Servos dos servos de Cristo



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II. As qualificações para o diaconato



Os dons necessários
A vocação para este ministério
Qualificação pessoal

1. Homens At 6:3

2. Boa reputação At 6:3

3. Sábios At 6:3

4. Respeitáveis 1 Tm 3:8

5. Honrados de palavra 1 Tm 3:8

6. Sem vícios 1 Tm 3:8

7. Não cobiçosos 1 Tm 3:8

8. Experientes 1 Tm 3:10
Qualificação doutrinária58

O candidato ao ofício de diácono deve concordar com o sistema doutrinário.

1. Conserva o mistério da fé 1 Tm 3:9

Qualificação espiritual

1. Cheios do Espírito Santo At 6:3

2. Irrepreensíveis 1 Tm 3:10
Qualificação familiar

1. Marido de uma só mulher 1 Tm 3:12

2. Governe bem os seus próprios filhos 1 Tm 3:12

3. Governe bem a própria casa 1 Tm 3:12




III. Funções do diácono59



Função para as reuniões de culto

1. Antes das reuniões da igreja

  • verificar se tudo está em ordem no templo

  • púlpito e cadeiras atrás do púlpito em número suficiente

  • água potável para o pregador ou palestrante

  • bancos em ordem e em número suficiente

  • preparar os elementos para o Batismo e Santa Ceia

  • Bíblias e hinários para os visitantes

  • berçário disponível

  • receber os visitantes e indicar-lhes lugares

  • convidar para entrar os que tem costume de ficar esperando fora do templo.


2. Durante as reuniões da igreja

  • observar a ventilação do ar condicionado

  • atender à qualquer necessidade no púlpito

  • ficar atento à porta, atento à todos os acontecimentos

  • conduzir ao berçário mães com bebês chorando

  • ajudar os membros que chegam atrasados para entrar com o mínimo de perturbação possível

  • levar os visitantes à um banco desocupado

  • evitar que crianças fiquem andando dentro do templo

  • resolver qualquer inconveniência fora ou dentro do templo

  • estar atento aos veículos no pátio da igreja


3. Depois das reuniões da igreja

  • agradecer aos visitantes pela sua presença

  • guardar os objetos do Batismo e Santa Ceia

  • entregar as ofertas ao tesoureiro

  • fechar o templo



Função de assistência social

1. Visitas aos carentes e enfermos, especialmente os membros da igreja;

2. Cuidar, em especial, das viúvas e dos órfãos da igreja;

3. Levar alimento, remédio, roupa, etc.;

4. Oração com/pelos enfermos e necessitados;

5. Aconselhamento quando necessário e possível.



Função administrativa

  1. Levantar ofertas especiais para causas e necessidades específicas (cesta básica, oferta, roupas).

  2. Verificar a limpeza realizada das dependências do templo.

  3. Cuidar pela manutenção dos utensílios do templo:

  • bancos quebrados

  • fechaduras que não funcionam

  • goteiras do telhado

  • qualidade do forro

  • vidraças quebradas

  • funcionamento da instalação elétrica: lâmpadas em reserva


IV. A doutrina da ordenação


A ordenação não é um sacramento. Ela não confere nenhuma graça invisível ao ordenado, mas é uma nomeação e consagração de um indivíduo comum no meio da igreja separando e investindo-o de responsabilidades e honras para o exercício de um cargo de liderança. Charles Hodge declara que “a ordenação é a solene expressão do julgamento da igreja, mediante daqueles que foram designados para comunicar tal julgamento, de que o candidato é verdadeiramente vocacionado por Deus para tomar parte neste ministério, com isso autenticando para o chamamento divino.”60

A Comissão dos teólogos da Assembléia de Westminster definiu ordenação como sendo “o ato solene de chamar publicamente um oficial, em que os presbíteros da igreja, em nome de Cristo, e para a igreja, por um sinal visível, designam a pessoa, e ratificam a sua dedicação para o seu ofício; com oração e abençoando os seus dons para a ministração.”61

