Samael Aun Weor a revolução de Belzebu



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Samael Aun Weor
A Revolução de Belzebu

DEDICATÓRIA



Dedico este livro aos homens de vontade de aço, aos grande rebeldes, às águias altaneiras, aos que jamais se dobraram ante o fustigar de nenhum tirano, aos super-homens da humanidade, aos grandes pecadores arrependidos, porque deles sairá uma raça de Deuses.
Sei demasiadamente que toda essa fauna de mentecaptos teosofistas, rosacruzes e espíritas da Colômbia lançarão uma vez mais suas difamações contra o Mestre da Fraternidade Branca, Samael Aun Weor, somente pelo fato de ser colombiano, pois é uma tremenda verdade que ninguém é profeta em sua terra.
Se alguém viesse do Oriente falando em inglês ou sânscrito, toda essa fauna de pietistas beijarão seus pés, mesmo que se trate de um impostor, porém, que na Colômbia exista um Mestre colombiano isso sim é que não podem aceitar esses tontos do espiritualismo, e cheios de ira acabarão cravando os pregos de sua cruz a marteladas, e se mofarão do Mestre, e cuspirão em seu rosto, porque é uma tremenda realidade que ninguém em sua terra é profeta.
Por isso, lemos no Novo Testamento estas palavras do Cristo: “E continuou: Decerto vos digo que nenhum profeta é aceito em sua própria terra”. (Lucas 4:24)
Assim, pois, não é de se estranhar que os mesmos espiritualistas da Colômbia tratem de ridicularizar-me, porque o próprio Jesus deu testemunho de que o profeta em sua terra não tem honra.
Esta sublime mensagem que eu, Samael Aun Weor, entrego à humanidade,inevitavelmente será rechaçada pela maior parte dos “sabichões” do rosacrucianismo, do teosofismo, do espiritismo e até por certos grupos de castrados volitivos cheios de pietismo, tais como os denominados Irmãos Herméticos de Lúxor, famosos por sua preguiça mental; os denominados Martinistas, sequazes do mago negro Papus; os denominados budistas livres, entre os quais abunda o homossexualismo; os partidários de Max Heindel, famosos por sua ignorância; e os exploradores das distintas religiões do mundo... e que é tremendamente real e verdadeiro que as muitas letras corrompem.
Contam-se aos milhões os eruditos do espiritualismo que sabem de tudo e não sabem nada. Eles discutem, eles polemizam, eles argumentam e se declaram amos do saber, porém no fundo não são senão pobres mentecaptos cheios de ódio, cheios de egoísmo, cheios de invejas, cheios de intrigas e rancores.
É que para se chegar à Alta Iniciação não se necessita ser erudito, o que se requer é ser perfeito, como Nosso Pai que está nos Céus é perfeito.
À Alta Iniciação não se chega com o intelecto senão com o coração. E existem verdadeiros Mestres da Fraternidade Branca que nem sequer sabem ler nem escrever, e, sem embargo, são grandes sábios iluminados.
O tempo que esses mentecaptos das tão famosas escolas espiritualistas perdem, enchendo a cabeça de teorias e misticismos enfermiços que a nada conduzem, deveriam empregá-lo em corrigir todos os seus defeitos e acabar com todas as suas travas morais, porque ao Gólgota da alta Iniciação sobem somente as almas de coração puro e santo.
O intelecto não chega jamais à Iniciação. Só o coração chega ao Gólgota da Alta Iniciação; a maior parte dos espíritas, teosofistas, rosacruzes, já estão corrompidos, e estão com a cabeça cheia de teorias absurdas e preconceitos ancestrais, eles não dão “passe” a nada novo. Quando entrou em circulação nosso livro intitulado “O Matrimônio Perfeito”, não houve espiritualista na Colômbia que não lançasse contra nós a infâmia de suas críticas, e é que os estultos não estudam para aprender, senão para criticar.
Cada escola, sociedade ou loja espiritualista tem seu “tiranete” e sua “camarilha” de mentecaptos, que não querem nada de novo. Nenhum “chefinho ou tiranete de aula ou loja” quer admitir algo que possa ameaçar sua existência e o “negócio” de sua congregação.
Dentro de pouco rugirão os canhões da Terceira Guerra Mundial e então os que hoje se burlam de Samael Aun Weor terão que escutá-lo (e em que forma horrível).
“A Justiça é a suprema piedade e a suprema impiedade da Lei.”
Os Deuses julgaram a Grande Rameira (a humanidade), e a consideraram indigna, a sentença dos Deuses é:
Ao Abismo!
Ao Abismo!
Ao Abismo!
Homens da Idade de Aquário! Homens do século 21! Homens do século 30! Permanecei firmes na Luz, recordai-vos que os homens do século 20 foram uns bárbaros, e que todos eles pereceram e foram castigados por suas maldades. Que isto sirva de exemplo para que permaneçais firmes na fé em Cristo.
Homens de aquário, apurai vosso Caminho à Luz, redimi-vos e fusionai-vos com vossos Íntimos antes que os malvados do século 20 saiam do Abismo. Um novo signo de trevas se acerca (Capricórnio), e vos toca estar alertas e vigilantes, porque a terra será novamente invadida pelas “Almas-Demônios” da Negra Idade que no século 20 eu, Samael Aun Weor, encerrei no Abismo, para que vós tivésseis a felicidade que agora estais desfrutando.
Homens de Aquário, a vós especialmente dedico este livro que os bárbaros do século 20 não entenderam. Homens do século 20, ouvi a palavra de Jeová: “E lhes dirás: Assim disse Jeová dos exércitos: Assim quebrantarei este povo e esta cidade (s civilização atual) como quem quebra uma vasilha de barro, que não se pode restaurar mais; e no Tofet ( vale da matança)serão enterrados, porque não haverá outro lugar para matar”. (Jer. 19:11)

