Servos dos servos de Cristo



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REFERÊNCIAS BÍBLICAS
1Sm 3:14 / Is 53:11-12 / Mt 1:21; Mt 20:28; Mt 26:28 / Jo 10:14-15 / Jo 11:50-53; Jo 15:13; Jo 17:6,9,10 / At 20:28 / Rm 5:15 / Ef 5:25 / Tt 3:5 / Hb 9:28 / Ap 5:9

A obra redentora de Cristo é internalizada, pela operação eficaz do Espírito Santo. O Espírito embora seja soberano, Ele não violenta o eleito. Deus não atua contra a personalidade. Ele irresistivelmente atua no coração. O coração, segundo as Escrituras, é a fonte do nascedouro de todas as capacidades humanas. O Espírito de Deus implanta vida e renova a disposição interna do indivíduo, de tal modo, que ele age livremente pelo poder de Deus (Fp 2:12-13).



Os eleitos têm a sua disposição interna regenerada, a mente iluminada e novas capacidades são implantadas em sua natureza, de modo que livres e irresistivelmente recebem a maravilhosa graça, e todos os seus benefícios.

REFERÊNCIAS BÍBLICAS:
Jr 24:7 / Ez 11:19-20; Ez 36:26-27 / Mt 16:17 / Jo 1:12-13; Jo 5:21; Jo 6:37; Jo 6:44-45 / At 16:14; At 18:27 / 1Co 4:7 / 2Co 5:17 / Gl 1:15 / Rm 8:30 / Ef 1:19-20 / Cl 2:13 / 2Tm 1:9 / 1Pe 2:9; 1Pe 5:10 / Hb 9:15

Deus começa a redenção na eternidade e a consumará na eternidade. Pois, aquele que começou a boa obra nos eleitos, há de completá-la até o dia de Cristo Jesus (Fp 1:6). Deus preserva pelo seu soberano poder, em amor e santidade, os seus eleitos em estado de graça, como membros da Sua família, até o fim, porque o seu propósito é irrevogável (Sl 23:6; Rm 8:31-39). A obra expiatória de Cristo, bem como a sua aplicação não pode ser anulada.


REFERÊNCIAS BÍBLICAS:
Is 54:10 / Jr 32:40 / Mt 18:14 / Jo 6:39; Jo 6:51; Jo 10:27-29 / Rm 5:8-10; Rm 8:28-32, Rm 8:34-39; Rm 11:29 / Gl 2:20 / Ef 4:30 / Fp 1:6 / Cl 2:14 / 2Ts 3:3 / 2Tm 2:13,19 / Hb 7:25; Hb 10:14 / 1Pe 1:5 / 1Jo 5:18 / Ap 17:14

3. Cremos e Confessamos: proposições da fé reformada

Esta parte do nosso curso tem o objetivo de fornecer ao estudante da fé reformada um resumo tão conciso e preciso quanto possível. Para uma rápida verificação do que cremos e confessamos como Igreja Presbiteriana, em nossos símbolos de fé, este esboço foi preparado para facilitar a pesquisa e esclarecer a dúvida numa seqüência simples e lógica de proposições.


