Servos dos servos de Cristo



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Servos dos servos de Cristo

- Um estudo acerca dos ofícios de presbítero e diácono -
por
Rev. Ewerton Barcelos Tokashiki



Igreja Presbiteriana do Brasil

Porto Velho - RO

20/03/2007 última revisão

Com alegria dedico este escrito ao presbítero Daniel Eduardo Eller

Com apreço, ao Conselho da Igreja Presbiteriana de Porto Velho

Com amor, à minha auxiliadora Vanessa

Com reverência ofereço ao Senhor da Igreja.

Introdução

Reconheço que pessoas mais capacitadas poderiam ter escrito um texto versando acerca do ofício de presbítero e de diácono. Todavia, a necessidade, e mais especificamente, a minha urgência como pastor de uma igreja local, exigiu-me prepará-lo. Com as atentas observações dos colegas de ministério o texto passou por várias revisões e foi sendo ampliado e enriquecido, e de um simples texto visando oferecer um curso para os oficiais, ele se tornou num livro. Percebi como presbítero docente a urgência de prepara-lo, para que com os demais presbíteros, pudéssemos estudar sobre a nossa sublime vocação. Por enquanto, este texto se limita a estudar apenas o ofício dos presbíteros regentes. É necessário que tenhamos com suficiente clareza, à luz das Escrituras, quem somos, para que saibamos o que devemos fazer.

Este texto tem o propósito de esclarecer os princípios que modelam a formação e exercício do ofício de presbítero na IPB. Ele é um texto introdutório aos principais assuntos que envolvem a nossa herança presbiteriana, bem como a natureza, propósito e prática do oficialato. Tentei seguir a sugestão de não ser prolixo em cada tema abordado no texto, embora, olhe para algumas partes e percebo que algo mais poderia ser escrito. Talvez, alguns dos leitores tenham a mesma sensação de insatisfação, mas é possível que com as novas sugestões seja o livro revisado e ampliado naquilo que for essencial.

Os nossos presbíteros, em geral, têm aprendido o como ser e fazer com a experiência, quer seja dos mais antigos, ou do exercício dos anos no ofício. Este processo é longo, e cercado de dolorosas incertezas, e erros desnecessários. É verdade que os pastores [presbíteros docentes] têm se esforçado em oferecer uma preparação e orientação básica como introdução ao ofício, mas também não há material adequado para esta solene tarefa.1O meu propósito com este estudo é oferecer um livro que expresse com fidelidade bíblica, de modo prático e objetivo, um recurso para a formação dos presbíteros da nossa denominação.

A metodologia adotada envolve o uso da linguagem comum, mas unida ao rigor acadêmico. Todas as citações das línguas originais estão transliteradas, a fim de que, a clareza do conceito fique em evidência, e não nos percamos em meticulosidades lingüísticas desnecessárias. Quando se recorrer a algum livro ou site será citado na nota-de-rodapé, de modo que possibilite a verificação das fontes. Aqueles que possuem treinamento teológico poderão enriquecer a aplicação do estudo, conforme acharem melhor.

Espero que esta obra possa atingir o seu alvo: “... com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo” (Ef 4:12). Não podemos monopolizar o conhecimento teológico-prático mantendo nossos companheiros de concílio na ignorância, forçando-os sempre na nossa dependência.

Embora este texto, ainda não possua copyright espero que seja utilizado na sua inteireza sem cortes, nem acréscimos. Por enquanto, forneço este estudo visando o aperfeiçoamento da liderança da nossa região, mas somente espero que aqueles que vierem a aplicar o curso possam eticamente respeitar o conteúdo, quando reproduzi-lo, solicitando-me autorização para isto, como também, não fazendo alterações sem o meu consentimento.

Toda crítica será sempre bem vinda para melhorar o texto. Aceitarei toda sincera observação como sugestão proveitosa para que o conteúdo deste curso seja enriquecido. As sugestões e correções podem ser feitas pessoalmente, ou por e-mail (prtokashiki@gmail.com).



