Rede alcar –2005



Baixar 366,38 Kb.
Página5/6
Encontro01.07.2018
Tamanho366,38 Kb.
1   2   3   4   5   6

Com relação à endogenia e à exogenia deste conhecimento utilizado, os pesquisadores anotaram que tanto o Grupo de São Bernardo quanto os grupos de pesquisa brasileiros foram significativamente prestigiados nestes 25 anos de pesquisa. Além disso, nota-se uma forte tendência para o incremento oriundo de outras áreas externas ao campo comunicacional.


Origem do conhecimento

Implantação


Reformulação

Grupo de São Bernardo

17

106

Brasileiro

215

479

Português

2

11

Latino-americano

37

33

Norte-americano

14

29

Europeu

21

43

Externos ao Campo Comunicacional

66

360

Outros Grupos Comunicacionais

3

3

TOTAL

375

1.064

Quando observados sob a ótica da temporalidade, nota-se uma tendência expressiva para a utilização de obras da década passada, sem contudo abandonar as referências oriundas das décadas de 70 e 80, evidenciadas em um estágio estabilizado, tendendo ao declínio. Isso parece provar quão forte ainda é as idéias e os trabalhos desenvolvidos nesta época. A personagem paradigmática em Midiologia Informativa é Prof. Dr. Adolpho Queiroz, docente da UMESP.




Temporalidade

Implantação

Reformulação

2000-2003

-

102

Anos 90

-

514

Anos 70 e 80

325

346

Anos 50 e 60

45

35

1901-1949

3

10

Século 19

-

22

Antes

-

-

Sem Data

2

35

TOTAL

375

1.064


MIDIOLOGIA INSTRUCIONAL

Em uma análise da trajetória das produções relacionadas à mídia instrucional é possível perceber a predominância das pesquisas ligadas à titulação de mestrado, responsável em grande parte pela identidade do Grupo de São Bernardo, e que ajuda a entender o aspecto ligado à preparação de pessoal especializado para atuar nas pesquisas e nas academias de variadas regiões.

Chama a atenção o momento de menor produção da mídia instrucional, entre 1993 e 1997, período em que as mudanças correspondiam à inserção da linha de pesquisa voltada ao "impacto da indústria cultural na sociedade contemporânea” —inseridos na área de Teoria e Ensino de Comunicação—, bem como os destinados a "estudar os processos de popularização da ciência e difusão das inovações tecnológicas" 13 —inseridos na área de Comunicação científica e tecnológica.

Se em um prazo de 12 anos a produção inicial de dissertações totaliza 21 exemplares, na fase de reformulação —entre 1994 a 2003— a produção foi duplicada atingindo o índice de 43 trabalhos. Este parece ser um momento propenso à rearticulação interna, visando a consolidação da identidade deste grupo. Considerando os suportes adotados nesta pesquisa, em um levantamento realizado nas 64 pesquisas da mídia instrucional, nota-se nitidamente o uso predominante dos suportes impresso e audiovisual, produção equivalente nas duas fases estudadas. Este dado traduz de uma certa forma a tradição no uso de suportes impressos para a instrucionalidade, o que vem ocorrendo vagarosamente com o audiovisual, na medida em que se torna mais acessível.

Historicamente o suporte sonoro mostra-se como o mais depreciado14 se comparado a suportes mais recentes, como o digital e o multimídia. Chama a a atenção, no entanto, a indefinição de um suporte específico para as pesquisas, fenômeno que parece indicar o hibridismo que alí se instalava.


SUPORTES TÉCNICOS

Implantação

Reformulação

Total

%

Instrução impressa

6

12

18

28.1

Instrução sonora

1

5

6

9.4

Instrução audiovisual

9

9

18

28.1

Instrução digital



5

5

7.8

Em outros suportes



11

11

17.1

Instrução multimídia



6

6

9.4

Total

21

43

64

99.9

A natureza do conhecimento gerado nestes estudos mostra-se na contramão do cenário da sociedade contemporânea, marcada pela ampliação do conhecimento em torno de variados fenômenos, possível de ser visto com a ruptura das fronteiras nacionalistas e a disseminação e polemização de informações e de saberes vistos na constituição de redes, que pôr sua vez configuram a ampliação do diálogo mundial.

As pesquisas instrucionais do Grupo de São Bernardo, no entanto, demonstram um crescimento significativo de 300% do processo educativo formal se comparados à fase de sua implantação. Uma provável explicação para isso talvez seja a necessidade que há entre os pesquisadores desta área para o conhecimento e domínio de certos objetos e processos, deixando para uma posterior popularização das descobertas realizadas. A leitura possível no entanto é esta, ou seja, a de que o aspecto instrucional acentuou a tendência para o entendimento de certos fenômenos comunicacionais, cujos resultados, pela densidade, visam atender a comunidade acadêmica em um primeiro momento e quem sabe uma posterior disseminação disso por meio de mecanismos mais populares.