O sistema presbiteriano não reconhece nenhum tipo de ordem sacra. A Igreja Católica Apostólica Romana adota a ordenação como um dos seus sete sacramentos. 62 O teólogo católico Franz-Josef Nocke declara que

a imposição das mãos e oração são realizadas na convicção de que nessa atuação da Igreja atua o próprio Cristo: ele próprio toma o candidato à consagração a seu serviço, ele próprio lhe concede seu Espírito. Por isso, visto que no sinal realizador da Igreja o próprio Cristo realiza sua efetiva presença, a ordenação é chamada de sacramento. A consagração sacerdotal é o sacramento do comissionamento e da concessão do Espírito para esse serviço.63


Não é necessário que o candidato ao ofício de presbítero seja ordenado diácono, como se o diaconato fosse uma ordem inferior antecedente. O ofício de diácono não é pré-requisito para o presbiterato.

A ordenação não é um ato de promover um sobre os demais, por não reconhecermos um sistema hierárquico de governo, mas, sendo conciliares, entendemos que o presbítero é um entre iguais. Ele é separado para servir, e não para ser servido. O seu serviço é liderar.


A imposição das mãos

1. A imposição de mãos no Antigo Testamento

A “mão” na Escritura tem um símbolo de poder ou autoridade. Quando a Bíblia fala da “mão do Senhor” ela se refere ao seu poder de abençoar ou amaldiçoar (Gn 48:13-14; Ex 9:33; 1 Rs 11:2; Sl 28:2).
2. A imposição de mãos no Novo Testamento

No Novo Testamento encontramos o registro de quatro modos diferentes de impor as mãos: 1) Cristo expressando a sua benção sobre alguém (Mt 19:15; Mc 10:16); 2) na cura de enfermos (Mc 16:18; At 28:8); 3) conferindo miraculosas dádivas do Espírito Santo (At 8:17; 19:6); e, 4) em solenemente separar homens para exercer um ofício específico (At 6:6; 13:3).

A imposição de mãos no ato da ordenação é tão simbólico quanto a água do batismo, e o pão com o vinho da Ceia do Senhor. No ritual da ordenação não há transmissão de dons, mas a consagração do dom, ou dons do ordenando para o serviço. Quando é mencionada a imposição das mãos do presbitério três verdades estão implícitas:64


  1. As mãos do presbitério representam as mãos de Deus.

  2. As mãos do presbitério podem ser consideradas como sendo as mãos da Igreja.

  3. As mãos do presbitério separam num ato simbólico de dedicação o ordenado para um serviço específico para Deus.

  4. As mãos do presbitério reconhecem a autoridade para o serviço público de liderança na igreja.

Somente aqueles que sucedem por ordenação podem ordenar outro ao ofício de presbítero. Não existe “auto-ordenação”. Somente um oficial pode transferir a sua autoridade recebida a outro.


A orientação constitucional da IPB

Os concílios da Igreja Presbiteriana do Brasil seguem a seguinte prática da ordenação, baseada nos princípios abaixo:

1. Deve ter a vocação para o ofício (Rm 12:8)

A Constituição da IPB, no cap. VII. Seção 1ª, art.109 declara


Art.109 - Ninguém poderá exercer ofício na Igreja sem que seja regularmente eleito, ordenado e instalado no cargo por um concílio competente.

$1º - Ordenar é admitir uma pessoa vocacionada ao desempenho do ofício na Igreja de Deus, por imposição das mãos, segundo o exemplo apostólico e oração pelo concílio competente.

$2º - Instalar é investir a pessoa no cargo para que foi eleita e ordenada.

$3º - Sendo vários os ofícios eclesiásticos, ninguém poderá ser ordenado e instalado senão para o desempenho de um cargo definido.


