Servos dos servos de Cristo



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As dez maneiras de matar a sua liderança

1. Não compareça às reuniões, nem justifique, e quando vier chegue sempre atrasado.

2. Quando solicitado a colaborar, diga que o trabalho deve ser feito pelos liderados.

3. Se não participar às reuniões, critique as decisões daqueles que compareceram.

4. Nunca aceite um cargo de responsabilidade.

5. Fique irado se não lhe colocarem para participar de uma comissão de destaque.

6. Quando solicitarem a opinar sobre algum assunto importante, seja omisso.

7. Depois de decidido uma questão, volte atrás e posicione-se contra, demonstrando publicamente a sua discordância após a reunião.

8. Ignore as necessidades dos liderados.

9. Seja agressivo ao comunicar uma decisão do Conselho aos membros.

10. Seja arrogante por causa da posição que ocupa dentro da igreja.

O treinamento administrativo

O Manual Presbiteriano

O Manual Presbiteriano é o documento de ordem que rege as questões legais internas das igrejas locais, bem como em todos os concílios da IPB.


A submissão ao Presbitério

Somos uma denominação com estrutura conciliar ascendente.


As prerrogativas do Conselho

O Conselho tem a autoridade e responsabilidade de governar a igreja local.

CIPB – cap.V, art. 83.
O Conselho trabalha em equipe75

Qualidades de uma boa equipe:

1. Interdependência (uns aos outros).

2. Sentimento de propriedade (é nosso).

3. Contribuição voluntária (como posso ajudar?).

4. Confiança uns nos outros.

5. Participação da tomada e realização de decisões.
Brian Schwertley observa que

uma pluralidade de homens piedosos ajuda a proteger a igreja contra o egocentrismo, a arbitrariedade, e a tendência ditatorial pecaminosa entre a liderança. Com uma pluralidade de presbíteros, muito conhecimento e sabedoria podem ser trazidos para contornar uma situação. Aquilo que um homem sozinho talvez não sabia, pode ser do conhecimento de outros. Assim, com uma pluralidade de presbíteros, podem freqüentemente ser discernidos e evitados erros de julgamento e as interpretações e aplicações erradas da Escritura. Além do que, uma pluralidade de presbíteros reúne várias experiências pessoais de uma série de homens. O que pode ser novo e confuso a um presbítero, talvez já tenha sido tratado extensivamente por um outro. Embora qualquer sistema de governo de igreja possa ser abusado por homens pecadores, o sistema Presbiteriano e Reformado de governo por meio de uma pluralidade de presbíteros é menos sujeito a abusos em razão de sua aprovação bíblica e equilíbrio.76


O concílio deve ser conciliador

Atitudes prejudiciais devem ser evitadas.

1. Não inflame as calúnias.

2. Não compartilhe os problemas de uma família com as demais.

3. Não comente os pormenores da reunião do Conselho (quem disse, o que foi dito, e o porque).


Atitudes construtivas devem ser cultivadas.

1. Ouça as acusações e certifique-se da veracidade delas, conduzindo todo processo para que se resolva o problema.

2. Em caso de aconselhamento, seja sigiloso e preserve a integridade do confidente.

3. O Conselho somente deve anunciar à igreja o que foi decidido.


O Conselho como tribunal

Os presbíteros, com o pastor, tomam importantes decisões disciplinares quando se reúnem como um tribunal. Lemos em 1 Co 6:1-6, o apóstolo instruindo que desentendimentos na igreja entre irmãos devem ser resolvidos dentro da igreja. O apóstolo pressupõe que na igreja devem existir líderes que têm autoridade de um tribunal para solucionar o problema. Do mesmo modo que os anciãos [do grego presbyterós] no Antigo Testamento exerciam a função de juízes, no Novo Testamento, os presbíteros tomam a posição de juízes dentro do povo de Deus (Dt 19:17;).


