Servos dos servos de Cristo



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A vinda do Presbiterianismo para o Brasil

Asbhel Green Simonton foi o primeiro missionário presbiteriano a chegar ao Brasil. Ele foi enviando pela Board Mission’s New York da Igreja Presbiteriana. Naquele período a nossa pátria ainda estava sob o regime monárquico. Havia muitas restrições para que os protestantes exercessem as suas reuniões, pois a religião oficial era o catolicismo romano.

A primeira divisão (IPIndependente).

A obra evangelística dos missionários americanos.

A reação à crise liberal (IPFundamentalista e IPConservadora).

A crise pentecostal (IPRenovada).

A era Boanerges: a década de 70

A década de 80 e 90.

Nos dias atuais.

O Presbiterianismo em Rondônia

Os primeiros presbiterianos que chegaram a Rondônia vieram por causa da migração da doação de terra pelo INCRA e pela expectativa de uma vida melhor numa região em início de exploração dos seus recursos naturais.



II. Resumo doutrinário da IPB

Toda doutrina deve ser estudada pelos presbíteros. Quando o apóstolo Paulo esteve em Mileto, mandou chamar os presbíteros da Igreja de Éfeso, e lhes disse: “porque jamais deixei de vos anunciar todo o desígnio de Deus” (At 20:27). É possível que a metodologia de ensino não será a mesma, nem a linguagem técnica teológica, mas, o conteúdo pode ser transmitido com as suas devidas proporções verificando o auditório a ser alcançado. Iain Murray vai um pouco mais longe ao defender que

toda doutrina que pode ser ensinada aos teólogos também pode ser ensinada às crianças. Ensinamos uma criança que Deus é um Espírito, presente em todo lugar e que conhece todas as coisas; e ela consegue entender isto. Falamos lhe que Cristo é Deus e homem em duas distintas naturezas e uma pessoa para sempre. Isto para uma criança é leite, mas em si contêm alimento para os anjos. A verdade expressa nestas proposições podem ser expandidas ilimitadamente, e fornecer alimento para o mais alto intelecto por toda eternidade. A diferença entre o leite e o alimento reforçado, de acordo com esta concepção, é simples, é a distinção entre o maior e o menor desenvolvimento do conteúdo ensinado.10
O Conselho é responsável de defender a integridade doutrinária da igreja. Paulo exorta os presbíteros da Igreja de Éfeso que “dentre vós mesmos, se levantarão homens falando cousas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles” (At 20:30). Para o diligente cumprimento desta tarefa apologética é necessário antes conhecer com convicção o que cremos. A exposição doutrinária abaixo, não se propõe em ser exaustiva, mas fornecerá o essencial da crença presbiteriana. É indispensável que o presbítero saiba dar razão da sua fé. A verdade deve sempre ser tratada com um raciocínio coordenado para produzirmos respostas claras e inteligíveis, porque crer é também pensar. O filósofo cristão Gordon H. Clark observa que

o inquiridor pergunta por uma razão, ou, como podemos dizer, ele pergunta pela lógica de nossa esperança; e precisamos estar preparados para dar a lógica e razão da nossa fé. Não somente conceder tal réplica, mas manter com santa dignidade e importância a mensagem cristã, e as perguntas que nos são feitas, tornando-as uma oportunidade que não podem ser desperdiçadas.11


Quanto aos documentos doutrinários aceitos pela nossa denominação, o presbítero deve conhecer e estudar:12

