Área do conhecimento: Psicologia Palavras-chave



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Rio Grande/RS, Brasil, 23 a 25 de outubro de 2013.



ANÁLISE DA PRODUÇÃO DE SUBJETIVIDADE EM UM TRABALHO CLÍNICO DE PSICOTERAPIA E MUSICOTERAPIA GRUPAL
BRIGNOL, Rafael Marrero

CORRAL, Claudia

rafabrig@yahoo.com.br
Evento: Encontro de Pós-graduação

Área do conhecimento: Psicologia
Palavras-chave Psicoterapia. Musicoterapia. Grupo
1 INTRODUÇÃO

O projeto de extensão ‘Psicoterapia de grupo e Musicoterapia numa abordagem grupal’ foi campo de um estudo monográfico, realizado na Universidade da Região da Campanha (URCAMP), aonde o pesquisador veio a intervir no campo de pesquisa. Neste enfoque, verifica-se o grupo como um local onde se encontram condições heterogêneas para subjetividade, como a produção de sujeitos através da música e da terapia articuladas.

Esse estudo foi realizado com participantes do grupo no período de março de 2008 até julho de 2009. A análise de conteúdo realizada compreende o processo de produção de subjetividade, que ocorreu neste grupo especificamente neste processo em que música e terapia grupal se articulam buscando a saúde mental dos sujeitos. Como base para a compreensão dos modos de produção de subjetividade, encontramos nos autores referentes à Psicoterapia de Grupo e Musicoterapia ferramentas de ação e leitura dos processos grupais.
2 MATERIAIS E MÉTODOS (ou PROCEDIMENTO METODOLÓGICO)
A escolha do processo investigativo indicou uma metodologia de cunho qualitativo de caráter exploratório. A pesquisa também envolveu um campo de atuação específico, onde o pesquisador é participante e intervém no objeto de estudo. Desse modo, se tem em vista as histórias de vida das integrantes do grupo relacionadas à análise das entrevistas aplicadas, sempre considerando as bases inter e transdisciplinares que fundamento o projeto. Para interpretação dos dados, foi utilizada a análise de conteúdo de Bardin (1977).
3 RESULTADOS e DISCUSSÃO
Com a visão de formação de singularidades, a subjetividade produzida no grupo se cria desde o fazer musical, ou seja, no ato de cantar e tocar instrumentos em conjunto, que desafia limites individuais e confere as particularidades das pessoas, desde sua mínima expressão, até um conteúdo com alguma significação. (BARCELLOS, 2009).

Os sujeitos ao falarem determinadas coisas da vida particular de cada um, compartilharam sentimentos, angústias, medos e frustrações, o que em um ambiente de confiança mútua se estabelece uma relação terapêutica (OSÓRIO, 1997). Portanto, nestas situações é possível refletir sobre os conflitos internos, sendo manifestada a produção de subjetividade a partir das múltiplas conexões, se referindo a conteúdos internos e experimentações através da relação, seja nas verbalizações ou nas técnicas musicoterápicas.


4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O grupo se constitui um território singular na vida de cada integrante sendo uma referência na vida da pessoa. O grupo é atravessado por diversos fluxos desejantes e agenciamentos territorializantes diversificados. Deste modo as integrantes levam suas características sociais, no modo de se relacionar, e criar vínculos, com suas referências prévias, sendo produzidos agenciamentos coletivos a partir das novas vivências compartilhadas. Nas experiências de vida e musicais há desafio de produzir algo novo, lançando os sujeitos para fora de seus territórios convencionais através da música, da relação e da afetividade.
REFERÊNCIAS
BARDIN, Laurence. Análise de Conteúdo. Lisboa/Portugal: Edições 70 ltda, 1977.
BARCELLOS, Lia Rejane. A música como metáfora em musicoterapia. Tese (Doutorado em Música) – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNRIO. Programa de pós-graduação em música. Centro de Letras e Artes, 2009. Rio de Janeiro: UNISC, 2009.
OSÓRIO, Luis Carlos. Grupoterapias abordagens atuais. Porto Alegre: Artmed, 2007.



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