Àquele que tem



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ÀQUELE QUE TEM

Referente ao Cap.XVIII-Muitos os chamados,e poucos os escolhidos
Áquele que tem, lhe será dado mais.....

O que tem carinho, seu carinho trasmutar-se-á em amor,

Aquele que tem a paz, sua paz transformar-se á em tranqüilidade.

Aquele que tem perdão nos sentimentos, acrescentar-se –á amizade em seus passos.

Aquele que tem caridade, certamente que ela enriquecerá sua vida em fraternidade....e assim por diante....

Mas o que não tem as qualidades valiosas do amor e não se esforça para adquiri-las , o que por ventura acha que tem, lhe será tirada essa ilusão.

E ainda mais,

O que tem violência, perde o pouco que tem de paz.

O que tem ódio, o pouco que tem de amor ficará esquecido.

O que tem de inveja, o pouco que tem de desprendimento deixará escapar-lhe essa virtude.

O que tem usura, o pouco que tem de bondade, esvair-se-á......

È nesse sentido que devemos acumular os bens que nunca morrem. É o amor, que sempre vive, que devemos firmar nas atitudes, porque ele acende a luz no coração e espanta as trevas que por vezes nos envolvem......

Bezerra de Menezes

NA  TRANSIÇÃO  DO  MILÊNIO

 

Bezerra de Menezes

 

Meus filhos:

Que Jesus nos abençoe!

 

Encontramo-nos quase no encerramento do segundo milênio da era cristã debatendo os problemas que dizem respeito ao Cristianismo restaurado pela Doutrina Espírita. Logo mais, iniciando-se o novo ciclo de desenvolvimento intelecto-moral para a Humanidade, as propostas de atividades programadas deverão encontrar o solo fértil dos corações, para que se desenvolvam, instaurando na Terra o Reino de Deus.



Não têm sido fáceis os desafios que repontam de todo lado, convidando-nos a reflexões. Multiplicam-se a agressividade e a violência nos arraiais terrestres, conclamando o ser humano da tecnologia de ponta a uma releitura dos valores ético-morais.

Em realidade, não podemos anotar falência das instituições nem da civilização.

Sucede que o progresso multiplica-se por si mesmo, estruturado nas bases das realizações anteriores com perspectivas de nova implantação nos horizontes do futuro.

Cabe-nos, a nós, os cristãos espíritas, a tarefa impostergável de apresentar o pensamento de Jesus desvestido dos atavios e das complexidades mundanas com que foi envolvido através da história, empanando-lhe o brilho e diminuindo-lhe o significado.

A Allan Kardec – o discípulo de escol – coube a tarefa de reformular as bases da proposta cristã, colocando, em cada uma delas, as instruções hábeis para revitalizá-las, a fim de que suportassem os camartelos do materialismo, do cinismo, da promiscuidade e da alucinação que, então, varrem a Terra dos escombros da velha ortodoxia religiosa do passado.

Ressuma a mensagem cristalina e pura do incomparável Mestre, convidando-nos à implantação do seu Reino no país dos nossos corações. No entanto, quantas dificuldades apresentam-se pelos caminhos dos lídimos trabalhadores!

Quantas ciladas bem urdidas aparecem ameaçando a marcha de segurança dos

novos servidores! Quantas incompreensões intestinas, parecendo conturbar a interpretação da magna mensagem!

Recordamo-nos que, desde os primórdios da proposta cristã libertadora, os companheiros afeiçoados de Jesus optaram pelas opiniões pessoais em detrimento do ensinamento geral. Mais de uma vez, o personalismo perturbador esteve ameaçando a unidade dos cristãos primitivos. Em Antioquia, oportunamente, os companheiros dedicados a Jesus dialogavam exaltados entre os desejos de preservar a palavra do Mestre libertador vinculada ao estreito cárcere do Judaísmo, enquanto outros, capitaneados pelo apóstolo Paulo, preconizavam a liberdade total, para que o Evangelho chegasse a todas as gentes, do Oriente ao Ocidente, do Setentrião ao Meio Dia, abarcando os povos gentios. Nesse difícil estado de coisas, Simão Pedro foi convocado a opinar, convidado a sair da igreja de Jerusalém para dar o seu testemunho de discípulo fiel, não obstante a defecção pelas suas negativas. E ali, no Conselho de homens e de mulheres nobres, estabeleceu-se que o tema requeria reflexões mais cuidadosas, resolvendo-se que, em Jerusalém, a questão seria definida, oportunamente. Jesus desejava, então, que os companheiros amadurecessem, diminuindo os