Índice
Introdução

A Igreja Presbiteriana do Brasil

I. Aprendendo com a nossa história...........................................................

II. Resumo doutrinário..................................................................................


  1. Os cinco sola’s da Reforma.........................................................

  2. Os cinco pontos do Calvinismo.................................................

  3. Cremos e Confessamos................................................................

  4. Os padrões de Westminster........................................................

III. Resumo da nossa cosmovisão...............................................................

IV. A nossa eclesiologia.................................................................................


O ofício de presbítero

1. A origem do ofício de presbítero.............................................................

2. A natureza do ofício de presbítero...........................................................

3. As qualificações do presbítero..................................................................

4. A escolha dos presbíteros..........................................................................

5. As funções dos presbíteros........................................................................

6. Os perigos do ofício de presbítero...........................................................

7. A importância dos Presbíteros..................................................................


O ofício de diácono

1. O ensino bíblico acerca do diácono.........................................................

2. As qualificações para o diaconato............................................................

3. As funções do diácono...............................................................................

4. A doutrina ordenação.................................................................................
O treinamento de líderes............................................................................
O treinamento administrativo...................................................................
Apêndices

A ordenação feminina.....................................................................................

As sobras dos elementos da Ceia do Senhor...............................................
Livros recomendados..................................................................................

Bibliografia.....................................................................................................
A Igreja Presbiteriana do Brasil


I. Aprendendo com a nossa história

A nossa identidade histórica é longa e cheia de eventos de importância dentro do Cristianismo. A tradição reformada é vigorosa em sua riqueza histórica, litúrgica e doutrinária. Somos herdeiros da Reforma do século XVI. Estudaremos neste esboço, de modo selecionado, alguns dos principais momentos que participaram no desenvolvimento histórico da Igreja Presbiteriana/Reformada.


O processo de corrupção da Igreja

A Igreja Cristã durante 1500 anos entrou num processo de degeneração teológica, litúrgica, moral e institucional. Este triste desenvolvimento deu início no período da patrística, enquanto os pais da Igreja lançaram as bases teológicas contaminadas por distorções hermenêuticas.

No período da Idade Média (um período que durou aproximadamente 1000 anos) experimentou tanto uma corrupção doutrinária, como um afrouxamento na conduta moral, perdendo a sua pureza e a identidade com a Igreja Primitiva. Havia o anseio por reformá-la, todavia, não existia real interesse do papado que isto acontecesse. A corrupção doutrinária que antecedeu ao séc. XVI foi:

304 Instituição da missa

310 Reza intercessória pelos mortos

320 Uso de velas na missa

375 Culto aos santos falecidos

500 Uso da roupa sacerdotal

503 Doutrina do purgatório

606 Bonifácio III se declara “papa”

609 Obrigatoriedade de se beijar a mão do papa

754 Doutrina do poder temporal da Igreja

783 Adoração das imagens e relíquias

850 Uso da água benta

890 Adoração de São José (pai de Jesus)

993 Canonização dos santos

1003 Instituição da festa dos fiéis martirizados

1074 Celibato obrigatório para os sacerdotes

1076 Dogma da infalibilidade da Igreja Católica

1090 Invenção do rosário

1184 Instituição da “santa Inquisição”

1190 Instituição da venda de indulgências

1200 O pão da Ceia é substituído pela hóstia

1215 Dogma da transubstanciação

1215 Dogma da confissão auricular

1220 Adoração da hóstia

1229 Proibida a leitura particular da Bíblia

1316 Instituição da reza: Ave Maria

1415 Eliminação do vinho da Ceia
A Reforma da Igreja no século XVI

Matinho Lutero nasceu em 10 de Novembro de 1483, em Eisleben, na Saxônia Prussiana. Ele morreu nesta mesma cidade, durante uma viagem, no dia 18 de Fevereiro de 1546. Durante muito tempo foi um monge agostiniano. No inverno de 1510-11, ele foi a Roma, uma cidade então cheia de entusiasmo pela Renascença, mas indiferente com o puro Cristianismo. Lutero ficou apavorado com a infidelidade e imoralidade do papado, uma impressão que sem dúvida foi instrumental para sua conversão.

