Somos um povo honrado governado por ladrões



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RJ, 28 de Março de 2014
CARLOS LACERDA, O HERÓI ESQUECIDO.
Somos um povo honrado governado por ladrões”!!
CARLOS LACERDA TRIBUNA DA IMPRENSA – 2/8/54

Carlos Frederico Werneck de Lacerda (Rio de Janeiro, 30 de Abril de 1914, Rio de Janeiro, 21 de Maio de 1977, Rio de Janeiro, foi um jornalista, escritor e político brasileiro.
Membro da União Democrática Nacional(UDN), vereador (1945), Deputado Fderal (1947–55) foi o primeiro governador do Estado da Guanabara (1960–65).
Certamente seria eleito presidente da República, caso Castelo Branco e os dirigentes da contrarevolução de 1964 não tivessem abolido as eleições diretas para o cargo em 1965, já com as campanhas nas ruas, e logo após, em 1968, terem cometido uma das maiores injustiças do período revolucionário, cassando em 1968, o mandato político daquele que foi o único governador do Rio de Janeiro digno dsse nome.
Deu água ao Rio de Janeiro, construindo o Reservatório do Guandu, até hoje o maior do país, uniu as zonas sul e norte da cidade com os túneis Rebouças e Catumbi Laranjeiras, concluiu o Aterro do Flamengo e removeu as Favelas do Pinto, do Pasmado e do Esqueleto, construiindo os conjuntos residenciais da Cidade de Deus e Vila Kennedy para os habitantes daquelas comunidades. Inaugurou a primeira Universidas do Estado da Guanabara, além de inúmeras escolas públicas do 1º e 2º Gráus.
Fundador em 1949 e proprietário do jornal Tribuna da Imprensa,e criador, em 1965, da editora Nova Fronteira.
Sua trajetória política tem início no Partido Comunista com o qual rompeu em 1939 dizendo considerar que tal doutrina "levaria a uma DITADURA, pior do que as outras, porque muito mais organizada, e, portanto, muito mais difícil de derrubar". Acertou na mosca o grande homem público, vide o que estamos vivenciando nos dias atuais.

A partir de então, como político e escritor, consagrou-se como um dos maiores porta-vozes das ideologias conservadoras e direitistas do país, e grande adversário de Getúlio Vargas, e dos movimentos políticos trabalhista e comunista.
A tentativa de assassinato que sofreu no atentado da Rua Tonelero, junto com o Major da Aeronáutica Rubem Vaz, que faleceu, fez o imbróglio desembocar no IPM do Galeão que descobriu conexões entre o irmão de Vargas, Lutero Vargas, e o chefe da Guarda pessoal do Presidente, Gregório Fortunato que acabou condenado, junto com outros acusados.
Acuado pela oposição que exigia sua renúncia Vargas acabou suicidando-se com um tiro no peito.
Sua oratória certeira e contundente era temida e logo após atacar Janio Quadros pelaTelevisão, em 1961, o presidente renunciou, legando ao vice João Goulart a oportunidade que sempre desejou desde que fora eleito Vice Presidente de Juscelino em 1956.
Após a crise do Parlamentarismo e a volta do presidencialismo, com Jango a frente do poder executivo, passou a combater as idéias marxistas- leninistas que permeavam o governo do presidente, que acabaram desembocando na Contrarevolução de 31 de março de 1964.
Nos dias que antecederam à deposição de Jango, correu a notícia que os Fuzileiros Navais leais ao Presidente João Goulart iriam atacar e tentar prender Lacerda que entrincheirou-se no interior do Palácio Guanabara, junto com seu Chefe de Gabinete Militar Coronel PMEG Carlos Osório da Silveira Neto e os Policiais Militares da 1ª Companhai Independente da PMEG, bem como convocou voluntários para defender o Palácio. Centenas de pessoas atenderam ao seu chamado, civis, militares da ativa e da reserva das Forças Armadas e oirganizaram barricadas em todo o perímetro sensível que pudesse ser alvo da ataques.
Após a fuga de Jango para o Uruguai e a consequente vitória da Contrarevolução no dia 31, em 2 de Abril convocou a Marcha da Vitória, com mais de 1 milhão de pessoas nas ruas apoiando o Movimento Militar Civil.