1. A Confissão de Fé de Westminster

2. O Catecismo Maior de Westminster

3. O Breve Catecismo de Westminster

4. Os Cânones de Dort

5. A Confissão Belga

6. O Catecismo de Heildeberg
A soberania de Deus

A doutrina da soberania é o centro da convicção presbiteriana. Todas as demais doutrinas são diretas ou por implicação resultado deste tema unificador. Héber C. de Campos observa que

o Deus que é pregado em muitos púlpitos e ensinado nas escolas dominicais, e lido em grande parte dos livros evangélicos, não passa de uma adaptação da divindade das Escrituras, uma ficção do sentimentalismo humano. Esse Deus, cuja vontade pode ser resistida, cujos desígnios podem ser frustrados e cujos propósitos podem ser derrotados, não é digno de nossa verdadeira adoração. De fato, esse não é o Deus das Escrituras.13
Ao contrário do que se objeta a soberania divina não anula a responsabilidade humana. W.E. Roberts de forma quase poética afirma esta verdade, declarando que

quanto mais claramente Deus é compreendido e a sua soberania reconhecida, tanto mais aceitáveis e obrigatórios se tornam os seguintes princípios: o homem é um ser livre, predestinado; a vida reta é um dever perpétuo estabelecido por Deus; a responsabilidade moral do homem foi preordenada pelo Espírito Divino; o juízo de Deus é inevitável e a libertação do castigo e da condenação só é possível mediante Jesus Cristo. A soberania, a lei e a justiça de Deus, em harmonia com a liberdade humana, fazem dos conceitos presbiterianos sobre o dever uma força moral austera e poderosa.14


Novamente Roberts observa que da doutrina da soberania de Deus decorrem as seguintes doutrinas:15

  1. A livre agência do homem é um elemento preordenado em sua personalidade e implica a sua responsabilidade perante Deus;

  2. A Lei Moral como se encontra nos dez mandamentos e de modo ampliado no Novo Testamento, continua em vigor, e os homens lhe devem inteiro respeito e obediência;

  3. Tudo o que, no ser humano, se opuser à lei divina, seja em pensamento, em palavra ou em obra, é pecado;

  4. A fé em Cristo é um dever de todos aqueles que ouvem e conhecem o Evangelho;

  5. Homem algum tem o direito de sobrecarregar a consciência de outros homens com distinções morais que não estejam em harmonia com a Palavra de Deus;

  6. Os cristãos devem provar, com uma vida piedosa e reta, as verdades doutrinárias que professam;

  7. As boas obras constituem a prova de que o cristão já pertence à família de Deus, mas não servem de base nem de recurso para a salvação do pecador;

  8. O homem não pode comprometer-se, em hipótese alguma, a fazer o que não seja reto;

  9. Devemos cultivar grande reverência pelo nome de Deus;

  10. O Estado, tanto quanto a Igreja, é instituição divina;

  11. A obediência à autoridade civil legítima equivale à obediência devida à Deus;

  12. Tanto na Igreja como no Estado, a família é a fonte e a segurança da prosperidade.


1. Os cinco sola’s da Reforma
Sola Scriptura – a única fonte e regra de autoridade

A base da nossa doutrina, forma de governo, culto e práticas eclesiásticas não está no

tradicionalismo, no racionalismo, no subjetivismo, no relativismo, no pragmatismo, ou no pluralismo, mas extraída e fundamentada somente nas Escrituras, porque cremos que ela é a verdade absoluta.

Cremos que a Palavra de Deus registrada no Antigo e no Novo Testamento, embora escrita por autores humanos, foi inspirada por Deus (2 Tm 3:16), de modo a garantir a sua inerrância, autoridade, suficiência e clareza. As Escrituras são, portanto, a autoridade suprema em que todas as questões doutrinárias e eclesiásticas devem ser decididas (Dt 4:2). Esta doutrina é importantíssima na preservação e purificação da Igreja.

A Escritura Sagrada é suficiente para nos ensinar tudo em matéria de fé e prática. Tudo o que nela não se lê, nem por ela se pode provar, não deve ser exigido de pessoa alguma que seja crido como artigo de Fé ou, julgado como exigência ou, necessário para a salvação. Na Bíblia o homem encontra tudo o que precisa saber, e tudo o que necessita fazer a fim de que seja salvo, e viva de modo agradável a Deus, servindo e adorando-O (2 Tm 3:16-17; 1 Jo 4:1; Ap 22:18).
Sola Gratia – a única causa da nossa salvação

Cremos que a salvação do homem não decorre de nenhum tipo de boas obras que venha a realizar, mas sim do favor imerecido de Deus (Rm 3:20,24, 28). Em decorrência da Queda, todo ser humano nasce com uma natureza totalmente corrompida, de modo que não pode vir a agradar a Deus, a não ser pela ação soberana e eficaz do Espírito Santo, o único capaz de iluminar corações em trevas e convencer o homem do pecado, da culpa, da graça e da misericórdia de Deus em Cristo Jesus (Rm 3:19,20).