É importante observar-se este aspecto, cuja importância parece apontar para uma tendência —sem sinalização de mudança— endógina do conhecimento produzido neste patamar de formação (Quadro Natureza do Conhecimento).



NATUREZA DO CONHECIMENTO

Implantação

Reformulação

Total

%

Instrução formal

10

30

40

62.5

Instrução informal

11

13

24

37.5

Total

21

43

64

100.0

Parte da resposta da tendência observada no item Natureza do conhecimento pode ser explicada na medida em que o conteúdo veiculado nestes trabalhos são majoritaramente ligados à área de Ciências Humanas e Sociais (45.3%)que apesar de estarem relacionadas à comunicação, demonstram um distanciamento do objeto teórico e instrumental que a área de comunicação vem historicamente tentando credibilizar, aproximando-se mais dos estudos caracterizados como sociológicos.

O índice de 20.3% relacionado à área de Letras, Lingua e Artes ampliam este entendimento, deixando transparecer, de um lado a fuga do objeto comunicacional em si, mas também o anseio de estudar os mecanismos estéticos, gramaticais e ideológicos que engendram a comunicação.O distanciamento ou paralelismo em torno do mote comunicacional torna-se mais evidente quando se observa o direcionamento de pesquisas para áreas como a agrária (9.3%), saúde (11.0%), bem como a pulverização de áreas que não se enquadram apropriadamente na classificação sugerida pelo CNPQ e que foram expostos no item outros com 11.0%.

Neste sentido, porder-se-ia dizer, que os integrantes do GSBC voltados à mídia instrucional têm se detido mais em estudos de caso ou em enfoques que pouco contribuem para a complexidade da mudança paradigmática pela qual passa a comunicação, tendo-a como foco central das preocupações.



CONTEÚDOS VEICULADOS




Implantação

Reformulação

Total

%

Agrária




3

3

6

9.3

Biológicas












Engenharias




2

2

4

6.2

Exatas e da Terra












Humanas e sociais




9

20

29

45.3

Linguas, Letras e Artes




2

11

13

20.3

Saúde




2

5

7

11.0

Outros




4

1

5

7.8

Total




22

42

64

99.9

Como já foi dito, a análise cognitiva das dissertações e teses classificadas como instrucional recebeu tratamento a partir de seleção de 14 trabalhos, nos quais se procurou identificar com maior refinamento as características bibliográficas que permitissem visualizar minimamente as linhas teóricas, metodológicas ou pragmáticas adotadas pelos pesquisadores das pesquisa relacionadas abaixo (Q), visando averiguar a natureza, a persistência ou a tendência teórica-pragmática e mesmo de fundamentação. Além da sistematização necessária para a compreensão da identidade do grupo de pesquisadores de SBC, tal levantamento visa identificar as principais linhas, conceitos e áreas de pensamento que perpassaram as intenções cientificas comunicacionais da pesquisa nesta região, bem como as tendências que possam ser observadas.

Considerando o objetivo de localizar e identificar as fontes citadas no corpo dos relatórios das pesquisas da relação citada, constatou-se nas mesmas o registro total de 1.310 obras relacionadas, uma média de 93,57 por pesquisa. Estes dados no entanto não se sustentam após uma leitura visando cruzar o que efetivamente é citado no corpo das teses em relação ao que é disposto no espaço bibliográfico. Isso sem dizer o uso de fontes sem o devido registro e mesmo os equívocos relacionados à datação de determinadas obras, aqui apenas mencionados, pois não são o mote deste levantamento.

Trabalhando com uma amostragem representativa em relação às fases já expostas —Implantação e Reformulação—, foi possível observar em ambas a predominância do uso de fontes bibliográficas publicadas na forma de livro (61%), seguida do suporte caracterizado como periódico, evidenciando a vitalidade deste recurso tanto como objeto de estudo quanto material de apoio. Vale a pena ressaltar que na fase reformuladora os pesquisadores, pela disponibilidade tecnológicas associada à importância midiática, passam a adotar fontes digitais e virtuais até então impossível na fase de implantação, chamando a atenção também para um expressivo de fontes primárias —sobretudo entrevistas—, aspecto não observado na primeira fase, apesar deste mecanismo ser largamente adotado nas pesquisas. Estas novas possibilidades, aliadas ao uso de fonte primária de certa forma ajudam a entender a multiplicidade metodológica típica deste grupo e, se somadas (45%), chegam a ultrapassar as classificadas como reprográficas, de caráter cinzento e de difícil acesso, a não ser que estejam disponíveis na Internet.