Como forma de homenagem ao grande estadista que foi Carlos Lacerda colaciono abaixo alguns fatos históricos que hoje estão esquecidos, principalmente pelos que se encontram no poder, porque as idéias de um homem público como ele foi tornam-se perigosas para as pretensões de um grupo politico que já não esconde de ninguém que sua vontade, seu desejo mais íntimo é ferir de morte a DEMOCRACIA, calar a imprensa, comprar aliados, humilhar as instituições civis ou militares, semear a discórdia, a mentira, fomentar a luta de classes para finalmente poder implantar a ditadura do proletariado com a qual eles tanto sonham, como foi feito na Rússia de Kerensky, Lenin e Stalin em 1917, na Cuba de Castro e seus sicários em 1960, na China de Mao e na Venezuela há dez anos atrás com o Coronel golpista Chavez.
O ATENTADO DA RUA TONELERO



Na madrugada do dia 5 de agosto de 1954, ocorreu um crime na rua Tonelero, no bairro de Copacabana, Rio de Janeiro, que viria a mudar a história do país.
Na rua mal-iluminada, o farol de um carro anunciava a chegada do jornalista e político Carlos Lacerda a sua casa depois de um comício realizado no pátio do Colégio São José. Ele estava acompanhado do seu filho Sérgio e do segurança Rubens Florentino Vaz, major da Força Aérea Brasileira, um dos seguranças de um grupo de oficiais da Aeronáutica que lhe garantiam proteção após sofrer algumas ameaças. Ao estacionar o carro na frente da sua casa, o pequeno grupo foi interceptado por dois homens armados que dispararam contra ele e contra o seu segurança, que lutou com o agressor numa tentativa frustrada de desarmá-lo. Os dois ainda atiraram no guarda municipal, Sávio Romero e fugiram em seguida de táxi. Lacerda ficou ferido, atingido por um tiro que acertou de raspão o seu pé, já o Major não teve a mesma sorte e morreu a caminho do hospital.
No dia seguinte, o jornalista publicou no jornal “Tribuna da Imprensa”, no seu editorial relatando a emboscada que sofrera e acusando o seu opositor, Getúlio Vargas.
Uma investigação foi feita para tentar saber de qual arma os disparos haviam sido feitos. Além disso, Sávio Romero havia anotado o número da placa do táxi, e não demorou muito para se chegar a Nelson Raimundo de Souza, o dono do veículo que se apresentou a delegacia e contou tudo que sabia. Descobriu-se também que o tiro partira de uma calibre 45, a mesma arma usada de forma privada pelas Forças Armadas. O cerco apertou e em menos de uma semana três pessoas foram apontadas como suspeitos: Alcino João Nascimento, Climério Euribes de Almeida e Gregório Fortunato. Eles ocupavam o cargo de guarda pessoal de Getúlio Vargas, sendo que o último era o chefe da guarda e ainda guarda-costas.
A pressão só aumentou, os militares não engoliram o assassinato de um dos seus colegas e Lacerda atacou com unhas e dentes Getúlio, seguido pelos anti - getulistas. Eles pediam que o presidente renunciasse ao cargo. No dia 23 de agosto, depois de uma reunião com os ministros no Palácio do Catete, Getúlio decidiu entrar em licença, só ocupando o cargo depois de que todo este episódio fosse esclarecido. O acordo não durou nem duas horas, os militares não aceitaram a licença, eles queriam mesmo a renúncia. Getúlio disse que só sairia do poder morto, e foi de fato o que fez, ainda naquele dia, ouviu-se tiro, o presidente havia se suicidado com um tiro no peito.
FONTE: INTERNET
A Tribuna da Imprensa de 2 de agosto de 1954 gritava na primeira capa: "Somos um povo honrado governado por ladrões". Referia-se a casos de corrupção na administração federal. Vargas também tinha um jornal para defendê-lo. Com ajuda financeira oficial, o jornal Última Hora saía em defesa do presidente.
No mesmo dia, a manchete do jornal getulista era "Esta semana o aumento para os servidores do Estado". Nenhuma linha sobre as denúncias de corrupção feitas pelo jornal rival. O clima esquentava.
Um atentado contra a vida de Lacerda forneceu o pretexto para uma CPI que colocaria no banco dos réus Lutero Vargas, irmão do presidente. O responsável direto pela operação seria o guarda-costas do presidente, Gregório Fortunato.
FONTE: TRIBUNA DA IMPRENSA

CARLOS LACERDA E A CONTRAREVOLUÇÃO DE 31 DE MARÇO 1964




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