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Simon Cox é o editor-chefe de Phenomena, uma revista que se dedica a desafiar dogmas ortodoxia e meias verdades.

Também trabalhou como investigador para alguns dos principais nomes no campo da História alternativa, incluindo Robert Estival, David Rohl e Graham Hancock Neste momento. Simon encontra-se a fazer um documentário televisivo baseado nos fatos por trás d’ O Código Da Vinci, para uma das principais produtoras norte americanas.


Terribilis este locus ist


Inscrição encontrada na entrada da Igreja de Rennes-le-Château

Índice


Agradecimentos

Adoração dos Magos, A

Aringarosa, Manuel

Asmodeus


Bieil, Irmã Sandrine

Capela Rosslyn

Cátaros

Catedral de Chartres



Cavaleiros do Templo

Cilício C

Clemente V, Papa

Cúdex Leicester

Collet, Jérôme

Concílio de Nicéia

Constantino, o Grande

Cruzada Albigense

Culto da Deusa

Dossiês Secretos

Fache Bezu

Geometria Sagrada

Gnómon em St. Sulpice

Gnósticos

Grão-Mestres do Priorado de Síão

Heréticos

Hirros Gamos

HoIy Blood Holy Grail

Homem de Vitrúcio

Igreja Copla

Igreja do Templo

Ísis


José de Arimatéia

Robert


o Da Vinci

Linha da Rosa

Louvre

Madonas Negras



Madona dos Rochedos, A

Maria Madalena

Merovíngios

Mitras


Mona Lisa

Monumento a Newton

Neveu,Sophie

Newton,Sir Isaac

Opus Dei

Osíris


Pentagrama

Plantard, Pierre

Pope, Alexander

Priorado de Sião

Proporção Dourada

Pyramide lnverse (Pirâmide Invertida)

Retângulo Dourado

Santo Graal

Sub Rosa

Teabing, Leigh

Templo de Salomão

Última Ceia, A


Agradecimentos


Todos os livros são esforços de equipe não deixe que lhe digam o contrário. O esforço de equipe envolvido neste trabalho foi brilhante, e eu gostaria de conceder os meus mais sinceros agradecimentos, enquanto nomeio o quadro de honra.

Em primeiro lugar e antes de qualquer coisa, parece-me apropriado que também eu tenha o meu próprio grupo de deusas a quem agradecer. Pela pesquisa brilhante executada por uma das melhores do mundo, gostaria de agradecer a Jacqueline Harvey - eu pago o jantar. Pelo material extra, os meus agradecimentos a Robin Crookshank (sem hífen) Hilton. SPD, você foi brilhante. Não há palavras que possam expressar adequadamente os meus agradecimentos. Também houve outras pessoas que me ajudaram muito. Mark Foster, pelo trabalho artístico e pela manipulação das fotografias — para onde foram todas as pessoas? Maik Oxbrow por Rosslyn - Templários? Que Templários? Geoff Petch pelas chamadas e encorajamento. Andy Gough pela lista e grandes conversas. Jim Chalmers, que teve esta idéia em primeiro lugar.

Os meus agradecimentos também vão para os meus amigos e família - Mãe, Pai, Mark, e Claire. Gemma Smith pelo incentivo e pelo pontapé no traseiro, Sam por finalmente ser bom.

Lindsay Davies da Michael O’Mara pela incumbência e pelo café - por favor, da próxima vez posso ter mais algum tempo para terminar? Robert Kirby da PFD - o agente literário mais paciente do mundo - desta vez quem paga o almoço sou eu.


