Raintree 1 Linda Howard



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Encontro12.04.2018
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― E você é um desses poucos ― disse sarcasticamente. ― Genial. Que sorte a minha.

Em concreto, só a família real. A que pedi que se junte, eu gostaria de assinalar, se respondesse a maldita pergunta!

Ela sorriu, e foi como um raio de sol atravessando as nuvens e iluminando o rosto vívido e expressiva.

― É obvio que me juntarei. Realmente duvidava?

― Nunca sei por onde saltará. Pensava que devia me amar, porque ficou. Então, a outra noite... ― Deu um peteleco em seu queixo. ― Não me pedir que colocasse uma camisinha foi mortalmente fácil.

Olhou para ele, sua cara adotou uma peculiar expressão.

Endireitou-se, ficando em alerta imediatamente.

― O que está errado? ― Rapidamente parecia doente, como se fosse vomitar.

Esfregou os braços, carrancuda.

― Estou gelada. É a mesma... ― calou-se, abriu os olhos com horror, e antes que pudesse reagir se jogou contra ele, pegando-o com a guarda baixa pelo impacto de seu peso. Segurou-a, cambaleando para trás, então cambaleou para um lado enquanto tentava alcançar o equilíbrio e falhou. Caíram no chão da varanda em um emaranhado de braços, pernas e penhoar enquanto a porta francesa se tornava migalhas atrás dele. Duramente com a explosão do cristal se produziu um eco cortante e uma profunda réplica nas montanhas.

Disparo de rifle.

Dante enlaçou os braços ao redor de Lorna, pôs os pés embaixo de si e se impulsionou através da porta destroçada justo quando outro disparo acertava o alvo no lado da casa onde tinham estado. Então rodou com ela, colcando-a longe da parede, impulsionando-se finalmente com seus pés e arrastando-a para a entrada.

― Se mantenha agachada! ― gritou quando tentou levantar-se, empurrando para o chão de novo.

Sua mente ia a toda velocidade. O fogo. O bando disparando quando ele e Lorna pareciam tão convenientemente estar encaixotados na zona da morte. Agora alguém estava disparando de novo. Não eram acidentes; Todos estavam relacionados. O chefe de bombeiros não tinha encontrado nenhuma evidência de que o incêndio fosse provocado, o que significava...

Um mestre do fogo não precisava de aceleradores para começar um fogo, ou para mantê-lo. Alguém, ou muitos alguéns, tinham alimentando o fogo; essa era a razão pela que não tinha conseguido extingui-lo. Se não tivesse usado o controle da mente em primeiro lugar só alguns minutos antes de tentar controlar o fogo e não soubesse como poderia lhe afetar, se não tivesse suspeitado que Lorna poderia ser Ansara, teria imaginado.

Ansara! Grunhiu com fúria. Tinham que ser eles. Devem ter se unido muitos deles e decidiram tentar queima-lo. Sabiam que poderia cuidar do fogo, que não o abandonaria até que tivesse extinto. Se Lorna não estivesse ali, o plano teria funcionado bem, mas não tinham contado com ela.

A sensação fria e doentia que o atravessava... era a mesma que tinha quando um Ansara estava próximo.

― Havia um ponto vermelho em sua testa ― disse, embora os dentes estivessem batendo tão forte que quase não podia falar, ou talvez era porque ele estava ajoelhado virtualmente sobre suas costas para mantê-la agachada.

Um sistema de foco laser, então. Isto não era simplesmente aproveitar uma oportunidade, mas sim tinha sido cuidadosamente planejado e executado.

O franco-atirador tinha falhado. O que seria o próximo? Tinha que assumir que havia mais de um Ansara ali fora, tinha que assumir que havia um plano B. Não tentaria queima-lo de novo, posto que a primeira tentativa tinha falhado; pensariam que tinha poder suficiente para controlar qualquer chama que pudessem reunir. Mas o que poderiam fazer?

O que fosse, não podia deixá-los agir, não com Lorna aqui.

