Resenha do livro



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RESENHA DO LIVRO

A BÍBLIA E O FUTURO

A DOUTRINA BÍBLICA DAS ÚLTIMAS COISAS

DE

ANTHONY HOEKEMA


POR WEMERSON MARINHO

Anthony Hoekema inicia seu livro definindo etimológicamente o significado do termo ESCATOLOGIA, que tem uma dupla abrangência. Quanto ao indivíduo, trata da morte e da vida do homem no pós-morte. Quanto ao aspecto geral da escatologia (mundo), ela trata dos acontecimentos relacionados a Segunda Vinda de Cristo, Arrebatamento da Igreja, Juízo Final e etc.


ESCATHÓS + LOGOS = Doutrina das Últimas coisas
No capítulo 1 e capítulo 2 do seu livro aqui resenhado, ele trabalha a escatologia numa perspectiva mais bíblica, do que própriamente sistemática. No âmbito do Antigo Testamento, ele faz uma relação de Gn 3.15 com 22.18, 26.4; 28.14; 49.10 com 2 Sm 7.12-13; Dt 18.15; Sl 110.4 e |Zc9.9, quando fala do Redentor descendente da mulher que também seria profeta, Sacerdote e Rei. Ele evoca Jurgen Multimann para afirmar que a escatologia é a essência do cristianismo. Depois de citar muitos textos em que os profetas chamam a atenção de Judá e de Israel entre estes, Joel no capítulo 2. 28 em diante, acerca do Dia do Senhor, Hoekema, resume a visão escatológica com o seguinte cronograma:

  1. O Redentor Vindouro;

  2. O Reino de Deus;

  3. A Nova Aliança;

  4. A Restauração de Israel;

  5. O Derramamento do Espírito;

  6. O Dia do Senhor;

  7. Os Novos Céus e a Nova Terra.

No âmbito do Novo Testamento ele vê Simeão e Ana apresentando Jesus no templo como sinal da conclusão das expectativas e esperanças vivenciadas no período vétero-testamentário – vide Lc 2.25,38. Destarte, a escatologia neo-testamentária já começa com a chegada do Redentor. No Novo Testamento a visão do plano redentor de Deus é alargada e concreta com as pregações de Cristo e de seus seguidores. É uma saída da predição para o cumprimento das promessas, aqui Hoekema evoca o teólogo Willian Manson, que por sua vez nos chama a atenção para a uma bipolaridade. O fim chegou ou não? É tempo de Graça ou de Glória? Esta bipolaridade essencial, tonifica a escatologia cristã, que como o amor, é de Deus. O grande evento escatológico do AT, já se cumpriu – a vinda de Cristo ao mundo. É chegado o Reino! Esta é uma mensagem anunciada no Novo Testamento que foi a essência da esperança do povo de Deus no AT, Mt 3.2;12.28;Mc 1.15. Cristo aparece na plenitude dos tempos (Gl 4.4). E chegado os fins dos tempos! (1 Co 10.11). Esta era a visão do Apóstolo Paulo, sua convicção. Em hebreus Cristo é o cumprimento das finalidades escatológicas – Hb 9.26. Ao contrário do antigo testamento que anunciava que viria os últimos tempos, no NT encontramos outra razão: Estamos nos fins dos tempos! Assim sendo Hoekema conclui seusdois capítulos traçando um gráfico cronológico em que engoca: Criação, a Era Passada, Primeira Vinda de Cristo, Esta era ou (Os Últimos dias /Fim das Eras), Segunda Vinda de Cristo e Era por vir (O último Dia/Fim da Era).

No capítulo 3 de seu livro, Hoekema fala sobre o sentido da história na escatologia. Para o cristianismo a história é o cumprimento do propósito de Deus, e como movendo-se em direção a um alvo, ao contrário do pensamento grego que pensavam que a história e o tempo eram apenas incorporações imperfeitas de ideais que nunca foram realizados, representando o domínio do qual a pessoa buscava ser libertada. Hoekema evoca Oscar Culmam para salientar a visão cristã escatológica da história, que entende que a forma de interpretar a história influencia a compreensão da redenção. Deus é Soberano e a história está subordinada a Deus. O ateísmo afirma que as coisas acontecem por acaso e por conseqüências de ações como reações. Descartando o controle divino da história. A história é um desfecho dos fatos humanos, dos quais Deus é Senhor e Cristo o Centro.