2. Deve ser eleito pela assembléia da igreja local

A Constituição da IPB, no cap. VII. Seção 2ª, art.110-112 declara


Art.110 – Cabe à assembléia da Igreja local, quando o respectivo conselho julgar oportuno, eleger pastor efetivo, presbíteros e diáconos.
Art.111 – O Conselho convocará a assembléia da Igreja e determinará o número de oficiais que deverão ser eleitos, podendo sugerir nomes dos que lhe pareçam aptos para os cargos e baixará instruções para o bom andamento do pleito, com ordem e decência.
Art.112 – Só poderão votar e ser votados nas assembléias da Igreja local os membros em plena comunhão, cujos nomes estiverem no rol organizado pelo Conselho, observado o que estabelece o Art.13 e seus parágrafos.

3. Deve ser ordenado pelo Conselho da igreja local

A constituição da IPB, no cap. VII. Seção 3ª, Art.113-114 declara

Art.113 – Eleito alguém que aceite o cargo e, não havendo objeção do Conselho, designará este o lugar, dia e hora da ordenação e instalação, que serão realizadas perante a Igreja.


Art.114 – Só poderá ser ordenado e instalado quem, depois instruído, aceitar a doutrina, o governo e a disciplina da Igreja Presbiteriana do Brasil, devendo a Igreja prometer tributar-lhe honra e obediência no Senhor, segundo a Palavra de Deus e esta Constituição.

O cuidado na ordenação

A Palavra de Deus nos declara que a ordenação é realizada por oficiais autorizados por Deus e representantes da autoridade de Cristo (1 Tm 4:14). Por isso, o nosso Senhor exige que sejamos cuidadosos na ordenação dos oficiais. A Escritura nos adverte que “a ninguém imponhas precipitadamente as mãos” (1 Tm 5:22, ARA). Acerca desta passagem J.N.D. Kelly comenta que

o reconhecimento que os presbíteros são passíveis de cair na má conduta, e do julgamento terrível que os aguarda caso assim fizerem, sublinha a importância de usar cuidado e deliberação extremos quando se nomeia tais oficiais. Além disto, está de acordo com a preocupação de Paulo nas [epístolas] Pastorais o fato de ser muito desejável obter para o ministério homens de caráter firme e comprovado. (...) Uma razão sadia porque um pastor principal deve exercer prudência em ordenar é evitar a associação de si mesmo com os pecados de outrem. Ele poderia, com toda justiça, ser considerado até certo ponto responsável se o homem a quem ordenara com pressa imprópria se tornasse ocasião de escândalo. Longe de permitir que isto acontecesse, o líder cristão que é conclamado a julgar, e também a castigar outros, deve (conforme Paulo admoesta a Timóteo) conservar-se a si mesmo puro, i.é., sua própria vida deve estar absolutamente acima de repreensão.65
Fazer exegese de “e, promovendo-lhes, em cada igreja, a eleição de presbíteros, depois de orar com jejuns, os encomendaram [ordenaram] ao Senhor em quem haviam crido” (At 14:23).
A fidelidade aos votos da ordenação

A.A. Hodge, Confissão Fé Comentada, pp. 389-397.

O direito que a Igreja Presbiteriana tem de determinar as qualificações dos candidatos a cargos eclesiásticos e de requerer-lhes compromissos de fidelidade é constitucional, moral e bíblico. A Confissão de Fé de Westminster declara que

Quem vai prestar um juramento deve considerar refletidamente a gravidade de ato tão solene, e nada afirmar senão do que esteja plenamente persuadido ser a verdade, obrigando-se tão-somente por aquilo que é justo e bom, e que tem como tal, e por aquilo que pode e está resolvido a cumprir. É, porém, pecado recusar prestar juramento concernente a qualquer coisa justa e boa, que seja exigido pela autoridade legal.66


A prática do 9º mandamento “não darás falso testemunho”.

