Rio Grande/RS, Brasil, 23 a 25 de outubro de 2013



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Rio Grande/RS, Brasil, 23 a 25 de outubro de 2013.



Viabilidade de células VERO tratadas com diferentes concentrações de DMSO - Resultados parciais
MUNDSTOCK, Cristina Pinto; TILLMANN, Mariana Teixeira; FELIX, Samuel Rodrigues; MENDES, Cláudia Beatriz de Mello; CAETANO, Clarissa de Castro; FISCHER,Geferson.

NOBRE, Márcia de Oliveira (Orientador)

tina.munds@hotmail.com
Evento: Congresso de Iniciação Científica

Área do conhecimento: 50501003

Palavras-chave: Citotoxicidade, Emulsificante,Fitoterápico,.
1 INTRODUÇÃO
Na fitoterapia existem diversos princípios terapêuticos oleosos (REZENDE, 2002), sendo necessária a investigação do potencial citotóxico desses compostos antes da realização de estudos in vivo, a fim de evitar reações adversas (ZANATTA, 2008). Para a realização de testes de citotoxicidade torna-se necessário que o produto testado se homogenize com o meio de manutenção utilizado no cultivo celular. Como os óleos, são hidrofóbicos e não se homogeneízam com os meios, que são hidrofílicos, é necessária a utilização de uma solução que permita essa emulsificação (WANG et al.,2011).Um dos produtos utilizados com esse fim é o Dimetil Sulfóxido (DMSO) que é hidroscópico, porém possuí efeitos tóxicos (STURION, 2010). Devido a esse efeito, antes da sua utilização como emulsificador dos óleos provenientes de fitoterápicos em testes de citotoxicidade, torna-se necessária a avaliação citotóxica do DMSO. Sendo assim, o objetivo do presente trabalho foi avaliar a viabilidade de células VERO tratadas com diferentes concentrações do DMSO.
2 MATERIAIS E MÉTODOS
A triagem das concentrações com efeito citotóxico foi feita através do teste colorimétrico MTT (brometo de 3-(4,5-dimetiltiazol-2-ilo)-2,5-difeniltetrazólio), que avalia a capacidade de células metabolicamente ativas de reduzirem o MTT em cristais de formazan de cor azul-púrpura (Anthos, 2010).

Em placas com 96 poços, foram acrescentadas 3x104 células por poço, sendo incubadas em estufa a 37 ºC com 5% CO2 por 24h. Após esse período, os meios foram aspirados e as concentrações seriadas de DMSO foram adicionadas conforme a Tabela 1 e armazenadas em estufa a 37 ºC com 5% CO2 por 72h. Ao término desse período, os tratamentos de cada poço foram aspirados e acrescentado 50 µL de solução de MTT , sendo incubados por 4h em estufa a 37ºC e com 5% CO2. Após o MTT foi desprezado e adicionado 50 µL de álcool etílico por cavidade e incubado por 10 minutos a temperatura ambiente. A leitura foi realizada em espectrofotômetro de placas com absorbância de 540 nm. A viabilidade celular foi obtida através do seguinte cálculo: média da absorbância dos tratados/ média dos controles x100, de acordo com (WANG et al.,2011).


3 RESULTADOS e DISCUSSÃO
A partir do cálculo de viabilidade celular, foram determinadas as concentrações seriadas de DMSO seguras para uso em ensaios celulares. Quando observados as doses 1: 64 a 1: 150,4; a viabilidade celular ficou abaixo dos 90%, o que representa efeito citotóxico destas concentrações (SILVEIRA, et AL. 2010). Quando observadas as doses acima de 1: 188,8 a viabilidade celular ficou dentro do que é considerado seguro ( > 90%) (Tabela 1).
Tabela 1 – Determinação das doses seriadas de DMSO utilizadas em placa de cultivo celular de 96 poços, cultivadas em células VERO (linhagem de célula renal do Green Kidney Monkey)


Diluição do DMSO em MEM

Viabilidade celulara (%)

Diluição do DMSO em MEM

Viabilidade celulara (%)

1:64

40

1: 256

91,8

1:73,6

40,8

1: 246,4

87,9

1:83,2

48,5

1: 236,8

97,1

1:92,8

48,7

1: 227,2

98,8

1:102,4

54,6

1: 217,6

93,3

1:112

49

1: 208

99,9

1: 121,6

53,7

1: 198,4

102

1: 131,6

56,3

1:188,8

110

1: 140,8

53,3

1: 179,2

115

1: 150,4

81,9

1: 169,6

110

a Evidenciada pelo ensaio de MTT, considerando o controle não tratado como 100%. Foi considerada a média de quatro repetições

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
De acordo com o estudo realizado conclui-se que diluições de Dimetil Sulfóxido acima de 1:188,8 são consideradas doses seguras através do ensaio de citotoxicidade com MTT. Sendo assim, recomenda-se que diluições iguais ou maiores que esta sejam utilizadas para emulsificar óleos que sofrerão ensaios de efeito citotóxico, na linhagem celular aqui apresentada.
REFERÊNCIAS

REZENDE, H.A.; COCCO, M. I. M.; A utilização de fitoterapia no cotidiano de uma população rural. Revista da Escola de Enfermagem, Brasil, v.36, n.3, p.282-288, Julho 2002.

SILVEIRA, R. F. M.; FERREIRA, L. C.; GINANI, F.; BARBOZA, C. A. G.; Influência do protocolo laboratorial no rendimento in vitro de células-tronco mesenquimais. Revista de Ciência Médicas e Biológicas, Brasil, v.9, n.1, p.17-21, 2010.

ZANATTA, F.C.; Aplicação do óleo de buriti ( Mauritia flexuosa) no desenvolvimento de emulsões e estudo da citotoxicidade e potencial fotoprotetor em cultivo celular. 2008. 182f. Tese de Doutorado. Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto – Universidade de São Paulo – Ribeirão Preto, 2008.



WANG, J-p.; RUAN, J-l.; CAI, Y- l.; LUO, Q.; XU, H-x.; WU, Y-x.; In vitro and in vivo evalution of the wound healing properties of Siegesbeckia pubescens. Journal of Ethnopharmacology, Amsterdam, v. 134, p. 1033-1038, 2011.



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