O processo de disciplina

O nosso Código de Disciplina explica como o processo disciplinar deve ocorrer. Esta parte do nosso curso não se propõe a explicar e comentar todo o código, contudo, é necessário estudá-lo diligentemente. O nosso objetivo é fazer algumas observações de erros comuns que devem ser evitados no cumprimento da disciplina, porque é possível que sejamos legalistas, ou seja, fiéis à letra da lei, sem o ser à intenção da lei. G.H. Kersten corretamente nos exorta que “a disciplina deve ter o objetivo de ser mais medicinal do que judicial”.77 Nunca podemos nos esquecer de que “toda disciplina visa edificar o povo de Deus, corrigir escândalos, erros ou faltas, promover a honra de Deus, a glória de Nosso Senhor Jesus Cristo e o próprio bem dos culpados” (CD cap.1, art.2 – parágrafo único).



  1. O réu deve ser procurado antes de ser convocado, para que voluntariamente se apresente, e seja tratado pastoralmente, visando a sua restauração do pecado.

  2. Devemos fazer um exame crítico com a verificação das provas e/ou testemunhas, pois, como intérpretes das versões, somos responsáveis de julgar a realidade dos fatos, e buscar a solução com discernimento espiritual.

  3. A convocação do acusado para ser ouvido é um direito inalienável como membro. A disciplina somente pode ser à revelia quando o faltoso contumaz no erro rejeita o seu direito de se esclarecer.

  4. O respeito e o amor nunca devem ser omitidos no processo disciplinar. Estamos disciplinando membros da família de Deus.

  5. Cuidado com a presunção de que nunca cairá no mesmo erro que se está julgando. A Escritura nos adverte que “aquele, pois, que pensa estar de pé veja para que não caia” (1 Co 10:12 grifo meu).

  6. O Conselho após a sentença disciplinar deve visitar o disciplinado.

  7. A comunicação da disciplina à igreja deve ser realizada proporcionando um ambiente de respeito e incentivando a igreja à prática da compaixão pelo membro disciplinado.

  8. Deve-se instruir à igreja quanto ao acompanhamento [visitação e oração] do disciplinado.

  9. Em caso de recurso, o réu tem direito de recorrer ao concílio superior para solicitar a revisão do processo. O Conselho nunca poderá negar este direito de recurso ao réu.


A disciplina de presbíteros

Exegese 1 Tm 5:19-20


Assuntos discutidos na reunião do Conselho

Somente as decisões são comunicadas à igreja.

Voto vencido não deve tornar-se numa oposição.
A importância da Ata do Conselho

A Ata do Conselho é um documento de valor ímpar dentro da nossa denominação.

A Ata do Conselho tem valor jurídico. As decisões tomadas em Conselho devem ser registradas com clareza e objetividade evitando ambigüidades, de modo que seja distorcida a sua interpretação. Contrato de funcionários. Recepção de novo pastor e demais obreiros no campo. O Presbitério nas reuniões ordinárias exige a Ata como registro do desenvolvimento administrativo, financeiro e espiritual para ser avaliada se houve alguma irregularidade.

Ela é um documento histórico.

Registro de admissão e demissão dos membros.
A confecção de documentos

Todo documento somente terá validade e será aceito se for assinado pelo interessado.

Quanto à forma de confecção poderá ser escrito à mão, datilografado ou digitado no computador.
A eleição de oficiais

O Conselho no processo de eleição de oficiais deve zelar por:

1. Seguir a instrução da Constituição da IPB quanto ao processo de eleição.

2. Estipular os critérios de indicação de candidatos.

3. Verificar a constitucionalidade do candidato para o ofício.

4. Organizar os critérios de indicação de candidatos e instruir a igreja para que participe.

5. Avaliar a reputação do candidato na família, igreja e sociedade.

6. Examinar as suas convicções e compromisso doutrinário com a IPB.

7. Inibir toda manifestação de partidarismo dentro da igreja, que venha prejudicar a comunhão.

8. Conduzir todo processo em disposição de comunhão e oração, buscando a orientação do Espírito de Deus.


A eleição de pastores

Na eleição de pastores embora o processo se assemelhe a dos presbíteros, há algumas alterações significativas, pelo fato, dos candidatos serem membros do presbitério, e não da igreja local. Assim o Conselho deve:

1. Seguir a instrução da Constituição da IPB quanto ao processo de eleição.

2. Encaminhar o processo de eleição de pastor ao presbitério para avaliação.

3. Organizar os critérios de indicação de candidatos e instruir a igreja para que participe.

4. Verificar a constitucionalidade do candidato para o ofício.

5. Avaliar a reputação do candidato na família, igreja e sociedade.

7. Examinar as suas convicções e compromisso doutrinário com a IPB.

8. Estipular qual será a duração de tempo do mandato do pastor eleito.

9. Inibir toda manifestação de partidarismo dentro da igreja, que venha prejudicar a unidade e andamento do processo de eleição e transição pastoral.

10. Conduzir todo processo em disposição de comunhão e oração, buscando nos princípios da Escritura a necessária orientação do Espírito de Deus.
Os documentos e arquivos da igreja local

A documentação jurídica da igreja local deve ser guardada com diligência, de modo que, o manuseio não prejudique a sua preservação, nem se extravie. Os documentos da igreja local são:

1. Estatuto da igreja.

2. Escritura do patrimônio da igreja.

3. Rol de membros atualizado anualmente.

4. Registro de contrato em cartório, ou carteira de trabalho do(s) funcionário(s) da igreja.

5. Atualização dos impostos pagos ou isentos.

6. Arquivo de contas pagas de prestação de serviços (água, luz, telefone, etc.).

7. Arquivo de correspondência das decisões dos concílios superiores.

8. Arquivo de documentos do patrimônio da igreja.

9. Regimento da Junta Diaconal.

10. Relatório anual das sociedades internas.



Apêndice I

A ordenação feminina
Porque não ordenamos mulheres para o exercício do ofício de presbítero e diaconato? Para responder esta pergunta é necessário extrairmos a nossa conclusão a partir de três fontes: 1) do testemunho da história da igreja cristã; 2) da interpretação exegética de textos bíblicos que oferecem alguma possibilidade para a ordenação de mulheres na liderança da igreja do primeiro século, como um preceito normativo absoluto; 3) da formulação teológica sistematizada a partir do ensino geral das Escrituras acerca do princípio de autoridade, e da relação do homem e da mulher, e suas implicações.
1. Um exame histórico da ordenação feminina

A breve análise histórica verificará se houve mulheres exercendo reconhecidamente a liderança ordenada como presbíteras e diáconisas desde o primeiro século. Iniciando com os escritos não-canônicos do primeiro século esta análise se estenderá até ao movimento feminista cristão, descrevendo como ocorreu o processo de inclusão de mulheres na liderança cristã em algumas denominações eclesiásticas. A herança literária dos escritores e documentos da igreja é o testemunho quanto à prática da ordenação de sua liderança.


Os Pais da Igreja

Os Pais da Igreja são os teólogos e clérigos que viveram no período final do primeiro até o quinto século. A Editora Paulus tem publicado a série Patrítica que possuí 21 volumes, e ainda não está terminada.

Para um estudo sobre a história e teologia destes teólogos indica-se:

1. André Benoit, A Atualidade dos Pais da Igreja (São Paulo, ASTE, ).

2. Hans Van Campenhausen, Os Pais da Igreja (Rio de Janeiro, CPAD, ).

3. Berthold Altaner & Alfred Stuiber, Patrologia (São Paulo, Editora Paulus, ).

4. J.N.D. Kelly, Doutrinas Centrais da Fé Cristã (São Paulo, Edições Vida Nova, 1994).
A Didaquê (escrito entre 80-90 d.C.)