O pecado da reserva mental é uma prática comum em muitas situações onde o juramento é exigido. Reserva mental é o ato em que o indivíduo voluntariamente se limita a aceitar ou concordar, sem que seja por completo, mantendo algumas reservas, sem revelá-las aos seus inquiridores. Não é necessário dizer que esta atitude é pecaminosa, faltando com a transparência, e divorciando a palavra da disposição do coração. A Confissão de Fé de Westminster declara que

O juramento deve ser prestado conforme o sentido comum e claro das palavras, sem equívoco ou reserva mental. Não pode obrigar a pecar; mas, sendo prestado com referência a qualquer coisa não pecaminosa, obriga ao cumprimento, mesmo com prejuízo de quem jura. Não deve ser violado, ainda que feito a hereges ou infiéis.67
Há outra situação onde o que jura também falha em seu juramento.68 É possível que embora seja sincero em sua disposição em concordar com o que está declarando, mas esteja mentindo por não conhecer ou não entender as implicações de seu juramento. Esta prática não é menos pecado do que a desonesta reserva mental. Pois, como posso dizer que creio num sistema doutrinário que ignoro, ou não entendo? Ao participar de um grupo é indispensável que eu saiba o que ele crê.
Os votos da ordenação

O Manual de Culto da Igreja Presbiteriana do Brasil orienta quais as perguntas constitucionais devem ser feitas para a ordenação e investidura do aspirante aos ofícios. Segue a citação:69

1. Perguntas Constitucionais aos candidatos ao ofício de presbítero

1. Crê que as Escrituras do Antigo e Novo Testamento são a Palavra de Deus, e que esta Palavra é a única regra de fé e prática?

2. Recebe e adota sinceramente a Confissão de Fé e os Catecismos [de Westminster] desta Igreja, como fiel exposição do sistema de doutrina nas Escrituras Sagradas?

3. Sustenta e aprova o Governo e Disciplina da Igreja Presbiteriana do Brasil?

4. Aceita o ofício de Presbítero Regente desta Igreja, e promete desempenhar fielmente todos os deveres deste cargo?

5. Promete procurar manter e promover a paz, a unidade, a edificação e a pureza da Igreja?

1. Perguntas Constitucionais aos candidatos ao ofício de diácono

1º. Crêdes que as Escrituras do Velho e Novo Testamento são a Palavra de Deus, e que esta palavra é a única regra infalível de fé e prática?

2º. Recebeis e adotais a Confissão de Fé e os Catecismos desta Igreja, como fiel exposição do sistema de doutrina ensinado nas Santas Escrituras?

3º. Sustentais e aprovais o Governo da Igreja Presbiteriana do Brasil?

4º. Aceitais o ofício do diaconato desta igreja, e prometeis desempenhar fielmente todos os deveres deste cargo?

5º. Prometeis procurar manter e promover a paz, a unidade, a edificação e a pureza da Igreja?



O tempo de exercício do ofício

O exercício do mandato do ofício de presbítero é temporário. A ordenação é permanente, ou seja, uma vez ordenado presbítero, ele será sempre oficial. Todavia, o exercício somente é válido caso o presbítero seja reeleito e instalado pelo Conselho da igreja. Vejamos o que a Constituição diz no cap. IV. Seção 3ª, art.54, 56 e 57, declara que:


Art.54 – O exercício do presbiterato e do diaconato limitar-se-á ao período de cinco anos, que poderá ser renovado.
Art.56 – As funções de presbítero ou de diácono cessam quando:

a)terminar o mandato, não sendo reeleito;

b)mudar-se para lugar que o impossibilite de exercer o cargo

c)for deposto;

d)ausentar-se sem justo motivo, durante seis meses, das reuniões do Conselho, se for presbítero e da Junta Diaconal, se for diácono;

e)for exonerado administrativamente ou a pedido, ouvida a Igreja.

