Sentimentos e emoçÕes negativas do enfermo



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Aula 2

SENTIMENTOS E EMOÇÕES NEGATIVAS DO ENFERMO

Numa Perspectiva Psicológica e Psiquiátrica
Toda e qualquer enfermidade é um transtorno na vida do ser humano e na vida de seus familiares. Sendo assim, vamos nos defrontar com emoções e sentimentos negativos, durante a conversa com pacientes visitados, que nos apresentarão suas queixas e até imprecações, manifestando-se uma criatura frágil e incompetente, diante de sua própria doença e por isso, precisa de auxilio.

Dentre os estados subjetivos, podemos destacar reflexivamente:


ANGÚSTIA: --- significa no original grego, estreitamento ou estrangulamento. O paciente a descreve como “Um peso”ou como “Um aperto no peito”. A psiquiatria denomina de “angustia existencial” a uma espécie de aflição psíquica, na qual o individuo sente perplexidade quando não encontra um significado para a existência humana. Bíblia associa a angústia à aflição. Vejamos: Dt. 4:30; Jó.36;15; Sl.31:7; Pv.1:27; Is.25:4; Jr.16:19; Na.1:7; Rm.2:9; II Co.1: 4; Ap.16: 11.

Mesmo que a angústia não seja tão evidente, deve-se levar em conta a presença de tal estado, pois nenhuma enfermidade é recebida como algo compreensível.


ANSIEDADE: --- difere da “angústia” porque se manifesta no paciente com evidente inquietação dos movimentos dos braços, das pernas, das mãos, dos dedos ou da cabeça. Os psiquiatras costumam conceituar a ansiedade como “uma manifestação muscular da angustia”. Para o evangélico, a ansiedade deve ser encarada como falta de Paz espiritual, consciente ou inconsciente. Vejamos: Sl. 38:7-10; Pv.12:25; Fp.4:6; I Pe.5:7
APRISIONAMENTO: --- nesta situação o homem experimenta um “estado de vida” de “rebaixamento vital”, assim como o encarcerado que é forçado a viver confinado em um presídio. Há perda de liberdade, movimento e de locomoção, além de outra restrições. No adulto percebe-se mais este estado psicológico. Vejamos: Jr.34:17; Jó. 8:32; Rm14:17; I Co.9:24,25.
DESAMPARO: --- é uma sensação produzida pela imprevisibilidade, pelo “ataque traiçoeiro” que a vida nos reserva. Daí o ditado popular: “para morrer basta estar vivo”. Esse ataque traiçoeiro põe o homem frente a frente com sua fragilidade, sem qualquer cobertura ou abrigo que defenda das doenças. Veja-se Sl. 9:10; Sl .7:4 a 6; 38:21e22; 139; Is.42:16 e Mt.27:46.
DESÂNIMO: --- ter ânimo significa possuir VIGOR, ENERGIA, FORÇA e DISPOSIÇÃO. Uma pessoa enferma não pode estar animada por causa da doença, seja em razão das dores, febre ou mal-estar. --- Ao contrário, vem, então o desânimo, a falta de esperança, a ausência de plano e de projetos para o amanhã. O desânimo pode ser psicológico, físico e espiritual --- influencia-se mutuamente. Texto a refletir: I Co.28:20; Sl.31:9,10; Sl.27:13,14; I Co.4:16
DEPENDÊNCIA: --- este é um dos sentimentos mais difíceis nos pacientes adultos; as vezes tornando-se insubordinados à norma hospitalar, criando até situações de indisciplina. --- Quem se torna auto-suficiente difícil será receber ajuda. Texto a refletir: Dt.30:20; Sl.62:5 e 6; 47:3 e 5, Mt.6:33
DESCONFIANÇA: --- estado psicológico que leva o paciente pensar que estar mais ou menos grave; quase sempre desconfiam dos médicos, familiares, medicamentos previstos. Estados que envolve uma certa atmosfera de suspeita vaga e indefinivél. Nessa condição o paciente pede ao visitador que colha informações mais precisa. Texto a refletir: Sl.37:5; 40:4; 56:3 e 4; II Co.3:4; Hb.3:14 I Jo.3:21-24 e 5:14 e 15.