SUPORTES DOCUMENTAIS

Total

%

Implantação

%

Reformulação

%

Bases totais

510

100%

93

18%

417

82%

Fontes bibliográficas (livros)

310

61%

74

24%

236

76%

Fontes hemerográficas (Revistas e periódicos)

109

21%

11

10%

98

90%

Fontes Reprográficas (teses, dissertações, monografias e papers)

46

9%

8

17%

38

83%

Fontes eletrônicas (discos, filmes, vídeos)

1

0%

0

0%

1

100%

Fontes Digitais (webmídia)

13

3%

0

0%

13

100%

Fontes primárias (documentais escritos/orais)

31

6%

0

0%

31

100%

No que diz respeito à origem do suporte teórico e pragmático é possível averiguar na fase de implantação do GSBC uma distribuição até certo ponto equitativa no uso das fontes européias (18,2%), norte-americanas (7,5%) e latino-americanas (17,2), que, uma vez somadas ficavam próximas dos recursos de origem nacional, na casa do 57%.

Olhando isoladamente o fenômeno na fase reformuladora, este registra uma característica que historicamente parece confirmar o acentuado uso de fontes brasileiras, que se comparado às outras registra uma vantagem de 67%, cifra que denuncia detrimento no uso de fontes européias e latinas. Isso é perceptível se forem feitos cálculos sobre a mesma base da respectiva fase.

A título de evolução no traçado histórico pode-se observar um expressivo crescimento do uso de conhecimento norte-americano, no entanto em porcentagem ínfima se comparada às brasileiras. Muitas podem ser as explicações para este fenômeno, mas ao que tudo indica a prevalência das fontes brasileiras evidenciam a facilidade de obtê-las, contrária ao que se espera da comunidade científica, ou seja, a de produção sistemática que dê sustentação a uma trajetória inovadora de 10 anos, a não ser que os outros centros de pesquisa instalados no Brasil tenham feito este trabalho de manutenção e em um ritmo de publicação acelerado.



ORIGEM DO CONHECIMENTO

Total

%

Implantação

%

Reformulação

%

Bases totais

510

100%

93

18%

417

82%

Europeu

54

11%

17

31%

37

69%

Norte-americano

78

15%

7

9%

71

91%

Latino-americano

43

8%

16

37%

27

63%

Brasileiro

333

65%

53

16%

280

84%

Outros

2

0%

0

0%

2

100%

Uma resposta para este fenômeno certamente demandaria outros estudos, que se incumbisse de averiguar, de um lado o volume de pesquisas publicadas em outros centros, bem como a qualidade das mesmas a ponto de crebilizar seu uso em um contexto científico de modo tão acentuado.

A emergência disso, pelo menos no contexto da mídia instrucional, deriva do dado exposto no quadro ligado à endogenia e à exogenia do conhecimento, cujos autores ou estão em outros grupos comunicacionais de identificação não tão precisa15, bem como o dado que indica estar a maioria destes —pelo menos na segunda fase de 1995 a 2003— em ambiente externo à área de comunicação; este dado até certo ponto serve para comprovar a tendência oferecida no início desta análise, identificando estes muito mais à área correlata do que à de comunicação.

Chama a atenção nesta análise o crescimento do Grupo de São Bernardo no que se refere ao embasamento dos pesquisadores deste centro, evolução com projeção da ordem de 805 se comparado com a fase anterior. Este parece ser um retrato confiável, haja vista estar praticamente empatado com o uso feito de fontes oriundas de outros centros de pesquisa locados em território nacional.



Caso persista esta tendência, caberá aos pesquisadores deste pólo de pesquisa provar ou elucidar duas variáveis: a primeira, referente à qualidade implícita nas pesquisas geradas na Umesp; a segunda no sentido de enfeixar adequadamente as linhas teóricas efetivas dos outros grupos e o nível da produção gerada nos mesmos. Caso isso não ocorra, os integrantes do GSB certamente passarão pelo desconforto de provar em bancas a pertinência e a credibilidade nacional que justifique tal demanda.

ENDOGENIA E EXOGENIA

Total

%

Implantação

%

Reformulação

%

Bases totais

510

100%

93

18%

417

82%

Autores do Grupo de São Bernardo

49

10%

7

14%

42

86%

Autores de grupos comunicacionais brasileiros

49

10%

13

27%

36

73%

Autores de grupos comunicacionais lusófonos

0

0%

0

0%

0

0%

Autores de grupos comunicacionais latino-americanos

40

8%

16

40%

24

60%

Autores de outros grupos comunicacionais

124

24%

19

15%

105

85%

Autores externos ao campo comunicacional

248

49%

38

15%

210

82%

A temporalidade do conhecimento que sustentou até então as pesquisas do GSBC não traz muita novidade, na medida em que registra a transição do conhecimento dentro das inovações ou mudanças de paradigmas, notadamente por meio das pesquisas. Observando mais detidamente, nota-se que na fase inicial a preocupação com o uso de trabalhos mais recentes é mais marcante, pois em cálculos feitos comparando os dados do próprio ciclo, averigua-se a recorrência acentuda para uma década antecedente, no caso a de 1970 (Q).