A doutrina das Escrituras Sagradas

  1. É a Palavra de Deus

  2. É a especial revelação de Deus

  3. É uma revelação histórico-progressiva

  4. É cessada a transmissão desta revelação especial

  5. É inspirada verbal, plenária e organicamente pelo Espírito

  6. É dada através de homens escolhidos e capacitados

  7. É inerrante em cada uma das suas declarações

  8. É claramente inteligível a todos

  9. É iluminada pelo Espírito para o nosso entendimento espiritual

  10. É completo o seu conteúdo

  11. É suficiente para a nossa salvação

  12. É pública, ou seja, todos têm direito ao livre exame

  13. É necessário traduzi-la em língua vernáculo

  14. É autoridade final em toda discussão

  15. É a nossa única fonte e regra de fé e prática


A doutrina do Ser e das obras de Deus

  1. É um só Deus em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo

  2. É perfeito, imutável, independente, infinito, eterno

  3. É pessoal em toda relação com a sua criação

  4. É santo, bondoso, sábio, justo, verdadeiro em seu Ser

  5. É possível conhece-lo suficientemente

  6. É impossível compreende-lo exaustivamente

  7. É criador de todas as coisas em seu estado de perfeição

  8. É providente em todas as suas obras

  9. É seu o completo controle de tudo o que acontece no universo

  10. É absolutamente soberano sobre tudo e todos


A doutrina do Homem

  1. É criado à imagem de Deus

  2. É constituído corpo e alma

  3. É ordenado formar uma família: homem e mulher

  4. É decaído em pecado

  5. É escravo do pecado e perdeu o seu livre-arbítrio

  6. É imputado o seu pecado sobre toda a sua descendência

  7. É sofredor das conseqüências do seu pecado

  8. É incapaz de se salvar, ou de preparar-se para isso

  9. É maldito e condenado por causa do seu pecado

  10. É uma única família em várias raças


A doutrina da Pessoa e obra de Jesus Cristo

  1. É Deus-homem

  2. É verdadeiro Deus em todos os seus atributos

  3. É verdadeiro homem em toda a sua constituição

  4. É encarnado da virgem Maria por obra sobrenatural do Espírito

  5. É impecável, todavia, pode realmente ser tentado

  6. É nosso único representante diante de Deus

  7. É nosso Mediador na Nova Aliança

  8. É o prometido Profeta que nos traz a Palavra do Pai

  9. É o perfeito Sacerdote que intercede por nós

  10. É o soberano Rei que inaugura o Reino de Deus sobre nós

  11. É nosso suficiente e definitivo sacrifício

  12. É limitada a expiação em seu propósito de salvar somente os eleitos

  13. É intercessor eficaz à destra do Pai

  14. É esperado o seu retorno físico num futuro não revelado


A doutrina da Salvação

  1. É planejada na eternidade

  2. É garantida pela graciosa e livre eleição de Deus

  3. É fundamentada na obra expiatória de Cristo

  4. É exercida na Aliança com o Pai, por meio do Filho, no Espírito Santo

  5. É aplicada em nós pelo Espírito Santo

  6. É iniciada em nós na regeneração

  7. É proclamada pelo sincero chamado do evangelho

  8. É evidenciada pela fé e arrependimento

  9. É declarada na justificação

  10. É familiarizada na adoção

  11. É comprovada pela santificação

  12. É continuada até o fim pela preservação na poderosa graça

  13. É consumada na glorificação, após o juízo final


A doutrina do Espírito Santo

  1. É verdadeiro Deus em todos os seus atributos

  2. É o consolador prometido procedente do Pai e do Filho

  3. É quem nos ilumina para o correto entendimento da Palavra de Deus

  4. É testemunha da obra de Cristo em nosso favor

  5. É aquele que internaliza em nós a obra da salvação

  6. É quem nos convence do pecado, da justiça e do juízo

  7. É quem testifica em nosso coração a filiação

  8. É o penhor e selo da nossa salvação

  9. É quem frutifica as virtudes da santificação

  10. É o comunicador dos nossos dons

  11. É quem nos batiza no Corpo de Cristo

  12. É agente que torna real a nossa comunhão com toda a Igreja


A doutrina da Igreja

  1. É o glorioso corpo de Cristo

  2. É composta de todos os eleitos de Deus

  3. É visível pela confissão pública de fé em Cristo

  4. É una, santa e universal

  5. É pura pela fiel pregação da Palavra de Deus

  6. É confirmada pura pelo correto exercício dos Sacramentos

  7. É selado na Aliança o crente e a sua descendência pelo batismo

  8. É celebrada a comunhão da presença espiritual de Cristo na Santa Ceia.

  9. É purificada pela justa aplicação da Disciplina

  10. É testemunha da glória de Deus

  11. É comunicadora do Evangelho da salvação

  12. É serva num mundo corrompido pelo pecado

  13. É adoradora do soberano Deus Trino

  14. É governada pela pluralidade de presbíteros numa igreja local

  15. É cooperadora em toda obra do Reino de Deus


A doutrina dos Últimos Acontecimentos

  1. É inaugurado, mas não consumado (já-ainda-não) o Reino de Deus

  2. É pessoal na sua realização

  3. É universal em sua extensão

  4. É esperado o retorno físico de Cristo Jesus

  5. É verdadeira a promessa da ressurreição final

  6. É absolutamente certa a vitória sobre o mal e seus agentes

  7. É inevitável o julgamento de todos os homens

  8. É real o lugar de punição eterna que os condenados sofrerão

  9. É ansiada a restauração de toda a criação

  10. É a consumação final de toda obra da providência

  11. É gracioso o galardão que os salvos receberão

  12. É eterna a habitação de Deus com o seu povo escolhido


4. Os padrões de Westminster

O uso dos padrões de Wesminster

A identidade denominacional

A formação teológica confessional

A ordenação de oficiais da igreja

O recebimento de membros



III. Resumo da nossa Cosmovisão

Cosmovisão é uma palavra que se refere ao entendimento que temos de Deus, de nós e do mundo. Em outras palavras, é a resposta à pergunta como interpretamos e explicamos tudo o que existe? Talvez, outras perguntas são necessárias para entendermos a necessidade de conceituar a nossa cosmovisão. Como surgiu o universo? De onde viemos? Quem somos? Qual o propósito da vida? Por que o mal existe? Há significado no sofrimento? E depois da morte? A história terá um final feliz?



Embora estas perguntas pareçam um tanto que filosóficas, elas possuem uma influência muito presente em tudo o que fazemos em nossa vida, e no modo como reagimos nas diferentes situações que enfrentamos. Abaixo está a nossa cosmovisão Reformada, ou seja, um resumo de como entendemos e interpretamos o mundo a partir de uma perspectiva Calvinista, os acontecimentos e como a nossa vida está inserida e relacionada com o soberano Deus.