No capítulo 4 de seu livro, Hoekema fala sobre o Reino de Deus. Neste capítulo ele reafirma as verdades do seu capítulo sobre a “Natureza Escatológica do Novo Testamento”. Ele fala da chegada do Reino como sendo um marco na escatologia. Um marco divisor entre a esperança vétero-testamentária e as expectativas da na nova era, a era da chegada do Messias. O Reino de Deus deve ser entendido como o reinado dinamicamente ativo de Deus na história humana por meio de Jesus Cristo, cujo propósito é a redenção do povo de Deus do pecado e de poderes demoníacos, e o estabelecimento final dos novos céus e nova terra. No ensino de Cristo, o Reino de Deus era tanto presente como futuro. Muitas das parábolas falam de uma consumação futura do Reino, enquanto por outro lado a expulsão de demônios, caracteriza a exist~encia de um Reino divino que sobrepuja o mal. O apóstolo Paulo também admitia o Reino como presente e como futuro, veja 1 Co 4.19,20; Rm 14.17; Cl 1.13-14 (Reino Presente); 2 Tim 4.18; 1 Co 6.9; Gl 5.21; Ef 5.5; 1 Co 15.50 (Reino Futuro) –Ele admite as duas idéias.

No Capítulo 5 de seu livro, Hoekema trabalha o tema a escatologia e o Espírito Santo. Num parágrafo poderíamos resumir este capítulo da seguinte forma: No At o Espírito santo é uma promessa, no NT Ele é um fato que prepara o mundo para o fim último, o fim escatológico Ele é o penhor da herança dos eleitos. O capítulo 6 do livro conclui o capítulo 5. Estamos no fim ou não? O Espírito Santo como Primíssia e Penhor, dá sentido para a igreja entre o estar aqui na dinâmica do Reino mas na esperança do arrebatamento da igreja. Capacita a os eleitos para cumprirem sua parte na história dirigida por Deus.

Até aqui trabalhei a parte UM do livro, agora em dois texto, trabalharei a Parte DOIS do livro com breves frases, resumindo o pensamento do autor.


RESENHA CAPÍTULO 7 a 9

ESCATOLOGIA INDIVIDUAL

Morte Física

Aqui nota-se a diferença entre morte do ser humano e morte de animais e dos vegetais, que segundo estudos da paleontologia aconteceram antes da queda, desde eras remotas, conforme afirma o prof. L. W. Kuilman. A conquista da morte , portanto, deve ser vista como parte essencial da obra redentora de Cristo. Cristo não redime o seu povo apenas do pecado, mas também dos resultados do pecado. No céu não haverá mais morte. O pecado trouxe a morte, mas cristo a vida e vida eterna. Cristo vence a morte!

Imortalidade da Alma

A imortalidade da alma é uma idéia que vem desde os povos babilônios, persas, egípcios e gregos antigos. Foi defendida por Platão (427-347 aC). APHTHARSIA, aparece sete vezes no NT, traduzida é imortalidade, como alvo daquilo que o cristão persegue. Calvino aceita a imortalidade da alma como tendo sido comunicada por Deus ao homem. Tanto Louis Bekhof quanto Herman Bavinck, apresentam muitos argumentos em favor da imortalidade da alma. A imortalidade da alma vem de Deus, não é algo meramente inerente ao homem.

O Estado Intermediário

O que é HADES? O que é SHEOL? Reino da morte. Não se tratam de lugares distintos, ou de expiação ou purgatório. Os reformadores: Calvino e Lutero rejeitaram esta idéia. Os anabastistas defendiam a idéia do sono da alma entre a morte e o julgamento. Calvino ensinou que o estado intermediário é de bênção e de expectativas. Paraíso significa céu, morada de Deus, ou o chamado 3º céu. O ímpio e o justo ainda aguardam o Grande Dia do Senhor! Os justos para permanecerem em glória e os ímpios para receberem a sentença de castigo eterno, embora já estejam em sofrimento.


Do Capítulo 10 ao 13

Ninguém sabe o momento exato da vinda de Cristo, é mistério de Deus, portanto há uma expectativa. Jesus promete aos seus discípulos que em breve voltaria para busca-los. Haverá uma única ressurreição, a dos ímpios e a dos justos concomitantemente. A vinda de Cristo será marcará o arrebatamento da igreja e a ressurreição dos mortos. Porque a expectativa? HOEKEMA responde: “ A ênfase mais comum é que nossa expectativa, pela volta do Senhor, serve como um incentivo para um viver santo.”.

Vários sinais caracterizariam a Segunda Vinda de Cristo. O surgimento de falsos mestres, catástrofes. Contudo há o KAIRÓS, o tempo de Deus agir. Ele tem reservado o dia, mas a própria natureza sinaliza as características deste tempo. ‘Discernir os sinais dos tempos, portanto, tem implicações importantes para nossa conduta diária. Significa “remindo o tempo, porque os dias são maus” Ef 5.16.

O evangelho será proclamado a todas as nações, a salvação da plenitude de Israel – Sinais que evidenciam a graça de Deus;

A tribulação, apostasia e anticristo – sinais que indicam oposição a Deus;

Guerras, terremotos e fomes – sinais que indicam julgamento divino.

