Santa Clara y una comunidad sin distinciones de clase o riqueza: diversidad e inclusión



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Encontro07.09.2018
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Santa Clara e uma comunidade sem distinções de classe ou riqueza: diversidade e inclusão.

Se alguém, por inspiração divina, vier ter connosco,

com intenção de abraçar esta vida,

a abadessa está obrigada a pedir o consentimento de todas as irmãs... Na eleição da abadessa, as irmãs observarão as normas do Direito Canônico.

E se em alguma ocasião parecer à

totalidade das irmãs que a abadessa

não é capaz para o cargo e bem comum de todas,

são obrigadas as ditas irmãs,

no mais curto espaço de tempo,

a eleger outra abadessa e ame, segundo a forma prevista.

(A abadessa) Observe em tudo a vida comunitária,

de maneira especial na igreja, no dormitório,

no refeitório e na forma de vestir...

A abadessa deve convocar as irmãs a capítulo,

pelo menos uma vez cada semana...

Os assuntos respeitantes à utilidade e bem comum,

devem ser tratados em capítulo.

Com efeito, muitas vezes é ao mais pequenino que o Senhor

revela aquilo que mais convém...

Para conservar a unidade do amor mútuo e da paz,

a eleição das responsáveis para os

cargos comunitários seja feita com o

comum acordo de todas as irmãs.”
Regra de santa Clara
Reflexão

Quando Clara de Assis iniciou o seu estilo de vida junto a outras mulheres de Assis, deram-lhe uma regra com base na regra das monjas cistercienses. Em nesta o título de abadessa era o que definia a pessoa que guiava a comunidade, para Clara este nome tinha fortes conotações que a afastavam do seu ideal evangélico de simplicidade e fraternidade. Finalmente foi persuadida por Francisco e aceitou o título, mas Clara renunciou ao estatuto superior que implicava este título. De não ser assim a vida da nova comunidade não se haveria comprometido na recuperação de umas relações afetuosas sem distinções de classes, riqueza ou estatutos, entre as irmãs.

Este é um princípio fundamental para um estilo de vida não-violenta e para assumir a não-violência activa como uma maneira de viver e de estar no mundo. Esta divergência radical com os costumes do seu tempo nos obsequia muitos elementos dignos de consideração no dia de hoje. Nesta comunidade, abraçar a pobreza de Cristo significava seguir a Cristo, quem não reivindicou o “estatuto” da sua natureza divina, senão que assumiu a condição humana em toda a sua beleza e em toda a sua fragilidade. Numa comunidade de este tipo, a beleza e a fragilidade de cada pessoa deve ser assumida por todas as irmãs sem distinções.

Dentro de este marco de relações “de igualdade” as irmãs mais jovens da comunidade tinham o mesmo direito e a mesma obrigação a falar nas reuniões semanais como qualquer das outras irmãs. Em são Damião, as decisões faziam-se por consenso. Não havia irmãs de segunda classe o criadas, nem habitações especiais, nem distinção dentro da fraternidade.

Nem Clara nem Francisco usavam a determinação de comunidade ou vida em comum; para falar da inter-relação entre os irmãos ou as irmãs, faziam referencia a relações de parentesco familiar, concretamente falavam de “frei” ou “sor” irmão e irmã. Para além da vida comum, o que eles valoravam era a relação como irmãs e irmãos da mesma família, de aí que o estilo de vida proposto por ela e Francisco apoiava e promovia este forma de relação com todas as suas conseqüências.

No contexto das relações com as suas irmãs, Clara sempre se referia a si mesma como a criada de todas, como a pequena planta de Francisco ou nas suas cartas a Inês de Boemia: “que vos lembreis nas vossas orações desta vossa serva, embora indigna, e das restantes irmãs que comigo moram neste mosteiro” (1CCL).

Clara podia haver continuado sua vida dentro das muralhas de Assis, na sua casa familiar e seguir vivendo desde aí uma vida de penitencia junto aos seus familiares, amigas e criadas. Mas optou por sair da cidade para viver numa estrutura de relações fraternas e afetuosas com mulheres de outras condições sociais, criadas, campesinas, burguesas, nobres, criou uma nova estrutura social para o seu tempo.

Muitos movimentos actuais de não-violência activa procuram criar as estrutura sociais e econômicas que promovem este mesmo tipo de relação de liberdade e de respeito: capacitação para a diversidade, alternativas econômicas com base na reciprocidade mais que em exploração, reforma agrária que respeite a terra e toda a criação,...

Clara de Assis uma mulher do S. XIII foi capaz de estabelecer e criar umas estrutura onde as relações se humanizaram graças à sua opção de seguir o caminho evangélico proposto por Jesus.

Interiorizemos

Quê experiências da tua própria vida, comunidade e cultura são exemplo dos desafios e possibilidades de afirmar “a diferença sem divisão”?



O Evangelho de Jesus pode-nos ajudar a recriar estas estruturas de igualdade e entrega sem restrições?






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