Sartori, Giovanni n



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Sartori, Giovanni (n. 1924) Professor italiano de ciência política. Até 1976 na universidade de Florença e depois nos Estados Unidos, em Stanford e na Columbia University de Nova Iorque. Fez o discurso fundador da Associação Portuguesa de Ciência Política em Julho de 1998.

O possível e o ideal



Estabelece uma clara distinção entre o liberalismo anglo‑saxónico, defensor do "
possível", e as democracias igualitárias latinas, defensoras do "ideal". Estas últimas são cerebrais e intelectualistas, estando marcadas por princípios a prioristicos e pelo perfeccionismo utópico, considerando a igualdade como meio para atingir a liberdade, dotada de uma estrutura mental racionalista, dogmática e definitiva bem como uma concepção conflitual onde a realidade é que se deve render à razão. Pelo contrário o liberalismo anglo‑saxónico é pragmático, defende o crescimento gradual e a experiência, considera que a liberdade é um meio de atingir a igualdade, dotada de uma estrutura mental empírica, um espírito antidogmático que procede por ensaios bem como uma concepção legalista onde a razão se deve adaptar às realidades. A sociologia política, conforme assinala Sartori, é "um híbrido interdisciplinar procurando combinar variáveis explicativas sociais e políticas, ou seja, procurando combinar os inputs sugeridos pelo sociólogo com os inputs sugeridos pelo cientista político. Pelo contrário, a sociologia da política é uma redução sociológica da política". Considera que os cultores da ciência política, quando procuram distinguir‑se do "normativismo" dos juristas e dos filósofos, que obedeceriam aos cânones das chamadas ciências ideográficas ou individualizantes, estariam as seguir os ditames das ciências nomotéticas ou generalizantes. Salienta que "há filósofos disfarçados de cientistas"tal como existem charlatães em busca de misturas de literatura, filosofia, política, quem sabe, também de poesia e outros ingredientes" Não podemos, contudo, deixar de reconhecer que também há cientistas que mais não fazem do que dar uma ilusão de cientificidade a uma determinada ideologia e, muito aristotelicamente, que a poesia pode ser mais filosófica, no sentido de mais verdadeira, do que a história. "O nosso intelligere apreende o finito, não o infinito: o que é dividido e articulado, não o indiviso e indiferenciado". Refere que "a acção do marxismo demonstrou nos últimos cinquenta anos, a falta de unidade entre teoria e praxis; mostrou que a praxis se inverte, ao contrário do que previa e desejava a teoria.... É que o behaviorismo contribuiu para "a redução da política à sociologia política", sendo comparável à jurisdicização da mesma política, para concluir:"a behaviorização da ciência política põe em questão a autonomia da política. O tratamento se reflecte no objecto. Se a ciência é o como, esse como desfocaliza o quê e termina por sufocá‑lo". Para o mesmo Sartori "numa extremidade, a ciência devora a política; na outra, a política devora a ciência. Os dois extremos se tocam, e se transformam um no outro:a obrigação do cerdadeiro politólogo é impedir que isso aconteça". O homem só era um homem inteiro se estivesse em simbiose com a polis, pelo que "o homem não político era inferior, era menos‑que homem"

foi Maquiavel o descobridor da política como algo de diferente da moral e da religião, considera, contudo, que só com o Leviathan de Thomas Hobbes, de 1651, se deu a primeira procura de cientificidade política, dado que nele "a ordem política é criada pelo seu fiat, pelo seu poder de inventar palavras, de defini‑las, de impô‑las aos súbditos". Foi, aliás, o próprio Hobbes que salientou o facto das "primeiras palavras" serem "propostas arbitrariamente pelos que em primeiro lugar deram nomes às coisas". Refere que "o caminho complexo e tortuoso da ideia da política" que "ultrapassa a cada instante, e em mil aspectos, a palavra correspondente". O behaviorismo, como salienta Giovanni Sartori, podia conduzir à redução da política à sociologia política, num processo equiparável à própria juridicização da mesma política, pondo em questão a autonomia da política. É que o tratamento se reflecte no objecto. Se a ciência é o como, esse como desfocaliza o quê e termina por sufocá‑lo. Para o mesmo Sartori, numa extremidade, a ciência devora a política; na outra, a política devora a ciência. Os dois extremos se tocam, e se transformam um no outro: a obrigação do verdadeiro politólogo é impedir que isso aconteça o caminho complexo e tortuoso da ideia da política que ultrapassa a cada instante, e em mil aspectos, a palavra correspondente






La Politica. Logica e Metodo in Scienze Sociali




Onde defende autonomia da ciência política.

1957

Democrazia e Definizioni




Bolonha, 1957 [trad. ing. Democratic Theory, Detroit, 1962; trad. fr. Théorie de la Démocratie, Paris, Librairie Armand Colin, 1973; trad. port. Teoria Democrática, Rio de Janeiro, Fundo de Cultura, 1965].