DESCONFORTO: --- Qualquer que seja a doença é aborrecível e inoportuna; causa desconforto físico e psicológico; alias em muitos casos este estado é muito mais psíquico. O paciente está precisando do apoio espiritual, conforto com sabedoria bíblica. Textos a refletir: Pv.18:14; Sl.55:16 e 17; 142:1-3; Is.64:4; Hc.2:1; Jó.5:17; Rm.15:4; I Co.2:9
DESESPERO: - O mesmo que desesperação, que é o ato de desesperar (fazer perder a esperança; desanimar; desesperançar). Quase todas as pessoas costumam repetir o adágio popular que diz: “A esperança é a ultima que morre”. Todavia, ao ser hospitalizado alguém, na maioria das vezes “a esperança é a primeira que morre”. O hospital é um pesadelo para os pacientes e também para os seus familiares. Importante notar que o desespero não é manifestado abertamente, nem é expresso verbalmente na presença de qualquer pessoa. Esse desespero pode manifestar-se através de lamurias; de perguntas constantes quando poderá deixar o hospital; quanto ao seu futuro pessoal. - Texto a refletir: Sl. 62:5-8; 71:5 e 6; Jr.17:7 e 8; Rm. 8:21- 25; 15:13; I Tm.4:9 e 10.
DESLOCAMENTO: - mudança de um lugar para o outro; desvio. No hospital o paciente tem a sensação de ser “um peixe fora d’água”. Isto porque a doença interrompe a “trajetória da vida” e frusta todos os “projetos” da existência pessoal. Por isso, o doente se sente um “DESLOCADO” para fora da vida; marginalizando, fora do seu ambiente doméstico. Atenção ao tipo de deslocamento; família, esposa, filhos, emprego, etc. - Texto a refletir: Sl.54:4; 109:21-23; Pv.27:8; Is.57:18,19; Pv.21:21; Ec.7:12; Jo.10:10.
INADAPTAÇÃO: - não é o mesmo que deslocamento; enquanto este é o sentimento de “se senti fora do seu elemento natural (o peixe fora d’água)”, a inadaptação é a frustração produzida pelo insucesso no esforço de “conviver” com a realidade da doença (incluindo a hospitalização). A maioria dos pacientes não tem uma auto-crítica nesse ponto especifico. Eles ficam tão sufocados pelas emoções e pelo desconforto da enfermidade que não tem condições próprias para “reagir”. A adaptação requer objetividade e aceitação dos fatos (no caso, a doença) e traçar em seguida, uma estratégia de luta. - Texto a refletir: Sl.41:3; 42:8; Is.53:4; Mt.8:17; I Pe.2:24; 5:6,7.
INCOMPETÊNCIA: - uma pessoa é incompetente quando não tem o conhecimento, a autoridade, nem a sabedoria para executar uma determinada tarefa e no caso da enfermidade, o doente experimenta essa situação de um modo muito peculiar: ele próprio não pode fazer nada diante de certa situação. A cura está fora e distante do controle pessoal. Só os médicos poderão fazer um trabalho competente pela sua saúde. Este sentimento produz no paciente uma grande insegurança, medo, desconfiança, ansiedade, impotência, etc. - Texto a refletir: Pv.2:1-11; 3:13,14; Os.6:6; Hc.2:14; Fp.3:7,8.
INCONFORMAÇÃO: - ninguém se conforma com uma doença logo de inicio. As reações são de recusa, e inconformação, e em certos casos, de revolta. - Texto a refletir: Sl.25:15-18; Sl.6:1-5; Sl.143:10,11; Rm.12:12; 15:4,5; Is.61:1,2 Cl.2:2,3
IMPOTENCIA - entende-se como sendo a ausência de força e de poder. Esse sentimento é tanto maior quanto mais grave for a doença. O homem sente-se fragilizado e, esta constatação fere o amor próprio baixando a auto estima. O visitador evangélico, mais uma vez, precisa de uma inspiração especial para usar de sabedoria e levar o conforto necessário para este paciente. - Textos a refletir: Js.1:9; Jó:4:3,4; Sl. 18:2,3,5; 9l; Fp.4:13; Hb.12:12.
PERPLEXIDADE - esta é uma situação intelectual do ser humano quando ele se encontra diante de um fenômeno ou evento que a sua compreensão pessoal não explica. Diante do “absurdo” o homem fica perplexo. A inteligência e o raciocínio são os principais “instrumentos” do homem para interpretar os acontecimentos da sua própria existência e da vida em geral. O visitador precisa de habilidade para colocar o paciente “perplexo” diante de outro aspecto da sua vida pessoal. - Textos a meditar: Sl.119:129,130; 139:14-17; Is.55:8 e Fp.4:8.
PULSILANIMIDADE - A enfermidade vai minando, gradativamente, a coragem do ser humano, à medida em que se agravam os sintomas. Não havendo uma terapia breve, o destemor e a disposição começam a diminuir e o estado espiritual do paciente cai no abismo da covardia, da timidez, da fraqueza de ânimo. E isso é péssimo para o restabelecimento da saúde. A medicina descobriu há séculos, que a disposição para “lutar pela vida” é o mais valioso elemento no combate à enfermidade. - Textos a refletir: Sl. 46:1-5; Is.41:9,10.
TEMOR - este é o sentimento mais comum do enfermo, e de seus familiares. São vários os fatores que contribuem para o surgimento deste sentimento, a saber, entre outros: a internação em si mesma; o desconhecimento sobre as condições de tratamento oferecida pela instituição; a estrutura afetivo-emocional da constelação familiar, principalmente do pai ou da mãe. - Textos a refletir: Sl. 37:5; 56:9-11; Mt.10:29-32; I Jo. 4:16-18.
TRISTEZA - este é um sentimento de grande poder de “contágio”e que se propaga rapidamente entre os familiares. Quando adoece alguém, os seus projetos sofrem modificações: um pequeno passeio ou qualquer tipo de lazer. A tristeza pela enfermidade está muito ligada à possibilidade de morte, ainda que num plano inconsciente. O visitador evangélico deve saber desse fato e por ele deve também ter um respeito especial. Há, inclusive, recomendação Bíblica pra “chorar com os que choram...”. - Textos a refletir: Is.35:10; 61:10; Jr.31:20; I Jo. 11:35.