Samael Aun Weor



I

REVOLUÇÃO DE BELZEBU



Canta, ó Deusa da Sabedoria, a majestade do fogo!
Levantemos nossas taças e brindemos pela Hierarquia das Chamas...
Escancaremos nossas ânforas de ouro e bebamos o vinho da luz até embriagar-nos...
Ó Demóstenes! Quão rápidos foram teus pés em Queronéia...
Mesmer, Cagliostro, Agripa, Raimundo Lulle, a todos conheci, a todos vi, e os chamaram loucos.
De onde tirastes vossa Sabedoria? Por que a morte selou vossos lábios? Que se fizeram de vossos conhecimentos?
Beberei o vinho da sabedoria esta noite, no cálice de vossos augustos crânios e num gesto de rebeldia onipotente me rebelarei contra a antiga dificuldade.
Romperei todas as cadeias do mundo e me declararei imortal, mesmo que me declarem louco...
Empunharei a espada de Dâmocles e farei ruir o inoportuno hóspede...
Porém, não poderás contra mim, muda caveira, porque sou Eterno...
Cristo Ígneo, Cristo ardente, levanto meu cálice e brindo pelos Deuses, e Tu, batiza-me com fogo...
De onde surgiu esta enorme criação?
De onde surgiram estas imensas massas planetárias que, como monstros milenares, parecem sair das fauces do Abismo, para cair noutro mais terrível e espantoso que o primeiro?
Levanto meus olhos ao alto e sobre a cabeça ígnea do maior de todos os sacrificados leio esta palavra: INRI. IGNIS NATURA RENOVATUR INTEGRAM (O Fogo Renova Incessantemente toda a Natureza).
Sim, amados discípulos, tudo no Universo não é senão granulações do FOHAT.
Ó Hierarquias do Fogo! Ó Hierarquias das Chamas!
Rosas ardentes, ardentes... Serpentes ígneas... Silvai... Silvai eternamente sobre as águas da vida, para que surjam os mundos... Silvai, silvai, silvai eternamente, com o silvo do Fohat, Santas Chamas... Bendito seja o FIAT luminoso, o Fiat espermático do eterno Deus vivente que pôs em existência o universo.
Divino fogo, tu és o lume divinal de todas as existências infinitas e quando a chama subterrânea devorar a forma e queimar os fundamentos do mundo, tu serás como eras antes, sem sofrer mudança alguma. Ó fogo divino e eternal!
“O Fohat fecunda a matéria caótica e surgem os mundos da existência. Tudo o que tem sido, o que é e o que será, é filho do fogo...”
O fogo do Espírito Santo é a chama de Horeb... O Fohat vive em nossos testículos. É só questão de colocá-los em atividade por meio da Magia Sexual para converter-nos em Deuses, em Devas, em Seres divinos e inefáveis. O fogo da castidade é o fogo de Pentecostes, é o fogo da Kundalini... É o fogo que Prometeu roubou do céu... É a chama sagrada do templo que as Vestais acendem... É a chama de tríplice incandescência, é o carro de fogo com que Eliseu subiu ao céu...
Nos tempos do antigo Egito, o neófito que aspirava ser um alquimista, para despertar o fogo divino, deveria casar-se com uma mulher madura, porém se o fazia com uma mulher jovem, havia de demorar alguns meses antes de efetuar a conexão sexual. Entre as condições matrimoniais estava a obediência à sua mulher, a quem o alquimista se sujeitava com muito prazer...
“Introduzir o membro viril na vagina e retirá-lo sem derramar o sêmen, esta é a velha fórmula dos antigos alquimistas. Com ela desperta-se a serpente ígnea e conseguimos a união com o Íntimo, o Real Ser, aquele Ruach Elohim que segundo Moisés trabalhava as águas no princípio do mundo. Então nos convertemos em Rei-Sol, em Mago Triunfador da Serpente...”
Fazemo-nos Deuses onipotentes e com a espada de Dâmocles derrotamos a morte... A natureza inteira se dobrará ante nós e as tempestades servirão de almofada a nossos pés.
Fohat é o Elixir da Longa Vida e com este elixir poderemos conservar o corpo através de milhões de anos... A mulher é a Vestal do Templo... A mulher acende a Chama... de nosso arquivo sonoro, o qual vibra nos espaços cósmicos com essa tremenda e inefável alegria dos extensos céus de Urânia...