Introdução

Considerando o contexto do Santo Graal, não é surpreendente que o assunto tenha polarizado opiniões durante muitos anos, Apesar disso, é raro um romance causar tanta controvérsia como O Código Da Vinci. Enquanto este livro se encaminha para a gráfica, os montantes das vendas mundiais do mistério de Dan Brown correm na direção dos seis milhões, com uma previsão do aumento das vendas quando do lançamento da versão em livro de bolso. Não parece existir um meio termo quanto à reação ao livro — as pessoas ou o adoram ou o odeiam, um fato que torna o livro ainda mais extraordinário. Falemos primeiro dos depreciadores. Estes estão habitualmente divididos em certos subgrupos. Primeiro, há aqueles que consideram o livro de Brown historicamente incorreto e com insuficiente pesquisa. Há aqueles que vêem no romance de Brown um desafio maior ao dogma cristão e à ortodoxia. Não é difícil perceber porquê, pois quando se folheiam as páginas d’ O Código Da Vinci, a sua principal premissa é a de que a Igreja Cristã está nos escondendo algo há dois milênios. Na verdade, material poderoso e suficientemente forte para atrair ataques venenosos tanto de fundamentalistas e apologéticos, bem como de cristãos liberais. Uma passagem rápida por algumas páginas da Internet mostrará que Brown provocou a ira de mais de um erudito cristão, com página sobre página sendo dedicada a “desmistificar” o seu romance e o seu ataque declarado à fé cristã. Na verdade, alguns destes mesmos cristãos apologéticos estão imprimindo seus próprios livros, denunciando o romance de Brown como um embuste e um crime atroz contra as pessoas tementes a Deus, por todo o mundo. Estes argumentos baseiam-se no recontar de Brown da idéia, retirada de diversos livros de História alternativa, de que Jesus casou com Maria Madalena, a qual gerou os seus filhos e assim, propagou uma linhagem familiar através da História, tal teoria questiona seriamente o conceito da divindade de Cristo - já que esta hipótese faria dele um homem de “carne e osso” em vez do Filho de Deus. Eu explico, por extenso, a tese da descendência, no capítulo deste livro dedicado a Maria Madalena, e assim não falarei aqui do principal argumento. O que direi, contudo, é que considerando o seu verdadeiro valor, e usando os Evangelhos e Escrituras do Novo Testamento coma nossos guias, os apologéticos estão totalmente corretos nas suas reivindicações de que não existe nenhuma prova direta para tal união entre Cristo e Madalena. No entanto, o que estes não visaram com as suas leituras das Escrituras e dos Evangelhos é um dos temas centrais desta hipótese: nomeadamente, que esta informação era considerada muito prejudicial e destrutiva para a antiga Igreja, e que foi na verdade suprimida pelos redatores e editores originais do Novo Testamento - sendo, com efeito, escrita a partir dos textos originais, para ser substituída por uma versão sanitizada que era muito mais apelativa para os primeiros Pais da Igreja. Se está em busca de uma denúncia a Brown e ao seu romance, veio ao lugar errado - há outros livros que o interessarão mais. Este livro está diretamente apontado para a primeira subsecção dos detratores e para aqueles que adoraram o romance, mas estão um pouco confusos sobre a história e provas factuais que se escondem atrás do livro. Coloquei essas questões por ordem nas páginas que se seguem. Sem dúvida que Dan Brown se serviu de uma mão cheia de livros para os seus temas principais e material de fundo. Para a teoria geral de que existe uma descendência de Cristo e que esta se deve à união de Jesus e de Maria Madalena, bem como a teoria de que uma sociedade secreta conhecida como o Priorado de Sião existe para guardar em segurança este antigo segredo, Brown utilizou como ponto de partida o controverso best-seller Holy Blood, Holy Grail, de Michael Baigent, Henry Lincoln e Richard Leigh. Quanto à idéia de que Leonardo da Vinci codificou alguns destes temas e segredos nos seus quadros, ele baseouse em O Segredo dos Templários: O Destino de Cristo, de Lynn Picknett e Clive Prince (publicado em Portugal pela Europa América), e quanto ao seu material acerca de Maria Madalena e do Sagrado Feminino, utilizou The Woman with the Alabaster Jar, de Margaret Starbird. Aqueles que leram O Código Da Vinci estarão familiarizados com o fato de que estes três livros enfeitam a prateleira do erudito fictício do Graal, Leigh Teabing, na sua casa, Château Villette. Os livros são referidos, mas os seus autores não. N’O Código Da Vinci, Brown apenas arranha a superfície de algumas das teorias colocadas nos livros mencionados, para compreender totalmente a profundidade da pesquisa e dos argumentos apresentados, valerá a pena ler, pelo menos, um dos livros acima citados, e incluídos na bibliografia, que surge no final deste livro. Se existe na verdade uma linhagem que descende de Cristo, então estamos perante aquilo que podemos, duma forma vaga, chamar de duas heresias: uma heresia pequena e uma heresia maior, mais fundamental. A heresia pequena é simples: a Igreja mente há 2000 anos, escondendo a verdade dos cristãos por diversos motivos. A heresia maior é enorme. Pois se esta teoria está correta, então períodos históricos inteiros têm de ser rescritos e, com eles, a nossa própria compreensão do tecido da vida, da fé, e do mundo que nos rodeia. Existe muito em jogo.

