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''Rambo'' anti-EUA gera polêmica e arrasa na Alemanha

da Efe, em Berlim

O longa-metragem ''Kurtlar Vadisi'', baseado em uma série de televisão exibida na Turquia, sobre a vingança de um ''Rambo'' justiceiro contra os Estados Unidos no Iraque, gera protestos entre a classe política na Alemanha, mas faz sucesso entre os jovens germano-turcos.
O filme, exibido na Alemanha com o título ''Tal der Woelfe'' (''Vale dos lobos''), obteve recorde de bilheteria no fim de semana, informaram hoje fontes do setor. Desde a estréia no país, em 9 de fevereiro, o longa já foi assistido por 266.600 espectadores.
O público do filme, falado em turco e legendado em alemão, é formado principalmente por jovens de ascendência turca, ansiosos para ver na tela o agente Polat Alemdar, herói da série de TV dirigida por Serdar Akar.
Com cenas de extrema violência, a história começa com uma operação de soldados dos EUA que invadem um casamento no qual turcos, curdos e árabes comemoram pacificamente a união.
A ação termina em um banho de sangue no qual o noivo é assassinado com um tiro na cabeça e continua com a humilhante captura de soldados turcos de uma base vizinha. O justiceiro Alemdar, que defende a causa turca, responde à humilhação imposta pelos EUA.
No fim de semana, o primeiro-ministro da Baviera, Edmund Stoiber, e outros políticos conservadores alemães exigiram que o filme saísse de cartaz por considerar que acirra os ânimos contra os EUA e o Ocidente.
O filme, que custou 8,4 milhões de euros --a produção mais cara da história do cinema da Turquia--, foi um sucesso de público no país e mistura ficção e realidade ao mostrar cenas alusivas aos abusos na prisão iraquiana de Abu Ghraib.
Os distribuidores do filme não se pronunciaram e a comunidade germânico-turca se manifestou contra a proibição. ''Muitas produções de Hollywood contêm uma clara hostilidade no sentido inverso'', lembrou o presidente do Fórum Germano-Turco da União Democrata-Cristã (CDU), Bülent Arslan.
O filme foi classificado inicialmente como impróprio para menores de 18 anos. Mas, após uma queixa do distribuidor turco, a restrição foi limitada a menores de 16 anos.

Disponível em: http://www.bno.com.br/portal/index.php?show_banners=false§ion=vernoticia&newscod=13796


Filme anti-EUA com Rambo turco é sucesso de público

Istambul - O filme Vale dos Lobos Iraque, cuja trama é claramente antiamericana, está lotando as salas de cinema na Turquia. Com orçamento de US$ 10 milhões de dólares, a produção, que estreou no dia três, é mais cara da história do cinema turco.

O herói do filme é o espião Polat Alemdar, que invade o norte do Iraque com um pequeno grupo de homens para vingar a morte de um soldado turco, que se suicidara depois de ser preso por americanos. No caminho, o grupo se alia com iraquianos e aniquila um grupos de soldados americanos liderados por um oficial rebelde que se diz enviado de Deus.

A obra mistura ficção com alguns fatos históricos. A primeira cena retrata um episódio real: a prisão, em julho de 2003, de soldados das forças especiais turcas por tropas dos Estados Unidos. Eles estavam em Sulaymaniyah, no norte do Iraque, e foram detidos e levados encapuzados pelos americanos, sob a mira de armas. A partir daí, a ação gira em torno de americanos maus contra turcos bonzinhos. Há tropas americanas massacrando civis em um casamento, bombardeios a mesquitas e abusos reais, como a tortura de detentos na prisão de Abu Ghraib.

O roteirista, Bahadir Ozdener, afirma que o filme "é uma forma de ação política". Segundo Ozdener, 60% a 70% do que acontece na tela é verdade. "Turquia e Estados Unidos são aliados, mas queremos dizer a dura verdade ao amigo", diz.

Em um país de maioria muçulmana com uma aliança antiga com os Estados Unidos, o filme está atraindo enorme interesse e um debate sobre se ele pode ajudar a reacender o antiamericanismo na Turquia.

Num dos maiores cinemas multiplex de Istambul, ele está em exibição em cinco salas diferentes e, assim mesmo, quase todos os ingressos foram vendidos com antecipação.

"Voltei para assistir pela segunda vez", diz um estudante. "É antiamericano, mas nós já sabemos o que eles fizeram no Iraque. A realidade é essa. Agora podemos vê-la nas telas."


Disponível em: http://www.estadao.com.br/arteelazer/cinema/noticias/2006/fev/13/80.htm



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