Sr. Reinaldo betãO



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Encontro11.09.2017
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O SR. REINALDO BETÃO (Bloco PL-RJ) pronuncia o seguinte discurso: Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o Rio de Janeiro e o Brasil viveram na noite da última sexta-feira, dia 02, um momento de brilhantismo, saudosas lembranças, euforia e muita alegria, quando da reinauguração da Rádio Nacional do Rio.

A Rádio Nacional foi inaugurada em 1936 e faz parte da história radiofônica brasileira. Três meses depois da inauguração, a Rádio incluiu trechos de rádio-teatro entre os números musicais e, em 1945, estreou a primeira história seriada do rádio brasileiro. A emissora também foi a primeira a ter redação exclusiva para noticiários.

O sucesso da rádio era tanto, Sr. Presidente, que quando a Rádio Nacional passou a fazer parte do Governo Federal, em 1940, não precisava mais ser sustentada com auxílio de recursos públicos, pois mantinha seus estúdios e sua programação apenas com o dinheiro das propagandas.

Em 1942, a Rádio Nacional inaugurava a primeira emissora de ondas curtas do Brasil e passa a transmitir seus programas para todo o país, o que a torna ainda mais atrativa para os patrocinadores.

O declínio da Rádio Nacional começou com a chegada da televisão, na década de 50 e se acentuou com o Golpe militar de 1964, que afastou 67 profissionais e colocou sob investigação mais 81.

Segundo o seu diretor, Cristiano Menezes, a Rádio Nacional terá uma programação voltada para o cidadão, que vai relembrar a sua história sem deixar de repercutir a pulsação da cidade.

As novas instalações têm o mesmo glamour de outrora e ocupará o mesmo local onde, em 1936, a Rádio Nacional foi lançada: o edifício "A Noite", prédio número 7 da Praça Mauá, centro do Rio. Os anos dourados daquele época serão lembrados com shows de Carmélia Alves, Cauby Peixoto, Emilinha e Jamelão.

A rádio, que tinha caído no esquecimento dos cariocas, foi a mais importante dos anos 40 e 50 e fazia os brasileiros pararem para acompanhar o Repórter Esso e radionovelas como “O Direito de Nascer” eEm busca da Felicidade”.

As obras de modernização, patrocinadas pela Petrobras, incluíram a recuperação dos estúdios de gravação – incluindo o estúdio de rádio-teatro, com equipamentos completos de sonoplastia – e do auditório, que foi reduzido de 496 para 150 lugares, mas ganhou confortáveis poltronas. Mas, o investimento mais importante foi a compra de um potente transmissor de 50 quilowatts, livre de válvulas, apto a receber tecnologia digital. O novo aparelho fará da Nacional a primeira rádio digital AM do país.

A programação vai incluir ainda debates sobre música, cidadania e comportamento. O diretor Cristiano Menezes diz que a dramaturgia também terá lugar na nova programação da rádio. Na segunda fase do projeto de modernização da rádio está prevista a construção do espaço físico do Museu Rádio Nacional, com restaurante e café, e a recuperação da área administrativa da rádio, no 20° andar do prédio.

Já não era sem tempo, Sr. Presidente, o retorno da extraordinária Rádio Nacional para o Brasil. Foi através dela também que surgiram os primeiros programas musicais e de auditório. Os cantores mais respeitados da época se enfrentavam em concursos badalados nos palcos e auditórios.

Portanto, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, é com muito orgulho e alegria no coração que parabenizo os diretores da Rádio Nacional e a Petrobras, pela brilhante iniciativa de patrocinar e permitir a reinauguração da nossa querida Rádio para o povo brasileiro.



Muito obrigado







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