ResoluçÃo n 481, de 10 de setembro de 2007



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RESOLUÇÃO N 481, DE 10 DE SETEMBRO DE 2007

Aprova a Norma para a Certificacao e Homologacao de Baterias de Litio e Carregadores Utilizados em Telefones Celulares.

O CONSELHO DIRETOR DA AGENCIA NACIONAL DE TELECOMUNICACOES - ANATEL, no uso das atribuicoes que lhe foram conferidas pelo art. 22 da Lei n 9.472, de 16 de julho de 1997, e art. 35 do Regulamento da Agencia Nacional de Telecomunicacoes, aprovado pelo Decreto n 2.338, de 7 de outubro de 1997,

CONSIDERANDO os comentarios recebidos em decorrencia da Consulta Publica n 733, de 30 de agosto de 2006, publicada no Diario Oficial da Uniao de 1 de setembro de 2006.

CONSIDERANDO que, de acordo com o que dispoe o inciso I do art. 214, da Lei n 9.472, de 1997, cabe a Anatel editar regulamentacao em substituicao aos regulamentos, normas e demais regras em vigor;

CONSIDERANDO a rapida evolucao tecnologica dos telefones celulares, o longo tempo de duracao de alguns ensaios para a avaliacao da conformidade das baterias, a reducao do custo dos ensaios e a reducao do tempo de certificacao das baterias;

CONSIDERANDO o constante dos autos do processo n 53500.014566/2006;

CONSIDERANDO deliberacao tomada em sua Reuniao n 449, realizada em 30 de agosto de 2007, resolve:

Art.1 Aprovar a Norma para a Certificacao e Homologacao de Baterias de Litio e Carregadores Utilizados em Telefones Celulares, na forma do Anexo a esta Resolução.

Art. 2 Aceitar os ensaios de longa duracao realizados no exterior de acordo com a ordem de prioridade prevista na alinea I, com a observancia da alinea J do anexo VI, do Regulamento aprovado pela Resolução n 242, de 30 de novembro de 2000. Os ensaios de longa duracao citados sao os seguintes:

a)Retencao de carga - autodescarga;

b) Recuperacao da capacidade apos estocagem em estado parcial de carga;

c) Desempenho frente a ciclos de carga e descarga (durabilidade);

d) Carga prolongada.

Art.3 Determinar que, apos 150 (cento e cinquenta) dias da data de publicacao desta Resolução, o cumprimento das disposicoes contidas na Norma para a Certificacao e Homologacao de Baterias de Litio e Carregadores Utilizados em Telefones Celulares tornar-se-a compulsorio.

Art.4 Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicacao.

RONALDO MOTA SARDENBERG

Presidente do Conselho

ANEXO

NORMA PARA CERTIFICACAO E HOMOLOGACAO DE BATERIAS DE LITIO E CARREGADORES UTILIZADOS EM TELEFONES CELULARES



1.Objetivo

Esta norma estabelece os requisitos minimos a serem demonstrados na avaliacao da conformidade de baterias portateis recarregaveis de litio e carregadores para efeito de certificacao e homologacao junto a Agencia Nacional de Telecomunicacoes, quando utilizados como fonte de energia em telefones celulares.

2.Abrangencia

Esta norma aplica-se a baterias portateis recarregaveis de litio para uso em telefones celulares.

3.Referencias

Para fins desta norma, sao adotadas as seguintes referencias:

I- IEC 61960 - Secondary cells and batteries containing alkaline or non acid electrolytes - Secondary lithium cells and batteries for portable applications, primeira edicao 2003-12;

II- IEC 62133 - Secondary cells and batteries containing alkaline or non acid electrolytes - Safety requirements for portable sealed secondary cells and batteries for portable applications, primeira edicao 2002-10;

III - Regulamento para Certificacao e Homologacao de Produtos para Telecomunicacoes, aprovado pela Resolução n 242, de 30 de novembro de 2000;

IV - IEC 61000-4-2 - Electromagnetic compatibility (EMC) - Part 4: Testing and measurement techniques - Section 2: Electrostatic discharge immunity test, edicao 2001.