impulsos da personalidade dominadora, e, mais tarde, no santuário da Casa do Caminho, onde a dor era minimizada e as chagas morais e físicas eram balsamizadas, teve lugar o

momentoso encontro para dirimir dúvidas e traçar linhas de segurança para o futuro. Paulo e os seus amigos, queridos e fiéis, foram convocados, e, saindo de Antioquia, começaram a viagem que deveria assinalar a era nova para a doutrina nascente. Chegando ao destino, no cenáculo, ante às intransigências de Tiago e a generosidade de Simão Pedro, o Apóstolo dos Gentios que estava acostumado às lutas farisaicas e às dificuldades das viagens intérminas, exaustivas, apelou para Simão que, pálido, entreteceu considerações recordando Jesus – o paradigma a ser imitado em todas as situações. Referiu-se às suas próprias dificuldades e apresentou a solução de paz, de fraternidade, abrindo as portas do Cristianismo a todas as gentes. Essa postura, gentil e fraterna, inspirada por Jesus, impediu que aqueles corações se apartassem, gerando a primeira divisão entre os servidores da Causa.

Dois mil anos depois, freqüentemente ressurgem questões palpitantes e graves que ameaçam a estrutura do programa espírita de implantação na Terra, tornando-se necessário que a inspiração do Mestre verta do Alto asserenando os ânimos exaltados, estabelecendo a linha básica da verdadeira fraternidade.

Não nos esqueçamos de que devemos preservar os valores da Doutrina Espírita acima de quaisquer interesses mundanos de proselitismo, de arrastamento, conforme os herdamos de Allan Kardec e dos Mensageiros que o conduziram na elaboração da Codificação, a herança que deve permanecer inviolável através dos milênios.

Tenhamos em mente que o Espiritismo cristão, meus amigos, é a resposta dos Céus às angústias da Terra.

Respeitamos todos os guias que vieram à Terra iluminar a Humanidade, sejam quais forem as doutrinas que nos legaram. Todas elas trazem como fundamentos: Deus, a imortalidade, a divina justiça, o amor, porquanto nobres guias espirituais que eram. No entanto, com a maior consideração de nossa parte, acima de todos eles paira Jesus – o guia e modelo que Deus nos ofereceu para constituir-nos o exemplo máximo –, o modelo que jamais titubeou ou apresentou sinuosidade na rota, enquanto preconizando o Reino dos Céus na Terra. Não se curvou ante os poderosos do mundo, não desdenhou os esquecidos do mundo.

Com ninguém foi conivente, deixando os objetivos essenciais em plano secundário para servir aos interesses transitórios e equivocados da organização terrestre.

Modelo e guia, Jesus prossegue para nós como o Sol radioso que nos aquece a alma e que permanece brilhando, embora a sombra densa momentaneamente esteja nas paisagens terrestres.

Por isso, o Espiritismo cristão é aquele que poderá levar a mensagem da revelação divina a todos os povos e a todas as crenças, sem perder as suas características e sem fragmentar-se para atender a imposições nacionais ou a diretrizes de guias localizados.

Reunindo-nos nesta oportunidade pela última vez neste milênio, guardemos a certeza de que amanhã a Humanidade respirará um clima feliz de paz – mesmo que não imediatamente –, de alegria e plenitude, porque Jesus comanda a barca terrestre, conduzindo aqueles que nela se encontram à misericórdia do Pai amoroso.

Ide, companheiros da fé renovada, tornando-vos exemplos da mensagem espírita, vivendo-a no dia-a-dia das vossas existências e demonstrando que a nossa não é uma fé-artifício, nem um mecanismo escapista para fugirmos do mundo e das suas responsabilidades.

Porfiai! As lutas recrudescerão, as dificuldades, conforme esperadas, estarão diante de vós, mas lembrai-vos de Jesus, que venceu o mundo e as suas paixões.

Nós outros, os Espíritos-espíritas que aqui estamos neste momento, exaltamos o Senhor da vida e cantamos glória a Jesus pelo transcurso dos cinqüenta e um anos de Unificação espírita, por este mais de meio século de atividades doutrinárias, de realizações unificadas, para que o pensamento do Mestre se perpetue na Terra como a base das futuras culturas e civilizações.

Aristides Spínola, Leopoldo Cirne, Wantuil de Freitas, Armando de Oliveira, Francisco Thiesen, capitaneados pelo nobre Espírito Bittencourt Sampaio e outros

cooperadores do Movimento Espírita nacional e internacional aqui conosco, encerram este encontro do segundo milênio, envolvendo-vos a todos em paz e coragem para a luta, em humildade, em resignação dinâmica, para que a Doutrina triunfe acima das nossas pequenezes.