Mulher, eu te amo...


há muitas noites
que choro muito... muito...
e ao fim da jornada escuto teus cantares,
e vibram de amor os sonolentos astros,
e beijam-se as musas celestiais com teus cantos...
És um livro selado com sete selos.
Não sei se és dita ou veneno.
Estou à borda de um Abismo que não entendo,
sinto medo de ti e de teu mistério.
Mulher, eu te adoro...
Quero beber licor de Mandrágoras,
quero beijar teus seios,
quero sentir o canto de tuas palavras
e acender meus fogos.
Mulher, não podes me esquecer,
disseste que me amavas,
juraste-me teu carinho,
em noites adoradas...
em noites de idílio
em noites perfumadas
de cantos e de ninhos...
Antiga sacerdotisa, acende meu pavio,
acende minha chama de tríplice incandescência,
núbil Vestal do templo divino...
entrega-me os frutos da ciência...

Por Aun Weor

II

A ARCÁDIA



Quem é esse jovem de túnica cinzenta, olhos negros e profundos, nariz aquilino, corpo alto e cabelo eriçado?
Quem é esse jovem alegre que ri gostosamente em tertúlia com amigos, despreocupado e feliz na orgia?
Ah! É Belzebu, o rei da festa, o simpático amigo das tabernas, o alegre companheiro da orgia, o romântico galã despreocupado da antiga Arcádia...
Tenho penetrado clarividentemente na Época de Saturno... aqui não vejo nada vago nem vaporoso... Besant, Leadbeater, Heindel, Steiner, onde estão vossos poderes? Que se fizeram de vossos conhecimentos? Para que me falais de coisas vagas, quando tudo aqui é concreto e exato?
Esses homens da Época de Saturno eram homens... e homens de verdade, porque tinham um Ser e sabiam que o tinham...
As humanidades sempre são análogas. Esses homens da Época de Saturno eram como os atuais... O ambiente semelhante... Quando se fala de humanidade, vêm à mente megócios, tabernas, prostíbulos, orgias, belas jovens cativantes, disputados galãs, princesas roubadas, velhos castelos, Tenórios de Barrio e poetas tresnoitados.
O ancião que passa, o menino que chora, a mãe que arrulha uma esperança e o frade que murmura alguma oração... enfim, toda essa gama de qualidades e defeitos variados que constituem os valores humanos...
A humanidade é uma matriz onde se gestam Anjos e Demônios... Dela não sai senão isto: Anjos e Demônios...
Quando as Mônadas Divinas animam os três reinos inferiores não há nenhum perigo. O perigo está ao se chegar ao estado humano. Desse estado sai-se para Anjo ou Demônio...
Belzebu foi um grande rebelde que sacudiu sua cabeça, e sua cabeleira alvoroçava sobre as taças e delícias da Arcádia... Teve ânsias de Sabedoria e suas asas de águia rebelde não cabiam dentro do galinheiro paroquial.
Seu verbo tremendo e fogoso desconcertava os imbecis e desmascarava os traidores com seus provérbios contundentes e luminosos...
Em sua alma ardia o fogo da eternidade e um grito de rebeldia sacudia suas entranhas de titã... Gozava de toda classe de comodidades e habitava uma confortável e luxuosa da Arcádia...
Esse era seu ninho de águia rebelde...
Toda a matéria era mental... Todos os humanos usavam corpos astrais...
Comiam, vestiam, bebiam e divertiam-se como agora porque o corpo astral é um organismo quase tão denso como o físico e estava analogamente constituído como o físico.
Certamente os homens da Arcádia recordavam antigos cataclismos e formosas tradições milenárias... de épocas pré-saturnianas... Porém, no pleno apogeu do estado humano a vida era semelhante à atual...