  1. Cremos que Deus é um Ser em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. O nosso Deus é infinito, eterno, perfeito e imutável em seu Ser. Em tudo o que faz manifesta a sua bondade, conhecimento, sabedoria, poder, e a justiça segundo o seu soberano propósito. Ele é o criador de tudo o que existe, pela Palavra do seu poder. Em tudo e todos realiza a sua sábia providência, de modo que, não existe acaso, nem fatalismo nos acontecimentos que vivenciamos, mas o absoluto controle em cada situação. Tudo o que Ele realiza é reflexo daquilo que Ele é. As nossas vidas e nossas famílias estão em suas misericordiosas mãos.




  1. O nosso Deus é pessoal. Ele se revelou através de eventos, do seu Filho e da Palavra escrita. A sua Palavra Ele a fez registra-la progressivamente para que se tornasse o livro de mediação e revelação das suas obras e do seu propósito conosco. Deus fala proposicionalmente conosco somente na sua inspirada Palavra. A revelação progressiva cessou. Por isso, submetemo-nos somente à autoridade da Escritura Sagrada como sendo a única fonte e regra de fé e prática. Ela é a inerrante, clara e suficiente Palavra de Deus. Em sua Palavra, Ele explica como surgiu o universo, quem somos, qual o propósito da nossa vida, bem como a finalidade de toda a existência que é glorificá-lo e desfrutar dos benefícios da sua comunhão.




  1. O ser humano foi criado à imagem de Deus. Deus criou a humanidade: homem e mulher, e ambos de igual modo refletem os atributos que Deus lhes comunicou e, também representam o Senhor como administradores responsáveis de preservar e usufruir da criação. Tanto o homem como a mulher, são iguais em capacidade e responsabilidades; mas o homem deve exercer a sua autoridade como cabeça sobre a mulher, sem opressão, nem omissão, pois, embora tendo diferentes papéis, exercem funções mútuas e complementares. A família é projeto de Deus e, através do lar, o nosso Deus restaura e desenvolve a nossa personalidade caída. A família é um valor que devemos nutrir e defender.




  1. Deus fez uma Aliança de vida com Adão. O nosso primeiro pai era o nosso representante nesta Aliança. Todavia, ao ser tentado Adão violou este pacto ao desobedecer a Deus, perdendo a comunhão espiritual e todos os benefícios dela procedente. Deste modo, toda a criação foi amaldiçoada, e sobre toda a humanidade creditada esta maldição. Toda criação que era “muito boa” tornou-se corrompida em seu sistema ecológico. O pecado é a herança natural que recebemos de Adão. Por causa deste mal moral perdemos a santidade, a justiça e o conhecimento perfeito de Deus. Por causa do pecado há inimizade, perda de significado e por fim a vergonhosa morte, mas isto não era para ser assim. Embora corrompidos, ainda somos portadores da imagem de Deus.




  1. Satanás e seus demônios, agentes do mal, conspiram contra tudo o que procede de Deus. Ele tentou os nossos primeiros pais, e os induziu a rebelião contra Deus, e nos confronta tentando seduzir-nos, despertando a nossa cobiça e aguçando o nosso orgulho. Ele é soberbo, assassino, acusador, e inimigo de Deus. Satanás não é co-igual a Deus, pelo contrário, ele é uma criatura submissa ao controle soberano do Senhor. O nosso acusador está condenado, e haverá de ser banido ao sofrimento eterno sob a justa ira no Juízo de Deus.




  1. O mal é tão real quanto indesejável o sofrimento por ele produzido em toda a criação. Entretanto, o mal físico é conseqüente maldição do pecado herdado dos nossos primeiros pais. O pecado gera desordem e destruição no indivíduo e sociedade. Todavia, não acreditamos que Deus seja mero espectador da presença do pecado na história da humanidade, mas de modo misterioso participante de tudo, sem ser o culpado, e sem anular a responsabilidade do pecador. Cremos que todas as coisas, em especial aquelas que parecem escombros depois da destruição do pecado, são matéria-prima que Deus está usando para transformar a nossa vida em seu louvor.




  1. O nascimento de Jesus Cristo teve o propósito de reconciliar pecadores escolhidos com o santo Deus. Sendo o Filho de Deus uma Pessoa que subsiste em duas naturezas, divina e humana, é o completo e final revelador entre Deus e os homens. O sofrimento, obediência, morte e ressurreição de Cristo obtiveram a justiça necessária para merecer-nos a aceitação de Deus, bem como a suficiente satisfação da sua ira, realizando a anulação da condenação pelos nossos pecados. Somos perdoados pela justiça e amor de Cristo Jesus, o nosso salvador. A obra de Cristo é o fundamento para a renovação de toda a criação pela presença espiritual e transformadora do Seu reino.




  1. O Espírito Santo inicia nos regenerando, concedendo-nos entendimento espiritual para recebermos a Cristo como o nosso salvador. Recebemos no poder do Espírito, e pela aplicação da Palavra de Deus em nós, o dom da fé salvadora e arrependimento necessário para a nossa conversão. Em Cristo a justificação é declarada e creditada a nós. Através da adoção somos feitos participantes da família de Deus. A santificação manifesta e sendo exercida em nossos pensamentos, emoções e ações confirmam a nossa eleição e filiação divina. Somos preservados em graça, pelo poder de Deus, para sermos continuamente salvos até o fim. Deus tem uma graciosa Aliança da graça conosco e os nossos filhos, tendo o Senhor Jesus como o nosso único mediador.