V- Resolução CONAMA no. 257, de 30/06/1999 - Disciplina o descarte e o gerenciamento ambientalmente adequado de pilhas e baterias usadas, no que tange a coleta, reutilizacao, reciclagem, tratamento ou disposicao final.

VI- Regulamento para a Certificacao de Equipamentos de Telecomunicacoes quantos aos Aspectos de Compatibilidade Eletromagnetica, aprovado pela Resolução n 442, de 21 de julho de 2006.

VII- Regulamento para a Certificacao de Equipamentos de Telecomunicacoes quanto aos Aspectos de Seguranca Eletrica, aprovado pela Resolução n 238.

4.Definicoes

Para os fins a que se destina esta norma, aplicam-se as seguintes definicoes:

I- Alteracao - A modificacao de um documento ou caracteristica de seguranca, com a intencao de fazer com que o mesmo passe por autentico, com o minimo de risco de ser detectado em circunstancia de uso comum.

II- Autodescarga - descarga proveniente de processos eletroquimicos internos do acumulador;

III- Bateria - o mesmo que Bateria Recarregavel de Litio ou Litio-ion;

IV- Bateria Recarregavel de Litio ou Litio -ion - conjunto de uma ou mais celulas (elementos) recarregaveis, contendo em seus eletrodos litio metalico ou litio na forma ionica ou litio na forma de compostos e ligas, , empacotados num unico compartimento com terminais adequados e um circuito eletronico para controle das suas funcoes;

V- Capacidade em ampere-hora (Ah) - produto da corrente, em amperes, pelo tempo, em horas, fornecido pelo acumulador em determinado regime de descarga, ate atingir a tensao final de descarga;

VI- Carga de uma bateria - operacao pela qual ocorre a conversao de energia eletrica em energia quimica dentro da(s) celula(s);

VII- Capacidade Nominal (C ) - capacidade em amperes5

hora, definida para um regime de descarga de 5 h, com corrente constante, a temperatura de referencia (25°C), ate a tensao final de 2,50 V por elemento;

VIII- Capacidade Real em Regime Diferente do Nominal (Cri) - capacidade em amperes-hora obtida ao final de uma serie de descargas com corrente de descarga diferente do valor nominal, a temperatura de referencia (25°C), ate a tensao final de 2,50 V por elemento;

IX- Capacidade Real em Regime Nominal (C ) - capacidade

r5

em amperes-hora obtida ao final de uma serie de descargas com corrente de descarga numericamente igual a C / 5, a temperatura de



5

referencia (25°C), ate a tensao final de 2,50 V por elemento;

X- Celula - conjunto constituido por duas placas ou grupos de placas de polaridades opostas, isolados entre si, imersos no eletrolito, dentro do recipiente que os contem. O mesmo que Elemento;

XI- Circuito Aberto - condicao na qual a bateria encontra-se desconectada do circuito externo, nao havendo circulacao de corrente entre os polos ou terminais;

XII- Corrente de Carga - corrente fornecida a bateria no processo de carga;

XIII- Corrente de Descarga - corrente fornecida pela bateria quando a mesma esta em descarga;

XIV- Descarga de uma Bateria - operacao pela qual a energia quimica armazenada e convertida em energia eletrica, alimentando um circuito externo;

XV- Descarte - Procedimento para o recolhimento de baterias ao final de sua vida util considerando os aspectos de reciclagem e eliminacao de materiais com preservacao do meio ambiente.

XVI- Duplicacao - A reproducao de um documento, em todo ou em parte, por meio de um aparelho de reproducao (fotocopiadora).

XVII- Elemento - O mesmo que Celula;

XVIII- Falsificacao - A reproducao de um documento, objeto ou caracteristica de seguranca, com a intencao de passar pelo exame minucioso de um examinador qualificado.