Exorando ao modelo e guia da Humanidade Suas bênçãos, sou o servidor humílimo e paternal de sempre,

Bezerra

O Brasil e a sua Missão Histórica de
“Coração do Mundo e Pátria do Evangelho”


Bezerra de Menezes

Meus filhos:

Prossegue o Brasil na sua missão histórica de “Pátria do Evangelho” colocada no “Coração do Mundo”.

Nem a tempestade de pessimismo que avassala, nem a vaga de dúvida que açoita os corações da nacionalidade brasileira impedirão que se consume o vaticínio da Espiritualidade quanto ao seu destino espiritual. Apesar dos graves problemas que nos comprometem em relação ao porvir – não obstante o cepticismo que desgoverna as mentes em relação aos dias do amanhã – o Brasil será pulsante coração espiritual da Humanidade, encravado na palavra libertadora de Jesus, que fulge no Evangelho restaurado pelos Benfeitores da Humanidade.

Não se confunda missão histórica do País com a competição lamentável, em relação às megalópoles do mundo, que triunfam sobre as lágrimas das nações vencidas e escravizadas pela política financeira e econômica internacional.

Não se pretenda colocar o Brasil no comando intelectual do Orbe terrestre, através de celebrações privilegiadas que se encarreguem de deflagrar as guerras de aniquilamento da vida física.

Não se tenham em mente a construção de um povo, que se celebrize pelos triunfos do mundo exterior, caracterizando-se como primeiro no concerto das nações.

Consideremos a advertência de Jesus, quando se reporta que “os primeiros serão os últimos e estes serão os primeiros”.

Sem dúvida, o cinturão da miséria sócio-econômica que envolve as grandes cidades brasileiras alarma a consciência nacional. A disputa pela venda de armas, que vem colocando o País na cabeceira da fila dos exportadores da morte, inquieta-nos. Inegável a nossa preocupação ante a onda crescente de violência e de agressividade urbana...

Sem dúvida, os fatores do desrespeito à consciência nacional e a maneira incorreta com que atuam alguns homens nas posições relevantes e representativas do País fazem que o vejamos, momentaneamente, em uma situação de derrocada irreversível.

Tenha-se, porém, em mente que vivemos uma hora de enfermidades graves em toda a Terra, na qual, o vírus da descrença gera as doenças do sofrimento individual e coletivo, chamando o homem a novas reflexões.

A História se repete!...

As grandes nações do passado, que escravizaram o mundo mediterrâneo, não se eximiram à derrocada das suas edificações, ao fracasso dos seus propósitos e programas; assírios e babilônios ficaram reduzidos a pó; egípcios e persas guardam, nos monumentos açoitados pelos ventos ardentes do deserto, as marcas da falência pomposa, das glórias de um dia; a Hélade, de circunferência em torno das suas ilhas, legou, à posteridade, o momento de ilusório poder, porém, milênios de fracassos bélicos e desgraças políticas.

As maravilhas da Humanidade reduziram-se a escombros: o Colosso de Rodes foi derrubado por um terremoto; o Túmulo de Mausolo arrebentou-se, passados os dias de Artemísia; o Santuário de Zeus, em Olímpia, e a estátua colossal foram reduzidos a poeira; os jardins suspensos de Semíramis arrebentaram-se e ficaram cobertos da sedimentação dos evos e das camadas de areia sucessivas da história. Assim, aconteceu com outros tantos monumentos que assinalaram uma época, porém foram fogos-fátuos de um dia ou névoa que a ardência da sucessão dos séculos se encarregou de demitizar e de transformar. Mas, o Herói Silencioso da Cruz, de braços abertos, transformou o instrumento de flagício em asas para a libertação de todas as criaturas, e a luz fulgurou no topo da cruz converteu-se em perene madrugada para a Humanidade de todos os tempos.

O Brasil recebeu das Suas mãos, através de Ismael, a missão de implantar no seu solo virgem de carmas coletivos, com pequenas exceções, a cruz da libertação das consciências de onde o amor alçará o vôo para abraçar as nações cansadas de guerras, os povos trucidados pela violência desencadeada contra os seus irmãos, os corações vencidos nas pelejas e lutas da dominação argentaria, as mentes cansadas de perquirir e de negar, apontando o rumo novo do amor para re restaurem no coração a esperança e a coragem para a luta de redenção.

