Regulamento técnico da sinuca



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SINUCA

Art. 1 O torneio de sinuca será realizado de acordo com as regras estabelecidas pela Confederação Brasileira de Bilhar e Sinuca (CBBS) na "Carta de Goiânia".



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DO JOGO E PARTIDAS
Art. 2 As partidas conterão dois ou mais jogadores, que usarão uma bola branca, “tacadeira”, e sete coloridas valendo: vermelha 1, amarela 2, verde 3, marrom 4, azul 5, rosa 6 e preta 7 pontos.
Art. 3 A bola de menor valor em jogo será sempre considerada como a “bola de vez” e as demais como numeradas.
Art. 4 Considera-se como partida o tempo usado pelos jogadores para encaçapar todas as bolas coloridas em jogo, segundo as regras.
Art. 5 Um conjunto predeterminado de partidas compõem um jogo.
Art. 6 Cada tacada poderá ser iniciada pela bola da vez, que em jogada normal será sempre livre de “castigo”, ou por uma bola numerada sujeita a “castigo” (risco de perder pontos) de 7 pontos se não convertidas.
Art. 7 Exceto a bola da vez convertida licitamente, qualquer bola encaçapada retornará ao jogo em sua marca, seja numerada ou outra imediatamente após a bola da vez. Também retornarão ao jogo em suas respectivas marcas a bola lançada fora da mesa ou encaçapada com falta, inclusive a da vez.


  • DAS SAÍDAS

Art. 8 Para a saída as bolas de 1 as 7 serão colocadas em suas respectivas marcas. A bola tacadeira ficará em situação de “bola na mão”, podendo ser colocada em qualquer ponto sobre e/ou limitado pelo semicírculo “D”.


Art. 9 A saída da primeira partida de um jogo será decidida por sorteio e quem ganhar escolherá qual jogador sairá. As saídas das partidas seguintes serão alternadas.
Art. 10 Na saída deverá ser jogada a bola 1, e repetida tantas vezes necessárias, se:

  1. ela for encaçapada;

  2. for cometida alguma falta;

  3. a bola tacadeira não puder tangenciar (tirar fino) por ambos os lados à bola 1, antes de tocar em outra bola ou tabela.

Art. 11 Na condição da alínea “C” anterior o oponente terá a opção de praticar a sua tacada continuando a partida.




  • DA SINUCA

Art. 12 Considera-se como em situação de sinuca total quando o jogador está impedido de atingir direta e naturalmente ao menos um ponto da bola visada, impedido por obstáculo de outra(s) bola(s) ou “bico de tabela”. Em caso de parte da bola visada poder ser atingida em tacada direta e natural, a sinuca é tida como parcial.


Art. 13 A sinuca só será válida quando originada por jogada sem falta na bola da vez, exceto nas saídas.


  • DA RECUSA

Art. 14 O jogador com direito a tacada poderá recusar a jogada, “passando-a” adversário, após este ter:



  1. cometido falta;

  2. jogada bola numerada qualquer sem encaçapá-la.




  • DO JOGO CANTADO

Art. 15 Antes das jogadas não evidentes serão cantadas a bola e a caçapa visada.


Art. 16 Deverá ser cantada também a jogada que pretende obter desvio(s) na direção da tacadeira, com uso da tabela(s), antes daquela atingir a bola visada, sem necessidade de enumerar a quantidade de toques nas tabelas.
Art. 17 As jogadas evidentes não precisarão ser cantadas.
Art. 18 Toda jogada na bola da vez, não evidente e sem cantada, será considerada como de defesa.
Art. 19 As jogadas claramente evidentes que, por distração do jogador, forem cantadas erradas no valor da bola ou caçapa visada, serão admitidas como normais e válidas.
Art. 20 Antes de sua tacada o jogador poderá modificar sua cantada sempre que lhe convier. Poderá também indagar se a bola tacadeira está ou não “colada” a outra, e este deverá informá-lo.
Art. 21 Na condição de “bola na mão”, quando a bola branca deve retornar ao jogo, terá seu posicionamento limitado pelo semicírculo “D” e/ou sobre ele, e poderá ter sua posição e cantada alterada, tantas vezes quantas convier ao jogador, até este dar sua tacada. Esta condição permanece no caso dessa jogada ser passada ao oponente.


  • DO RETORNO A POSIÇÃO DAS BOLAS

Art. 22 Se retornar uma bola ao jogo sua marca estiver ocupada, ela será colocada na marca desocupada “de maior valor”. Se todas estiverem ocupadas, será colocada no “ponto neutro”.


Art. 23 Quando retornarem ao jogo duas ou mais bolas simultaneamente, a preferência de colocação será a de maior valor.
Art.24 Se uma bola movimentada parar na “boca da caçapa” e vier a cair algum tempo depois, sem qualquer toque, as seguintes situações serão registradas:

  1. se não caracteriza a finalização da ação do atleta que jogou, a bola que caiu será considerada como resultante da jogada do próprio, que retomará a sua tacada em continuidade normal ou será penalizado por falta, se for o caso;

  2. caracterizada a transferência de direito à tacada para o oponente, ou se este já efetivou sua tacada em outra bola, e a primeira vier a cair sem toque, será recolocada em posição original, o mais fielmente possível, mesmo sendo vermelha e/ou a tacadeira, não determinará falta e este jogador continuará sua tacada regularmente;

  3. se o adversário iniciou seu tacado, com movimento da tacadeira visando à bola “na boca”, e esta(s) vier (em) a cair antes de a branca tocá-la, será recolocada a bola em suas posições original, o mais fielmente possível, mesmo que a visada seja vermelha, não determinará falta e este retomará sua jogada regularmente.




