Rede alcar –2005



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A origem deste conhecimento mostra que os estudos diversionais tendem a priorizar áreas correlatas em detrimento da comunicação. No total geral, a somatória relacionada a outros campos do saber (Ciências Humanas, Linguística e Literatura e Outras áreas) chega a 507, representando 80% desta classificação. A comunicação massiva, por sua vez é a que atrai maior interesse quando o assunto se relaciona especificamente à comunicação.

Quando se averigua a pertinência deste conhecimento, nota-se que apesar de na década de 90 e início do séc. XXI a segmentação no mercado estender-se a outros espaços comunicacionais, o que se observa nos estudos deste grupo é o crescimento acentuado das pesquisas de comunicação massiva, um salto 2,5 vezes maior. O interesse em outro campo do saber para abordagens linguísticas e de humanidades talvez se explique pelo fato deste conhecimento priorizar aspectos que procuram entender oe mecanismos estruturais que mobiliza a diversão.



PERTINÊNCIA SISTÊMICA

Implantação

Reformulação

Campo comunicacional


86

334

a) Comunicação interpessoal

1

28

b) organizacional

0

0

c) massiva

85

305

d) Outros

0

0










Outros campos do saber

189

444

a) Artes

41

58

b) Ciências humanas

63

178

c) Ciências sociais aplicadas

9

70

d) Linguística e literatura

69

115

e) Tecnologias

0

0

f) Outras áreas

7

25

No entretenimento midiático, os autores utilizados no pós-graduação são majoritariamente externos ao campo comunicacional (55%). No entanto, há uma boa participação dos grupos comunicacionais brasileiros (26%) Os grupos comunicacionais latino americanos (excluindo o Brasil) representam 5%, e os de outros continentes 9%. Os autores do grupo de Sãao Bernardo têm uma pequena participação nas fontes utilizadas, apenas 4%.

Na primeira fase, a participação de autores ao campo comunicacional foi enorme (6 8%). Os grupos comunicacionais brasileiros ficaram ficaram com 18% e os latino-americanos com 8%. A presença do Grupo de São Bernardo foi nula no período. Também se registra a diminuição da importância dos autores externos ao campo comunicacional (51%), ao passo que o de São Bernardo cresce para 6% tal como os de outros continentes, que saltam para 10%. Se em um momento da trajetória destas pesquisas ficava evidente o uso de fontes de autores externos ao campo, há que se reforçar o fato de que o mesmo não ocorre na fase atual e passa a ser expressivo o crescimento da presença de autores do Grupo de São Bernardo.



ENDOGENIA/EXOGENIA

Implantação

Reformulação

Autores do Grupo de São Bernardo

1

45

Grupos comunicacionais brasileiros

50

224

Grupos comunicacionais lusófonos

0

0

Grupos comunicacionais latino-americanos

22

32

Outros grupos comunicacionais

15

80

Externos ao campo comunicacional

187

397

Com relação à datação destas fontes , a maioria é da década de 90 (42%) e das décadas de 70 e 80 (41%). As fontes do séc. XXI representam 7%, valor significativo, considerando que a amostragem avançou apenas os dois primeiros anos. Na fase de Implantação, a maior parte das fontes é dos anos 70 e 80 (68%), fato explicável pela alta concentração neste período, ou seja, as fontes mais atuais correspondiam a 70 e 80. Na fase de Reformulação, como era de se esperar, concentra as fontes dos anos 90 (54%), mas também ainda é expressiva a adoção de fontes dos anos 50 e 60 (31%). As fontes do século XXI começam a despontar neste período com 9%. O autor paradigmático deste conhecimento midiológico diversional é a jornalista Maria Luisa Rinaldi Hupfer.