Fetichistas folgazãs...


de alegres camaradas...
pálidos lumes
e licor de Mandrágoras.
Noites de borrasca e orgia...
noites de carnaval...
Romances de amor e poesia...
que vale mais não recordar...
Donzelas de cor morena
que caem entre os braços...
e são como o vento ligeiras
com esses trajes de raso...

III


MAGIA BRANCA E MAGIA NEGRA

Há sete Verdades, sete Senhores sublimes e sete Segredos...


O segredo do Abismo é um dos sete segredos indizíveis...
Abbadon é o Anjo do Abismo. Veste túnica negra e gorro vermelho como os Dugpa e os Bonpo do Tibet oriental e das comarcas de Sikkim e Butão, como os magos negros do Altar de MATHRA (pronunciado MASSRA, pelos Rosacruzes da Escola Amorc da Califórnia).
Magos de gorro vermelho são também os veneráveis ANAGÁRICAS e, enfim, os grandes hierarcas das cavernas tenebrosas...
Uma coisa é a Teurgia e outra coisa é a Necromancia... O Mestre Interno do Teurgo é seu Íntimo. O Mestre Interno do Necromante é seu Guardião do Umbral, o qual chamam de o Guardião de sua Consciência, o Guardião do Recinto, o Guardião de sua Câmara, o Guardião de seu Sanctum...
O Íntimo é nosso espírito divinal, nosso Real Ser, nosso Anjo Interno.
O Guardião do Umbral é o fundo interno de noso Eu Animal.
O Íntimo é a chama ardente de Horeb, aquele Ruach Elohim que segundo Moisés trabalhava as águas no princípio do mundo. É o Rei Sol, nossa Mônada Divina, o ‘Alter Ego’ de Cícero.
O Guardião do Umbral é nosso Satã... Nossa besta interna, a fonte de todas as nossas paixões animais e apetites bestiais...
O Real Ser do Teurgo é o Íntimo. O Eu Superior do Necromante é o Guardião do Umbral.
Os poderes do Íntimo são divinos. Os poderes do Guardião do Umbral são diabólicos.
O Teurgo rende culto ao Íntimo. O Necromante rende culto ao Guardião do Umbral.
O Teurgo vale-se dos poderes do Íntimo para seus grandes trabalhos de Magia prática. O Necromante rende culto ao Guardião do Umbral para seus trabalhos de Magia Negra.
Chegamos ao império da alta e baixa magia.
A Luz Astral é o campo de batalhaentre os magos brancos e negros. A Luz Astral é a chave de todos os Impérios e a chave de todos os Poderes. Este é o grande agente universal da vida. Nela vivem as colunas de Anjos e Demônios...
Para se chegar à Teurgia tem-se que primeiro ser alquimista e é impossível sê-lo sem uma mulher...
VITRIOLO é uma das chaves do Alquimista Gnóstico. Esta palavra significa: Visita Interiorem Terrae Rectificandum Invenias Ocultum Lapidum (Visita o interior de tua terra, que retificando encontrarás a pedra oculta).
A chave está no vidro líquido flexível, maleável... Este vidro é o Sêmen. Temos que nos fundir dentro de nosso próprio laboratório orgânico para aumentar e retificar nosso vidro líquido, a fim de aumentar com heroísmo a pedra filosofal, a força de Nous, o Logos Imortal, a Serpente Solar que no fundo de nossa alma dorme com silente inquietude.
A mulher é a Vestal do Templo, e a Vestal acende o fogo sagrado de tríplice incandescência.
O elixir da longa vida é ouro potável e esse ouro é o Sêmen... O segredo está em conectar-se sexualmente com a Sacerdotisa e retirar-se antes de derramar o sêmen.
I... A... O... Essas três vogais deverão ser pronunciadas durante o transe sexual assim: Cada letra requer uma exalação completa dos pulmões . Logo que se encham completamente, pronuncia-se a primeira. Mais uma inalação e vocaliza-se a segunda, mais outra e pronuncia-se a terceira. Isso deve ser feito mentalmente quando a Sacerdotisa não está preparada, evitando assim más interpretações de sua parte.
Com esta chave desperta nossa Kundalini e por fim chegamos ao matrimônio de Nous e conquistamos a Bela Helena, pela qual tantos ilustres guerreiros da velha Tróia pelejaram.
A Bela Helena é a Mente Ígnea da Alma que já desposou com seu amado, o Íntimo.
A Bela Helena é a Mente Ardente do Teurgo. Com essa mente, o Teurgo transmuta o chumbo em ouro real e efetivo... O Teurgo empunha a espada e como um Rei da Natureza ressuscita os mortos, cura os cegos, os coxos e os paralíticos... Desata os furacões e heróico passeia pelos jardins de fogo da Natureza.
Que lógica indutiva ou dedutiva serve de base aos Neoplatônicos Plotino e Porfírio para combater a Teurgia fenomênica?
Todas as existências infinitas do Universo são filhas da Teurgia Fenomênica... Há uma enorme diferença entre o espelho da Teurgia e o espelho da Necromancia. O espelho de Elêusis é diferente do Espelho de Papus e da Escola da Amorc, da Caifórnia.
O espelho da Escola de Papus é Necromancia e Magia Negra. O espelho dos Mistérios de Elêusis é pura e divina Teurgia.
O Iniciado de Elêusis em estado de Mantéia (Êxtase) pronunciava a sílaba sagrada e então aparecia no resplandecente espelho o Íntimo do iniciado, todo feito Luz e Beleza... Muitas vezes o iniciado provocava o estado de mantéia bebendo o cálice do vinho que o transportava à fonte inefável do Amor.
O Necromante da Escola de Sodoma roga ao Guardião do Umbral para que apareça no espelho e uma vez feita a visão o candidato fica escravo do Guardião do Umbral e convertido em Mago Negro.
O ritual de primeiro grau da Escola Amorc da Califórnia é o crime mais monstruoso que se tem cometido contra a humanidade. O discípulo olhando o espelho invoca o monstro do umbral com estas nove perguntas que faz a si mesmo:

1ª. Desejaríeis conhecer o mistério de vosso ser?


2ª. Escutaríeis a voz que responde?
3ª. Existirá dúvida entre vós e o vosso Eu Interior?
4ª. Conheceis o Eu Interior? (O Guardião do Umbral.)
5ª. Já ouvistes falar da Consciência?
6ª. Sabeis que a consciência é a voz interna e que fala quando se lhe dá oportunidade de fazê-lo?
7ª. Dareis à consciência liberdade para que vos fale?
8ª. Sabeis que vossa consciência é o vosso Guardião e, portanto, o Guardião deste Sanctum?
9ª. E sabeis que este Sagrado Guardião estará sempre presente neste Sanctum para guiar-vos e proteger-vos?

Essas perguntas se faz ao ingênuo discípulo e depois de recitar alguns outros parágrafo de Magia Negra ante o espelho, diz: “Ante meus Fratres e Sórores e em presença do Guardião do Sanctum proclamo que me aproximei do Terror do Umbral e que não tive terror por minha alma. Agora sou um morador do umbral. Purifiquei-me e tenho ordenado a meu verdadeiro Eu (o Guardião do Umbral) que tenha domínio sobre meu corpo físico e minha mente”.


Assim, o ingênuo discípulo fica convertido em mago negro, escravo do Guardião do Umbral e das trevas.
Este ritual de Magia Negra, adaptada hoje ao século 20, é antiqüíssimo. Belzebu, depois de haver passado por ele, na antiga Arcádia, começou sua horrível carreira de demônio. Com justa razão o reformador tibetano Tsong Kapa em 1387 lançou às chamas quantos livros de necromancia quantos encontrou. Porém, alguns Lamas descontentes aliaram-se com os Bonpos aborígenes e hoje formam uma poderosa seita de Magia Negra nas comarcas de Sikkim, Butão e Nepal, entregues aos ritos negros mais abomináveis.
IÂMBLICUS, o grande Teurgo, disse: “A Teurgia nos une mais fortemente com a divina natureza. Esta natureza engendra-se por si mesma e atua por meio de seus próprios poderes. É inteligente e mantém tudo. É o ornamento do Universo e nos convida à inteligente verdade, à perfeição, a compartilhar a perfeição com os demais. Tão intimamente nos une a todos os atos criadores dos Deuses, na proporção de cada um, que logo ao cumprir os sagrados ritos, consolida a alma nas ações de inteligência dos Deuses, até que se identifica com elas e é absorvida pela primordial e divina Essência. Tal é o objetivo das Iniciações Egípcias”.
Iâmblicus invocava e materializava os Deuses planetários.
Primeiro se é Alquimista, logo Mago, e, por último, Teurgo.
Praticando Magia Sexual despertamos a Serpente e nos tornamos Teurgos. Todo o segredo está em aprender a conectar-se com a mulher e retirar-se sem derramar o sêmen.
Nos Mistérios de Elêusis, o baile desnudo, a Magia Sexual e a música deliciosa eram algo inefável.
A Igreja Gnóstica abriu suas portas à humanidade inteira e a mim, Samael Aun Weor, coube-me difundir a sabedoria da serpente entre a humanidade doente.