― Fique aqui! ― ordenou ficando de pé.

Engatinhou detrás dele. A mulher não obedecia as malditas ordens.

― Disse que ficasse aqui! ― Bramou, girando e agarrando-a pelo braço, empurrando-a ao chão mais uma vez. Começou a prender seu traseiro no chão com uma ordem mental, mas tinha prometido ― maldição, tinha prometido ― e não podia fazer isso.

― Ia chamar a polícia! ― gritou, tão furiosa por seu rude tratamento que virtualmente levitava.

― Não se incomode. Isto não é algo que os tiras possam controlar. Fique aqui, Lorna. Não quero que fique apanhada entre nós.

― Quem é nós? ― gritou-lhe à costas enquanto ele descia as escadas. ― O que vai fazer?

― Combater o fogo com fogo ― disse inexoravelmente.

Dante contava com uma grande vantagem. Esta era sua casa, sua propriedade, e conhecia cada canto dela. Porque era um Raintree, porque era o Dranir e tinha tomado precauções, saiu pelo túnel que tinha construído sob a casa. Sabia onde estava quando o laser de alcance o tinha marcado com o revelador ponto na testa, assim também tinha uma boa idéia de onde estava o franco-atirador.

Só havia um. Não tinha encontrado sinais de nenhum outro.

Não tinha intenção de tentar capturar ao bastardo ou travar algum tipo de batalha cara a cara. Rondou a ravina como um felino, com a morte nos olhos. A posição do franco-atirador devia estar ao redor deste lance, talvez nesses grandes grupos de rochas. Um franco-atirador precisava de uma superfície estável para disparar, e essas rochas seriam muito convenientes. Esta ravina proporcionava uma boa proteção, também, para atacar.

E para ir embora.

Dante deslizou rodeando as rochas se encontrou cara a cara com um homem que usava roupa de camuflagem e armado com um rifle. Nem sequer duvidou. O homem virtualmente não se moveu, levantando o rifle para disparar, quando Dante lhe prendeu fogo.

Os gritos foram horripilantes e horríveis. O homem deixou cair o rifle e se jogou no chão, rodando freneticamente, mas sem piedade o fogo de Dante continuou ardendo. Este bastardo tinha estado muito perto de matar Lorna, e não tinha piedade no coração para qualquer um que a ameaçasse. Em segundos os gritos se converteram em uivos, adquirindo uma qualidade desumana... e depois o silêncio.

Dante apagou as chamas.

O homem jazia ardendo lentamente, virtualmente irreconhecível como humano.

Dante usou os pés para dar a volta no homem até colocá-lo de costas. Incrivelmente, uns olhos cheios de ódio o olharam da cara chamuscada. O buraco que tinha sido a boca do homem se moveu, e um som fantasmagórico saiu de uma garganta que não deveria ter funcionado.

― Muiiiito tarde. Muiiiito tarde.

Então morreu, uma grande sacudida parou o coração. Dante ficou gelado, sua mente trabalhava furiosamente.

Muito tarde? Muito tarde para que?

Havia tocado o Ansara. O homem estava agonizando, o ódio se elevou como um muro protetor, e Dante o tinha lido.

Muito tarde.

Podia avisar Mercy, mas poderia ser muito tarde.

― Oh, merda ― disse brandamente, e correu.

Lorna tinha obedecido, e se tinha ficado onde havia lhe dito. Estava na cozinha, agachada junto ao frigorífico, quando entrou e agarrou o telefone mais próximo. A primeira chamada foi para Mercy. A segunda para Gideon, que podia chegar a Mercy mais rápido que ele.

Porque era o solstício, porque o escudo elétrico pessoal de Gideon interfiria em todos os aparelhos eletrônicos, quando Gideon atendeu o telefone quase tudo o que Dante pôde ouvir era energia estática.

― Vá ficar com Mercy! ― grunhiu, esperando que Gideon pudesse entender de todos os modos. ― Os Ansara estão atacando o Santuário! ― Então desligou de repente o telefone e abriu a porta da garagem, pensando rapidamente.

