Requerimento n.º 2349 de 2002



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REQUERIMENTO N.º __2349____ DE 2002

Requeiro, nos termos do artigo 165, inciso X do Regimento Interno, que se registre nos anais desta Casa de Leis um voto de congratulações com a Rádio Jovem Pan de São Paulo, AM e FM, assim como com a Jovem Pan SAT, pelos seus 58 anos da primeira, de trabalho eficaz, como símbolo do rádio paulistano, nesta época em que se festeja os 80 anos da radiodifusão no Brasil e, em 25 de Setembro, o Dia do Rádio e o Dia da Radiodifusão.


Requeiro, ainda, que desta manifestação dê-se ciência ao diretor-presidente da Rádio Jovem Pan, Antonio Augusto Amaral de Carvalho, assim como aos outros diretores e também aos jornalistas e radialistas e demais funcionários dessa importante emissora, na Avenida Paulista, 807, 24.º andar, CEP 01311-915, bairro de Cerqueira César, Capital de São Paulo.
JUSTIFICATIVA
Neste mês em que o Rádio comemora 80 anos de atividades no Brasil e são festejados em 25 de Setembro o Dia do Rádio e o Dia da Radiodifusão, é mais que justo que esta Casa Legislativa registre um voto de congratulações com os radialistas de um modo geral e, em especial, com uma emissora de rádio que simboliza a dedicação do Estado de São Paulo pela democracia e pelo direito à informação: a Rádio Jovem Pan (620Khz), fundada há 58 anos com o nome de Rádio Panamericana.

Há mais de 20 anos, estes versos do compositor Billy Blanco estão no ar diariamente, pela manhã, como prefixo da Pan em seu principal noticioso, uma música-tema da emissora que tem muita a ver com a vibração e, ao mesmo tempo, com o romantismo da Capital de nosso Estado:



São Paulo que amanhece trabalhando

São Paulo que não sabe adormecer

Porque durante a noite paulista vai pensando

Nas coisas que de dia vai fazer

São Paulo todo frio quando amanhece

Correndo no seu tanto que fazer

Na reza do paulista trabalho é o padre nosso

É a prece de quem luta e quer vencer

Essa música descreve o corre-corre das pessoas que fazem a vida da maior metrópole da América do Sul, deixa claro o compromisso de informar o que de mais importante acontece pelo mundo. São Paulo é o espelho do Brasil: une nordestinos, mineiros, gaúchos, cariocas, além de uma enorme gama de colônias estrangeiras, como a italiana, a portuguesa, a japonesa, a coreana, a espanhola, a alemã, a síria, a libanesa, a de outros países latino-americanos. A cidade também acolhe todos aqueles que vêm do Interior do Estado tentar a vida na Capital. E, como diz a música de Billy Blanco, está sempre pronta para recompensar quem dá duro no trabalho e luta para sobreviver.

A Rádio Jovem Pan de São Paulo tem tudo a ver com São Paulo: nasceu das Emissoras Unidas, que tiveram como grande propulsor o sempre recordado Paulo Machado de Carvalho, o Marechal da Vitória, homem de enorme espírito empreendedor, nascido em 1901 e falecido em 1992. Ele consolidou a Rádio Record como uma grande emissora, aprimorou a Panamericana como Emissora dos Esportes, desenvolveu novelas na Rádio São Paulo e criou, em 1953, a TV Record.
Os filhos e netos do dr. Paulo prosseguiram sua obra. Infelizmente, a TV e a Rádio Record mudaram de mãos, mas a Jovem Pan não só persiste como exemplo de fidelidade à ética e ao jornalismo de serviço: multiplicou sua presença em todo o País, por meio da Rádio Jovem Pan 2 FM e da Jovem Pan SAT, sendo este último um sistema pela qual a programação da Pan atinge a outras emissoras brasileiras.

No início dos anos 70, a Pan revolucionou a radiodifusão brasileira ao optar, por um jornalismo atuante e participativo, seguido por intensa prestação de serviços que se transformou em um marco da história do radiojornalismo do País. Nesse ponto, devemos homenagear a memória do saudoso Paulo Machado de Carvalho, assim como registrar a importância de seu filho Antonio Augusto Amaral de Carvalho, o Tuta, na condução e no aprimoramento da emissora. O filho de Tuta, o Tutinha, Antonio Augusto Amaral de Carvalho Filho, hoje se encontra também à frente da Jovem Pan AM e da Pan 2 FM. A terceira geração dos Machado de Carvalho é ainda representada por Paulo Machado de Carvalho Neto, o Paulito, que, além de estar dinamizando a Jovem Pan SAT, é o presidente recém-reeleito da Associação das Emissoras Brasileiras de Rádio e Televisão (ABERT), confirmando o estilo de liderança de seu dinâmico avô.


