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comunicação padronizada dos meios de comunicação de massa quanto na literatura do texto poético.

Diremos que em Lotinan, manifestando-se claramente a distin- ção entre correlação e instituição, os dois aspectos do problema fundem-se contínua e conscientemente, para sublinhar a instância comu- nicativa que permeia seu modo de considerar as instituições e o uso que os membros do corpo social fazem dela. Instância unificadora que se presta a justificar a invasão contemporânea do conceito de código também onde se tornaria necessária (como tentamos fazer) uma mais acurada distinção entre as várias acepções do termo. Igualmente representativa para essa temática é a obra de Roland Barthes, das primeiras obras semióticas (1964), em que as noções são claramente precisadas, àquelas da maturidade, em que a tendência unificadora retoma o predomínio.

Roland Barthes alude diversas vezes a códigos correlacionais: intítula Système de la mode (1967) seu conhecido estudo e em parte examina as regras internas de transformação dos traços vestimenta- res, mas vê a moda também como código correlacional ou código vestimentário real (uma roupa está por alguma outra coisa) e sobre- tudo elege como objeto de seu estudo a correlação entre a lingua- gem. verbal que descreve a moda e a moda vestimentária descrita (código vestimentário falado).

Em S/Z (1970) Barthes localiza no curso da pesquisa cinco códigos, sêmico, cultural, simbólico, hermenêutico e proairético. O código proairético, ou das ações, é certamente um sistema de comportamentos; o código hermenêutico apresenta-se como inventário dos termos formais por meio dos quais um enigma é precisado, estabelecido, retardado (e tratar-se-ia por conseguinte de um siste- ma) mas também formulado (e pensa-se numa correlação) enquanto o código hermenêutico é também o conjunto das unidades que têm a função de articular uma pergunta, sua resposta e os vários acidentes que preparam a pergunta e retardam a resposta. Poder-se-ia dizer, prosseguindo a leitura de SIZ, que Barthes, embora de maneira metafórica,` passa em revista nesse livro todas as várias acepções de código até aqui consideradas. E há um trecho da obra em que, aludindo ao universo dos códigos intertextuais a que a história remete, faz-nos 'saborear' as razões pelas quais a cultura con- temporânea distingue códigos em toda parte e a todo custo: a exigência de encontrar em toda parte o culturalizado e o já dito e de ver a vida cultural mais como uma combinatória do que como uma criação ex nihilo: «O código não é uma lista, um paradigma que é

preciso reconstruir a todo custo. O código é uma perspectiva de citações, uma miragem de estruturas(...) são outras tantas ilusões dessa alguma coisa que já foi lida, vista, feita, vivida: o código é o sulco desse já. Atendo-se àquilo que foi escrito, vale dizer no Livro (da cultura, da vida como cultura),ele faz do texto o prospecto desse livro. Nesse texto ideal as redes são múltiplas(...) Todo o código é uma forças que pode apoderar-se do texto (cuja rede é o texto), uma das Vozes de que é entretecido o Texto».

Valha, como conclusão de uma investigação que pretendeu distinguir ao máximo as características de uma categoria não desprovida de ambiguidades, esta referência contínua de código foi uma batalha contra o inefável. Se há regra, há instituição e há a sociedade e, portanto, há um mecanismo de alguma maneira construível e descontruível. Falar de código significou ver a cultura como fato de interacção regulada, a arte, a língua, os manufacturados, a própria percepção como fenómenos de interacção colectiva regidos por leis explícitáveis. A vida cultural não foi mais vista como criação livre, produto e objecto de intuições livres, lugar do inefável, pura emanação de energia criadora, teatro de uma representação dionísiaca regida por forças que precedem e que a análise não consegue apreender. A vida da cultura é vida dos textos regidos por leis intertextuais em que o todo «já dito» age como regra possível. O já dito constitui o tesouro da enciclopédia.

Afirmou-se, com a nocção do código, que também onde se verificam fenómenos por ora em grande parte desconhecidos, não há de investigação e é o sistema das regras, por mais profundas que sejam, por mais entrelaçadas segundo o modelo da rede, do labirinto, e por mais que possam ser hábeis, transitórias, superficiais, dependendes dos contextos e das circunstâncias.

Desse ponto de vista a ênfase e o entusiasmo (digamos também a pressa) com que o pós-estruturalismo procurou avaliar sem muito cuidado os códigos e os seus sistemas, substituindo a regra pelo vórtice, béance, a diferença pura, a deriva, a possibilidade de uma desconstrução livre de todo o controle, não devem ser saudados com muito entusiasmo. Não constituem um passo adiante, mas um retorno à orgia da inefabilidade.


Devem-se criticar e punir (criticamente) as vulgarizações 'fáceis' de toda noção de regra social (e por conseguinte semiótica) e neste livro procurou-se fazê-lo: mas não se deve perder a energia e o entusiasmo com que, da metade do século em diante, se é movido no intento de explicar as leis da semiose - e por conseguinte do comportamento humano.

O código não pode ser apenas uma cifra: será uma matriz que permite infinitas ocorrências, a nascente de um jogo. Mas nenhum jogo, nem mesmo o mais livre e inventivo, procede ao acaso. Excluir o acaso não significa impor a todo custo o modelo (empobrecido, formalizado e falaz) da necessidade. Fica a fase intermediária da con- jectura exposta sempre, como Peirce sabia, ao princípio do falibilismo, regida pela confiança de que as leis, que inventamos para explicar o informe, o expliquem, de alguma maneira, nunca definitiva.

A idéia de código, assumida na forma 'rica' proposta nestas páginas, não é garantia de segurança, armistício e paz: pode ser também a promessa de novas inquietações.

Falar de códigos significa assumir que não somos deuses e que somos movidos por regras. Fica para decidir (e com relação a esta questão as forças se dividiram) se não somos deuses porque somos determinados por regras que nós mesmos nos impusemos ou se não somos deuses porque a variedade das regras é determinada e permitida por uma regra que está fora de nós. O código pode ser nomos ou physis, a Lei da Cidade ou o clinamen *. Mas pode-se também pensar na matriz aberta de um jogo e na tendência a um clinamen que não seja necessariamente dada, mas de alguma maneira estabelecida continuamente pela atividade humana da semiose. Pode-se pensar na enciclopédia como labirinto, globalmente indescritível, sem admitir nem que não se possa descrever localmente, nem que, já que em todo caso existirá o labirinto, não possamos estudá-lo e construir seus percursos.

Sob a metáfora do código, mesmo quando pura metáfora, houve ao menos uma obsessão unificadora, a da dialética entre lei e criatividade ou - segundo as palavras de Apollinaire - da luta constante entre a Ordem e a Aventura.


* “incinação”. (N. do T.)
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- 1973. il problema del segno e del sistema segnico nella tipologia della cultura russa prima del XX secolo. In: LOTMAN & USPENSKIJ (1973), p. 40-63.



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