Então porque é que O Código Da Vinci é tão popular? Primeiro e antes de tudo, é uma boa história. O livro lê-se bem, e sem dúvida que dará um excelente filme, sob a realização de Kon Howard, Também penso que existe uma razão mais profunda para o seu sucesso. O que Dan Brown tocou foi um nervo à flor da pele em muitos dos seus leitores. Muitas pessoas sentem-se insatisfeitas com a forma como foram ensinadas a pensar e a acreditar, e um desejo de saírem da concha e de aprofundarem os mistérios da vida está ganhando ímpeto, enquanto nos fixamos no século XXI. Este é o nervo à flor da pele sobre o qual saltou O Código Da Vinci. Duvido seriamente que o livro esteja, a forçar milhares de cristãos a questionar a sua fé e a abandonarem a Igreja. Contudo, aquilo que está a fazer, é trazer para a ribalta uma corrente de pensamento e uma porção de teorias que têm até agora sido vistas como alternativas e, de uma certa forma, heréticas. Certamente que isto é algo de bom.

Este livro está construído de uma forma que fornece ao leitor d’ O Código Da Vinci, uma espécie de manual em relação a muitos dos elementos factuais do livro. Está planejado num formato simples de A a Z e é, espero eu, fácil de percorrer e ler. Esforcei-me por manter as entradas tão breves quanto possível, de forma a evitar a sensação de um manual acadêmico ou até aborrecer o leitor, o quê espero ter conseguido é despertar no leitor a percepção de que existe um mistério e singularidades reais no mundo histórico. Espero ter encorajado, pelo menos, alguns a lerem mais e a cavarem mais fundo quanto a isto, estou certo que Leonardo teria aprovado.

Para mais fatos por detrás da ficção, visite:

wvw.crackingdavinci.com

Adoração dos Magos, A

“Todas as pessoas adoram uma conspiração”, É assim que Dan Brown prefacia o seu fragmento de informação, referente à obra inacabada de Leonardo, “A Adoração dos Magos”. N’O Código da Vinci, Brown, através da sua narrativa, reconta a história de como um perito em diagnósticos de arte (pode-se dizer, um arqueólogo de arte dos tempos modernos), residente em Florença, chamado Maurizio Seracini, descobrira que camadas de sujeira e de tinta cobriam na realidade uma composição muito diferente de Leonardo e que as Galerias Uffizi em Florença, embaraçadas por esta descoberta, tinham “banido” o quadro para um armazém vizinho. Para esta informação, Brown fez com que os seus personagens citassem, um artigo do New York Times Magazine intitulado “The Leonardo Cover-Up”, O referido artigo do New York Times Magazine existe na realidade, e foi estrito em Abril de 2002 por Melinda Henne-Berger. O artigo realçava o trabalho de Maurizio Seracini, um verdadeiro perito em diagnósticos de arte, residente em Florença. Seracini tornou-se famoso pela sua utilização ostensiva de tecnologia médica para revelar os segredos dos antigos mestres. O seu trabalho englobou as pinturas de Botticelli, Caravaggio e Rafael, bem como muitas outras pinturas de grandes mestres. As Galerias Uffizi, onde se encontra A Adoração dos Magos, pediu a Seracini para examinar o quadro e resolver o debate que causava furor no mundo da arte: deveria a obra prima ser sujeita a restauração, tal como o fora em anos recentes A Última Ceia? Muitos acreditavam que o quadro se encontrava numa situação muito frágil para ser sujeito aos rigores da restauração e outros, em particular o diretor das Uffizi, contra-atacava dizendo que o quadro estava sofrendo, depois de anos de negligência e necessitava urgentemente, e no mínimo, de uma boa limpeza.

