Rádio, cinema e televisão: entretenimento e informação



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Encontro11.09.2017
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Rádio, cinema e televisão – entretenimento e informação
No início dos anos 1950, embora a existência de uma sociedade de consumo, aqui, fosse um fenômeno incipiente, a cultura de massa já era um fato na sociedade brasileira, ancorada em um público urbano em rápido crescimento. Desde a segunda metade da década de 1940, registrara-se a intensificação do movimento de urbanização e modernização, que se acelerou nos anos seguintes, transformando as grandes cidades em palco de expansão dos meios de comunicação.
Nesse quadro, a radiodifusão sofreu um processo de forte massificação e passou a integrar o universo urbano, com sua programação voltada para a informação, transmitida em programas de jornalismo, e para o entretenimento, dominado pelos programas humorísticos e de variedades e pela radionovela. A maior emissora era a Rádio Nacional, de 1936, que, quatro anos depois, foi encampada pelo governo. Consagrada pelos famosos programas de auditório ao vivo, que elevaram à categoria de rainhas do rádio as cantoras rivais Marlene e Emilinha Borba, entre outras, a Rádio Nacional foi também responsável pela primeira transmissão de uma radionovela no Brasil, em 1941: tratava-se de Em busca da felicidade, que atingiu altos índices de audiência. Também em 1941, foi transmitida a primeira edição do Repórter Esso, o mais importante noticiário radiofônico, cujo estilo objetivo de apresentação da notícia transformou-o em modelo, inclusive posteriormente para a televisão.
A grande novidade da década de 1950 foi, aliás, a televisão, que contava, em suas primeiras equipes, com diretores e atores egressos do rádio. Em 1950, entrou no ar a TV Tupi de São Paulo, a primeira emissora da América Latina; no ano seguinte, foi a vez da Tupi do Rio de Janeiro. Com uma programação quase totalmente ao vivo, composta de telejornais, teleteatros, programas musicais, de variedades e esportivos, a televisão passou a ingressar nos lares brasileiros, nesse momento, ainda de forma bastante restrita pelo alto custo dos aparelhos. As câmaras utilizadas nos estúdios também eram ainda bastante pesadas, os recursos técnicos eram precários e o improviso marcou a programação televisiva nos seus primeiros tempos.
Além do cinema norte-americano, os filmes de maior sucesso na época eram as chanchadas nacionais, que, com histórias simples e de forte apelo popular, misturavam humor a números musicais, sobretudo carnavalescos. Havia também paródias de filmes norte-americanos famosos e, entre galãs e mocinhas, despontaram os conhecidos cômicos Oscarito, Ankito, Grande Otelo, Mazzaropi, Zezé Macedo e Dercy Gonçalves. A produção desses filmes, inicialmente a cargo da Atlântida, criada em 1942, veio a atingir seu auge exatamente a partir do início da década de 1950.
Fonte

KORNIS, Mônica Almeida. Rádio, cinema e televisão – entretenimento e informação. In: O BRASIL do segundo governo. Vargas 1961-1954. Rio de Janeiro: CPDOC, 2004. Disponível em: . Acesso em: 18 jan. 2006.







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