HOEKEMA, não aceita a idéia de uma segunda vinda de Cristo pré-tribulacional ou pré-milenial. Rechaça a idéia de sete anos literais de tribulação para os que ficarem após o arrebatamento da igreja. Ele não virá em diuas etapas, com afirmam alguns teólogos. Voltará uma única vez, quando acontecerá o arrebatamento da igreja, a ressurreição dos mortos e o juízo final.

Capítulo 14

Exitem três posições básicas sobre a doutrina do milênio.


  1. Prémilenismo: Jesus arrebata a igreja antes do milênio. Existem ainda os prémilenistas dispensacionalistas. Aqueles que dividem a história em sete períodos, também chamados de sete dispensações.

  2. Pós-milenismo: a igreja constrói o reino milenar, depois Cristo vem reinar;

  3. Amilenismo: Não existe um milênio literal. Milênio é o período da existência da igreja. O tempo em que satanás está amarrado, ou seja, impedido de proibir o avanço e consolidação da igreja.

Capítulo 15

CRÍTICA DO PREMILENISMO DISPENSACIONALISTA

O Dispensacionalismo quebra o princípio da unidade básica da revelação bíblica. Acreditam numa conversão em massa de Israel. Não compreendem o novo sentido do Israel de Deus, toda a Igreja de todos os tempos.Acreditam em um tempo de paz, em que israel governará o mundo, chamado: dispensação do milênio. A restauração de Israel a sua terra no milênio. Para os dispensacionalistas a igreja é apenas um parêntesis, ou seja, surge PORQUE ISRAEL REJEITOU A Deus. Deus tem seu povo A grande contribuição dada ao dispensacionalismo tem sido dada pela Bílblia de Scofield.


Capítulo 16

O MILÊNIO DE APOCALÍPSE 20

O sistema de interpretação utilizado por HOEKEMA é baseado no esquema apresentado por Willhan Hendriksen, no livro Mais que Vencedores. É o sistema conhecido como paralelismo progressivo. De acordo com este sistema, o livro do apocalipse está dividido em sete seções que se desenrolam paralelamente, cada uma delas retratando a igreja e o mundo desde a época da primeira vinda de Cristo até o tempo de sua segunda vinda.

O milênio se inicia no momento em que Cristo tentado por satanás no deserto sai vencedor. Satanás sai vencido. Ele é amarrado no sentido de ficar impossibilitado de impedir o progresso da igreja. Não no sentido de ficar impossibilitado de agir. Ele é um agente livre, mas sem domínio sobre a igreja. O período da existência da igreja é o período do milênio, que não é literal, mas simbólico. Representa o período em que um povo vive e age sob a influência de Cristo, seu Rei. “ O período de mil anos durante o qual estas almas vivem e reinam com Cristo é, conforme vimos, toda a era do Evangelho, desde a primeira vinda de Cristo até a segunda vinda.”


Capítulo 17

RESSURREIÇÃO DO CORPO

Os premilenistas fazem uma distinção de duas ressurreeições. A ressureição dos justos e a ressurreição dos ímpios. Segundo eles, os justos ressucitarão no dia da Segunda Vinda de Cristo e os ímpios no dia do Juízo final que srerá depois da Grande Tribulação e depois do milênio. HOEKEMA, não faz distinção de justos e ímpios no ato da ressurreição. Admite a existência de uma única ressurreição, de ímpios e justos ao mesmo tempo.
Capítulo 18

O JUIZO FINAL

HOEKEAMA começa discorrendo sobre a necessidade do juízo final. Os opositores da visão reformada dizem: Se após a morte o justo vai para o céu e o ímpio para o inferno, porque o juízo final? Qual pois é o propósito do juízo final? TRÊS PONTOS podem ser destacados: 1) O principal propósito do Juízo final é mostrar a Soberania de Deus. 2) Um segundo propósito é o de revelar o grau de de punição que cada um vai receber. Uma vez que esta atribuição está intimamente relacionada com a vida que as pessoas viveram, este assunto terá de ser determinado por ocasião do juízo final. 3) Agora Deus determina onde cada um passará a eternidade. Deus será perfeitamente justo, e cada pessoa sofrerá exatamente o que merece.
Capítulo 20

A NOVA TERRA



HOEKEMA Não aceita a déia na aniquilação da terra, mas na renovação da mesma., para isto evoca Rm 8. Ele faz uso dos vocábulos gregos Neos, e Kainós, para explicar a diferença entre uma terra nova no sentido de ser outra terra, e a terá nova no sentido de uma terra renovada, para isto ele explica a ressurreição dos santos. Eles são transformados e não outras pessoas. Para isto ele rejeita a idéia de Emil Brunner, que acredita que os santos viverão em outra terra. Que o novo não é no sentido de renovar a existente, mas de se fazer de fato outra.



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