Este pequeno livro foi o primeiro manual de preparação para batismo e instrução na fé da comunidade cristã. Ele contém princípios e ordenanças simples para moral cristã, falsos líderes, heresias, orientações litúrgicas e de ordem eclesiástica. Quanto à liderança da igreja local ele prescreve aos seus leitores que “escolham para vocês bispos e diáconos dignos do Senhor. Eles devem ser homens mansos, desprendidos do dinheiro, verazes e provados, porque eles também exercem para vocês o ministério dos profetas e dos mestres.”78 Não é instruído a ordenação de mulheres na liderança das igrejas locais, mas é preceito que sejam “homens”.


A carta de Clemente de Roma aos Coríntios (95-96 d.C.)

Esta é uma longa carta, escrita com várias menções aos escritos do apóstolo Paulo, reforçada com admoestações morais e com o objetivo de restabelecer a paz e a concórdia na comunidade cristã de Corinto. Além da rebeldia característica dos membros da comunidade, parece que a igreja de Corinto possuía uma liderança masculina fraca, pelo fato de anos antes Paulo indagar se “não há, porventura, nem ao menos um sábio entre vós, que possa julgar no meio da irmandade?” (1 Co 6:5, ARA).79

É repreendendo a igreja de Corinto a submeter-se aos seus líderes que Clemente de Roma orienta acerca da disciplina comunitária.80 Nas referências aos líderes da igreja, Clemente não menciona mulheres. Por exemplo, quando interpreta alegoricamente, o texto de Is 60:1781, como uma predição da existência de bispos [supervisores] e diáconos na Igreja da nova Aliança, ele escreve que os apóstolos

pregavam pelos campos e cidades, e aí produziam suas primícias, provando-as pelo Espírito, a fim de instituir com elas bispos e diáconos dos futuros fiéis. Isso não era algo novo: desde há muito tempo, a Escritura falava dos bispos e dos diáconos. Com efeito, em algum lugar está escrito: “estabelecerei seus bispos na justiça e seus diáconos na fé.”82


Em toda a sua carta Clemente não cogita da existência, nem da possibilidade de se ter uma liderança feminina ordenada.
As cartas de Inácio de Antioquia (110 d.C.)

As comunidades cristãs que receberam as cartas de Inácio estavam sendo exortadas a manterem-se na unidade do ensino cristão. Todas as cartas possuem um esquema comum: 1) uma saudação inicial; 2) elogio das qualidades da igreja local; 3) recomendações contra as heresias; 4) a necessidade de manter-se na unidade sob a liderança cristã ordenada; 5) uma saudação final, acompanhado com pedidos de oração.

Em suas cartas, quando Inácio fala do bispo, ele o difere dos demais presbíteros. Todavia, é possível que esteja usando o termo “bispo” como aquele que preside dentre os demais presbíteros, e não sugerindo uma estrutura episcopal de governo na igreja. O diácono não é menos importante na exortação de Inácio. Mas, para o nosso objetivo deve se notar que quando há a menção de nomes dos líderes no corpo das cartas, não aparecem mulheres. Segue algumas citações das cartas de Inácio quanto à liderança das igrejas.
1. Carta aos Efésios

“É preciso glorificar de todos os modos a Jesus Cristo, que vos glorificou, a fim de que, reunidos na mesma obediência, submetidos ao bispo e ao presbítero, sejais santificados em todas as coisas.”83


2. Carta aos Magnésios

“Tive a honra de vos ver na pessoa de Damas, vosso bispo digno de Deus, e na pessoa de vossos dignos presbíteros Basso e Apolônio, como também do diácono Zotion, meu companheiro de serviço, de cuja presença espero sempre usufruir.”84


“...estejais dispostos a fazer todas as coisas na concórdia de Deus, sob a presidência do bispo, que ocupa o lugar de Deus, dos presbíteros, que representam o colégio dos apóstolos, e dos diáconos, que são muitos caros para mim, aos quais foi confiado o serviço de Jesus Cristo, que antes dos séculos estava junto do Pai e por fim se manifestou.”85
“Assim, como o Senhor nada fez, nem por si mesmo nem por meio de seus apóstolos, sem o Pai, com o qual ele é um, também vós não façais nada sem o bispo e os presbíteros.”86
3. Carta aos Tralianos

“Da mesma forma, todos respeitem os diáconos como a Jesus Cristo, e também ao bispo, que é imagem do Pai, e os presbíteros como à assembléia dos apóstolos.”