XIX- Instante Final de Descarga - instante em que a bateria atinge a tensao final de descarga especificada;

XX- Plena Carga - estado da bateria quando atinge as condicoes do instante final de carga;

XXI- Regime de Descarga - condicao de descarga de uma bateria, definido por uma corrente necessaria para que seja atingida a tensao final de descarga, em tempo e condicoes especificados;

XXII- Simulação - A imitação de um documento ou objeto, incluindo características similares de segurança, em uma forma que possa ser identificado como autêntico, em circunstâncias de uso comum.

XXIII- Tensão de Circuito Aberto - tensão existente entre os pólos de uma bateria na condição de circuito aberto;

XIV- Tensão Final de Descarga - tensão na qual se considera a bateria tecnicamente descarregada para um determinado regime de descarga;

XXV- Tensão Nominal de uma Célula (Elemento) - valor de tensão que caracteriza o tipo de bateria;

XXVI- Vida Útil de uma Bateria - intervalo de tempo entre o início de operação e o instante no qual sua capacidade atinge 60% do valor da capacidade nominal, nas condições normais de operação;

XXVII- Vida Útil Projetada - vida útil de uma bateria, baseada nas suas características de projeto, fabricação e aplicação.

5.Características Gerais

5.1A temperatura de referência adotada na presente norma é de 25°C.

5.2A temperatura ambiente do local de ensaio deverá estar entre 25 ± 5°C. Os ensaios serão executados nestas condições, salvo indicações específicas.

5.3No final da vida útil das baterias, estas deverão ter destinação final adequada, obedecendo à legislação vigente notadamente a Resolução CONAMA n 257, de 30-06-99, ou qualquer outra que venha a substituí-la ou complementá-la. O contato com os componentes químicos internos pode causar severos danos à saúde e a destinação final inadequada pode poluir o meio ambiente.

5.4Nos ensaios elétricos e de segurança cada amostra é testada individualmente, isto é, não são interligadas em série ou paralelo.

5.5Para cada modelo de bateria, a quantidade de amostras para os ensaios elétricos e de segurança é de 54 unidades.

5.6Todas as amostras submetidas aos ensaios devem satisfazer os requisitos especificados.

6.Objetivos, Requisitos Técnicos e Métodos de Ensaio - Ensaios Elétricos

6.1Tratamento Prévio

Efetuar o seguinte procedimento em todas as amostras submetidas aos ensaios:

a)Descarregar as amostras com uma corrente constante, numericamente igual a 0,2 x C , até atingir a tensão final de descarga de

5

2,50 V;



b)Carregar as amostras, conforme especificado pelo fabricante, até o estado de plena carga.

6.2Capacidade Real em regime nominal (Cr5)

6.2.1Objetivos

Determinar a capacidade real das baterias em regime nominal.

6.2.2Requisitos

A capacidade obtida, para cada bateria do conjunto de amostras, não pode ser inferior a 100% da capacidade nominal especificada pelo fabricante (C ). Para satisfazer este requisito o ensaio

5

pode ser repetido até 4 vezes (totalizando 5 ensaios).



6.2.3Método de Ensaio

a)Carregar as amostras conforme especificado no item 6.1; b)Após a carga, antes de iniciar a descarga, manter as amostras em repouso à temperatura ambiente do local de ensaio, durante pelo menos 1 hora, e não mais de 4 horas;

c)Descarregar as amostras com uma corrente constante, numericamente igual 0,2 x C , até atingir a tensão final de descarga de

5

2,50 V.



d)A capacidade obtida nestas condições é calculada pela seguinte equação:

(equação 1)

Onde,

I - corrente utilizada para descarregar a bateria, e numericamente igual a 0,2 x C ;



5

T - tempo transcorrido do início da descarga até atingir a tensão final de descarga;

C - capacidade real em regime nominal.

r5

6.3Capacidade em regime com alta corrente de descarga (Cri)



6.3.1 Objetivos

Determinar a capacidade das baterias em regime com alta corrente de descarga.