TEMPORALIDADE

Implantação

Reformulação

Fontes do séc. XXI (2000 – 2003)

0

72

Fontes dos anos 90

16

423

Fontes dos anos 70 e 80

188

239

Fontes dos anos 50 e 60

21

23

Fontes da primeira metade do séc. XX

31

5

Fontes do séc. XIX

1

0

Fontes de períodos anteriores

1

0

Fontes sem data

17

16

BIBLIOGRAFIA
FADUL, Anamaria, Matrizes comunicacionais: taxionomia de teses e dissertações 1998-2002, In: C&S nº 40, SBC:Umesp, 2003.
GOBBI, Maria Cristina. Ampliando fronteiras: cartografias dos ex-alunos do Grupo Comunicacional de São Bernardo do Campo. In: Comunicação & Sociedade. São Bernardo do Campo: UMESP, ano 25, nº 40, 2º semestre de 2003.

LASWELL, H.D. , A estrutura e a função da comunicação na sociedade, In: Cohn, G. , Comunicação e indústria cultural, 3 ed. São Paulo: Editora Nacional, 1977.


MARQUES DE MELO, José. Comunicação Social Teoria e Pesquisa. Petrópolis/RJ: Vozes, 1971.
MARQUES DE MELO, José e CASTELO BRANCO, Samantha (orgs.), Pensamento comunicacional brasileiro: o Grupo de São Bernardo, SBC: Umesp, 1999.
MARQUES DE MELO, José & CASTELO BRANCO, Samantha. Pensamento Comunicacional Brasileiro: O Grupo de São Bernardo (1978-1998). São Bernardo do Campo: UMESP, 1999.
MARQUES DE MELO, José & GOBBI, Maria Cristina. Gênese do Pensamento Comunicacional Latino-Americano: o protagonismo das instituições pioneiras CIESPAL, ICINFORM, ININCO. São Bernardo do Campo: UMESP, 2000.
MARQUES DE MELO, José. História do Pensamento Comunicacional: cenários e personagens. São Paulo: Paulus, 2003.
MARQUES DE MELO, José, Grupo Comunicacional de São Bernardo do Campo: pluralismo acadêmico e liberdade de pesquisa como alicerces institucionais do pragmatismo utópico, In: C&S nº 40, SBC:Umesp, 2003.


1 A estrutura e a função da comunicação na sociedade, H.D. Laswell, In: Cohn, G. , Comunicação e indústria cultural, 3 ed. São Paulo: Editora Nacional, 1977.

2 Matrizes comunicacionais: taxionomia de teses e dissertações 1998-2002, In: C&S nº 40, SBC:Umesp, 2003.

3 Melo, J.M., Grupo Comunicacional de São Bernardo do Campo: pluralismo acadêmico e liberdade de pesquisa como alicerces institucionais do pragmatismo utópico, In: C&S nº 40, SBC:Umesp, 2003.

4 A equipe de pesquisadores comandada por José Marques de Melo estava composta por Nanci Maziero Trevisan, William Pereira de Araújo, Herbert Rodrigues de Souza, Jairo Faria Mendes e José Aurélio Chiaradia.

5 Melo, J.M., Projeto de pesquisa Midiologia-2003, São Paulo: Umesp, 2003 (mimeo).

6 Marques de Melo, José, PósCom-Umesp: 25 anos (1978-2003), In: Comunicaçào e Sociedade, nº 40, 2003, p.15.

7 Idem, Marques de Melo, Pós-Com-Umesp: 25 anos (1978-2003), p.16.

8 Editorial, In: Comunicação e Sociedade, nº 40, 2003, p.7.

9 id.ib.,p.7

10 id.ib., p.7.

11 Marques de Melo, José, PósCom-Umesp: 25 anos (1978-2003), ob. cit., p. 16.

12 Marques de Melo esteve ausente no período de 1987 a 1994, retomando orientações a partir de 1995 e desde então assume liderança nas orientações deste campo de conhecimento.

13 Marques de Melo, Editorial, In: Comunicação e Sociedade, nº 40, 2003, p.7.

14 O registro sonoro, pela reduzida tradição no uso de armazenagem sofre reveses. Este problema, ao que tudo indica, só será solucionado com o uso da mídia digital.

15 Este estudo não objetiva a identificação exaustiva dos outros grupos comunicacionais, apesar de ser visível a contribuição de alguns deles.


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