4. Carta aos Filadelfienses

“...sobretudo, se os seus fiéis permanecerem unidos com o bispo, com os presbíteros e os diáconos que estão com ele, estabelecidos conforme o pensamento de Jesus Cristo...”.87


“Permanecei unidos ao bispo, ao presbitério e aos diáconos (...). Não façais nada sem o bispo, guardai vosso corpo como templo de Deus, amai a união, fugi das divisões, sede imitadores de Jesus Cristo, como ele também o é do seu Pai.”88
5. Carta aos Esmirniotas

“Segui o bispo, como Jesus Cristo segue ao Pai, e ao presbitério como aos apóstolos; respeitai os diáconos como à lei de Deus.”89


6. Carta a Policarpo

“Atendei ao bispo, para que Deus vos atenda. Ofereço minha vida para os que submetem ao bispo, aos presbíteros e aos diáconos.”90


A carta de Plínio “o jovem” a Trajano (113 d.C.)

Gaius Plinius Caecilius Secundus, conhecido como Plínio “o jovem”, foi governador da Bitínia, não era cristão, mas adquiriu fama pelos julgamentos imparciais de funcionários e militares, e outros acusados de delitos políticos. Nesta carta ele explica como examinava o testemunho dos cristãos nos interrogatórios. Ao relatar ao imperador romano Trajano sobre duas mulheres, escreve que “julguei ser mais importante descobrir o que havia de verdade nessas declarações através da tortura a duas moças, chamadas diaconisas, mas nada achei senão superstição baixa e extravagante.”91

A tradução adotada por Bettenson não é exata com o original latino que declara: “ex duabus ancillis quae ministae dicebantur” (de duas escravas a quem chamam de servas). Ele adota uma tradução equívoca para a expressão latina duabus ancillis (duas escravas) preferindo verter por “duas moças”, o que não se justifica, pois, o termo não se refere à idade das mulheres, mas ao seu status social.

Mesmo insinuando a possibilidade de que estas duas mulheres fossem diaconisas, Bettenson esclarece que “neste caso, aqui temos a última menção às ‘diaconisas’ até o quarto século, momento em que elas reconquistaram certa importância no Oriente”.92 O que podemos concluir é que estas mulheres exerciam alguma atividade especial na igreja, mas, não temos nenhuma informação específica na carta de Plínio de que função era.

É necessário lembrar que Plínio menciona estas duas mulheres, a partir de informações que lhe foram passadas, pois conforme ele mesmo declara neste relatório “nunca presenciei nenhum julgamento de cristãos”.93 O seu testemunho é de alguém que não conhecia a fé e organização cristã de fonte autorizada, e o seu relato é apenas circunstancial, e não uma descrição de um exame pessoal de fontes fidedignas.
A carta de Policarpo aos Filipenses (115 d.C.)

Ele exorta aos jovens que “é preciso que eles se abstenham de todas essas coisas [pecaminosas], e estejam submissos aos presbíteros e aos diáconos, como a Deus e a Cristo.”94 Os diáconos são colocados em merecida honra ao lado dos presbíteros.