Sola Fide – o único instrumento de nossa salvação

A nossa salvação não depende das nossas virtudes pessoais, nem de qualquer esforço que envolva o merecimento conquistado pelas nossas virtudes. O único meio pelo qual o Espírito Santo aplica a salvação ao coração humano é a fé. A justificação é pela fé somente. Nenhum homem pode ser salvo, a não ser que creia na eficácia da obra de Cristo, confiando inteira e exclusivamente nele (Rm 1:17; Ef 2:8-9; Tt 3:4-7).

Entendemos por fé, não um sentimento vago e infundado, mas o dom do Espírito Santo, que é a firme convicção e confiança na Palavra de Deus. Pela fé o eleito de Deus é convencido da culpa e do pecado, e se arrepende e estende as mãos vazias para receber de Deus o perdão imerecido, descansando na suficiência da justiça de Cristo (Rm 5:1; Hb 11:6).
Solo Christi – o único mediador da nossa salvação

Somente através da obra de Cristo poderemos ser salvos. Não temos nenhum outro mediador pelo qual o homem possa ser reconciliado com Deus, a não ser Cristo, a segunda pessoa da Trindade (At 4:11-12; 1 Tm 2:5), o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1:29). Cremos que a sua morte expiatória na cruz expia (satisfaz e elimina) completamente a culpa de todos aqueles que nele crêem (Rm 3:24-25), redimindo-os do pecado (Ef 1:7); e que a sua vida perfeitamente justa, santa e obediente à lei de Deus, lhe permite justificar (considerar justo) todos quantos o Pai lhe deu (Jo 6:37,39,65). Toda a obra expiatória de Cristo é suficiente para a nossa salvação (At 4:11-12; Rm 8:1).


Soli Deo Gloria – o único objetivo da nossa adoração

Cremos no único Deus absoluto soberano e Senhor da História e do Universo, "que faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade" (Ef 1:11). Cremos que na obra da salvação toda a glória pertence a Deus. O fim principal do homem e da religião não é somente o bem-estar, a saúde física, a prosperidade, a felicidade, ou mesmo a salvação do homem. É, sim, a glória de Deus, o louvor da santidade, justiça, fidelidade, poder, sabedoria, graça, bondade e de todos os atributos de Deus. Deus não existe para satisfazer as necessidades do homem. O homem é que foi criado para o louvor da glória de Deus (Rm 11:36; Ef 1:6-14).16 Toda a nossa felicidade se realiza em glorificarmos a Deus, em Cristo, que é a alegria dos homens.



2. Os cinco pontos do Calvinismo

A Igreja Presbiteriana de Porto Velho é herdeira da fé reformada. A Reforma teve início no século XVI não sendo apenas um movimento social, político, ou econômico, mas acima de tudo, teve o seu centro de convergência no debate teológico contra a Igreja Católica Apostólica Romana. A nossa teologia define a nossa cosmovisão, e os reformadores entenderam isto.

Como parte essencial de sua identidade reformada está o sistema doutrinário conhecido como Calvinismo. Os cinco pontos do Calvinismo são o resumo mais conhecido da cosmovisão reformada.17 Embora eles não se encontrem expressos sistematicamente nos escritos de João Calvino, pode se dizer, sem erro, que estão inerentemente presentes em todo o seu pensamento a ponto de terem tomado emprestado o nome do reformador francês. Cremos neste sistema doutrinário, não simplesmente porque Calvino o ensinou, mas porque ele é o claro ensino das Escrituras. Calvino apenas foi muito feliz em sistematizar estas doutrinas com tamanha coerência que o seu impacto tornou-se permanente entre os reformadores até os dias de hoje.