Art.57 – Aos presbíteros e aos diáconos que tenham servido à Igreja por mais de 25 anos, poderá esta, pelo voto da Assembléia, oferecer o título de Presbítero ou diácono Emérito, respectivamente, sem prejuízo do exercício do seu cargo, se eles forem reeleitos.
Porquê, em geral, os presbíteros e diáconos em disponibilidade e eméritos assumem uma atitude passiva, e às vezes omissa, no exercício do seu ofício? Este é um assunto que os nossos amados presbíteros em disponibilidade deveriam refletir com carinho quanto ao seu permanente chamado.

O treinamento de líderes

Quando se deseja criar, ou aperfeiçoar um grupo, deve-se dar especial atenção aos que governam. Se escolhermos pessoas que não têm aptidão para liderar, estaremos condenando os liderados. Este cuidado deve ser observado não somente na escolha do líder, mas também, na sua preparação para que exerça eficazmente o seu dom de liderança. O líder é o indivíduo que planeja, organiza, comanda, coordena e conduz para um alvo um grupo. É alguém que sem fazer tudo em lugar de todos (porque não é centralizador), leva cada um a realizar-se dentro do grupo, através da ação coordenada.

A liderança é a direção na qual se preocupa concentrar toda a atenção sobre as atitudes e interesses dos subordinados que na realidade, não são tratados como simples auxiliares, mas, sim, como colaboradores. O líder é a pessoa que procura dirigir com cooperação, participação espontânea e boa vontade das pessoas que dirige. James C. Hunter nos providencia a seguinte definição: é a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos identificados como sendo para o bem comum.70
A liderança cristã

John Stott comenta que “‘liderança’ é uma palavra comum a cristãos e não-cristãos, mas isso não significa que tenha o mesmo conceito para ambos. Ao contrário, Jesus introduziu no mundo um novo estilo de liderança servil.”71 O evangelista Marcos registrou que

Jesus, chamando-os para junto de si, disse-lhes: Sabeis que os que são considerados governadores dos povos têm-nos sob seu domínio, e sobre eles os seus maiorais exercem autoridade. Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos (Mc 10:42-44).
O que lidera tem que ser referencial de humildade. Se liderarmos com arrogância, formaremos discípulos orgulhosos. Toda ação possui uma reação, e, esta reação pode ser de repúdio, ou de contaminação. Por isso, John Stott conclui que o líder tem que ser

humildade diante de Cristo, de quem somos servos; humildade diante das Escrituras, de quem somos despenseiros; humildade diante do mundo, cuja oposição somos obrigados a encarar e diante da congregação, cujos membros devemos amar e servir.72


Os líderes cristãos devem ter cuidado, respeito e responsabilidade com as pessoas que lideram. Apaixone-se pelo nosso povo. Quando realizamos qualquer tarefa apaixonados, não percebemos o seu peso, nem as dificuldades inerentes. Temos uma enorme responsabilidade, porque cuidamos da noiva do Cordeiro. Ele ama a sua noiva, a Igreja, o seu coração foi-lhe entregue. É perigoso menosprezar a amada do Senhor Jesus!
Princípios gerais de liderança

Existem atitudes que colaboram para o contínuo crescimento do líder:73

1. Está sempre aprendendo. Aprende com todos e em qualquer situação, porque aprendeu à aprender. Procura ler e/ou fazer cursos de reciclagem para atualização.

2. A sua compreensão de que a sua liderança é um chamado de Deus, e não uma carreira.

3. A habilidade de equilibrar realismo com o otimismo. Sem negar nem fugir das crises, encontra nelas um desafio e uma oportunidade para crescer.

4. Acredita na potencialidade das pessoas que lidera. Todos os membros do Corpo de Cristo têm dons. As pessoas amadurecem pela experiência dos erros e acertos.

5. Reconhece e agradece àqueles que o precederam. O líder constrói sobre os alicerces lançados por outros (1 Co 3:1-9).

6. Propõe uma concepção que explica a razão da existência da Igreja. Visando atingir aos objetivos identificados dentro desta visão.