6.3.2Requisitos

A capacidade obtida (C ), para cada bateria do conjunto de

ri

amostras, não pode ser inferior a 60% da capacidade nominal especificada pelo fabricante (C ).



5

6.3.3Método de Ensaio

a)Carregar as amostras conforme especificado no item 6.1;

b)Após a carga, antes de iniciar a descarga, manter as baterias em repouso, à temperatura ambiente no local de ensaio, durante pelo menos 1 h, e não mais de 4 h;

c)Descarregar as amostras com uma corrente constante, numericamente igual a 1,0 x C , até atingir a tensão final de descarga de

5

2,50 V;



d)A capacidade obtida nestas condições é calculada pela seguinte equação:

(equação 2)

Onde,

I - corrente utilizada para descarregar a bateria, e numericamente igual a 1,0 x C ;



5

T - tempo transcorrido desde o início da descarga até a bateria atingir a tensão final de descarga;

C - capacidade real em regime diferente do nominal (alta

ri

corrente de descarga).



6.4Retenção de carga - Autodescarga (a)

6.4.1Objetivos

Este ensaio tem por objetivo avaliar a retenção de carga da bateria após estocagem.

6.4.2Requisitos

A perda de capacidade de cada amostra, após 28 dias em circuito aberto à temperatura de 25°C, não pode ser superior a 40% da sua capacidade real em regime nominal (C ).

r5

6.4.3Método de Ensaio



a)Carregar as amostras conforme especificado no item 6.1; b)Armazenar durante 28 dias as amostras em circuito aberto à temperatura ambiente do local de ensaio;

c)Vencido o intervalo de tempo especificado na alínea anterior, descarregar as baterias na temperatura ambiente do local de ensaio, com uma corrente constante e numericamente igual a 0,2 x C5, até atingir a tensão final de descarga de 2,50 V;

d)A capacidade obtida nestas condições é calculada segundo a equação 1, e é denominada C ;

p

e)A perda de capacidade nestas condições (a) é calculada utilizando a seguinte equação:



(equação 3)

6.5 Recuperação da capacidade após retenção de carga (r) 6.5.1 Objetivos

Este ensaio tem por objetivo avaliar a recuperação da capacidade da bateria após o ensaio de retenção de carga.

6.5.2 Requisitos

A recuperação da capacidade das baterias após o ensaio de retenção de carga não pode ser inferior a 85% da sua capacidade real em regime nominal (Cr ).

5

6.5.3Método de Ensaio



Este ensaio é realizado após o Ensaio de Retenção de Carga, com o mesmo conjunto de amostras.

a)Num período não superior a 24 horas do final da descarga realizada no item 6.4.3, recarregar as amostras conforme procedimento descrito no item 6.1;

b)Após a carga, antes de iniciar a descarga, manter as amostras em repouso, à temperatura ambiente do local de ensaio, durante pelo menos 1 h, e não mais de 4 h;

c)Descarregar as baterias com uma corrente constante, numericamente igual a 0,2 x C5, até atingir a tensão final de descarga de 2,50 V;

f)A capacidade obtida nestas condições é calculada segundo a equação 1, e é denominada C ;

rc

g)A perda de capacidade nestas condições (r) é calculada utilizando a seguinte equação:



(equação 4)

6.6. Recuperação da capacidade após estocagem em estado parcial de carga (rc)

6.6.1Objetivos

Este ensaio tem por objetivo avaliar a recuperação da capacidade das baterias, após 90 dias de estocagem em circuito aberto à temperatura de 40 C.

6.6.2Requisitos

A recuperação da capacidade de cada bateria do conjunto de amostras, após 90 dias em circuito aberto à temperatura de 40°C, não pode ser inferior a 50% da sua capacidade real em regime nominal (C ). As alíneas "d", "e" e "f" do item 6.6.6 podem ser repetidas até

r5

quatro vezes (totalizando 5 ensaios), se necessário, para satisfazer o requisito.