Deve ficar claro que a nossa riqueza teológica não se limita a este esboço. Esta breve apresentação do Calvinismo deve servir de incentivo para uma pesquisa mais detalhada do seu conteúdo. Veja em nosso site www.ipportovelho.com , ou indicamos o site www.monergismo.com .



A Escritura ensina que cada ser humano é gerado em pecado e todas as suas faculdades estão tão corrompidas, que ele é chamado “morto em seus delitos e pecados” (Sl 51:5; Ef 2:1-3). Os homens não são tão pecadores nas suas realizações como poderiam ser. Não somente a raça humana, mas toda a criação está totalmente contaminada pelo pecado (Gn 3:17; Rm 8:19-22). O pecador, por natureza, é um contumaz e indisposto inimigo do santo Deus (Rm 8:18-25). O salário do seu pecado é a morte (Rm 6:23). Esta situação estabelece a necessidade da redenção de alguém que, por si mesmo, é absolutamente incapaz de preparar-se, ou de providenciá-la para si mesmo (Rm 7:7-25).



REFERÊNCIAS BÍBLICAS:
Gn 2:17; Gn 6:5; Gn 8:21 / 1Rs 8:46 / Jo 14:4 / Sl 51:5 / Sl 58:3 / Ec 7:20 Is 64:6 / Jr 4:22; Jr 9:5-6; Jr 13:23; Jr 17:9 / Jo 3:3; Jo 3:19; Jo 3:36; Jo 5:42; Jo 8:43,44 / Rm 3:10-11; Rm 5:12; Rm 7:18, 23; Rm 8:7 / 1Co 2:14 / 2Co 4:4 / Ef 2:3 / Ef 4:18 / 2Tm 2:25-26 / 2Tm 3:2-4 / Tt 1:15

Somente um Deus Trino que é soberano, e pela sua imutável, infinita, perfeita e sábia vontade poderia, sem ser constrangido a isso, pode prover salvação a pecadores indignos. O Senhor Deus que é suficiente em si mesmo, motivado somente pela sua boa vontade e graça, visando a sua própria glória, escolheu desde toda a eternidade muitos pecadores para a salvação e decidiu deixar os demais sob a sua justa ira, para uma punição eterna, por causa dos seus pecados.



REFERÊNCIAS BÍBLICAS:
Dt 4:37; Dt 7:7-8 / Pv 16:4 / Mt 11:25; Mt 20:15-16; Mt 22:14 / Mc 4:11-12 Jo 6:37; Jo 6:65; Jo 12:39-40; Jo 15:16 / At 5:31; At 13:48; At 22:14-15 / Rm 2:4; Rm 8:29-30; Rm 9:11-12; Rm 9:22-23; Rm 11:5; Rm 11:8-10 / Ef 1:4-5; Ef 2:9-10 / 1Ts 1:4; 1Ts 5:9 / 2Ts 2:11-12; 2Ts 3:2/ 2Tm 2:10,19/ 1 Pe 2:8 / 2 Pe 2:12 / Tt 1:1 / 1Jo 4:19 / Jd 1:3-4 / Ap 13:8; Ap 17:17

Cristo, o Deus-homem, como representante dos eleitos, supriu com suficiência a satisfação da justiça de Deus, recebendo a condenação no lugar dos Seus escolhidos, para que somente eles pudessem ser declarados justos pelos Seus méritos.

A expiação é limitada em seu propósito não em seu poder ou eficácia. Ela limita-se por ter o desígnio de alcançar eficaz e exclusivamente os eleitos de Deus. O resgate, a propiciação, a substituição de Cristo foi somente por eles. Cristo cancelou a dívida do pecado dos seus escolhidos.

Ele não morreu por cada ser humano sem exceção. Se ele tivesse feito expiação por todos, então, ninguém receberia a punição eterna, pois, teria anulado a sentença de condenação de todos. Então a redenção seria universal. Nem mesmo os arminianos crêem nesta inverdade.




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