O Paciente Suicida

As tentativas de suicídio produzem os quadros de enfermidades mais trágicos da humanidade,

porquanto é o ser humano que se auto-flagela para morrer com suas próprias mãos.
- Rumos da Tentativa:


  1. Morte imediata, a curto e a médio prazo.

  2. Recuperação da vida com saúde parcial ou integral.

- Causas Variadas:



  1. Nas mulheres --- decepções amorosas ou maltratos sofridos no lar. Menos intensivamente, para ocultar u amor “impossível” ou proibido.

  2. Nos homens --- fracasso financeiro, impotência sexual, insucesso na carreira profissional, perda de prestigio social ou político, medo da invalidez ou velhice.

- Melancolia: doença psiquiátrica, resultante de uma deficiência temporária do metabolismo químico cerebral, que, não tratada, evolue para um estado mental muito grave, criando um enorme risco de suicídio.


- Sentimentos e emoções mais comuns que levam ao suicídio.

  1. fracasso ou derrota

  2. desespero

  3. raiva contra a vida

  4. rancor, ressentimento ou vingança

  5. tristeza

  6. incompetência

  7. impotência

  8. auto-comiseração


- Necessidade de acompanhamento sistemático.
- Fato comum entre os suicídias e desapercebidos pelos médicos e suicida.

  1. envolvimento com obras satânicas

  2. envolvimento com espiritismo de todos os tipos.

- Importante lembrar ao visitados sobre a necessidade de vida de comunhão com Deus, dependência do estado quando ao discernir situações.


Rev. José Carlos Potenciano

E-mail: jcpotenciano@yahoo.com.br



Site: www.ipbanapolis.org.br



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