6.6.3Método de Ensaio

a)Carregar as amostras conforme procedimento descrito no item 6.1;

b)Descarregar as amostras com uma corrente constante, numericamente igual a 0,2 x C , durante 2,5 horas;

5

c)Manter as amostras a uma temperatura de 40 ± 2°C, durante 90 dias;



d)Recarregar as amostras, conforme especificado pelo fabricante, à temperatura ambiente do local de ensaio;

e)Após a recarga e antes de iniciar a descarga, manter as amostras em repouso, à temperatura ambiente do local de ensaio, durante pelo menos 1 h, e não mais de 4 h;

f)Descarregar as amostras à temperatura ambiente do local de ensaio, com uma corrente constante, numericamente igual a 0,2 x C , até atingir a tensão final de descarga de 2,50 V;

5

h)A capacidade obtida nestas condições é calculada segundo a equação 1, e é denominada por C ;



epc

i)A recuperação da capacidade nestas condições (rc) é calculada utilizando a seguinte equação:

(equação 5)

6.7Desempenho frente a ciclos de carga e descarga (durabilidade)

6.7.1Objetivos

Este ensaio tem por objetivo determinar se a bateria suporta 300 ciclos de carga / descarga antes de atingir 60% de sua capacidade nominal.

6.7.2Requisitos

As amostras submetidas à verificação do número de ciclos de carga / descarga nas condições do ensaio, devem suportar, no mínimo, 300 ciclos. Ao final dos 300 ciclos as amostras devem apresentar capacidade superior ou igual a 60% da sua capacidade nominal (C5).

6.7.3Método de Ensaio

a)Carregar as amostras conforme procedimento descrito no item 6.1;

b)Descarregar as amostras à temperatura ambiente do local de ensaio, com uma corrente constante, numericamente igual a 0,2 x C , até atingir a tensão de 2,75 V;

5

c)Recarregar as amostras, à temperatura ambiente do local de ensaio, conforme procedimento especificado pelo fabricante. Entre a carga e a descarga a bateria pode permanecer em repouso por até 1 h;



d)Os ciclos de carga e descarga devem ser realizados até que o valor da capacidade das amostras, obtido segundo a equação 1 para cada descarga do ensaio, seja igual ou inferior a 60% da sua capacidade nominal, ou sejam obtidos os 300 ciclos de carga / descarga;

e)O ensaio é finalizado quando as amostras atingirem 60% da sua capacidade nominal ou 300 ciclos de carga/descarga, o que primeiro ocorrer.

6.8Resistência interna

6.8.1Objetivos

Este ensaio tem por objetivo determinar a resistência interna da bateria pelos métodos denominados da Corrente Alternada ou Corrente Contínua.

6.8.2Requisitos

A resistência interna das amostras não pode ser maior que o valor declarado pelo fabricante para o método utilizado (método da Corrente Contínua R ou da Corrente Alternada R ).

dc ac


6.8.3Método de Ensaio

Se for necessário medir a resistência interna pelos dois métodos na mesma amostra, o da Corrente Alternada deve ser realizado primeiro. Não é necessário descarregar e recarregar a bateria entre as medidas.

a)Carregar as amostras conforme procedimento descrito no item 6.1;

b)Após a carga, antes de iniciar a descarga, manter as amostras em repouso, à temperatura ambiente do local de ensaio, durante pelo menos 1 h, e não mais de 4 h.

c)Todas as medidas de tensão devem ser efetuadas diretamente nos terminais da bateria, independentemente dos cabos e contatos utilizados para aplicar a corrente (medição a quatro fios).

6.8.3.1Medida da resistência interna em Corrente Alternada (R )

ac

a)Medir a tensão r.m.s. alternada U desenvolvida nos terminais da bateria enquanto é aplicada uma corrente r.m.s. alternada I , com freqüência de 1,0 ± 0,1 kHz durante 1 a 5 s.



b)O valor da corrente alternada utilizada deve ser escolhido de forma que a tensão de pico medida seja inferior a 20 mV.

c)A resistência interna em Corrente Alternada, Rac, é dada pela equação:

(equação 6)

onde,


U - é a tensão r.m.s. alternada;

I - é a corrente r.m.s. alternada.