Seracini chegou a algumas conclusões deveras notáveis e controversas sobre o quadro, conclusões que ainda terão de ser totalmente apreciadas e aceitas pelo mundo da arte. Segundo palavras de Seracini, “Nenhuma das pinturas que vemos hoje n’A Adoração foi ali feita por Leonardo. Só Deus sabe quem as fez, mas não foi Leonardo”. Seracini acredita que uma mão muito mais tardia foi responsável pela camada de tinta castanha e laranja, desajeitadamente aplicada, que agora adorna o quadro, ele aponta para o fato de que muitas das feições pintadas são totalmente desprovidas do requinte e qualidade da mão de Leonardo, sobretudo na forma como partes da anatomia humana estão representadas. Não apenas isso, mas Seracini encontrou provas de que sob as camadas de tinta e sujeira, uma cena totalmente diferente daquela que mais tarde foi pintada sobre ele, aguarda o observador.

Até agora, O Código Da Vinci está correto quanto àquilo que tem a dizer sobre A Adoração dos Magos, contudo, há mais. Dan Brown parece insinuar que as Uffizi retiraram o quadro após as descobertas de Seracini, em relação à obraprima. Este não é o caso. O quadro foi removido para um armazém, enquanto esteve sujeito aos scans que Seracini executou e enquanto os diretores das Uffizi decidiam qual a ação adequada a seguir. Na verdade, foi colocado um aviso na sala número 15 das Galerias Uffizi, a ala de Leonardo, informando que o quadro fora retirado para ser restaurado, prática habitual nestas circunstâncias. As descobertas de Seracini são algo de complicado tanto para as Galerias como para muitos elementos do mundo da arte, os quais têm, ao longo dos anos, atribuído a Leonardo as porções pintadas da obra. A idéia de que existe uma conspiração para esconder o “significado” real do quadro do público em geral é, talvez, levar as coisas muito longe.

No entanto, é óbvio que o trabalho de Seracini revelou muito do que estava anteriormente escondido sob a tinta. As imagens sob as camadas de tinta e verniz foram entrevistas pela utilização de refletografia de infravermelhos. Estas imagens mostram uma cena muito diferente do tema geral agora visto no quadro. Parece que Leonardo queria retratar um mundo que estava sendo reconstruído a partir de ruínas, um reflexo dos sentimentos do mestre no início do Renascimento. Este tema pode ser vislumbrado pelas figuras que estão construindo uma escadaria na versão original. Outras zonas da pintura original mostram diversos cavalos unidos num entrechocar violento, fazendo desta cena uma versão primitiva da lendária obra, A Batalha de Anghiari de Da Vinci, e mostra que Leonardo tinha dominado o movimento e a expressão de emoção intensa, que se diz que o quadro posterior teve. Seracini está neste momento envolvido numa busca pelo mítico A Batalha de Anghari, que se diz ter sido pintado numa das paredes do Átrio dos 500 no Pallazo Vecchio. Ele está convencido de que o quadro ainda existe atrás de uma das paredes do imenso átrio. A Adoração das Magos foi encomendada em 1481, É um quadro enorme - 243 X 246 cm — pintado sobre 10 painéis de madeira colados em conjunto. Tem sido considerado um trabalho de gênio e, até ao recente trabalho de Seracini, foi tido em grande consideração, devido à contrastante utilização de tinta e figuras esboçadas. Mostra uma cena, agora se desvanecendo, de três reis visitando o Jesus menino e a Sua mãe Maria. Existem alguns elementos interessantes e possivelmente simbólicos no quadro que O Código Da Vinci não realça. No quadro, parece existir uma alfarrobeira, atrás da cena central e do grupo de pessoas. Tal como Clive Prince e Lynn Picknett apontam no seu livro O Segredo dos Templários: O Destino de Cristo, a alfarrobeira era uma árvore associada a São João Batista, uma figura central em muitas das pinturas de Leonardo. Em volta da árvore, no quadro, um segundo conjunto de pessoas está reunido, parecendo prestar homenagem à própria árvore, e uma destas ergue o dedo indicador da sua mão esquerda, naquilo a que Prince e Picknett chamam o gesto de João. Uma segunda figura na multidão que rodeia a Virgem e o Menino também está erguendo o dedo, um gesto que Leonardo utilizou muitas vezes nas suas obras. O gesto de João permanece um dos elementos mais misteriosos e enigmáticos do conjunto de obras de Leonardo.

