo nossa reforma interior, nossas transformações para o Bem e para o Amor vivenciado de forma consciente e iluminado. Que a expositora da noite possa se ver envolta na luz e no Amor, deixando-se banhar pela inspiração. E que todos nós possamos nos ver envoltos em harmonia que a paz nos envolva agora e sempre. (t)

Exposição:

Caros amigos, apreciadores das verdades eternas, muita Paz ! É com imenso prazer que divido com vocês este lindo momento de reflexão e estudo. Hoje trataremos do tema: Conhece-se a árvore pelo seu fruto / Missão dos profetas / Prodígios dos falsos profetas - ESE Cap. XXI, itens 1 a 5. Vamos a ele.



Buscai primeiramente o reino de Deus e a sua justiça, que todas essas coisas vos serão dadas de acréscimo. - Assim, pois, não vos ponhais inquietos pelo dia de amanhã, porquanto o amanhã cuidará de si. A cada dia basta o seu mal. (S. MATEUS, cap. VI,vv. 19 a 21 e 25 a 34.)

Justiça é uma palavra bastante pronunciada. Fala-se em justiça social, clama-se por ela a fim de se ter paz, faz-se caminhada em prol da justiça. Mas como se viver pela justiça? O que quis dizer Jesus com a máxima acima?

Analisemos a proposta do Cristo para ver o que ele nos propunha. Qual o mandamento maior da lei?

"Amar a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a si mesmo".

Amar a Deus não seria compreender a nossa real condição? Não propunha Jesus que com o autoconhecimento poderíamos compreender a Deus e assim amá-Lo ?

Vejamos o que diz o Oráculo de Delphos na mitologia grega: “ Homens, se queres conhecer os mistérios, se queres conhecer a Deus, conhece-te a ti mesmo e conheceras os mistérios e a Deus.”

Não se refere também o Oráculo de Delphos ao autoconhecimento, a auto-iluminação como dizem as tradições orientais ?

E amar ao próximo como a si mesmo, qual o significado disto?

Ora meus irmãos, qual exercício maior para se tornar bom e altruísta se não praticando a bondade e o altruísmo?

Jesus quando nos orienta com a máxima: “A quem mais tem, mais lhe será dado”, estabelece que só pela prática do amor verdadeiro, do amor ágape conforme os gregos, o amor que transcende ao amor terreno, ao amor Eros, pode chegar o homem à perfeição moral.

Em todos os seus ensinamentos morais Jesus nos propõe esta condição. Todos os seus exemplos levam a esta conclusão.

E Jesus ao citar a lei maior, complementa: “aí estão a lei toda e os profetas”.

Ora, então é muito fácil! Praticar o autoconhecimento e a bondade. É tudo que precisamos. Mas pergunta-se, se estamos em busca da justiça e da paz, e se o caminho é tão simples e claro, porque não atingimos a meta?

Evidentemente porque não chegamos no final do caminho. Estamos em processo evolutivo, e por continuarmos presos as ilusões da vida corporal, estabelecemos regras ilusórias para a nossa conduta. Neste processo, desenvolvemos o nosso egoísmo como condição primária de preservação. Coisa perfeitamente natural, mas apenas para os seres inferiores. Permanecer nesta condição, apenas retrata a inferioridade moral que estabelecemos para nós mesmos.

Clamar por justiça e não estabelecer a justiça em nosso interior é como esperar que uma pedra de gelo fique intacta a luz solar por muito tempo. É pueril demais para a construção que almejamos.

A justiça se estabelece pela lei de causa e efeito, e só pela evolução da consciência, pode o homem lograr e estabelecer tal requisito para si. Eis porque Jesus disse que pelos frutos se conhece a árvore. Por isso prenunciou a vinda de falsos profetas, falsos cristos.

Jesus era adivinho? Não se trata de adivinhação, mas de conhecimento da natureza humana. Para os seres de grande elevação moral como Jesus, nossas ações inferiores são completamente previsíveis. Não podemos prever o que fará um cão faminto se oferecermos sua comida predileta? Ora, o animal está sendo guiado pelos seus instintos mais primários, à preservação de sua vida.

Da mesma forma, nossas paixões nos guia à medida que cedemos aos impulsos do ego. Jesus conhecedor desta natureza inferior, pode prever todos os nossos acontecimentos futuros. Fora fácil para ele, na condição de espírito puro, compreender tudo que se passa em nosso íntimo.

Da nossa mesquinhez nascem todas as paixões inferiores. Das viciações primárias, nascem toda cupidez.

O verdadeiro profeta, não é aquele apenas que fala do futuro, que revela algo de maravilhoso aos olhos humanos. Mesmo porque, daí não se conclui moralidade elevada. O profeta verdadeiro é homem devotado aos princípios anunciado por Jesus. São homens de caráter elevado. Atua dentro da lei de amor, justiça e caridade. São pessoas autoconscientes de seus deveres como missionários que são. Observemos o que disse João o apóstolo em I João 4: 1 “Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos vêm de Deus; porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo”.

E para concluir, João fala dos espíritos que são de Deus: “Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitando, lhe fechar o seu coração, como permanece nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obras e em verdade”.( I João 4, versículos 17 e 18 )

Portanto, assim como Jesus, João trata da caridade como premissa maior de justiça. Jesus sentencia: Buscai primeiramente o reino de Deus e a sua justiça, que todas essas coisas vos serão dadas de acréscimo.