7. Planeja e cria a estratégia para atingir-se a visão e o propósito.

8. Organiza proporcionando a estrutura que ajudará a atingir a visão.

9. Acompanha os padrões de desempenho dentro do planejamento.

10. Edifica a equipe produzindo a oportunidade para o desenvolvimento pessoal e a mútua cooperação.

11. Influenciar e motivar as pessoas em suas dúvidas e frustrações.

12. Trabalhar entusiasticamente.

13. Coopera para o bem comum.
A necessidade da liderança

Algumas igrejas têm resgatado o princípio “sacerdócio de todos os santos” e por causa da consciência de que cada crente é responsável per si mesmo diante de Deus, algumas questões têm surgido: se cada um obedecendo a Escritura, pode cuidar do seu próprio relacionamento com Deus, a liderança não é supérflua? A igreja não seria mais saudável e mais dinâmica sem ela? Esta é a conclusão de algumas seitas.

Os questionamentos sobre a necessidade e relevância da liderança surgem quando as suas funções estão omissas. Algo, ou alguém que nos faça bem, quando é retirado sentimos a sua falta.

Algumas palavras podem esclarecer o que é uma liderança que cuida:



  1. Informação através do diálogo com todo o corpo.

  2. Formação oferecendo um crescimento saudável.

  3. Transformação com mudanças necessárias para melhorar (ex., casulo).

  4. Nutrição para que não haja necessidades insatisfeitas.


A liderança planejando

Os líderes conduzem a um alvo com planejamento. Há um ditado inglês que diz: plan your work and them work your plan [planeje o seu trabalho, e depois execute o seu plano]. A igreja tem que ter propósitos definidos.

Algumas perguntas devem ser feitas constantemente para que a resposta seja clara na mente dos liderados:

1. Quem somos?

2. Onde estamos?

3. Onde desejamos chegar?

4. Como chegaremos lá?

5. O que estamos fazendo?

6. Como deve ser feito?

7. Quem deve fazer?


Porque precisamos planejar?

  1. É um mandamento bíblico (Pv 15:22; 20:18; Lc 14:28-33).

  2. O planejamento esclarece os métodos para alcançarmos com eficácia o objetivo.

  3. As tarefas designadas serão cumpridas com maior eficiência, melhorando os relacionamentos da equipe.

  4. É possível avaliar o cumprimento do propósito.

  5. Facilita a avaliação do desempenho dos cooperadores e liderados.

  6. Alvos esclarecidos são geradores de motivação.


Os dez mandamentos do líder

1. Respeite cada pessoa liderada do seu grupo. Respeito nunca é em excesso.

2. Evite críticas a qualquer pessoa em público, procurando sempre elogiar, diante do grupo, os aspectos positivos de cada um.

3. Confie no grupo.

4. Seja exemplo pessoal, em vez de criticar.

5. Dê a cada um o seu lugar, levando em consideração os seus dons, interesses e aptidões pessoais.

6. Evite dar ordens impositivas. Procure a cooperação de cada um.

7. Evite tomar, mesmo que de maneira provisória, a iniciativa de uma responsabilidade que pertença a outrem, mesmo pensando que faria melhor.

8. Consulte os membros da igreja, antes de tomar uma resolução importante que envolva interesses comuns.

9. Antes de agir, explique aos membros do grupo o que vai fazer e o motivo.

10. Evite tomar partido nas discussões, quando presidir uma reunião, guardando a posição mais neutra possível.
Os dez erros comuns que os líderes cometem74

1. Possuir sentimento de superioridade (pirâmide de autoridade).

2. Falhar em supervisionar o agora e não discernir o futuro.

3. Recusar em ser exemplo no que lidera.

4. Gerenciar a todos do mesmo modo, não entendendo a cultura da organização e dos liderados.

5. Preferir um partido e desprezar os outros grupos.

6. Desejar reconhecimento dos méritos pessoais.

7. Não avaliar realisticamente o seu desempenho.

8. Não aceitar as críticas construtivas.

9. Não treinar o seu grupo.

10. Não delegar tarefas centralizando em si a execução.



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