Ver também: Leonardo Da Vinci.



Ankh

Ankh é o antigo símbolo e hieróglifo que significa “vida”. Representada como uma cruz laçada ou em arco fechado, pensa-se que simboliza a correia de uma sandália ou a membrana protetora de um pênis. Devido à importância de usar-se sandálias no Egito, muitos egiptólogos acreditam tratar-se da primeira hipótese, se considerarmos que morrer por pisar descalço um escorpião era um perigo bem real. Contudo, alguns têm teorizado que ankh pode, de fato, representar os órgãos reprodutores femininos, o que será lógico, dadas as suas qualidades geradoras de vida. Esta associação com a mulher ou a deusa é o motivo porque Jacques Saunière, conservador no Louvre n’O Código Da Vinci, acrescentou um enorme número de ankhs à coleção do museu. A qualidade geradora de vida da ankh foi associada ao rei, tal como representado em antigas cenas dos templos egípcios, isto é, especialmente, realçado nos relevos do período de Amarna onde os muitos raios de sol terminam em símbolos ankh, que são outorgados ao nariz do faraó, Akhenaton, e à sua mulher, Nefertiti, O oferecimento às narinas reais era chamado o “sopra da vida”. Tal como os antigos egípcios acreditavam que a palavra escrita era tão poderosa e misteriosa que poderia trazer objetos para a vida, símbolos individuais eram considerados como tendo a sua própria potência divina. Devido à natureza e poder intrínseco do símbolo, ankh tornou-se o ícone mágico mais comum e era usado vulgarmente como um amuleto protetor. Quando a cor foi acrescentada ao símbolo ankh, energia protetora poderia ser convocada pelo seu utilizador. Assim, uma ankh vermelha indicava vida e regeneração, uma azul fertilidade, a ankh verde estava ligada à cura, a branca à pureza ritual e era assim utilizada em objetos de ankh rituais, e a preta indicava ressurreição da morte. Hoje em dia, a ankh é ainda utilizada pela Igreja Copta no Egito, como o seu símbolo da cruz, chamando-se a crux ansata.

Ver também: Igreja Copla.

Aringarosa, Manuel

Um dos principais personagens d’O Código Da Vinci, Aringarosa é o

cardeal da Opus Dei, que está determinado a impedir que a verdadeira identidade

do Graal seja conhecida. À primeira vista, muitos vêem no seu nome uma

referência ao poema do século XVII sobre a Morte Negra, na Inglaterra – “Ring’s

Ring’s Rosies”. De fato, o nome é a conjunção de duas palavras italianas: “aringa”

significando “arenque”, e “rosa” significando “rosa/vermelho” - assim “arenquevermelho”.Embora ele pareça uma figura poderosa enquanto atravessa a história, descobrimos que foi iludido ao pensar que a descoberta do Graal ajudaria a Opus Dei. Fica horrorizado ao saber dos assassinatos cometidos durante o curso da demanda.

Ver também: Opus Dei.



Asmodeus

Representa o demônio sobre o qual a lenda diz ter auxiliado Salomão na construção do seu templo. Crê-se que Asmodeus está representado no interior da porta da Igreja de Maria Madalena em Reunes-le-Château e é referenciado como o “guardião demônio” nos documentos do Priorado de Sião, os Dossiês Secretos. Este demônio também era venerado pelos Cátaros como o “Rei do Mundo”. Embora não referido diretamente n’O Código Da Vinci, Asmodeus é a figura sombria que surge continuamente nos contos e lendas que Sophie explora no romance.

Ver também: Cátaros; Dossiês Secretos; Priorado de Sião. Em inglês, arenque é “henring” e vermelho “red”, surgindo assim as palavras “red heiring” (arenque vermelho), as quais literalmente traduzidas significam “arenque defumado”. No entanto, deve-se também considerar que “red heiring” em inglês, também pode significar uma pista enganadora ou distração, definição devida à utilização do arenque no treino de cães de caça. (N. do T.)