Policarpo não indica mulheres no exercício de nenhum destes ofícios. Entretanto, ele anteriormente menciona as viúvas, que como o apóstolo Paulo, requer que sejam dedicadas no serviço da Igreja. Ele prescreve que estas viúvas deveriam viver como “sábias na fé do Senhor e intercedam sem cessar por todos. Fiquem afastadas de toda calúnia, maledicência, falso testemunho, amor ao dinheiro, e qualquer mal.”95 A instrução de Paulo não tencionava coloca-las numa posição de liderança, mas numa ocupação útil para que não ficassem ociosas, enquanto eram amparadas pelo cuidado de toda a igreja. Parece que Policarpo segue a mesma tradição.
A apologia de Justino de Roma (150 d.C.)

Justino escreve uma apologia ao imperador Tito Élio Adriano Antonino Pio César Augusto, em favor dos cristãos que estavam sendo perseguidos injustamente. Em sua argumentação, ele descreve a liturgia das reuniões cristãs em seus dias, ele menciona que “os que entre nós se chamam ministros ou diáconos dão a cada um dos presentes parte do pão, do vinho e da água sobre os quais se pronunciou a ação de graças e os levam aos ausentes”.96 Em outro lugar ele repete “vem depois a distribuição e participação feita a cada um dos alimentos consagrados pela ação de graças e seu envio aos ausentes pelos diáconos.”ciou a aç os quais se pronuarte do pcristente


A carta de Zeferino aos bispos da Sicília (201 d.C.)

Zeferino, bispo de Roma, instrui os bispos da Sicília que quanto à “ordenação de presbíteros e levitas, seja solenemente realizada numa ocasião adequado, e na presença de muitas testemunhas; e, neste dever investigue e instrua homens, que possam se alegrar intensamente pela sua comunhão e auxílio.”97 Zeferino usa o termo “levitas” como sinônimo para diáconos, e de forma explícita declara que estes líderes deveriam ser homens, não mencionando a participação de mulheres na liderança da igreja.


O concílio de Neocesaréia (315 d.C.)

O concílio reuniu-se em Neocesaréia, uma cidade do Ponto, este foi o primeiro Concílio Ecumênico de Nicéia. Adotou os 15 cânons para o estabelecimento da organização e ordenação eclesiástica. O cânon XV deste concílio era que “os diáconos devem ser em número de sete, de acordo com o cânon, se a cidade for grande. Acerca disto podereis ser persuadidos como está no Livro de Atos.”98 Não somente o número sete, mas que deveriam ser sete homens escolhidos para o diaconato na igreja local.


O concílio Niceno (325 d.C.)
O ensino dos Apóstolos (250-300 d.C.)

A Constituição dos Santos Apóstolos (381 d.C.)
O surgimento de diaconisas no século IV

O historiador batista A.H. Newman, que é favorável à ordenação feminina, observa sem fundamentada evidência que “aparentemente reconhecidas no Novo Testamento, [as diaconisas] reaparecem nas igrejas neste período [século IV]. As suas funções eram orar, e ministrar aos religiosos e necessidades circunstanciais das mulheres. Elas eram rigorosamente excluídas do serviço ‘do altar’”.99 É necessário fazer algumas observações nesta declaração de Newman. O fato das viúvas serem “rigorosamente excluídas do serviço ‘do altar’”, indica que elas eram assistentes nas necessidades da igreja, e não líderes. O historiador interpreta que as diaconisas “reaparecem nas igrejas neste período”. Todavia, não há evidência histórica que explique esta lacuna de ausência na ordenação de diaconisas entre o primeiro e o início do quarto século.

Neste período a Igreja havia iniciado a sua corrupção teológica e organizacional. A liderança assumiu uma hierarquia no governo da Igreja e nas funções litúrgicas. O surgimento de bispos, subdiáconos, acólitos, e diaconisas evidenciam a criação de ofícios e funções estranhos à liderança existente no Novo Testamento. É mais provável que o ofício de diaconisas nunca existiu entre a liderança da Igreja primitiva vindo a estabelecer-se apenas no início do quarto século.

Quando observamos as diaconisas do século IV podemos concluir que a sua origem vem da ordem das viúvas que Paulo menciona em 1 Tm 5:9-12.


O concílio de Calcedônia (451 d.C.)

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