No entanto, como dizia Paulo Machado de Carvalho, conclamado de Marechal da Vitória por ter sido chefe da delegação que conquistou os dois primeiros títulos mundiais da história do futebol brasileiro (1958 e 1962), uma emissora não consegue sucesso se não conta com funcionários eficientes. Ele se referia aos funcionários como sendo “amigos”.
E, de fato, este parlamentar também teve a honra e o privilégio de se sentir amigo dos Machado de Carvalho, ao iniciar, na Rádio Jovem Pan, ainda sediada no bairro Aeroporto, sua carreira de radialista, com Carteira do Trabalho assinada exatamente em 16 de fevereiro de 1972. Dois anos antes, já houvera uma rápida oportunidade, na substituição de Magno Roberto de Oliveira, durante a cobertura do carnaval paulistano. Trinta anos atrás, este parlamentar pôde sentir toda a transformação então adotada pela Pan, em que aparecia com destaque o competente trabalho do então diretor de Jornalismo, Fernando Vieira de Mello.
O rádio muito deve a Fernando, infelizmente falecido em 1.º de janeiro de 2001. Ele foi um verdadeiro pai do jornalismo de serviços, apoiado pelos Machado de Carvalho e formando uma “escola de radiojornalismo”. A marca Jovem Pan transformou-se num sinônimo de notícia e credibilidade, de jornalismo dinâmico e informação correta. Esse trabalho pioneiro tornou-se um modelo para as emissoras concorrentes.
É lugar comum dizer que onde está o fato, lá também está o microfone da Jovem Pan. Foi assim, por exemplo, na cobertura dos incêndios dos Edifícios Andraus (em 1972) e Joelma (em 1974), que pararam São Paulo, e dos quais este parlamentar participou, na época, sem deixar a cobertura diária da Central de Polícia, no Páteo do Colégio e, depois, no Parque D. Pedro II, sede do antigo DEGRAN e hoje gabinete da Prefeitura Municipal. Foi um período de quase 10 anos nesse trabalho, em que foi possível aprimorar meu conhecimento jornalístico, com grande respeito à ética e aos direitos.

A Jovem Pan criou um novo estilo de rádio, especialmente no que diz respeito à prestação de serviço, que representa um canal aberto da população com as autoridades da cidade, do Estado e do País. O compromisso da Rádio Jovem Pan com a notícia é o princípio fundamental no qual se baseia a filosofia de trabalho da emissora em testemunhar os fatos, participando e fazendo do ouvinte um agente atuante da própria história.


O jornalismo dinâmico e atualizado da Jovem Pan envolve todos os segmentos sociais, políticos e econômicos 24 horas por dia, na transmissão de noticiosos como o “Jornal da Manhã", o "Jornal Jovem Pan" e o vespertino jornal "Hora da Verdade", além do noticioso "Hora da Notícia", de hora em hora, contando com reportagens realizadas em todos os horários pelas ruas da cidade, entidades representativas, casas legislativas, envolvendo entrevistas com autoridades, incluindo exclusivas com ministros de Estado e outros integrantes do Executivo, Legislativo e de todos os segmentos da vida do País.


Some-se a isso a prestação de serviço desenvolvida pela Jovem Pan, trabalho que envolve a comunidade em campanhas em vários setores, como a saúde, educação, impostos, transportes, segurança, defesa do consumidor, numa verdadeira cobrança aos responsáveis que prestam contas através dos prestigiosos microfones da Jovem Pan, encaminhando soluções para problemas da cidade e do cidadão.


Em Esportes, a Pan tem grande tradição, desde a época da antiga Panamericana, em que contava com os lendários Pedro Luiz, narrador, e Mário Moraes, comentarista. Mais tarde, foi a Pan que acabou revelando para o Brasil o estilo de Osmar Santos, ainda hoje lembrado como um narrador vibrante. Hoje em dia, lá estão Milton Neves, Flávio Prado, Cláudio Carsughi, Wanderley Nogueira e uma excelente equipe de Esportes para transmitir jogos de futebol, corridas de Fórmula 1 e Fórmula Indy, assim como disputas poliesportivas.


A história da Rádio Jovem Pan de São Paulo começou no dia 3 de maio de 1944, quando foi inaugurada, como Rádio Panamericana S.A, na sua primeira sede, na Rua São Bento, 279, centro de São Paulo. Teve como prefixo as primeiras notas da Quinta Sinfonia de Beethoven que, no código morse, representavam o "V" da Vitória, em plena 2.ª Guerra Mundial. Em novembro daquele mesmo ano, a emissora foi adquirida por Paulo Machado de Carvalho, passando a integrar o Grupo das Emissoras Unidas. Em 1945 a Panamericana, que nasceu para transmitir novelas, foi transformada em "a emissora dos esportes", por Paulo Machado de Carvalho, com o projeto executado pelo então empossado diretor-geral Paulo Machado de Carvalho Filho, o Paulinho. Paulo Machado de Carvalho começou no rádio em 1931, na Record, emissora que seria a da Revolução Constitucionalista de 1932. Ele assumiu o controle da rádio nos anos 40.