1962

A Teoria da Representação no Estado Representativo Moderno




Trad. port., Belo Horizonte, Edições da Revista Brasileira de Estudos Políticos/Faculdade de Direito da Universidade de Minas Gerais, 1962.

1964

Partiti e Sistemi di Partiti




Florença, Editrice Universitaria, 1964-1965 [trad. ing. Parties and Party Systems, Cambridge, Cambridge University Press, 1976; trad. cast. Partidos y Sistemas de Partidos, Madrid, Alianza Editorial, 1980].

1966

Stato e Politica nel pensiero di Bennedetto Croce




Nápoles, Morano, 1966. «Alla Ricerca della Sociologia Politica», in Rassegna Italiana di Sociologia, vol. IX, Roma, 1968.

1968

«Political Development and Political Engineering»




In Montgomery, J. D., Hirschman, Albert O., Public Policy, Cambridge, Massachussetts, Harvard University Press, 1968.

1968

«Tipologia dei Sistema di Partiti»




In Quaderni di Sociologia, vol. XVII, n. º Set., Roma, 1968.

1969

«Politics, Ideology and Belief Systems»




In American Political Science Review, vol. LXIII, Washington D. C., APSA, 1969.

1969

From Sociology of Politics to Political Sociology




In Government and Opposition, 4, 1969, pp. 195-214.

1970

«Per una Definizione della Scienza Politica»




In Antologia de Scienza Politica, Bolonha, 1970.

1970

Antologia di Scienza Politica




Bolonha, Edizioni Il Mulino, 1970. Ed.

1973

Correnti, Frazioni e Fazioni nei Partito Politici Italiani




Bolonha, Edizioni Il Mulino, 1973. Ed.

1975

Tower of Babel. On the Definition and Analysis of Concepts in the Social Sciences




Pittsburgh, International Studies Association, 1975. Com Fred Riggs e Henry Teune.

1976

Parties and Party Systems. A Framework for Analysis




Cambridge, Cambridge University Press, 1976 [trad. cast. Partidos y Sistemas de Partidos, Madrid, Alianza Universidad, 1980].




Trad. port. Partidos e Sistemas Partidários, Rio de Janeiro, Zahar, 1982

1979

La Política. Logica e Metodo in Scienze Sociali




Milão, Sugar Co., 1979 [trad. port. A Política, Brasília, Editora Universidade de Brasília].

1984

Social Science Concepts. A Systematic Analysis




Newbury Park, Sage Publications, 1984. Ed.

1987

The Theory of Democracy Revisited




2 vols., Chatham, Chatham House Publishers, 1987 [trad. cast. Teoria de la Democracia, 2 vols., vol. I  Los Debates Contemporaneos; vol. II  Los Problemas Clasicos, Madrid, Alianza Editorial, 1988].

1990

Elementi di Teoria Politica




[1ª ed., 1990], 3ª ed., Bolonha, Edizioni Il Mulino, 1995 [trad. port. Elementos de Teoria Politica, Madrid, Alianza Editorial, 1992].

1991

«Repenser la Démocratie. Mauvais Régimes et Mauvaises Politiques»




In Revue Internationale des Sciences Sociales, vol. 129, n. º Ago., Paris, 1991.

1993

La Democracia Despues del Comunismo




Madrid, Alianza Editorial, 1993.

1993

«Totalitarianism, Model Mania and Learning from Error»




In Journal of Theoretical Politics, vol. 5, n. º 1, 1993.

1993

Democrazia. Cosa è




Milão, Rizzoli Editori, 1993.

1994

Comparative Constitutional Engineering. An Inquiry into Structures, Incentives and Outcomes




Nova Iorque, New York University Press, 1994.



Politica (La). Logica e Metodo in Scienze Sociali Sartori, Giovanni.

Antologia de Scienza Politica, 1970 Sartori, Giovanni.

Representação, 1962 Sartori, Giovanni.

Correnti, Frazioni e Fazioni, 1973 Sartori, Giovanni.

Tower of Babel, 1975 Sartori, Giovanni.

Partiti e Sistemi di Partiti, 1964-1965 Sartori, Giovanni.

Democrazia e Definizioni, 1957Sartori, Giovanni.

Theory (The) of Democracy Revisited, 1987 Sartori, Giovanni.

Elementi di Teoria Politica, 1990 Sartori, Giovanni.

Teoria Política, 1990 Sartori, Giovanni.

Democracia Despues del Comunismo, 1993 Sartori, Giovanni.

Croce, 1966 Sartori, Giovanni.

Democrazia. Cosa è, 1993 Sartori, Giovanni.

Engenharia Constitucional, 1994 Sartori, Giovanni.



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