ELÊUSIS


Mantéia, Mantéia, Mantéia...
A Música do Templo me embriaga
com este canto delicioso...
e esta dança sagrada.
E dançam as exóticas sacerdotisas
com impetuoso frenesi de fogo
repartindo luz e sorrisos,
naquele rincão do céu.

Mantéia, Mantéia, Mantéia,


e a serpente de fogo,
entre mármores augustos,
és a princesa da púrpura sagrada,
és a Virgem do muros vetustos.

És Hadit, a serpente alada,


esculpida nas velhas calçadas de granito,
como uma Deusa terrível e adorada,
como um gênio de antigos monólitos,
no corpo dos deuses enroscada.

E vi em noites festivas,


Princesas deliciosas em seus leitos,
e a musa do silêncio sorria nos altares
entre os perfumes e as sedas.

Mantéia, Mantéia, Mantéia,


Gritavam as Vestais
Cheias de louco frenesi divino,
e silenciosos as miravam os deuses imortais
sobos pórticos alabastrinos.

Beija-me, amor, beija-me, que te amo...


e um sussurro de palavras deliciosas...
estremeciam o Sagrado Arcano...
entre a música e as rosas
daquele santuário sagrado.

Bailai, exóticas dançarinas de Elêusis


entre o tilintar de vossas campainhas,
Madalenas de uma via-crúcis
Sacerdotisas divinas...

IV

OS DOIS CAMINHOS



E a este povo dirás: Assim disse Jeová: Eis que aqui ponho diante de vós caminho de vida e caminho de morte” (Jer. 21:8)
À sombra do licor e da orgia cresce a enfeitiçada flor do delito.
À sombra da folhagem núbil da paixão o animal selvagem e o réptil rasteiro formam seu ninho.
Em meio à bebedeira e ao bacanal, Belzebu aprendeu a jogar grandes somas de dinheiro. E o dinheiro, bem como o pecado original, são coexistentes: ambos são a tragédia do ser humano.
O jogo levou à ruína e ao suicídio a dama elegante, o astuto cavalheiro, o homem de trabalho e o jogador boêmio...
Belzebu aprendeu o vício do jogo e ria alegre no bacanal, entre o seco ruído dos dados e o abrir alegre e triunfador de outra garrafa.
Porém, nunca faltava na orgia um personagem misterioso. Este fatídico personagem de rosto sinistro vestia túnica negra ao estilo da Arcádia e em suas orelhas reluziam sempre grandes brincos de ouro.
Que mistério envolvia esse sinistro personagem?
Era acaso algum gênio da luz, vindo de remotas esferas?
Era acaso algum luminoso Senhor da Chama ou algum antigo habitante de alguma época histórica já desaparecida? Não, nada disso. Este era tão-só um horrível e monstruoso transgressor da Lei: Um mago negro. Belzebu aprendeu desse mago negro certas chaves secretas para ganhar no vício do jogo. A amizade se mesclava com o agradecimento e a orgia, e assim o sinistro personagem foi conduzindo sua vítima pelo caminho negro...
Os homens da Época de Saturno usavam corpos astrais e eram de alta estatura. Estes atuais corpos humanos eram tão-somente gérmens com possibilidades de desenvolvimento. Os atuais Íntimos humanos então eram só chispas virginais que animavam o reino mineral. Porém, Belzebu era um homem daquela Época porque tinha um Ser e sabia que o tinha. se houvesse seguido pelo augusto e estreito caminho que conduz à Luz, teria se tornado um Senhor da Mente, um Filho do Fogo, como os seus mais queridos amigos. Porém, o licor, o prazer, o jogo e a fornicação com suas flores exóticas de beleza maligna e sedutora hipnotizaram o débil e o levaram ao Abismo.


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