Baphomet

Ídolo que se diz ter sido adorado pelos Cavaleiros do Templo, uma acusação que foi em parte responsável pela queda da ordem Baphomet é referenciado n’O Código Da Vinci, ao fazer parte da pista para decodificar o criptex e tem de ser usado em conjunto com a Cifra Albash, de forma a revelar a resposta.

A palavra “Baphomet” é, de acordo com alguns, uma corruptela do nome Maomé, tal como o profeta muçulmano, mais vulgarmente conhecido como Muhammad. Também pode ser a junção de duas palavras gregas que significam “absorção na sabedoria”. Seja qual for a derivação etimológica do nome, foi referido que os Cavaleiros do Templo adoravam Baphomet, perante um enorme ídolo. No atual folclore do oculto, diz-se que Baphomet tem a cabeça de uma cabra e o corpo de um homem, mas com cascos fissípedes. No entanto, esta descrição parece ser bastante recente e está ligada aos rituais satânicos e à magia negra, e é algo que foi fraudulentamente introduzido no século XIX, sendo relacionada com os Cavaleiros do Templo, A utilização da Cifra Atbatsh na palavra “Baphomet” está corretamente apresentada no romance ao revelar a palavra “Sophia”, embora escrita em hebraico. A referência é importante, já que Sophie Neveu é a heroína d’O Código Da Vinci. Este significado oculto foi descoberto pelo especialista nos Manuscritos do Mar Morto, Dr. Hugh Schonfeld, autor do The Passover Plot. Schonfeld tem utilizado a Cifra Atbash em muitas das passagens de difícil compreensão dos Manuscritos do Mar Morto, com excelentes resultados. Ele decidiu aplicar a cifra à palavra “Baphomet” quando ficou convencido que os Templários deveriam ter conhecimento da cifra, devido às suas andanças pela Terra Santa. A palavra que foi revelada - Sophia - traduz-se como “sabedoria”. Contudo, existe aqui mais um revirar nesta história. A palavra “Sophia” também pode ser utilizada em ligação com a Mãe Deusa, ou o Sagrado Feminino, revelando assim a idéia atormentadora de que os Templários estavam na verdade adorando a deusa em segredo e em código.

Ver também: Cavaleiros da Templo; Cifra Atbash



Bernardo de Claraval, São

São Bernardo de Claraval (1091-1153) foi provavelmente o maior defensor dos Cavaleiros do Templo, quer dentro quer fora da Igreja, e a sua história referida n’O Código Da Vinci devido à sua associação com o Santo Graal, é importante para o conhecimento deste movimento.

São Bernardo foi uma das figuras de proa, espirituais e políticas, do período medieval. Nasceu em 1091 no centro de culto da Madona Negra de Les Fontaines na Borgonha, na França. A sua família pertencia à pequena nobreza francesa, o seu pai era cavaleiro e vassalo do Duque de Borgonha. Bernardo teve uma boa educação e exibia uma natureza meditativa e estudiosa desde uma idade jovem. Em 1113, com a idade de 22 anos, Bernardo juntou-se ao pequeno mosteiro cisterciense de Citeaux, onde podia desfrutar dos rigores de uma vida. religiosa. Tão apaixonado e eloqüente era em enaltecer as virtudes de uma tal vida que, passado pouco tempo, foi seguido no mosteiro por quatro dos seus irmãos, pelo seu pai viúvo, e por trinta dos seus parentes. Diz-se que na altura as suas pregações eram tão persuasivas e fervorosas que mães escondiam os seus filhos, mulheres os seus maridos, companheiros os seus amigos, para o caso de também estes se sentirem impelidos a juntar-se a ele no mosteiro. O mosteiro de Citeaux era muito pobre e a vida no seu interior era austera, qualidades apelativas para Bernardo, que se esforçava por viver uma vida de simplicidade e de meditação religiosa. Mostrava uma grande humildade na forma como vivia, apenas comendo e dormindo o suficiente para evitar desmaiar. No entanto, a noticia da sua abnegação e piedade em breve se espalharam, e em 1115, foi enviado à cabeça de um grupo de outros monges para fundar um novo mosteiro, fixando-se cm Claraval, na Champagne. Em poucos anos, o mosteiro de Claraval demonstrou ser tão bem sucedido que tinha estabelecido mais outros 153 mosteiros.