A sua carreira de ensino começou em 1508, na cidade de Wittenberg. Em 1512, ele recebeu o seu doutorado em teologia, e começou a ensinar a Bíblia. De 1513 a 1515, ele ensinou Salmos, e de 1515 a 1517, ensinou as epístolas de Romanos, Gálatas e Hebreus. Durante este período, os seus sentimentos de extrema imperfeição diante de Deus, foram intensificados. Ele foi assombrado com a compreensão de que um Deus de infinita justiça nunca poderia ser satisfeito com os seus miseráveis esforços em busca da pureza. Os seus estudos renderam-lhe a percepção de que a salvação é imerecidamente recebida pela fé em Jesus, e que pela justiça de Cristo somos salvos da condenação dos nossos pecados. Depois de muitos anos de dúvida e angústia acerca da sua salvação, chegou ao fim, quando entendeu que a salvação não dependia de seus méritos pessoais, mas somente da graça de Deus.

A doutrina da indulgência despertou o confronto entre Lutero e a Igreja Católica Romana. Esta disputa teológica começou com as 95 teses. Com o intuito de financiar a reconstrução da igreja de São Pedro em Roma, o Papa Julius II e depois dele, o Papa Leão X sancionaram a venda indiscriminada de indulgências. Na linguagem de Roma, indulgentia é um termo latino que se refere à anulação do castigo, em particular, a remissão dos castigos temporais (não eternos) pelo pecado, sob a condição de que a pessoa realizasse boas obras específicas e fizesse contribuições financeiras generosas para a Igreja de Roma. Segundo a doutrina católica somente Deus pode perdoar o castigo eterno pelo pecado, mas o pecador ainda deve suportar o castigo temporal pelo pecado, seja nesta vida ou no purgatório. Esta última penalidade estava sob o controle do papado e do sacerdócio. Assim, por um preço, a Igreja Romana podia reduzir tanto o grau como a duração do castigo no purgatório. Lutero descobriu que este horroroso ensino não se fundamentava nas Escrituras.

O desejo inicial de Lutero era de reformar a Igreja Romana, todavia, após a sua excomunhão, a sua frustração foi consumada. Através da bula papal Exsurge Domine, editada em 15 de junho de 1520, o Papa Leão X excomungou Lutero, exigiu a queima de seus livros, e condenou toda a Reforma protestante. Lutero respondeu jogando o documento no fogo, no dia 10 de dezembro de 1520.

Martinho Lutero após vários debates teológicos, foi convocado a comparecer diante da Dieta de Worms, no dia 17 de Abril de 1521, onde defenderia diante de Carlos V, imperador romano. Neste concílio Lutero reafirmou todo o seu ensino, e recusou retratar-se de qualquer um dos seus escritos. Quando o reformador deixou a cidade de Worms, no dia seguinte foi sentenciado pelo imperador como “um herético notório”, que devia ser silenciado. Lutero foi chamado de um criminoso que cometeu alta traição e, conseqüentemente, recebeu uma sentença de morte.

Frederico “o sábio”, o governador de Lutero, arranjou o seu “seqüestro” durante a viagem de volta à Wittenberg. Lutero foi levado para o Castelo Wartburg, na Turíngia, região sul da atual Alemanha, e permaneceu ali por dois anos de exílio (1521-1522). Durante este tempo a Igreja Católica Romana decretou proibida a leitura dos seus livros e uma recompensa pela sua captura foi anunciada. O próprio Lutero estava ativo, traduzindo o Novo Testamento para o alemão, bem como escrevendo, ou revisando os seus livros. Vários teólogos, professores universitários e governantes aderiram à Reforma proposta por Lutero. Este impetuoso movimento não poderia mais parar.
João Calvino e o Calvinismo

A reforma religiosa que iniciava na Alemanha, também frutificava na cidade de Zurique, na Suíça, com Ulrich Zuínglio. Este reformador do cantão leste suíço, não obteve tanto êxito em sua tarefa de reforma como Lutero, e ficou quase que esquecido após a sua morte prematura. Durante o seu esforço de implantação dos princípios da Reforma, Zuínglio não conseguiu banir definitivamente o catolicismo da doutrina e liturgia da Igreja suíça, embora a sua obra tenha aberto uma larga porta para a Reforma na Suíça.