  1. Cremos que o Espírito Santo está presente em nós num relacionamento pactual conosco. Ele continua a pairar acima do caos, todavia, sem estar alienado ao mal que há no mundo, e dos nossos pecados, concedendo forma à nova criação e fazendo de nós novas criaturas pela regeneração. O Espírito nos une no corpo de Cristo, capacitando-nos com dons para o serviço e edificação pela prática da comunhão mútua. A imagem de Deus está sendo restaurada. Os dons revelacionais cessaram com os apóstolos e com o fechamento do cânon da Escritura.




  1. A Igreja é responsável de ser testemunha da verdade e do amor de Deus neste mundo afetado pelo pecado. Somos o povo escolhido para proclamarmos a mensagem de perdão e reconciliação, convidando pecadores ao arrependimento, para confiarem na suficiência de Cristo para a sua salvação. Temos o compromisso de ouvir, viver e ensinar a Palavra de Deus. A salvação não é somente da nossa alma, mas da nossa mente, cultura e sociedade, apresentando o evangelho integral para o homem em todas as suas necessidades. Buscamos intimidade com Deus através da oração. Cuidamos uns dos outros no amor de Deus. Vivendo uma comunhão de reciprocidade, cumplicidade e compromisso proporcionando um ambiente de fraternidade e santidade. A Igreja visível é a comunhão daqueles que professam Cristo como o Senhor, reunidos para a celebração, a adoração, a comunhão, edificação e serviço. Confirmamos a nova Aliança com Deus simbolizada pelos sacramentos do batismo e da Ceia do Senhor. A imagem de Deus é vivida plenamente na mutualidade dos relacionamentos.




  1. Este mundo experimenta a deterioração dos valores que o preserva. A falta de sentido e propósito também produz a desesperança. A sociedade busca a redenção na tecnologia, cultura, e no sexo, todavia, estes meios têm são ineficazes de transformar-la. Todavia, cremos que somente com os valores do reino de Deus, num discipulado integral, em que os cristãos se envolvem produtivamente em todas as áreas da vida, pode participar dum processo de transformação cultural, político, econômico e científico reconhecendo Cristo como o Senhor em todas as esferas da nossa existência. A sociedade pós-moderna inclina-se a não reconhecer a verdade como absoluta, ridicularizando a concepção e a ação de Deus no mundo. Estamos chegando ao fim da história humana não em direção ao desespero e caos, mas a consumação do propósito eterno de Deus. Cristo Jesus julgará toda a humanidade de todas as épocas e culturas, a uns dará a salvação segundo a sua misericórdia, e a outros segundo a sua justiça concederá a merecida condenação dos pecados.




  1. O nosso mundo pertence a Deus. Apesar de toda miséria e dor, todas as coisas estão sob o Seu absoluto controle. A nossa esperança de uma nova terra não está presa ao que os homens podem fazer, porque cremos que após o dia do Juízo, todo desafio ao governo de Deus, e toda resistência a sua vontade será anulada, o seu reino, que é inaugurado entre nós, se manifestará em sua plenitude, e o nosso Senhor governará para sempre com o seu povo; e, assim “Deus enxugará dos olhos toda lágrima”. Ele abolirá as nossas enfermidades, findará as nossas guerras, e implantará a Sua perfeita justiça sobre a terra.



IV. Esboço da eclesiologia presbiteriana
A natureza da Igreja cristã

Usos da palavra igreja nas Escrituras

A Igreja visível e invisível

A Igreja militante e triunfante
Os atributos da Igreja

A unidade da Igreja

A santidade da Igreja

A catolicidade da Igreja

A apostolicidade da Igreja
As marcas da verdadeira Igreja de Cristo

A fiel proclamação da Palavra de Deus

A correta administração da Ceia do Senhor

A justa aplicação da disciplina bíblica
Os fundamentos teológicos do presbiterianismo18

O nosso sistema de governo presbiteriano significa que somos regidos pelos presbíteros. Não somos congregacionais (onde todos decidem pelo voto direto), nem episcopais (onde apenas um superior decide sobre os demais), mas somos uma igreja democrática que é representada pelos presbíteros escolhidos pela igreja local. Segue abaixo os princípios do nosso sistema de governo:



  1. Cristo é a Cabeça da sua Igreja e a Fonte de toda a sua autoridade. Esta autoridade encontra-se escrita na Escritura, de modo que, todos têm acesso ao seu conhecimento.

  2. Todos os crentes devem estar unidos entre si e ligados diretamente a Cristo, assim como os diversos membros de um corpo, que se subordinam à direção da cabeça.