Este método mede o módulo da impedância(Z= R+Xj), que é aproximadamente igual a sua componente resistiva (R),considerando a reatância capacitiva(X) na freqüência especificada.

6.8.3.2 Medida da resistência interna em Corrente Contínua (R )

dc

a)Descarregar a bateria com uma corrente constante I1, numericamente igual a 0,2 x C ;



5

b)No instante de descarga de 10 s, mantendo a corrente I1, medir e registrar a tensão U ;

1

c)Imediatamente a seguir aumentar a corrente de descarga para um valor I , numericamente igual a 1,0 x C ;



2 5

d)Após um período de descarga de 1 s, mantendo a corrente I , medir e registrar a tensão U

2 2.

A resistência interna em Corrente Contínua R da bateria



dc

deve ser calculada de acordo com a equação:

(equação 7)

onde,


I I - são as correntes constantes de descarga;

1, 2


U , U - são as tensões medidas durante a descarga, nos

1 2


instantes de tempo especificados.

6.9Imunidade à descarga eletrostática

6.9.1Objetivos

Este ensaio tem por objetivo avaliar a aptidão da bateria em suportar descargas eletrostáticas.

6.9.2Requisitos

a)O presente ensaio deve ser realizado sobre amostras com dispositivos de proteção eletrônicos incorporados, como diodos, transistores ou circuitos integrados;

b)Após a aplicação de descarga eletrostática de contato de 4 kV, e 8 kV para descarga pelo ar, os circuitos de proteção da bateria devem se manter em perfeitas condições operacionais.

6.9.3Método de Ensaio

a)Antes de realizar o ensaio de descarga eletrostática, verificar se a operação do circuito de proteção da bateria atende o especificado pelo fabricante, em relação aos seguintes requisitos: proteção contra sobretensão, subtensão, , limitação da corrente de carga e elevação de temperatura;

b)Realizar o ensaio de imunidade de descarga eletrostática conforme procedimentos descritos na Norma IEC 61000-4-2;

c)Após a realização do ensaio de descarga eletrostática verificar novamente, nas mesmas condições do item a), se os circuitos de proteção da bateria atendem o especificado pelo fabricante em relação aos seguintes requisitos: proteção contra sobretensão, subtensão, , limitação da corrente de carga e elevação de temperatura.

7Objetivos, Requisitos Técnicos e Métodos de Ensaio - Ensaios de Segurança

7.1Tratamento Prévio

Efetuar o seguinte procedimento em todas as amostras a serem submetidas aos ensaios:

a)Descarregar as amostras com uma corrente constante, numericamente igual a 0,2 x C , até atingir a tensão final de descarga de

5

2,50 V;



b)Carregar as amostras, conforme especificado pelo fabricante, até o estado de plena carga.

7.2Carga prolongada

7.2.1Objetivo

Este ensaio tem por objetivo avaliar a integridade da bateria quando submetida a um regime de carga prolongado.

7.2.2Requisito

As amostras submetidas a uma carga prolongada durante 28 dias, não podem pegar fogo, explodir ou apresentar vazamento de eletrólito.

7.2.3Método de Ensaio

a)Carregar as amostras conforme procedimento descrito no item 7.1;

b)Aplicar uma carga nas amostras durante 28 dias, conforme especificação do fabricante;

c)Ao final deste período, desligar as baterias;

d)Através de inspeção visual verificar sua integridade, conforme requisito descrito em 7.2.2.

7.3Stress a temperatura alta

7.3.1Objetivo

Este ensaio tem por objetivo avaliar a resistência do invólucro (revestimento) da bateria à temperatura moderadamente alta.

7.3.2Requisito

As amostras, submetidas a uma temperatura de 70 C durante 7 horas, não devem apresentar nenhuma deformação física que resulte em exposição de seus componentes internos.