O historiador batista A.H. Newman comenta que “o sistema doutrinário de Calvino teve maior coerência interna e mais livre de obscuridades e ambigüidades do que o sistema de Lutero”.2

João Calvino causou permanente impacto na Reforma. Nascido em Noyon, França, no dia 10 de Julho de 1509. Aos 14 anos foi levado pelo pai para estudar na Universidade de Paris. Recebeu influência de seu primo “Robert Olivetan, zeloso adepto da Causa Reformada, colega de estudos que haveria de debater com Calvino horas a fio sobre as verdades bíblicas, o tradutor da Bíblia [francesa], forte influência na formação de Calvino.”3

A Academia de Genebra, fundada por Calvino, teve importante participação na formação de pensadores reformados.
O Puritanismo

A Grã-Bretanha rompeu o seu vínculo político e religioso com Roma sob a liderança do monarca inglês Henrique VIII. A separação com a Igreja Romana foi por motivos políticos e pessoais e não doutrinários. Henrique VIII morreu sem aderir às doutrinas da Reforma.

O rei Eduardo VI, que reinou entre 1547-1553, permitiu a abertura para a Reforma na Inglaterra, todavia, com certas restrições. Eduardo era filho de Jane Seymour, a terceira esposa do rei Henrique VIII. Neste período Thomas Cranmer tornou-se o arcebispo da Cantuária, o mais alto posto oficial da Igreja Anglicana. Ele escreveu o Livro de Oração Comum, os 42 Artigos de Fé, fez reformas nas universidades, e nomeou professores adeptos da Reforma, inclusive trazendo Martin Bucer,4 o reformador de Estrasburgo, para lecionar na Univerdade de Oxford. A Reforma estava crescendo na Inglaterra, entretanto, os clérigos ingleses estavam divididos tanto por causa de questões políticas como teológicas. Os vários setores do governo e da igreja estavam divididos.

O projeto de reformar a Igreja inglesa não foi completado. Eduardo VI faleceu prematuro e Maria Tudor, a filha mais velha do rei Henrique VIII, conhecida como “a sanguinária”, recebendo uma educação rigidamente católica, ao assumir o trono inglês, inibiu toda tentativa de reforma religiosa na Inglaterra encarcerando, exilando, e até mesmo condenando à pena de morte os adeptos da Reforma inglesa. Em 1556, aproximadamente 300 pessoas foram decapitadas ou queimadas, entre eles os bispos Hugh Latimer, Nicolas Ridley, e o arcebispo da Cantuária, Thomas Cranmer. Os que foram exilados encontraram refúgio em países que haviam adotado a Reforma, como a Holanda e Suíça, ambas Calvinistas.

Em 1559, Elizabeth sucedeu à sua meia-irmã Maria Tudor. A nova rainha da Inglaterra era filha de Ana Bolena, e simpatizante da Reforma. Ainda em 1559, solicitou a revisão do Livro Comum de Oração, e editou em 1562 os 39 Artigos de Fé5 como padrão doutrinário da Igreja Anglicana.6 Permitiu o retorno dos reformadores exilados. Todavia, os que retornaram estavam insatisfeitos com a lenta e parcial reforma eclesiástica que Elizabeth estava realizando. Justo L. González comenta que “trouxeram consigo fortes convicções calvinistas, de modo que o calvinismo se estendeu por todo o país.”7 Exigiam mais pureza doutrinária, litúrgica e moral seguindo o modelo da Igreja Reformada de Genebra. Os reformadores ingleses que exigiam maior pureza, ironicamente ficaram conhecidos como “puritanos”.