O mesmo não ocorre com as fase reformuladora, haja vista a transição lenta em pelo menos duas décadas —as de 80 e 70—, com resquícios ainda da década de 60 e 50 acima às registradas no período anterior, servindo talvez para comprovar o fato de o conhecimento desta época ser realmente fundamental para esta vertente instrucional, ou para comprovar o que já vem sendo observado nesta análise, ou seja, o fato de ter ocorrido um enviesamento acentuado no tratamento dos estudos ligados à esta mídia.

A persistência da primeira hipótese expõe um viés injustificável para a mídia instrucional que, grosso modo e pelas suas características, precisaria estar sintonizado —quiçà à frente do seu tempo. Em predominando a Segunda hipótese, restaria o ajuste para o fato de que os estudos com estas características obedeçam a ditames mais peculiares, sob pena de não conseguir atingir suas metas junto à área em questão e à comunidade científica. A personagem paradigmática que mais se destacou neste campo instrucional é a jornalista Maria das Graças Conde Caldas.



TEMPORALIDADE

Total

%

Implantação

%

Reformulação

%

Bases totais

510

100%

97

19%

413

81%

Fontes datadas do século XXI (2000-2003)

38

8%



0%

38

100%

Fontes datadas dos anos 90 do século XX

216

43%

6

3%

210

97%

Fontes datadas dos anos 70-80 do século XX

227

46%

81

36%

146

64%

Fontes datadas dos anos 50-60 do século XX

16

3%

4

25%

12

75%

Fontes datadas da primeira metade do século XX

1

0%

0

0%

1

100%

Fontes datadas do século IX

0

0%

0

0%

0

0%

Fontes datadas de períodos anteriores

2

0%

2

10%

0

0%

Fontes sem datação

10

2%

0

0%

10

100%

MIDIOLOGIA DIVERSIONAL

Na análise de conteúdo relacionada à Midiologia diversional, a maioria dos trabalhos sàp de entretenimento audiovisual (47%); em segundo lugar está o suporte impresso, com 21%, seguido de perto pelo de caráter sonoro, com 19%. Nota-se que somente 2% das dissertações são relativas ao suporte digital. Quando visto dentro da respectivas fases nota-se que após a transição há nitidamente uma depreciação do uso dos suportes impressos, com migração de parcela disso para o uso de outros suportes.

Quando estes dados são vistos sob a perspectiva cultural, nota-se que na fase de implantação 82% dos trabalhos focavam o entretenimento massivo, enquanto o erudito com 6% e o popular com 12%, Chama a atenção o fato de na fase posterior os estudos populares terem praticamente canibalizado os estudos eruditos, que não foram abordados. Sob o ponto de vista dos gêneros, fica clara a pulverização para ao genérico (82%), sendo o entretenimento masculino focado em 4% dos trabalhos, e o feminino em 6%.

Com relação ao aspecto cognitivo desta midiologia, em uma amostragem de 11 dissertações foi possível localizar 1053 referências bibliográficas, sendo o uso mais intenso na Segunda fase (74%) em relação à primeira fase (26%). Já os suportes documentais , os pesquisadores deste campo optou predominantemente pela bibliográfica 687 (65%), tanto na primeira (217) quanto na segunda fase (470). O diferencial quanto ao uso começa a ocorrer timidamente na mídia digital (26 (3%), que ainda assim fica atrás da evolução registrada no uso de fontes hemerográficas, um salto de 2% para 29%.



SUPORTES

Implantação

Reformulação

Bibliográfico

217

470

Hemerográfica

51

227

Reprográfica

5

38

Eletrônica

0

0

Digital

0

26

Primária

2

17

Total

275

`778

No tocante à origem do conhecimento os pesquisadores resolveram usar autores brasileiros no primeiro plano, citando 827 vezes (79%), deixando para trás o de origem européia com 99 citações (9%), bem como o de origem norte-americana (51) ou 5%.

CONHECIMENTO

Implantação

Reformulação

Europeu

24

75

Norte-americano

15

36

Latino-americano

47

26

Brasileiro

188

639

Outros

1

2

Total

275

778


1   2   3   4   5   6


©livred.info 2017
enviar mensagem

    Página principal