Segunda vigília: pe. Dehon, profeta dos novos tempos!



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Encontro19.08.2017
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SEGUNDA VIGíLIA:

PE. DEHON, PROFETA DOS NOVOS TEMPOS!
P - Muito ouvimos e refletimos sobre Pe. Dehon. Nesta adoração a proposta é conhecer e rezar a experiência vocacional de Pe. Dehon: a vocação deste homem extraordinário que, em meio a inúmeras e sucessivas dificuldades, não hesitou em manter-se fiel até o fim. Dele podemos, com segurança e convicção, dizer que foi um profeta: um profeta dos novos tempos!
Canto de exposição do Santíssimo

L1 -O papa João XXIII captou sabiamente os sinais dos tempos. Com o Concílio Vaticano II realizou-se uma profunda renovação na Igreja, adaptando-se - sem perder a identidade - à sociedade moderna: distante de Deus, consumista, injusta em tantas de suas estruturas, violenta, mas ao mesmo tempo ansiosa de paz, dignidade, liberdade, solidariedade e justiça.

L2 - O mesmo se deu na Igreja da América Latina, principalmente a partir de Puebla.

L3 - Isso é estar atento aos sinais dos tempos. Pe. Dehon soube prestar atenção a estes sinais. Não se contentou em permanecer apenas atento. Procurou meios de agir. Algumas de suas idéias são tão atuais que parecem ter sido escritas nos dias de hoje.


T - Dai-nos, Senhor, sensibilidade e coragem para ler os sinais do nosso tempo.
Adoração em silêncio
P - Pe. Dehon nasceu numa sociedade a ser transformada. Aceitou o chamado de Deus pensando nesta sociedade. Um pensamento fortalecido pela utopia.

L1 - Recebeu de sua mãe o amor à religião e à devoção ao Sagrado Coração de Jesus.

L2 - De seu pai herdou o senso crítico e coragem de dizer o que pensava.

L3 - Ao comunicar aos pais a sua vontade de fazer-se sacerdote, sentiu-se como que abandonado. Mesmo sua mãe não aprovou aquela idéia: “Afinal, o que sabe um rapaz aos 18 anos de vida?!”. Mas Dehon se manteve firme em sua decisão. É preciso deixar pai, mãe, irmãos, pois o Reino de Deus “exige violência” (Mt 11,12); violência de amor...

L4 - É ordenado sacerdote em 19 de dezembro de 1868. Celebra sua Primeira Missa no Seminário de Santa Clara.
T - Ajudai-nos, Senhor a sermos disponíveis aos vossos apelos e projetos.

L1 - Pe. Dehon é sacerdote. Incumbido das tarefas de vigário paroquial de São Quintino, percebeu o quão difícil seria seu trabalho. Não esmoreceu. Abandona-se cada vez mais em Deus, de onde recebe forças para promover a transformação da sociedade de seu tempo.


Adoração em silêncio

P - Pe. Dehon foi um homem que soube conciliar ação e contemplação. Realizou seu ideal: tornar­-se religioso e sacerdote. Foi um homem que viveu para seu Deus e para seu povo. Uma mística o impressionava: a busca contínua e cotidiana em descobrir e realizar a vontade de Deus; de um Deus que não lhe era estranho, mas próximo.



T - Nós confiamos e cremos, Senhor: estais no meio de nós!
L2 - Sua espiritualidade estava centrada na Eucaristia. Inúmeras vezes refere-se a ela dizendo - “A missa é para os religiosos e sacerdotes do Coração de Jesus o grande ato do dia” (DE p. 146).

L3 - Dizia também: “A vida do religioso e do sacerdote do Sagrado Coração deve ser continuação de sua missa, e sua morte será como uma missa suprema pela qual completará a ação de adorar, de dar graças, de orar, de criar misericórdia, em união com Jesus que se imola sobre a cruz e o altar” (OS VII, 169).


T - Queremos viver em comunhão com o Senhor presente na Eucaristia.
L4 - Pe. Dehon não se cansava de recomendar a adoração eucarística: “A adoração reparadora será oficial. É fundamental para nossa obra. Sem a adoração, nossa obra não cumprirá sua missão...”.

“Na vida contemplativa nós formamos uma congregação adoradora” (DE p. 261-262)


T -Nós vos adoramos em espírito e verdade.
P -Aqui está, delineado, o centro da mística de Pe. Dehon e o coração de nossa mística, como membros da Família Dehoniana: a comunhão com o Cristo que se oferece ao Pai em favor da humanidade. A adoração eucarística é memória sempre atual desta oferta.
Adoração em silêncio

P -Pe. Dehon mostra-se verdadeiramente um homem de seu tempo. Não hesita em atuar, em ir onde o povo está, e em particular os pequenos e simples, os operários.

L1 -Já em seu tempo, Pe. Dehon profetiza uma nova maneira de ser Igreja, num renovado ardor: “Em paróquias tão grandes é impossível entrar em contato a não ser com algumas famílias escolhidas. Todo o resto da cidade não vê o padre senão raramente, ou nunca. Jamais teremos cidades cristãs em paróquias de 30.000 almas. É contra o bom senso. É preciso que o pastor conheça suas ovelhas e as ovelhas conhecerão o seu pastor. O relacionamento se estabelece pela confiança e muitas vezes no confessionário. É preciso ter tempo para estabelecer relações pessoais” (NHV IX 89).
T - “Novas necessidades exigem procedimentos novos” (OS III 366).
L2 - Pe. Dehon soube, acima de tudo, aceitar e entregar. Não como resignação, mas como oferta, como oblação. Isto se traduz nos lemas que dele herdamos: Eis-me aqui, Senhor, para fazer a tua

vontade (Hb 10,7) e Eis aqui a serva do Senhor (Lc 1,38).

T - Eis-nos aqui, Senhor, unidos à vossa oblação ao Pai, ajudaremos a construir a civilização do amor.


Canto de Adoração

TÃO SUBLIME SACRAMENTO adoremos neste altar,

pois o Antigo Testamento deu ao Novo seu lugar.

Venha a fé por suplemento, os sentidos completar.


Ao eterno Pai cantemos e a Jesus o Salvador.

Ao Espírito exaltemos na Trindade eterno amor

Ao Deus Uno e Trino demos a alegria do louvor. Amém

P - Do Céu lhes destes o Pão (T.P. Aleluia)

T - Que contém todo sabor (T.P. Aleluia)
P - Oremos: Deus, que neste admirável Sacramento nos deixastes o memorial da vossa paixão; concedei-nos tal veneração pelos sagrados mistérios do vosso Corpo e do vosso Sangue, que experimentemos sempre em nós a sua eficácia redentora. Vós que sois Deus com o Pai, na unidade do Espírito Santo.

T -Amém.


Canto final



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