7.3.3Método de Ensaio

a)Carregar as amostras conforme procedimento descrito no item 7.1;

b)Colocar as amostras em uma câmara com circulação de ar a uma temperatura de 70 ± 2°C durante 7 h;

c)Retirar as amostras e deixá-las em repouso até atingirem a temperatura ambiente;

d)Através de inspeção visual verificar se há deformações físicas com exposição de seus componentes internos.

7.4Ciclagem térmica

7.4.1Objetivo

Este ensaio tem por objetivo avaliar a resistência da bateria a variações de temperatura.

7.4.2Requisito

As amostras submetidas ao ensaio de ciclagem térmica não devem pegar fogo, explodir ou apresentar vazamento do eletrólito.

7.4.3Método de Ensaio

a)Carregar as amostras conforme procedimento descrito no item 7.1;

b)Colocar as amostras numa câmara a uma temperatura de 75 ± 2°C durante 4 h;

c)Diminuir a temperatura da câmara até atingir 20 ± 5°C num intervalo de 30 min e manter as amostras nesta temperatura durante, no mínimo, 2 h;

d)Diminuir a temperatura da câmara até atingir -20 ± 2°C num intervalo de 30 min e manter as amostras nesta temperatura durante 4 h;

e)Aumentar a temperatura da câmara até atingir 20 ± 5°C num intervalo de 30 min e manter as amostras nesta temperatura, no mínimo, durante 2 h;

f)Repetir as etapas descritas nas alíneas "b" a "e" quatro vezes (totalizando 5 ciclos térmicos);

g)Após o quinto ciclo, armazenar as amostras durante sete dias à temperatura ambiente do local de ensaio;

h) Verificar se as amostras não pegaram fogo, não explodiram ou não apresentaram vazamento do eletrólito.

7.5Curto circuito externo

7.5.1Objetivo

Este ensaio tem por objetivo avaliar se a bateria suporta um curto-circuito externo, sem explodir ou pegar fogo.

7.5.2Requisito

Na aplicação de curto-circuito nos terminais externos da bateria, esta não deve pegar fogo ou explodir.

7.5.3Método de Ensaio

a)Carregar as amostras conforme procedimento descrito no item 7.1;

b)Armazenar um conjunto de 5 amostras à temperatura ambiente do local de ensaio, e outro conjunto de mais 5 amostras à temperatura de 55 ± 3°C;

c)Submeter cada conjunto a um curto-circuito, interligando os terminais positivo e negativo com uma resistência externa. A resistência total do circuito externo, montado para o ensaio, deve ter um valor inferior a 100 mΩ (a resistência total inclui a própria resistência de descarga, fios e os contatos com os terminais);

d)Finalizar o ensaio após as amostras permanecerem 24 horas em curto-circuito, ou quando a temperatura do invólucro das amostras atingir um valor 20% inferior ao valor máximo apresentado durante o ensaio;

e)Através de inspeção visual verificar se as amostras não pegaram fogo ou explodiram.

7.6Queda livre

7.6.1Objetivo

Este teste tem por objetivo avaliar se a bateria suporta quedas de uma altura de 1,0 m sem pegar fogo ou explodir.

7.6.2Requisito

Após as amostras sofrerem três quedas livres de uma altura de 1,0 m, estas não devem apresentar faísca e/ou explosão.

7.6.3Método de Ensaio

a)Carregar as amostras conforme procedimento descrito no item 7.1;

b)Submeter cada uma das amostras a três quedas livres de uma altura de 1,0 m, sobre um solo de concreto. A queda das amostras é realizada de maneira a obter impactos com orientações aleatórias;

c)Através de inspeção visual verificar se as amostras não pegaram fogo ou explodiram.

7.7Abuso térmico

7.7.1 Objetivo

Este ensaio tem por objetivo avaliar se a bateria suporta temperaturas extremas sem explodir ou pegar fogo.

7.7.2Requisitos

Após a bateria ser submetida ao teste de abuso térmico, esta não deve pegar fogo ou explodir.

