Rio Grande/RS, Brasil, 23 a 25 de outubro de 2013



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Rio Grande/RS, Brasil, 23 a 25 de outubro de 2013.



SOBRE A PARTILHA DO SENSÍVEL E COMPARTILHAR SENSIBILIDADES: EXPERIMENTAÇÕES EDUCATIVAS

CLASEN, Carolina Mesquita (autor/es)

ROCHEFORT, Carolina Correa Rochefort (orientador)

clsnmail@gmail.com

carol80cr@yahoo.com.br
Evento:Seminário de Extensão

Área do conhecimento: Educação

Palavras-chave partilha, educação, sensível
1 INTRODUÇÃO

O presente resumo parte da “Partilha do Sensível”1 e das perspectivas de saber sensível2 para explanar minha experiência através de mediações artísticas, realizadas juntamente com o Grupo Patafísica: Mediadores do Imaginário³, e vivências em sala de aula, para dissertar sobre tal ponto de vista, da partilha.


2 MATERIAIS E MÉTODOS (ou PROCEDIMENTO METODOLÓGICO)

A partir da minha vivência enquanto discente e docente percebo que alguns professores ainda preparam aulas através de "pedagogias tradicionais". Questiono esses métodos tradicionais preparados a partir de uma relação em que o aluno é apenas receptor do conhecimento e o professor é modulador deste. Percebo que, tempo e sentido, pontos tão isolados e individuais do saber sensível humano, são esquecidos, formatando os alunos de uma sala de aula como um bloco de massa homogênea, onde todos devem apreender e aprender o conteúdo transmitido em um mesmo tempo pré-disposto. Assim, enquanto educadora, utilizo minha experiência e a experiência dos alunos para construir individualmente o roteiro de aprendizado com cada um deles.

O primeiro passo é a aproximação informal com o outro, trazer para perto, transformar esse momento de educação em uma experiência pluridirecional de aprendizado. Em minhas vivências educativas como docente no Instituto São Benedito, no primeiro momento de aula, abro espaço para as discussões propostas pelas alunas. Então, partindo do que elas vivenciaram na última semana, ou atentaram mais curiosamente em outras disciplinas da escola, ou ainda em notícias dos jornais promovo os pontos de estudo acerca do assunto que havia programado para aula. Respeitando o tempo de cada uma delas, potencializamos, juntas, eu e as alunas, a área de conhecimento e a curiosidade já desperta anteriormente na conversa inicial. Dessa forma pude perceber onde e quando elas tem suas menores intensidades de interação e apropriação do conhecimento.
Nas mediações da galeria, com o grupo Patafísica, é a partir da conversa, ou de uma troca de ponto de vista, aberta, que procuramos a potência do olhar do outro, e nesse momento acontece a partilha. Logo, como construído na sala de aula, o processo de mediação artística tem como ponto principal e de partida a vontade de aprender provocada através de saberes sensíveis. Assim, potencializo esse momento de educação e aprendizado além do conhecimento já desperto pelo pólo abstrato do intelecto, expandindo as faculdades para as sensibilidades que afetam, despertam e provocam, construindo a intelligentsia3 constantemente – ainda que não percebamos.

Conforme penso as relações entre professor e aluno, mediador e visitante, não cabem repetições e ordens pré-estabelecidas num plano de aula ou roteiros para mediações, já que trato cada indivíduo atentando para seu próprio universo e imaginário. Além de perceber os atravessamentos desses universos, onde eles tornam-se congruentes e formam um elo. Ou, utilizando um conceito das ciências exatas, onde estes dois, ou mais conjuntos se interseccionam.


3 RESULTADOS e DISCUSSÃO

Em síntese o que venho analisando é essa forma de entender a necessidade de quem aprende/apreende antes de pressupor espaços vazios a serem preenchidos, ou solidificados, nesse aprendizado. E assim estabelecer uma ligação horizontal tratando a educação como uma partilha sensível. Pois, enquanto participação em conjunto o educar possibilita o reconhecimento das potencialidades de cada indivíduo revelado através do autoconhecimento, da autocrítica. Aproveitando para reconhecer as potencialidades desse vínculo e revelar o, enfim, reconhecer a si próprio, como figura chave para impulsionar a experiência de aprendizado.


4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Acredito que a aproximação, pela partilha dos saberes e do sensível proporciona experiências pluridirecionais de aprendizado. Por priorizar uma postura de abertura ao acontecimento, ao que acontece no encontro com o aluno ou com o visitante, estabeleço com o outro uma relação horizontal, fundamentada pelo autoconhecimento.



Aqui, apresentei de forma sucinta as reflexões realizadas até o momento, os aspectos relevantes/marcantes sobre o trabalho, sobre minhas experiências educacionais.

REFERÊNCIAS

DUARTE JR, O sentido dos sentidos - a educação (do) sensível. Curitiba/PR: Criar Edições, 2010

RANCIERE, Jacques. A Partilha do Sensível - Estética e Política. São Paulo: Ed. Exo Experimental, 2005

MAFFESOLI, Michel. Elogio da razão sensível. Petrópolis: Ed. Vozes, 1998.


1 RANCIERE, Jacques. A Partilha do Sensível: Estética e Política

2 DUARTE JR, O sentido dos sentidos : a educação (do) sensível, p. 14

3 MAFFESOLI, Elogio da razão sensível, p. 40.




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