Área do conhecimento: Ecologia Palavras-chave



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Rio Grande/RS, Brasil, 23 a 25 de outubro de 2013.



MANEJO DAS LAVOURAS E ABUNDÂNCIA DE MACRO INVERTEBRADOS BENTÔNICOS EM ARROZAIS NO EXTREMO SUL DO RS, BRASIL

ISLER, Caroline Marinho; PAGEL, Isadora A.

SOSINSKI, Lilian T. Winckler

Caroline.isler@hotmail.com
Evento: Congresso de Iniciação Cientifica

Área do conhecimento: Ecologia
Palavras-chave: Arroz irrigado, áreas úmidas, Comunidade.

1 INTRODUÇÃO

A orizicultura do Rio Grande do Sul é responsável por quase a totalidade da produção nacional de arroz irrigado. As lavouras possuem uma diversidade de manejo, sendo que se sobressaem as diferenças entre o manejo convencional e o orgânico. No manejo convencional utiliza-se herbicidas para eliminar plantas daninhas e restos de culturas(VERNETTI; GOMES, 2004). Já o manejo orgânico caracteriza-se por não utilizar nenhum tipo de agrotóxicos ou fertilizantes sintéticos(MATTOS, 2007).Como biota integrante de áreas úmidas, temos os macro invertebrados bentônicos, que são os organismos capturados em uma malha de 0,5mm(CALLISTO et al., 2001). Os macro invertebrados estão muitas vezes na base da cadeia alimentar de ambientes aquáticos e a modificação da composição e mesmo abundância desses podem afetar os processos que ocorrem nesses ecossistemas. O objetivo do presente trabalho foi verificar se é possível detectar diferenças na abundância de macro invertebrados bentônicos em lavouras submetidas a diferentes manejos.

2 MATERIAIS E MÉTODOS

O trabalho foi realizado no município de Santa Vitória do Palmar (RS). As coletas foram realizadas nos meses de fevereiro e março de 2012, em seis lavouras de arroz irrigado, sendo três com manejo convencional e três com manejo orgânico (fig. 1). Os macros invertebrados bentônicos foram coletados com puça com malha de 1 mm, sendo cada coleta realizada em uma área de 50 m2.. O esforço amostral consistiu em três pessoas passando o puçá rente ao solo pelo período de cinco minutos. Todos os organismos coletados foram acondicionados em sacos plásticos e fixados em formol 10% no campo, sendo que no laboratório as amostras foram lavadas em peneiras de 212 µm. O material foi então preservado em álcool 70%, sendo triados e quantificados. Os resultados foram submetidos a análise de variância (ANOVA) e a análise de agrupamento no aplicativo MULTIV.


Figura 1: Localização das lavouras amostradas, sendo O as lavouras orgânicas e C as lavouras convencionais.



3 RESULTADOS e DISCUSSÃO

Foram encontrados um total de 5427 organismos, dos quais, 2916 associados às lavouras orgânicas da região, e 2511 associados às lavouras convencionais. Não foram verificadas diferenças significativas de abundância de organismos nas lavouras submetidas ao manejo orgânico ou convencional, não sendo detectada também diferença entre o período de coleta. Foram identificados 4 grupos distintos, sendo o primeiro grupo formado pelas coletas 1 e 2 das lavouras orgânicas, exceto a lavoura 3 que apresentou baixa abundância. Sendo o grupo 1as lavouras convencionais 1,2 e 3 na segunda coleta. O grupo 2 formado pelas lavouras orgânicas 3 e convencionais 3 da primeira e segunda coleta. O terceiro grupo apenas formado pela lavoura convencional 1 e o último grupo pela lavoura convencional 2 na segunda coleta.

Tabela 1 Resultados referentes à abundância de macro invertebrados bentônicos nas lavouras de arroz irrigado com manejos orgânico e convencional.




Locais de Coleta

Coleta 1 (Fevereiro)

Coleta 2 ( Março)

Total por lavoura

Lavoura Orgânica 1

384

613

997

Lavoura Orgânica 2

567

522

1089

Lavoura Orgânica 3

377

158

535

Lavoura Convencional 1

1039

627

1666

Lavoura Convencional 2

397

80

477

Lavoura Convencional 3


152

511

663

Total por coleta

2916

2511

5427


4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Não foi possível identificar diferenças significativas na abundância das lavouras submetidas a diferentes manejos, porém, o agrupamento mostrou que a lavoura orgânica parece estar separada da lavoura convencional, sendo que análises quanto à diversidade desses organismos se fazem necessárias.

REFERÊNCIAS

CALLISTO, M., MORENO, P., BARBOSA, FAR. Habitat diversity and benthic functional trophic groups at Serra do Cipó, Southeast Brazil,Revista Brasileira de Biologia, vol. 61, no. 2, p. 259- 266, 2001.



MATTOS, MLT., Carbono e nitrogênio da biomassa e atividade microbiana em um solo cultivado com arroz irrigado orgânico e manejado com diferentes adubos verdes. Pelotas. Embrapa Clima Temperado. 2007. 18 VERNETTI, Jr.; GOMES, AS. Sistema convencional de arroz irrigado. In: GOMES, AS., MAGALHÃES, JAM. (Eds). Arroz irrigado no Sul do Brasil. Brasília. Embrapa informação Tecnológica. 2004.






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