A rainha Elizabeth morreu em 1603. Os reinos da Inglaterra e Escócia se unem sob a regência de James I. Ele se tornou rei da Inglaterra, Escócia e chefe da Igreja Anglicana, era católico, e, depois de fracassadas tentativas de destruir o movimento puritano, falece prematuramente em 1625. Sucede Carlos I, que tenta implantar na Escócia a religião Anglicana, num tom mais católico. John Knox, que havia sido aluno de João Calvino, conseguiu com sucesso implantar a Reforma na Escócia.


A Assembléia de Westminster

Em 1560, o Parlamento escocês aboliu toda forma de catolicismo romano restante, inclusive adotando a forma presbiteriana de governo como religião oficial para o país.8


A Igreja Presbiteriana nos EUA

Os puritanos de convicção presbiteriana imigraram para os Estados Unidos da América, quando esta ainda era uma colônia da Inglaterra. Durante a colonização do novo mundo, os presbiterianos chegaram da Europa, e se estabeleceram no hemisfério Norte dos EUA, participando da formação das primeiras treze colônias. Estas treze colônias buscaram a sua independência da Inglaterra, dando origem a Revolução Americana. A história registra que pelo menos catorze presbiterianos assinaram a “Declaração de Independência”, sendo o mais conhecido deles o Rev. John Witherspoon.

  O primeiro presbitério se formou na Philadelphia, em 1705. Mas, em 1837, a Igreja Presbiteriana dividiu-se internamente entre dois grupos que ficaram conhecidos como a “Nova Escola” e a “Velha Escola”. O desentendimento era causado pelas questões sobre a cooperação na formação teológica dos ministros e possibilidade de unificação entre a Igreja Presbiteriana e a Igreja Congregacional, pois a Velha Escola era teologicamente mais conservadora, e rejeitou a cooperação por questões de desvios doutrinários da parte de alguns pastores congregacionais.

Em 1861, por causa da Guerra civil, a Igreja Presbiteriana se dividiu em linhas nacionais, ou seja, os presbiterianos do Norte e do Sul separaram-se em duas denominações. Os presbiterianos do Sul se uniram em 1861, e formaram a Presbiterian Church of USA (PCUS), e os do norte se uniram em 1869, e formaram a Presbiterian Church of USA (PCUSA). Esta divisão consolidou-se com a Guerra Civil americana que durou quatro anos, de 1861 a 1865. Este cisma ocorreu devido aos problemas com a interpretação da Escritura acerca da escravatura. Entretanto, os presbiterianos do Sul afirmam que eles não dividiram do norte motivados pela questão da escravatura, mas, por causa da imposição de lei nacional sobre a igreja do Sul.

Os presbiterianos do norte e do sul reunificaram-se somente em 1983, cento e vinte e dois anos após o cisma. Naquela época, a Igreja do norte era conhecida como a United Presbyterian Church, porque em 1958 a Presbiterian Church of the United States havia se unido com a United Presbyterian Church, e a nova denominação adotou o nome de United Presbyterian Church. Esta divisão durou mais de meio século, e que terminou em Junho de 1883, quando se reuniram as duas Igrejas conhecidas até esse momento como a United Presbyterian Church of USA (PCUSA que era do norte) e a Presbyterian Church in the U.S. (PCUS do sul). A união das duas denominações forjou a United Presbyterian Church of USA (UPCUSA).