O jato da empresa poderia levá-lo do aeroporto mais próximo ao Santuário em umas quatro horas. Poderia tentar entrar em contato com Gideon de novo no avião.

Fazia duzentos anos os Ansara tinham tentado destruir os Raintree e tinham falhado. Agora estavam tentando de novo, e, maldição, agora podiam ter êxito destruindo o Santuário... onde estava Mercy, com Eve.

― Aonde vai? ― Lorna gritou quando ele se meteu no Lotus.

― Fique aqui! ― ordenou-lhe uma última vez, e conduziu fora da garagem de ré. Não queria Lorna nas proximidades do Santuário. Não sabia se conseguiria voltar com vida, mas a qualquer preço, tinha que saber que ela estava a salvo.

― Não acredito ― murmurou furiosamente enquanto trocava de roupa. Dante Raintree não era a única pessoa que sabia como resolver as coisas. Se pensava que podia deixá-la para atrás enquanto ia lutar contra algum tipo de batalha sobrenatural, bem, logo descobriria que estava equivocado.


FIM





1O efeito estroboscópico é um efeito óptico que se produz ao iluminar mediante lampejos, um objeto que se move de forma rápida e periódica. (N. da tradutora – Todas as notas são da tradutora espanhola)

2 WalMart Stores, Inc., é o maior vendedor varejista do mundo e a maior companhia baseada no crédito. Seu conceito de negócio é a loja de autoserviço. É uma das empresas que mais gera dinheiro no mundo. (N. da tradutora)

3 Jogo de palavras em inglês que não ocorre em português. Dante fala “Ansara”, o que Lorna confunde com “Aunt Sarah” (Tia Sarah), pela forma que soam parecidos. Este jogo de palabras se repete em futuras frases. (N. da tradutora)

4Lucy e Ricky são personagens da comédia de situação “I love Lucy” interpretada nos anos 50 por Lucille Ball y Desi Arnaz. (N. da tradutora)

5 Jaguar. (N. da tradutora)

6 Pãozinho em forma de rosquinha. (N. da tradutora)

7 The Twilight Zone, em portugués Além da Imaginação, é uma série de televisão americana, especializada no gênero de ciencia-ficção, fantasia e terror. (N. da tradutora)

8 Faz referência ao fato de que antigamente se utilizavam canários e animais pequenos em jaulas para detectar as emissões de gás nas minas. Era como um sinal de alerta para os mineros. (N. da tradutora)

9“Back” no original, pode-se interpretar tanto por costas como parte traseira. (N. da tradutora)

10 A disputa familiar Hatfield-McCoy, é uma das mais famosas dos Estados Unidos. Começou em 1863 entre duas importantes familias de Kentucky, que viviam em ambos lados de um rio, e dorou até 1891. Houve inclusive episódios violentos nos quais houve mais de uma dúzia de mortes. Em 2003 descendentes de ambas familias firmaram uma trégua. (N. da tradutora)

11 Seminolas, tribo indígena norte-americana. (N. da tradutora)

12 Little Mary Sunshine: musical americano ao estilo de uma opereta, encenado em 1959. Foi criticado por alentar os estereótipos negativos sobres os nativos americanos, e por menosprezar as mujeres. Seus defensores alegam que o racismo ou sexismo latente na obra não deve ser tirado de contexto, já que é uma obra satírica, considerando que uma manera poderosa de combater esses males é ridicularizando-os. (N. da tradutora)

13 King-size, extragrande (N. da tradutora)

14 McMuffin, um dos menus de café da manhã do McDonald’s. (N. da tradutora)

15 Em español original. (N. da tradutora)

16 Faz eferência ao 11 de setembro, data dos atentados terroristas as Torres Gêmeas nos EUA. (N. da tradutora)

17Caterpillar, companhia americana produtora de maquinário agrícola e industrial. (N. da tradutora)

18 U.S. Moeda de 25 centavos. (N. da tradutora)



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