  3. Cristo exerce a sua autoridade em sua Igreja, por meio da Palavra de Deus e do seu Espírito.

  4. O próprio Cristo determinou a natureza do governo de sua Igreja.

  5. Cristo dotou tanto a membros comuns como aos oficiais da sua Igreja com autoridade, sendo que os oficiais receberam adicional autoridade, como é requisito para realização dos seus respectivos deveres.

  6. Cristo estabeleceu apóstolos como os seus substitutos, entretanto, eram de caráter transitório. O ofício de apóstolo cessou, mas a sua autoridade é preservada pelos seus escritos, isto é, o Novo Testamento.

  7. Cristo providenciou para o específico exercício da autoridade por meio de representantes (os presbíteros), a quem separou para a preservação da doutrina, adoração e disciplina na Igreja. Os presbíteros têm a responsabilidade permanente de pastorear a Igreja de Cristo.

  8. A pluralidade de presbíteros numa igreja local é a liderança permanente até a segunda vinda de Cristo.



O sistema de governo presbiteriano

O nosso sistema de governo é conciliar

Todos os presbíteros têm a mesma autoridade em reunião de concílio. Os pastores, que são presbíteros docentes, em discussão e voto, possuem igual poder de decisão que os demais presbíteros regentes. O nosso governo não é episcopal (com bispos exercendo autoridade regional), nem congregacional (onde cada membro tem o direito e dever de participar de todas as decisões diretamente pelo voto em assembléia).


O nosso sistema de governo é representativo

Os concílios são representativos. Em outras palavras, o concílio deve representar os anseios, as necessidades e projetos a quem lidera.

A assembléia escolhe os seus presbíteros reconhecendo a sua autoridade. A igreja reconhece o dom de liderança e de pastor que o candidato manifesta. A autoridade é sempre outorgada a concílios representativos. Não pode haver o monopólio do poder e autoridade dos pastores.
O nosso sistema de governo é conectado

Cada igreja local está ligada a outra comunidade presbiteriana por sua subordinação ao presbitério. Os presbitérios estão conectados entre si com um sínodo e todos os sínodos formam a denominação presbiteriana.

A igreja local é governada democraticamente por um conselho, constituído de um grupo de presbíteros, os ministros do governo, eleitos pela própria congregação (At 14:23; Tt 1:5) e de um pastor, o ministro da Palavra, especialmente preparado para estudar, pregar e ensinar a Palavra de Deus (1 Tm 5:17).

Há outros níveis de governo que são formados por representantes do nível precedente. No quadro abaixo vemos uma síntese dos níveis de governo da Igreja Presbiteriana do Brasil.



1) A igreja local – Ela é um corpo com poderes de escolher os seus oficiais e delegando-lhes poderes peculiares a seu cargo. A igreja projeta-se através deles, reservado o direito de controlar a sua ação até ao ponto de despojá-los quando houver infidelidade no desempenho do mandato que a eleição confere.

2) O Conselho - É o Concílio que exerce jurisdição sobre a igreja local. A Igreja Presbiteriana tem os seus presbíteros eleitos pela Assembléia extraordinária da igreja para um mandato limitado de 5 anos. Estes formam com o seu pastor o Conselho da igreja para exercer liderança espiritual e administrativa. As funções principais do conselho são: preservar a pureza do Evangelho e zelar pela edificação espiritual dos membros da igreja, com base nas Escrituras.

3) O Presbitério – O Presbitério é um Concílio formado no mínimo de 3 pastores e 1 presbítero representante de cada igreja de uma região determinada pelo Sínodo. Reúne-se ordinariamente uma vez por ano para examinar o trabalho anual dos pastores e igrejas, e propor alvos de crescimentos, e outras matérias pertinentes ao seu bem-estar espiritual. O presbítero F. Martins observa que os Conselhos “associam-se em presbitérios, nos quais se assentam presbíteros eleitos por seus pares para funcionarem em cada reunião periódica ou extraordinária. Portanto, um presbitério é uma assembléia geral das igrejas de uma determinada região nacional.”19

4) O Sínodo - Concílio formado por pastores e presbíteros representantes enviados pelos Presbitérios de uma determinada região determinada pelo Supremo Concílio. Considera matérias referentes aos Presbitérios jurisdicionados e trabalha como instância de apelação sobre matérias oriundas dos Presbitérios, exceto doutrina.

5) O Supremo Concílio - É formado por representantes eleitos [2 pastores e 2 presbíteros] quadrienalmente pelos Presbitérios. Em suas reuniões são decididas, primeiramente, matérias de doutrina, de interpretação da Constituição da Igreja e respostas às consultas dos Presbitérios e Sínodos. O Supremo Concílio não é um poder absoluto e infalível em suas decisões, por isso, não pode arrogar-se de uma autoridade ditatorial, mas, o mesmo princípio é aplicável desde o menor concílio da igreja local até o nacional, de que devemos “obedecer as autoridades da Igreja, enquanto estas permanecerem fiéis à Sagrada Escritura”.20 Martins comenta que “todas as decisões, em doutrina ou em disciplina admitem recursos que podem ser oriundos da mais modesta igreja, contanto que tramite, legalmente, em tempo hábil, por todos os concílios menores.”