  • DAS FALTAS

Art. 25- As situações serão consideradas como faltas:



  1. encaçapar a bola branca (suicidar-se);

  2. jogar a bola numerada intencionalmente e evidentemente para defender (falta disciplinar);

  3. jogar qualquer bola evidente e intencionalmente praticando falta (falta disciplinar);

  4. dar mais de um toque na bola branca (bi-toque);

  5. “conduzir a tacadeira, quando esta não estiver” colada “a bola visada (“ carretão”)”;

  6. jogar qualquer bola fora do campo de jogo;

  7. jogar em ou com bola errada;

  8. jogar antes de ser recolocada em jogo, a bola que retorna;

  9. jogar qualquer parte do taco que seja a ponteira;

  10. jogar sem contato com o chão;

  11. jogar com qualquer bola ainda em movimento;

  12. jogar com a tacadeira fora do semicírculo “D”, após estar “na mão”;

  13. encaçapar duas ou mais bolas na mesma tacada;

  14. encaçapar bola não jogada;

  15. encapar bola da vez ao jogador;

  16. encaçapar a bola jogada em outra caçapa que não seja a cantada ou evidente;

  17. não encaçapar licitamente a bola numerada sujeita a “castigo”, a jogada opcionalmente;

  18. saltar com a tacadeira sobre outra bola, que não seja a visada;

  19. não bater primeiramente na bola visada, exceto quando cantado o uso da tabela(s);

  20. deixar de cantar a bola, caçapa ou uso de tabela(s) pela tacadeira, em jogada não evidente ao árbitro;

  21. tocar indevidamente em qualquer bola, de qualquer forma que não seja por um toque lícito da sola do taco;

  22. praticar atos considerados como falta disciplinar, conforme previsto no Regulamento da Sinuca Brasileira.

Art. 26 Não praticando outra falta e ocorrendo sem interferência estranha, será considerada lícita a bola jogada que chega e move-se sobre a tabela da mesa e retorna ao campo de jogo, ou é convertida na caçapa cantada. Entretanto, se esta parar sobre a tabela, for convertida em caçapa não cantada ou vier a cair fora da mesa, caracterizará falta.


Art. 27 As penalidades aplicadas serão:

  1. após qualquer falta:

    1. o jogador perderá o direito a tacada;

    2. o oponente receberá 7 pontos;

    3. o adversário poderá “recusar” a tacada, “passando” ao penalizar.




  1. para falta de disciplina:

    1. quando em primeira ocorrência, enquadramento como falta técnica, que neste caso será considerada como advertência formal;

    2. em reincidência, perda do jogo.




  1. para falta grave:

    1. perda do jogo;

    2. na aplicação de pena máxima, de perda de jogo, serão consideradas válida as partidas já terminadas e vencidas pelo infrator, e que seu oponente vencedor completou o número Mínimo de vitórias exigidas para o jogo.

    3. A falta disciplinar ou grave poderá penalizar independentemente da aplicação de outra(s) falta(s) do jogo, que podem ser cumulativas.



Art. 28 A partida terminará quando:



    1. for definitivamente encaçapada a bola 7, com vantagem para um dos jogadores;

    2. um dos jogadores decidirem dar a partida como perdida;

    3. o jogador praticar a segunda falta disciplinar ou uma falta grave;

    4. existirem somente a tacadeira e as respectivas bolas em jogo, e a diferença de pontos entre os jogadores atingir valores maiores que:

      1. 46 pontos, com a bola 5 como a da vez;

      2. 27 pontos, com a bola 6 como a da vez;

      3. 7 pontos, com a bola 7 como a da vez.

Art. 29 Quando a bola da vez for de valor 4 ou menor, a partida não terminará por diferença de pontos.


Art. 30 Para a partida que terminar com empate de pontos, a decisão de vencedor ocorrerá por meio da “partida complementar”, voltando ao jogo à bola 7 em sua marca e a branca em situação de “na mão”.


  • DO TÉRMINO DO JOGO

Art. 31 O jogo estará terminado quando um dos jogadores:



    1. atingir o número Minimo de vitórias previamente determinado para consagrar o vencedor;

    2. declarar-se vencido;

    3. for penalizado com a segunda falta disciplinar ou com uma falta grave;

    4. for considerado desclassificado.

Art. 31 Cada equipe poderá inscrever 02(dois) atletas.



Poderão participar os sócios efetivos e cônjuges.
Art. 32 Os casos omissos serão resolvidos pela Comissão Organizadora dos jogos.



Art. 33 Os casos omissos neste Regulamento serão resolvidos pela Coordenação Geral.



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