O primeiro contato de Antonio Augusto Amaral de Carvalho, o Tuta, com a emissora, se deu em 1949, quando começou a trabalhar na Panamericana como secretário do irmão. Paulo Machado de Carvalho Filho deixou a emissora em 1952, indo para a Rádio Record. A direção geral foi, então, assumida por Tuta, que na época tinha apenas 21 anos de idade. Nesse mesmo ano, a Panamericana saiu da rua São Bento e se instalou na Rua Riachuelo, 275, no 13º andar, no centro da cidade. Um ano depois, em 1953, Tuta deixou a direção da emissora para se dedicar à programação da TV Record, canal 7 de São Paulo, que iniciava suas transmissões. Em 1954, a Panamericana mudou suas instalações da Rua Riachuelo para a Avenida Miruna, 713, no bairro do Aeroporto, onde se concentrava o grupo das Emissoras Unidas. Em 1964, ainda ligado à TV Record, Antonio Augusto Amaral de Carvalho assumiu novamente a direção da emissora.
O nome “Jovem Pan" surgiu em 1965, dado por Paulo Machado de Carvalho. A grande transformação da Panamericana começou em 1966, sob a direção de Tuta. Já com o nome de Jovem Pan, a rádio iniciou vários programas com ídolos da música popular brasileira que, na época, faziam grande sucesso na TV Record. Os programas jornalísticos foram criados em 1970, 71 e 72, período em que surgiram a "Equipe Sete e Trinta", o "Jornal de Integração Nacional" e, finalmente, o "Jornal da Manhã", que até hoje é uma referência no jornalismo de rádio em todo o país.

Em 1973, Antonio Augusto Amaral de Carvalho deixou a TV Record para se dedicar exclusivamente à Rádio Panamericana-Jovem Pan. Nesse mesmo ano, adquiriu as ações da emissora dos irmãos Paulo Machado de Carvalho Filho e Alfredo de Carvalho, tornando-se seu único proprietário.


Em 1976, a Jovem Pan deixou a avenida Miruna e se instalou na Avenida Paulista, 807, 24.º andar.

Ainda em 1976, foi inaugurada a Jovem Pan 2 FM, com sede no mesmo local. Em 1993, a emissora iniciou o Projeto Jovem Pan-SAT, que teve sua implantação em 1994, com sinal de áudio totalmente digital, transmitindo via satélite para várias regiões do país. Em 1996, a Jovem Pan-SAT atingiu a marca de 15 milhões de ouvintes em todo o Brasil. Eleita a emissora-símbolo de São Paulo, a Jovem Pan tornou-se uma referência no radiojornalismo brasileiro com uma programação eclética, dinâmica e uma prestação de serviço abrangente ligada aos anseios da população.


Atuante e participativa, a Jovem Pan vive dentro de seu tempo, é testemunha de uma época. E, como testemunha de seu tempo, alargou suas fronteiras. Hoje está presente em várias regiões do País, através do sistema SAT, levando a informação imediata e correta dos fatos nacionais e internacionais, por meio do trabalho de correspondentes em Brasília, Rio de Janeiro e outras capitais brasileiras, além de profissionais que, com exclusividade, informam todos os dias e em vários horários, da Europa, dos Estados Unidos e Japão.


Para a Jovem Pan, o jornalismo é um fato social fundamental para a vida moderna. A Jovem Pan-SAT interliga e revela o país pela informação, cumprindo, assim, sua função de formar a opinião pública diante dos fatos. Num país em desenvolvimento como o Brasil, o rádio tem um papel fundamental para unir a população em torno dos grandes temas nacionais.


O rádio é o elo entre a sociedade e os poderes constituídos. O rádio tem o papel de aglutinar a comunidade em torno dos interesses maiores do país. Dentro deste contexto, a Jovem Pan sempre cumpriu e cumpre seu papel diante da sociedade. A trajetória de mais de meio século da Rádio Jovem Pan AM de São Paulo na história da radiodifusão do Brasil representa um marco nas comunicações do país, condição que se conquista sobretudo por um trabalho sério e responsável, que não faz e nunca fez concessões às facilidades, preferindo sempre a tarefa árdua do esclarecimento e da informação correta, imediata e justa a serviço das pessoas, perseverança que revela os princípios e a filosofia da Jovem Pan, fundamentais para uma empresa moderna que tem consciência de sua função no Brasil.


Hoje, a voz padrão do locutor Franco Neto, verdadeiro símbolo da Pan, tem tudo a ver com São Paulo. Atrás dessa voz, está o trabalho de inúmeros profissionais, que também desejamos homenagear.

Diante do exposto, levando em consideração a importância do rádio em geral e da Jovem Pan em particular, peço aos meus Pares todo o apoio para a aprovação deste voto de congratulações. Parabéns, Rádio Jovem Pan!


Sala das Sessões, em




Deputado AFANASIO JAZADJI (PFL)


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