As atribuições e competências de cada um destes concílios se encontram na Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil.



Supremo Concílio




Secretarias Gerais




Confederações Nacionais















Sínodos




Secretarias Sinodais




Confederações Sinodais















Presbitérios




Secretarias Presbiterais




Federações















Igrejas locais




Conselheiros




Sociedades Internas e Ministérios

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http://www.fpcjackson.org/resources/apologetics/Church%20Officers/index.htm

O ofício de presbítero
I. A origem do ofício de presbítero

A palavra “presbítero” é uma transliteração do grego presbyterós, que significa literalmente “ancião”. No sentido do Novo Testamento, quando se refere à liderança da Igreja Cristã, indica uma pessoa que possuí um ofício de autoridade, mas, em outros contextos do grego coinê,21pode-se referir simplesmente a um homem idoso. A palavra presbyterion encontrado em Lc 22:66; At 22:5 e 1 Tm 4:14 significa “concílio de anciãos”. Herman Ridderbos observa que o ofício de presbítero “certamente possuí antecedentes patriarcais e se originou no judaísmo, onde é a designação de uma classe social.”22 Então, não era necessariamente a liderança realizada somente por homens idosos, mas idôneos. A palavra indica no Novo Testamento não a maturidade biológica, mas a espiritual, ou seja, não especificamente a sua idade, mas a transformação que o discípulo de Cristo alcançou sobressaindo aos demais, deixando de ser considerado neófito (1 Tm 3:6).

Desde o Antigo Testamento o sistema de governo é exercido através de anciãos (presbíteros). Tanto Moisés, como os sacerdotes e levitas, os juízes e os reis de Israel, eram auxiliados pelos “anciãos de Israel” (Êx 3:16-18; 4:39; 17:5-6; 18:13-17; 19:7; 24:1, 9-11; Lv 4:15; 9:1-2; Nm 11:14-25; Dt 5:23; 22:15-17; 27:1; Js 7:6; 8:33; Jz 21:16; 1 Rs 8:1-3; 1 Cr 21:16; Sl 107:32; Ez 8:1). Este era o exercício comum de governo do povo de Deus na antiga Aliança.

A prática do povo de Israel de ser governado pelos anciãos (presbíteros) continuou no Novo Testamento. O julgamento de Jesus foi realizado no amanhecer, quando “reuniu-se a assembléia dos anciãos do povo, tanto os principais sacerdotes como os escribas, e o conduziram ao Sinédrio...” (Lc 22:66; veja também At 22:5).

O sistema de governo pelos anciãos (presbíteros) foi mantido num processo natural de continuidade da antiga para a nova Aliança na Igreja Cristã. Paulo não inventou um novo sistema de governo para as igrejas que implantou, apenas o adaptou para uma perspectiva e necessidade cristã. A pluralidade de anciãos (presbíteros) em cada igreja local era o padrão estipulado para que aquela comunidade pudesse ser governada. Esta era a prática de Paulo (At 14:23), e foi assim que ele instruiu os pastores que lhe sucederam (2 Tm 2:2; Tt 1:5). Rudolf Bultmann conclui que

um conselho dos “presbíteros” é por excelência uma instituição na qual se unem a validade de autoridade ex officio; e justamente por meio dele a autoridade de lideranças pôde ser fortalecida. A formação de um colégio de presbíteros também não foi algo extraordinário, porque a comunidade cristã procedeu também neste ponto conforme o modelo das comunidades sinagogais judaicas; quanto à sua forma, a comunidade primitiva apresentava-se inicialmente como uma sinagoga dentro do judaísmo.23


Os presbíteros sucederam aos apóstolos como liderança da Igreja. Enquanto os apóstolos ainda eram vivos, os presbíteros simultaneamente exerciam o governo ao seu lado (At 11:30; 15:2; 20:17-35; Tg 5:14; 1 Pe 5:1-4). Quando o apostolado cessou, os presbíteros continuaram, e são estes que devem governar a Igreja, como substitutos dos apóstolos e representantes da autoridade de Cristo. Como já foi observado o apostolado foi um ofício transitório. Não há apóstolos hoje. Eles formavam um grupo único com as seguintes características:24

  1. Eles foram pessoalmente escolhidos, chamados, instruídos e designados por Cristo, e não por qualquer outra instituição humana.

  2. Eles foram testemunhas oculares do Jesus histórico (Mc 3:14; Jo 15:27; At 1:21,22; 1 Co 9:1; 15:8-9).

  3. Foi-lhes prometido uma inspiração especial do Espírito Santo, que iria tanto lembra-los de tudo o que Jesus lhes ensinou, guiando-os à toda verdade (Jo 14:25-26; 16:12-15).

Vide* Victor Budgen, The charismatic and word of God, pp. 91-111.