7.7.3Método de Ensaio

a)Carregar as amostras conforme procedimento descrito no item 7.1;

b)Colocar as amostras em uma câmara ou forno com circulação de ar por convecção ou por gravidade;

c)Aumentar a temperatura a uma taxa de 5 ± 2°C/min, até atingir a temperatura de 130 ± 2°C;

d)Deixar as amostras na temperatura de130 ± 2°C durante 10 min;

e)Retirar as amostras da câmara e finalizar o ensaio;

f)Através de inspeção visual verificar se as amostras não pegaram fogo ou explodiram.

7.8Sobrecarga

7.8.1Objetivo

Este ensaio tem por objetivo avaliar se a bateria suporta um excesso de carga sem pegar fogo ou explodir.

7.8.2Requisito

Após a bateria ser submetida a uma sobrecarga, conforme método descrito no item 7.8.3, esta não deve pegar fogo ou explodir.

7.8.3Método de Ensaio

a)Descarregar as amostras conforme descrito no item 7.1;

b)Recarregar as amostras com uma fonte de tensão de ≥10 V, utilizando a corrente de carga, recomendada pelo fabricante (I ),

rec durante um tempo em horas (t) igual a 2,5 x C /I (onde C éa

5 rec 5

capacidade nominal);



c)Através de inspeção visual verificar se as baterias não pegaram fogo ou explodiram.

8Objetivos, Requisitos Técnicos e Métodos de Ensaio - Carregador para Celular

8.1 Os carregadores para telefones celulares devem ser ensaiados acoplados ao telefone celular com relação aos aspectos de Compatibilidade Eletromagnética descritos no Regulamento anexo a Resolução n 442, de 21 de julho de 2006 e Segurança Elétrica conforme Regulamento anexo a Resolução n° 238, de 9 de novembro de 2000.

8.2 Quando submetidos aos ensaios de emissão e aos ensaios de imunidade, dispostos nos Títulos II e III do Regulamento anexo a Resolução n 442, o telefone celular deve apresentar suas condições normais de funcionamento.

8.2.1 Para o caso do carregador de base fixa, onde não é possível o uso do telefone celular em condições de carga, o ensaio de imunidade conduzida nas linhas de alimentação não deve ser realizado.

8.3 Para o ensaio de Resistibilidade a Perturbações Eletromagnéticas, disposto no Titulo IV, do Regulamento anexo a Resolução n 442, o carregador deve prover isolamento elétrico de modo a não ser danificado e não permitir danos ao telefone.

8.4 Quando submetidos aos ensaios de Choque Elétrico e Aquecimento Excessivo, dispostos nos Títulos IV e V do Regulamento anexo a Resolução n 238, devem ser observados os seguintes aspectos:

a)Choque Elétrico: O carregador não deve permitir a passagem de corrente para o telefone de forma a ocasionar danos;

b)Aquecimento Excessivo: O conjunto carregador e telefone não devem ultrapassar os limites de elevação de temperatura prescritos no Titulo V do Regulamento anexo a Resolução n 238.

9Amostragem e Seqüência de Ensaios

9.1 A distribuição das amostras por ensaio é apresentada no Anexo I.

9.2 Os ensaios devem ser realizados em baterias cuja data de fabricação não exceda a 6 (seis) meses da data de sua apresentação para os ensaios.

10Identificação da Homologação

As baterias e os carregadores deverão portar um selo de segurança que permita a fácil identificação de origem pelo usuário e pela Fiscalização da Agência, assim como a impossibilidade de falsificação, alteração, duplicação ou simulação. Este selo deve conter a logomarca Anatel, o número da homologação e identificação que permita verificar a rastreabilidade da bateria.

11. Disposições Finais

11.1As baterias deverão portar indicativo para o procedimento do descarte.

11.2O solicitante do pedido de certificação da bateria, deve informar quais os modelos de celulares com os quais ela deve operar. O laboratório após os teste de desempenho da bateria, deve realizar testes que comprovem a perfeita operação da bateria com os aparelhos celulares previstos.

ANEXO I


Quantidade de Amostras: 54 baterias.



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