Rio Grande/RS, Brasil, 23 a 25 de outubro de 2013



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Rio Grande/RS, Brasil, 23 a 25 de outubro de 2013.



A IMENSIDÃO DO “EU” NA OBRA SOLOMBRA DE CECÍLIA MEIRELES
BULSING, Araujo Daiane

SOUZA, Rolando Raquel (orientadora)

daiabulsing@gmail.com
Evento: Encontro de Pós - Graduação

Área do conhecimento: Literatura Brasileira

Palavras-chave: identidade, memória, temporalidade
1 INTRODUÇÃO

Dentre as investigações que o trabalho Imensidão do “eu” na obra Solombra de Cecília Meireles procura verificar é a constituição linguística e subjetiva do sujeito (lírico) de ação identitária, isto é, a relação do eu com o outro e com os outros eu (s) que habitam seu (in) consciente e que ele explicita no discurso. Nessa medida, em adjacência à terminologia, é pertinente diferenciar o eu do(s) seu(s) constituinte(s)-eu(s), cujo conteúdo, de algum modo, habita sua fala.



O estudo permite verificar a exterioridade como um dos componentes principais do processo de duplicidade do “eu”. O sujeito solombresco ao identificar-se, por exemplo, com o instante organiza sua identidade através de um plano imagético dual que é metaforizado pelo espelho. Baseada nos preceitos da vida e da morte, através do movimento que coloca o “eu” em posição central, a observação de imagens que o sujeito se confunde com o “outro” (eu) substancía um conflito no espaço que o cerca; cuja origem pertence à temporalidade. Os preceitos de tal substância possibilitam uma leitura em que a cosmogonia eu – outro se interpela a ponto de confundir-se às múltiplas vivências representativas da unidade “eu”. Refiro-me ao plano imagético do sono, sonho e até mesmo ao que revela a sensação de transgressão.
2 MATERIAIS E MÉTODOS

O trabalho em questão é aportado pela metodologia do imaginário poético do poema: “Para pensar em ti todas as horas fogem” que pertence à obra Solombra, publicada em 1963, por Cecília Meireles. O trabalho, além de teoria da poesia e do imaginário, aborda questões como a da realidade morte - vida pela perspectiva dialética e abre possibilidade para fundamentá-la nos aspectos da categoria filosófica A imensidão intima. Essa categoria suscita uma possível compreensão do que a filosofia do imaginário entende como o insondável do ser que, no poema em estudo, é encontrado no imaginário “tempo” x tempo. Como espelho do outro (eu), o “eu” encontra no imaginário da memória o veículo e o vínculo da transformação da vida em morte. Para tanto, a transformação de realidade que proporciona a constatação da duplicidade é investiga pela metodologia da perspectiva mitológica.



3 RESULTADOS e DISCUSSÃO

Esse trabalho é um dos resultados parciais do grupo de pesquisa “Retratos de infância: a poesia brasileira nas marcas de um espelho”. Entre os propósitos investigativos da pesquisa está o que possibilita a imaginação da condição humana pelo viés do mito de Narciso. No caso em questão, as possibilidades de identidade são marcadas por realidades que transgridem a temporalidade cronológica possibilitando uma visão dual sobre o sujeito lírico solombresco. O resultado final do trabalho será integrado à dissertação de mestrado “Da vida à Vida, esquecer e sonhar: a transfiguração do eu em outro em Solombra, de Cecília Meireles“ que deverá ser apresentada em 2014.


4 CONSIDERAÇÕES FINAIS:

No poema “Para pensar em ti todas as horas fogem” que pertence à obra Solombra, publicada em 1963, por Cecília Meireles proporciona que a investigação do mito de narciso seja revelada em realidades de duplicidade, através de mitemas como o do tempo, memória e morte-vida.


REFERÊNCIAS:
BACHELARD, Gaston. A água e os sonhos: ensaio sobre a imaginação da matéria. São Paulo: Martins Fontes, 1997.

______. A poética do devaneio. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

______. A poética do espaço. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

DURAND, Gilbert. Campos do imaginário. Lisboa: Instituto Piaget, 1996.

______. A imaginação simbólica. Lisboa: Edições 70, 2000.

______. O imaginário. Rio de Janeiro: DIFEL, 2001.

ELIADE, Mircea. Mito e Realidade. Lisboa: Edição 70,1986.

______. O sagrado e o Profano: essência das religiões. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

MEIRELES, Cecília. Poesia Completa. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2001.

PAZ, Octavio. A outra voz. Ed: Siciliano. São Paulo, 1993.



______. El arco y la lira. México: Fondo de Cultura Econômica, 1993.

SOUZA, Raquel. “Memória e Imaginário”. In: Dicionário das mobilidades culturais: percursos americanos/ Zila Bernd (Et al.).Porto Alegre: Literalis, 2010(p.247-268).



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