Os apóstolos participaram desta transição de autoridade. (1 Pe 5:1; 2 Jo vs.1; 3 Jo vs.1). Houve uma transferência de autoridade dos apóstolos para os presbíteros. Quando o ofício apostólico desapareceu permaneceram apenas os presbíteros que foram instituídos, ordenados e estabelecidos em todas as igrejas. Esta transição pode ser verificada através de documentos nos primeiros séculos da Igreja. Clemente de Roma, entre 95 a 98 d.C., afirma que os apóstolos

pregavam pelos campos e cidades, e aí produziam suas primícias, provando-as pelo Espírito, a fim de instituir com elas bispos e diáconos dos futuros fiéis. Isso não era algo novo: desde há muito tempo, a Escritura falava dos bispos e dos diáconos. Com efeito, em algum lugar está escrito: “estabelecerei seus bispos na justiça e seus diáconos na fé.”25


Em outro lugar ele ainda menciona os termos episcopado, geralmente traduzido por bispo ou supervisor, e presbíteros, como sendo intercambiáveis. Ele afirma que os

nossos apóstolos conheciam, da parte do Senhor Jesus Cristo, que haveria disputas por causa da função episcopal. Por esse motivo, prevendo exatamente o futuro, instituíram aqueles de quem falávamos antes, e ordenaram que, por ocasião da morte desses, outros homens provados lhes sucedessem no ministério. Os que foram estabelecidos por eles ou por outros homens eminentes, com a aprovação de toda a igreja, e que serviram irrepreensivelmente ao rebanho de Cristo, com humildade, calma e dignidade, e que durante muito tempo receberam o testemunho de todos, achamos que não é justo demiti-los de suas funções. Para nós, não seria culpa leve se exonerássemos do episcopado aqueles que apresentaram os dons de maneira irrepreensível e santa. Felizes os presbíteros que percorreram seu caminho e cuja vida terminou de modo fecundo e perfeito. Eles não precisam temer que alguém os afaste do lugar que lhes foi designado.26


O mais antigo manual de catecúmenos, conhecido como Didaquê, instrui que “escolham para vocês bispos e diáconos dignos do Senhor. Eles devem ser homens mansos, desprendidos do dinheiro, verazes e provados, porque eles também exercem para vocês o ministério de profetas e mestres.”27 Novamente, usa-se o título bispo em lugar de presbíteros para se referir ao mesmo oficial. Não é ao sistema episcopal que os autores da Didaquê fazem menção, pois estes bispos eram eleitos pela igreja, e não por um colégio episcopal.

II. A natureza do ofício de presbítero

Há quatro diferentes aspectos, mas que são complementares na natureza do presbiterato que necessitam ser considerados separadamente: os dons, a vocação, o ofício e a classificação.


Os dons necessários

Sabemos que todos os dons são concedidos pelo Espírito de Deus. Todos os dons necessários para o exercício do presbiterato são concedidos àqueles que chamados para o governo da Igreja de Cristo.

1. O dom de liderança/governo

2. O dom de pastor

3. O dom de administração

4. O dom de mestre

(fazer um gráfico)
A vocação para este ministério

O apóstolo Paulo expressa que “se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja” (1 Tm 3:1).

A vocação para o ofício não ocorre através de uma nova revelação especial.28 Mas podemos ter a certeza da vocação para o ofício através de indicações providenciais dadas por Deus. Louis Berkhof sugere três evidências de alguém que é vocacionado:29


  1. A consciência de estar sendo impelido a alguma tarefa especial no reino de Deus, por amor a Deus e Sua causa.

  2. A convicção que o individuo tem de que está, pelo menos em certa medida, intelectual e espiritualmente qualificado para o ofício em vista.

  3. A experiência de que, evidentemente, Deus está pavimentando o caminho que leva à meta.

A vocação é confirmada com os dons que foram concedidos para a realização da

tarefa de supervisionar. Não existe o “dom de presbítero”, mas existem dons que identificam um futuro presbítero. Ninguém é vocacionado sem antes ser capacitado a obedecer, por isso, os dons antecedem ao chamado. Herman Ridderbos observa que

o carisma [dom] tende a conduzir ao ofício, e o ofício não pode existir sem o carisma. Não se deve negar, ao mesmo tempo, que havia um desenvolvimento para assumir a posição de oficial, o que é completamente natural, tanto que se pode ver o assunto a partir da perspectiva do carisma como do ofício. Da perspectiva do carisma, pode-se dizer que certas qualidades outorgadas pelo Espírito qualificam as pessoas para destacar-se em determinada área. Estas pessoas eram reconhecidas e designadas como funcionários oficiais presbíteros-bispos.30
O presbítero necessita da convicção pessoal desta vocação para realizar o seu

ministério. O ofício é uma honra dentro da igreja, todavia, há o grande peso da responsabilidade contido nela. Herman Hoeksema observa que “a consciência deste chamado é necessário para se manter firme contra toda oposição dos de dentro e dos de fora, tanto na congregação como no mundo.”31


O ofício reconhecido pela Igreja

Embora a Igreja Católica Romana tenha corrompido os ofícios eclesiásticos, formando um ritualismo e hierarquia episcopal forjado pelos longos séculos de tradição, não podemos crer que a Igreja Primitiva não tenha exercido o conceito de ofício na sua origem. Desde cedo a Igreja praticava o ato público de escolher os seus oficiais. Através do consentimento da Igreja local, e a confirmação das mãos dos demais líderes da Igreja, os apóstolos e os presbíteros, investindo-o no exercício autorizado entre o povo de Deus.