Não adianta as suplicas sem a compreensão de que a mudança interna é necessária. O clamor apenas ressoa no ar sem criar forma, pois, a vontade principia, mas só a ação concretiza.

Quantos hão profetizado, pregado salvações, arrastados multidões sem elevar uma só alma na escala moral? Assim são os falsos profetas, os espíritos que João se refere como não sendo de Deus. Trabalham pelo medo, e não pela iluminação das almas que ali estão em busca de alívio.

Consolar é elevar os padrões mentais através de terapêutica eficaz. Levar o Evangelho aos corações endurecidos é tarefa apenas para os que possuem moral elevada. Não se exemplifica um modelo ideal sem a coerência verdadeira entre o dizer e o fazer. Jesus, nosso benfeitor maior, agiu conforme suas palavras. Morreu no madeiro infame por ter se colocado em posição firme, em condições de coerência entre seu falar sim, sim, não, não.

Observemos irmãos, quem se intitula salvador e quem verdadeiramente consola. Jesus nos ofereceu o roteiro mais correto: “Pelos frutos se conhece a árvore”. Não adianta negar as obras efetivas na valorização do homem, não cabe espernear dizendo, como fizeram no tempo de Jesus: “Este não expulsa os demônios senão por Belzebu, príncipe dos demônios”.

E da mesma forma que Jesus respondeu aos fariseus, podem fazer todos os justos do planeta: “Ou fazei a árvore boa, e o seu fruto bom; ou fazei a árvore má, e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore. ( Mateus 12, 33 )

Uns dizem: olha lá, conforme anunciado nas escrituras, eles realizam obras maravilhosas, mas em nome de satanás!

Ora, não fazem como fizeram os fariseus em relação a Jesus? Fenômenos extraordinários, muitos fazem. Basta algum conhecimento ou dom específico. No entanto, fazer as obras silenciosas que maravilham mais ao coração que aos olhos, não é tarefa para falsos profetas, mas apenas para aqueles que se colocam numa verdadeira condição de servidor. E como disse Jesus: “Qualquer, pois, que a si mesmo se exaltar, será humilhado; e qualquer que a si mesmo se humilhar, será exaltado”.

Que Deus nos ilumine hoje e sempre ! (t)



Perguntas/Respostas:

[01] Quer dizer então que se é pelo fruto que se reconhece a árvore, aquela idéia de que "Somos o que fazemos" é verdadeira?
Se usarmos o raciocínio de que primeiro pensamos, ou melhor, esquematizamos no pensamento a ação que faremos, e depois fazemos, podemos chegar à conclusão de que somos o que fazemos porque pensamos primeiro. Salvo momentos em que estamos recebendo a má sugestão de algum irmão desencarnado equivocado, caso em que, como diz o nosso irmão Mei em seu estudo: para saber a diferença entre o nosso pensamento e os pensamentos sugeridos pelos espíritos, somente o autoconhecimento de si mesmo.

[02] Usemos Paulo de Tarso como objeto de análise e deduziremos que ele havia programado aquela encarnação dele pra "ajudar" Jesus com a propagação de sua doutrina de amor. Se somos o que fazemos, Paulo de Tarso poderia ser dito como MAU, visto que no início da vida, só fez o mau?
A Lei de Causa e Efeito atua ponto a ponto na nossa vida, mas para saber se somos maus, devemos somar os nossos pensamentos e ações. Paulo era motivado na fé nas Leis que seguia. No seu referencial , era bom porque seguia a Lei (Mosaica),mas para os cristãos ele era mau porque os perseguia.
[03]<__Anjinho__> Exatamente, Fernanda, antes de mau, ele era uma pessoa equivocada, que estava acreditando fazer o bem, e, no entanto não estava. Paulo, todavia, foi um dos maiores precursores do cristianismo, resgatando seus equívocos até então cometidos contra seus semelhantes. Mau, na acepção da palavra, certamente Paulo nunca o foi, mesmo quando suas atitudes eram baseadas nas leis mosaicas.
Certamente julgando-se certo, mas se feriu as Leis de Deus, mesmo ajudando demais o Cristianismo nascente, o mal que não fora convertido em bem seria pago com a dor.

[04] Ou seja, não somos necessariamente o que fazemos. Somos o que pensamos e esses pensamentos refletem-se em nossas atitudes. Daí se afirmar que somos o que fazemos.
Eu penso que somos porque no final nós temos que assumir o que fizemos. Não podemos jogar para outrem as conseqüências dos nossos atos. Muito embora, se somos passíveis de mudança, nossos atos também o são.

Prece Final:
Jesus, médico das almas, pastor compassivo, Te agradecemos por mais essa oportunidade, de aqui reunidos em Teu nome, sermos esclarecidos quanto ao Teu evangelho de amor, roteiro para nossas vidas, bálsamo para nossas dores físicas, morais e espirituais. Fortaleza em nossos momentos de aflição, esperança em nossos momentos de desalento, refúgio dos que perderam a esperança. Envolve-nos Senhor, a todos nós, trabalhadores na tarefa de divulgar os Teus ensinamentos e a Doutrina Espírita: companheiros do Centro Espírita Léon Denis, companheiros do IRC-Espiritismo, operadores, colaboradores, amigos que aqui vêm em busca de estudo, esclarecimentos em Teu imenso amor. Dá-nos coragem para vencermos o mal que ainda reside em nós.

Que assim seja!




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