Foi em Claraval que Bernardo deu início aos seus Escritos espirituais, e enquanto ainda jovem abade, publicou uma série de sermões sobre o tema da Anunciação. Nestes, ele expunha as virtudes da Virgem Maria, especialmente como uma pacificadora. Os seus muitos sermões realçavam a devoção que lhe tinha, a qual era confirmada pela sua asserção de que enquanto criança ele recebera inspiração divina ao beber três gotas de leite do seio da estátua da Madona Negra de Châtillon, uma experiência que explica a sua dedicação ao culto da Madona Negra. São Bernardo escreveu quase 90 sermões sobre o Cântico dos Cânticos do Antigo Testamento, no qual ele associa a noiva, a qual se chama a si mesma “negra, mas graciosa” a Maria de Betânia, outro nome utilizado na época para designar Maria Madalena.

São Bernardo está também ligado aos Cavaleiros do Templo e foi o principal defensor do movimento, reconhecendo-o oficialmente como uma ordem militar e religiosa. Contudo, a sua ligação com os Templários foi ainda mais profunda, já que foi São Bernardo o criador do voto que todos os Cavaleiros do Templo tinham de tomar. Era chamada a Regra dos Templários, e nesta ele instigava os Templários à “obediência de Betânia, o castelo de Maria e de Marta”. Graças à sua reputação e numerosos escritos, a influência e autoridade de São Bernardo estenderam-se gradualmente para além dos limites de Claraval, e em 1130 as suas reflexões foram procuradas numa tentativa para terminar com o cisma papal, que estava ameaçando a estabilidade e a coerência da Igreja nessa época. Com a morte do Papa Honório II, foram eleitos papas rivais — Anacleto II e Inocêncio II, recaiu sobre Bernardo a avaliação do valor de cada reclamante e decidir qual o melhor candidato. Após consideração, ele decidiu a favor de Inocêncio II o qual se refugiara na França. Com o seu zelo habitual. São Bernardo persuadiu França, Inglaterra, Espanha e a Alemanha a aceitarem Inocêncio II como o seu papa. Eventualmente, o imperador foi também persuadido, e Anacleto II foi colocado fora de Roma, São Bernardo é também recordado pelas suas admoestações e ruína de Pedro de Abelardo, um intelectual influente cujas pregações foram freqüentemente consideradas heréticas. A condenação tenaz e incansável por parte de São Bernardo de Abelardo persistiu mesmo depois do abade Pedro, o Venerável, ter conseguido avançar numa possibilidade de amainar as divergências entre os dois homens. Contudo, estas deitaram Abelardo como um homem alquebrado. São Bernardo detestava todas as formas de heresia, e lutou dura e longamente contra os heréticos e, em especial, com os Cátaros.

Em nome do Papa Eugênio II, São Bernardo pregou a favor da Segunda Cruzada, convencendo muitos a pegarem em armas contra os infiéis. No entanto, a Segunda Cruzada foi um fracasso terrível. A culpa disso recaiu sobre São Bernardo, considerado o instigador da guerra.

São Bernardo lançou-se entusiasticamente e de todo o coração em tudo o que fez. Isto lhe deu a reputação de ser abusivo, astucioso, belicoso, beligerante, dissimulado e - estranhamente, considerando a sua devoção à Virgem Maria - um misógino. Faleceu a 20 de Agosto de 1153, em Claraval e foi canonizado pelo Papa Alexandre III a 18 de Janeiro de 1174.

Durante a sua vida, fundou 163 mosteiros por toda a Europa, escreveu 10 tratados espirituais, mais de 300 sermões, e 500 cartas. É o santo patrono das abelhas, dos apicultores, dos fabricantes de velas, dos candelabros, de Gibraltar, e dos refinadores de cera e fundidores.

Numa atitude pouco vulgar em um homem de Deus tão estridente. São Bernardo descrevia-O em termos muito seculares como “comprimento, extensão, altura e profundidade”. Nisto ele parece aludir à idéia de que Deus se encontra na harmonia divina dos números, por exemplo nas qualidades misteriosas da Proporção Dourada.

Ver também: Cátaros; Cavaleiros do Templo; Cruzada Albigense; Madonas Negras; Maria Madalena; Proporção Dourada.




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