O que caracteriza o ofício é o ministério [serviço] de liderança masculina dentro da igreja, no desempenho de um mandato aos que dotados e chamados pelo Espírito, são separados para governar os demais membros do Corpo de Cristo. É importante lembrarmos que os oficiais “não recebem o seu poder e autoridade dos membros da igreja, quando são votados neste ofício por eles, mas eles recebem a sua autoridade para exercer o seu ofício somente de Cristo.”32 A igreja não transfere autoridade aos presbíteros, apenas reconhece neles os dons necessários e a vocação para o exercício do ofício. Estes homens recebem a sua autoridade exclusivamente da Escritura Sagrada, do Espírito Santo e de Cristo, como o Senhor da Igreja.
A classificação do ofício

Aceitamos um ofício e duas classes de presbíteros. Todavia, existe a discussão e prática entre as igrejas presbiterianas/reformadas, se há dois, ou três ofícios? A questão é se o pastor é um ofício distinto do ofício de presbítero. (vide* Kuiper, El Cuerpo de Cristo). Desde o inicio da Reforma calvinista um expressivo número de teólogos defenderam que o ofício de presbítero é distinto do ofício de pastor.

O Novo Testamento menciona dois tipos de presbíteros. Ronald Hanko observa que

a Escritura faz a distinção entre presbíteros regentes (1 Tm 3:4-5; 1 Tm 5:17) e presbíteros docentes (1 Pe 5:1). Todavia, isto não significa que um seja superior ao outro. Como estas passagens demonstram, não há uma distinção absoluta entre estes ofícios. Presbíteros regentes também devem ser capazes de ensinar (1 Tm 3:2), e presbíteros docentes “que se afadigam na palavra e no ensino” também governam (1 Tm 5:17).33

Estamos cometendo uma incoerência na prática da ordenação. Se cremos que o presbiterato é um só ofício divergindo apenas em função entre docente e regente, então, porque realizar a [re]ordenação de pastores [presbíteros docentes] que foram ordenados presbíteros regentes? Certamente a consagração do presbítero ao ministério da pregação da Palavra é um momento de singular importância, mas não podemos agir inconsistentemente [re]ordenando-o.
A relação entre presbíteros docentes e presbíteros regentes

O pastor, ou presbítero docente, sempre será o presidente do Conselho. Os presbíteros regentes são auxiliadores do pastor.


Todos os presbíteros são pastores

Os presbíteros são pastores no meio do povo de Deus. O apóstolo Pedro nos exorta “pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós” (1 Pe 5:1, ARA). Não devemos ser ditadores, mas líderes chamados por Deus para servir os servos de Cristo. O texto é claro ao declarar que não estamos sobre as ovelhas, mas entre elas. De igual modo, afirma o apóstolo Paulo “atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos [supervisores], para pastoreardes a Igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue” (At 20:28). J.I. Packer comenta que “o papel pastoral dos presbíteros requer caráter cristão amadurecido e estável e uma vida pessoal bem ordenada (1 Tm 3:1-7; Tt 1:5-9). Sinceridade e fidelidade no ministério do presbiterato serão recompensadas (Hb 13:17; 1 Pe 5:4; 1 Tm 4:7-8).”34

Visamos à edificação de famílias estruturadas na Palavra de Deus.
O princípio da representatividade

Um é suficiente para representar o todo.

Adão foi o cabeça de toda a raça humana (Rm 5:12-19; 1 Co 15:22).
1. A representatividade no Antigo Testamento

Adão, Noé, Abraão, Moisés (Ex 20:18-21), os sacerdotes, os reis

Exemplo: pecado de Acã (Js 7:24-25)
2. A representatividade no Novo Testamento

Cristo (Rm 5:12-21). Ele é a cabeça porque conquistou pelos seus méritos.

Apóstolos (At 2:42-43)
A representatividade do presbítero

O oficial deve representar nas decisões do Conselho as preocupações, os anseios e as necessidades da igreja que o elegeu. Isto não significa que o presbítero deva se rebaixar a excessos que desfigurem o seu cargo e a dignidade o seu ofício, fazendo-se mero partidário da situação, ou tornando-se característica oposição ao pastor. O povo tem o direito de determinar quem serão eles, e ao escolher os presbíteros a igreja elege àqueles que estarão em todos os concílios da nossa denominação, bem como na sociedade representando toda a comunidade.

Como representantes os presbíteros têm que agir em nome de outros. Certamente, nem todo cristão e membro de uma igreja local está qualificado para resolver casos judiciais complexos e intensas controvérsias doutrinárias. Entretanto, homens qualificados são escolhidos pela comunidade para exercer a autoridade de Cristo por toda a igreja.

O presbítero quando escolhido pelo Conselho, e enviado para participar das reuniões do presbitério, torna-se representante da sua igreja neste concílio superior.






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