Em 1924, cerca de 1300 ministros presbiterianos assinaram a liberal Declaração de Auburn, que nega a inerrância da Bíblia, e declara que a crença em doutrinas essenciais, como a expiação substitutiva de Cristo e a sua ressurreição corpórea não deveriam ser “testes para a ordenação, ou para a boa norma da nossa igreja.” A United Presbyterian Church in the United States of America (UPCUSA) é um ramo do norte do Presbiterianismo dos EUA. Ela foi formada pela união da Presbyterian Church in the United States of America (PCUSA - o principal ramo da Igreja Presbiteriana do norte) com a United Presbyterian Church of North America (uma pequena igreja de tradição escocesa sucessora dos Pactuantes) em 1958. A UPCUSA mantém a Confissão de Fé e os Catecismos de Westminster, mas acrescentou outras confissões e guias doutrinários (opondo-se aos “restritos” padrões) em seu Book of Confessions, como também criou a Confession of 1967 como uma contemporânea declaração de fé.

O Princeton Theological Seminary em New Jersey, representou por muitas décadas a ortodoxia presbiteriana dentro da UPCUSA. Mas, em 1929, a sua Junta [Conselho Diretor] foi reorganizada com uma decisão de colocar professores liberais para lecionar na faculdade. Quatro professores deixaram o Princeton Theological Seminary e fundaram o Westminster Theological Seminary na Philadelphia como uma instituição independente para dar continuidade ao ensino do Cristianismo bíblico.9

O grande opositor ao liberalismo dentro da UPCUSA naqueles dias foi J. Gresham Machen. Era um ministro presbiteriano e professor no Seminário de Princeton, e posteriormente no Westminster Theological Seminary. Quando J. Gresham Machen denunciou que o liberalismo teológico havia contaminado a junta de missões da UPCUSA, a Assembléia Geral nada fez acerca do assunto. Por causa disto, em 1933, ele e outros reivindicando a genuína pregação do evangelho estabeleceram The Independent Board for Presbyterian Foreign Missions (Junta Independente para Missões Estrangeiras Presbiteriana). Em 1934, a Assembléia condenou a sua ação, e foi deposto do seu ofício. Em resposta, 34 ministros, 17 presbíteros regentes, e 79 leigos reuniram-se na Philadelphia, em 11 de Junho de 1936, para constituir a Presbyterian Church of America (posteriormente, em 1939, o nome da nova igreja foi mudado para Orthodox Presbyterian Church). Quando foi organizada, a OPC perdeu para a PCUSA todo o seu patrimônio, especialmente os templos.

A Orthodox Presbyterian Church que começou no norte dos EUA, mas implantou novas igrejas na região Sul. Outro grupo enfraqueceu a OPC, quando dividiram formando a dividiu da Reformed Presbyterian Church, Evangelical Synod. Este grupo separou-se da OPC sob a liderança de Rev. Carl McIntyre, por causa de discussões que envolveram questões da liberdade cristã, adotavam o Dispensacionalismo, mantendo um maior vínculo com o movimento Fundamentalista. O grupo que se separou da OPC em 1937, ficou conhecido como Bible Presbyterian Church, e mais tarde mudou o seu nome para Evangelical Presbiterian Church, e então, tornou-se a Reformed Presbyterian Church, Evangelical Synod, quando uniram com a Reformed Presbyterian Church, General Synod.

Surge outra denominação presbiteriana de orientação teológica Reformada. Em dezembro 1973, delegados, representando cerca de 260 congregações com aproximadamente 41.000 membros comungantes deixaram a Presbyterian Church in the United States (a PCUS da região do sul). Separaram da PCUS em oposição ao liberalismo teológico que negava a divindade de Jesus Cristo, a inerrância e a autoridade de Escritura. A PCA manteve a posição tradicional acerca de que as mulheres não devem receber o governo como oficiais da Igreja. Então, reunidos na Briarwood Presbyterian Church, no Alabama, organizaram a National Presbyterian Church, que se transformou mais tarde, em 1974, na Presbyterian Church in América (PCA). Embora esta denominação tenha iniciado no sul, atualmente tem novas congregações no Norte e no Oeste dos EUA.

A maior das denominações presbiterianas é a PCUSA, mas, está perdendo muitos dos seus membros por causa do seu pluralismo teológico. A segunda é a PCA, que está crescendo, assim também a OPC, embora ainda sejam pequenas denominações mantém-se como referência da ortodoxia reformada nos EUA.



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