Rogério jolins martins



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INSTITUTO TEOLÓGICO DE SANTA CATARINA

CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIÁLOGO ECUMÊNICO E

INTER-RELIGIOSO


A MÍSTICA ECUMÊNICA: CENTRALIDADE DA EXPERIÊNCIA DE FÉ NO MUNDO PÓS-MODERNO

ROGÉRIO JOLINS MARTINS

FLORIANÓPOLIS, 2007.

OBJETIVOS

Verificar, como ponto de partida, os entraves que se apresentam para um paradigma ecumênico e inter-religioso.

Analisar a essência mística de cada uma das religiões propostas.

Descobrir a inter-relação existente entre as várias correntes místicas.

Propor a mística como centralidade, ou princípio, da experiência de fé no mundo pós-moderno.

ÍNDICE


RESUMO 5

INTRODUÇÃO 6

I – ECUMENISMO E DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO: ENTRAVES E NECESSIDADES 8

1.1 – Desafios da realidade plural 9

1.2 - Uma experiência de fé em crise 12

1.3 - Uma religiosidade contestada 16

1.4 - Mudança de paradigma 19

1.5 - Reinterpretar para crer 21

II – MÍSTICA: UNIDADE NA DIVERSIDADE 24

CENTRALIDADE DA EXPERIÊNCIA DE FÉ NO MUNDO 24

PÓS-MODERNO 24

2.1 – Mística: definição e conceitos 25

2.2 – Elementos da Mística Budista 28

2.3 – Elementos da Mística Hindu 32

2.4 – Elementos da Mística Espírita 37

2.5 – Elementos da Mística Islâmica 40

2.6 – Elementos da Mística Judaica 44

2.7 – Elementos da Mística Cristã 48

III - O ESPAÇO DO ENCONTRO 53

3.1 – A busca do encontro 54

3.2 - O Espaço do Encontro 58

3.3 - O risco do encontro 60

3.3.1 – O risco da fusão dos símbolos 62

3.3.2 – O risco da fusão na cooperação 64

3.3.3 – O risco da fusão no anúncio 66

3.3.4 – O risco da fusão na oração 67

3.4 - O cuidado no encontro 68

CONCLUSÃO 70

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 72

Escrituras Sagradas 72

Dicionários 72

Livros 73

Documentos 75

Revistas 76

Jornais 76

Material de Audio 76

Endereços eletrônicos 76



RESUMO

O trabalho evidencia a mística ecumênica e inter-religiosa como centralidade da experiência de fé, para o homem, no mundo pós-moderno. A pergunta: “é possível falar num espaço em que todas as experiências místicas se encontram?” serve de fio condutor deste estudo, que se propõe analisar no que de fato o homem de hoje acredita e lançar luz numa proposta de fé que seja crível a esse mesmo homem. Devido à mudança de paradigma no contexto atual, em que se vive a pluralidade efervescente de opções religiosas e culturais num mesmo ambiente, e num curto espaço de tempo, as religiões institucionais encontram dificuldades de adaptação. Trata-se da corrosão das convencionalidades arcaicas que surgiram historicamente nas religiões, mas não de sua essência; das divisões existentes entre elas, que geram conflitos e são seriamente questionadas pelo homem de hoje, levando alguns a dizer da urgência em reinterpretá-las para crer. Sobre esse fenômeno, alguns outros autores dizem se tratar de uma crise das religiões e do antigo modelo como um todo, quando se apresentam fragmentados. Contudo deve-se levar em consideração que celebrar a unidade, hoje, é reconhecer a diversidade mística existente em cada uma das religiões, bem como dentro delas. Deste modo, é apresentada uma síntese da essência mística de algumas tradições religiosas, tais como o Budismo, Hinduísmo, Espiritismo, Islamismo, Judaísmo e Cristianismo, no intuito de verificar a possível convergência entre elas e permitir o encontro. Por fim, o autor tenta propor um “espaço de encontro” definido, onde o diálogo místico deve acontecer, no respeito, humildade, compaixão e ternura, seja entre religiosos ou não, partindo da troca de algumas experiências e elementos existentes em cada uma: símbolos, cooperação, anúncio (troca de informação) e oração.



Unitermos: Mística; Diálogo; Ecumenismo; Religiões; Fé; Mundo Pós-Moderno.

INTRODUÇÃO

A sensibilidade religiosa e mística, tão sedimentada no coração humano, em todas as culturas e civilizações, depois de ter sido considerada um declínio, por alguns, no embate com a secularização, faz-se mais presente do que nunca de formas variadas.

A grande diversidade de culturas e religiões existentes no mundo nos faz perceber diferentes, e pelo sentimento de que a humanidade é uma só experimentamos o sentimento vivo do altruísmo universal. Esse sentimento nos vem pelo cultivo do amor, que ultrapassa a compreensão do imediato e nos faz perceber como uma realidade para além de nós mesmos.

Assim, manifesta-se o diálogo como uma “aventura”, um caminhar em comum para uma aproximação cada vez maior, para esta Realidade Suprema que tudo permeia, e os hindus o chama de Brahman. Brahman é a realidade infinita, indivisa e imutável, que se autocomunica ao humano, mas permanece misterioso.

O encontro com o mistério se dá, mesmo que “às apalpadelas”, pela pessoa que se propõe sair em direção a Ele, dando conta que, mesmo antes de se pôr a caminho, o Deus único está escondido e todo penetrante em seu coração. Esta é uma realidade que os místicos têm presente e que o homem contemporâneo tanto anseia. Por isso, a proposta do tema deste trabalho, em analisar no que, de fato, o homem de hoje acredita e lançar luz numa proposta de fé que seja crível a ele.

O trabalho está dividido em três breves capítulos, apresentando no primeiro o paradoxo dos entraves e necessidades para um paradigma ecumênico e inter-religioso, que gera tensão, e que por isso, faz alguns homens, os místicos, saírem em busca de uma experiência mais direta e pessoal com Deus, tanto dentro da religião quanto fora dela.

No segundo capítulo apresentamos a essência da mística, tentando verificar os pontos comuns existentes entre algumas religiões para estabelecer o diálogo, como paradigma de comunhão que seja capaz de dialogar com o homem pós-moderno. Assim foram apresentadas as místicas budistas, hindu, espírita, islâmica, judaica e cristã.

E no terceiro é proposto “um espaço” como o lugar desse encontro do diálogo místico entre a diversidade mística. O leitor irá notar que todo o trabalho se apresenta numa paradoxalidade e complexidade em que a unidade se faz exatamente na meta buscada por aqueles que se propõem sair de si para chegar no espaço de encontro comum.

O trabalho não tem finalidade de esgotar o tema, mas somente lançar uma reflexão, que talvez valha mais para quem o fez no intuito de inseri-lo na vida cotidiana.



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