Área do conhecimento: Lingüística, Letras e Artes Palavras-chave: paisagens em fluxo, pesquisa em poéticas visuais, arte contemporânea



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Rio Grande/RS, Brasil, 23 a 25 de outubro de 2013.



PAISAGENS EM FLUXO [PELOTAS_RIO GRANDE DO SUL DE JULHO A (...) 2012/2013]
MOURA, Carla Borin

GONÇALVES, Eduarda Azevedo (orientador)

carlaborinmoura@yahoo.com.br - UFPel
Evento: Encontro de Pós graduação

Área do conhecimento: Lingüística, Letras e Artes

Palavras-chave: paisagens em fluxo, pesquisa em poéticas visuais, arte contemporânea.
1 INTRODUÇÃO
O presente resumo revela o percurso poético dos integrantes do Grupo de Pesquisa Deslocamentos, Observâncias e Cartografia Contemporâneas CNPq/UFPEL que conduziu à realização da exposição Paisagens em Fluxo [Pelotas_Rio Grande do Sul de julho a (...) 2012/2013], na Galeria de Arte JM. Moraes em Pelotas. O grupo é composto pelas artistas pesquisadoras Alice Monsell, Beatriz Ferreira, Camila Hein, Carla Borin, Carla Thiel, Danielle Costa, Eduarda Gonçalves, Marianne Rosenthal e Raquel Ferreira. A produção apresentada revela como as motivações, ações e reflexões dos artistas, mesmo que geradas num contexto coletivo da pesquisa, desdobraram uma abordagem singular que busca apresentar modos de ver e pensar a paisagem.
2 MATERIAIS E MÉTODOS (ou PROCEDIMENTO METODOLÓGICO)
As participantes do grupo de pesquisa reúnem-se semanalmente para dialogar e investigar o conceito de paisagem, pautando leituras, discussões e experiências que as possibilitam refletir e alargar as relações que cada uma tem com a cidade de Pelotas, bem como instaurar uma produção artística. Entre as leituras realizadas destacamos A Invenção da Paisagem, de Anne Cauquelin, A Estética do Frio de Vitor Ramil , Um Passeio pelos Monumentos de Passaic de Robert Smithson e a A invenção do cotidiano de Michel de Certeau. Além de nos reunirmos semanalmente, realizamos caminhadas coletivas e criamos situações pessoais que nos promovam experiências poéticas. Isso porque, nas noções de pesquisa em poéticas visuais, fundamentamos as investigações onde:
O artista pesquisador [...] orienta sua pesquisa a partir do processo de instauração de seu trabalho [...] assim como a partir das questões teóricas e poéticas suscitadas pela sua prática. (REY, 1996, p. 82).
Assim sendo, articulamos teoria e prática, refletimos e processamos a criação.
3 RESULTADOS e DISCUSSÃO
Das muitas experiências vivenciadas pelo grupo, entre elas leituras coletivas, conversas, caminhadas pela cidade de Pelotas e arredores, resulta a primeira exposição coletiva que apresenta as distintas concepções da paisagem. As obras em exposição concebem muitas paisagens por meio de distintos dispositivos artísticos, como fotografias, textos, objetos, fotografias, desenhos e pinturas. A partir de nossas experiências singulares na cidade de Pelotas e pelas motivações artísticas pessoais de cada uma, concebemos paisagens que atualizam e alargam a sua concepção tradicional.

Inclusive devemos considerar que a paisagem é (re)configurada pelo sujeito da cidade que impossibilitado de contemplar e assestar a paisagem natural, lhe confere ou outorga um outro status, o de paisagem urbana, a partir de um olhar que prospecta singularmente o cotidiano da cidade. Karina Dias, no artigo A Prática do Banal, uma aspiração paisagística, revela que:


Experimentar a paisagem cotidiana é antes de tudo, conceber novos enquadramentos, focalizar o cotidiano de outra maneira. Essa paisagem não é fixa e tampouco distante, mas se revela no momento em que nosso olhar é convocado e, repentinamente, se espanta com os detalhes do cotidiano. [...] O observador da paisagem rotineira seria então como um viajante em seu cotidiano, capas de explorar singularmente suas vistas habituais (DIAS, 2011, p. 377).
E, foi na cidade e em seus ambientes de vivência que as artistas conceberam uma paisagem em fluxo, nas frestas da janela, nos objetos da casa, nas imagens vistas na tela do computador, num imaginário intimo, nas ruas, nas práticas ordinárias.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Fizemos um mergulho no conceito de paisagem, nas diferentes apresentações. Entendemos que a paisagem é mutável e sempre em fluxo e que depende da construção/apreensão de cada um. As obras instauraram paisagens: paisagens internas, paisagens aquosas, paisagens de memória, paisagens domésticas, paisagens janelas, paisagens tecidas, paisagens em deslocamento, paisagens peles. Outrossim, o grupo de pesquisa instaura um campo investigativo que possibilita processar coletivamente e individualmente o pensamento e a produção artística.
REFERÊNCIAS
DIAS, Karina. A Prática do Banal, uma aspiração paisagística. Disponível em www.anpap.org.br/banais/2011/pdf/cpa/karina_dias.pdf acesso em: 28 de jun. 2013.

REY, Sandra. Da prática a teoria: três instâncias metodológicas sobre a pesquisa em poéticas visuais. In: Porto Arte v. 7. Nº13, Porto Alegre: Instituto de Artes/UFRGS, 1996.



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