Permaneçam confiantes, os espíritas do Brasil, na missão espiritual da “Pátria do Cruzeiro”, silenciando a vaga do pessimismo que grassa e não colocando o combustível da descrença, nem das informações malsãs, nas labaredas crepitantes deste fim de século prenunciador de uma madrugada de bênçãos que teremos ensejo de perlustrar.

Jesus, meus filhos, confia em nós e espera que cumpramos com o nosso dever de divulgá-lO, custe-nos o contributo do sofrimento silencioso e das noites indormidas em relação à dificuldade para preservar a pureza dos nossos ideais, ante as licenças morais perturbadoras que nos chegam, sutis e agressivas, conspirando contra nossos propósitos superiores.

Divulgá-lO, vivo e atuante, no espírito da Codificação Espírita, é compromisso impostergável, que cada um de nós deve realizar com perfeita consciência de dever, sem nos deixarmos perturbar pelos hábeis sofistas da negação e pelas arengas pseudo-intelectuais dos aranzéis apresentados pela ociosidade dourada e pela inutilidade aplaudida.

Em Jesus temos “o ser mais perfeito que Deus nos ofereceu para servir-nos de modelo e guia”; o meio para alcançar o Pai, Amorável e Bom; o exemplo de quem, renunciando-se a si mesmo, preferiu o madeiro de humilhação à convivência agradável com a insensatez; de quem, vindo para viver o amor, fê-lo de tal forma que toda a ingratidão de quase vinte séculos não lhe pôde modificar a pulcridade dos sentimentos e a excelsitude da mensagem. Ser espírita é ser cristão, viver religiosamente o Cristo de Deus em toda a intensidade do compromisso, caindo e levantando, desconjuntando os joelhos e retificando os passos, remendando as carnes dilaceradas e prosseguindo fiel em favor de si mesmo e da Era do Espírito Imortal.

Chamados para essa luta que começa no país da consciência e se exterioriza na indimensionalidade geográfica, além das fronteiras do lar, do grupo social, da Pátria, em direção do mundo, lutais para serdes escolhidos. Perseverai para receberdes a eleição de servidores fiéis que perderam tudo, menos a honra de servir; que padeceram, imolados na cruz invisível da renúncia, que vos erguerá aos páramos da plenitude.

Jesus, meus filhos – que prossegue crucificado pela ingratidão de muitos homens – é livre em nossos corações, caminha pelos nossos pés, afaga com nossas mãos, fala em nossas palavras gentis e só vê beleza pelos nossos olhos fulgurantes como estrelas luminíferas no silêncio da noite.

Levai esta bandeira luminosa: “Deus, Cristo e Caridade” insculpida em vossos sentimentos e trabalhai pela Era Melhor, que já se avizinha, divulgando o Espiritismo Libertador onde quer que vos encontreis, sem o fanatismo dissolvente, mas, sem a covardia conivente, que teme desvelar a verdade para não ficar mal colocada no grupo social da ilusão.

Agora, quando se abrem as portas para apresentar a mensagem do Cristo e de Kardec ao mundo, e logo mais, preparai-vos para que ela seja vista em vossa conduta, para que seja sentida em vossas realizações e para que seja experimentada nas Casas que momentaneamente administrais, mas que são dirigidas pelo Senhor de nossas vidas, através de vós, de todos nós.

O Brasil prossegue, meus filhos, com a sua missão histórica de “Coração do Mundo e Pátria do Evangelho”, mesmo que a descrença habitual, o cinismo rotulado de ironia, o sorriso em gargalhada estrídula e zombeteira tentem diminuir, em nome de ideologias materialistas travestidas de espiritualismo e destrutivas em nome da solidariedade.

Que nos abençoe Jesus, o Amigo de ontem – que já era antes de nós -, o Benfeitor de hoje – que permanece conosco -, e o Guia para amanhã – que nos convida a tomar do Seu fardo e receber o Seu jugo, únicos a nos darem a plenitude e a paz.

Muita paz, meus filhos!

São os votos do servidor humílimo e paternal de sempre,

Bezerra

 

HERÓIS

Todas as criaturas procuram na Terra um herói ou alguém que represente a figura de um herói que elas possam admirar, que elas possam realmente amar.

No entanto, quando acordamos no berço da carne, já existe um herói a nos esperar. Esse herói é o pai terreno, é aquele que nos acompanha os primeiros passos, que luta pelo nosso sustento, que sofre com nossas enfermidades, que se entristece com os nossos fracassos, que almeja o nosso sucesso, que muitas vezes se esquece de si mesmo para se lembrar do filho. Quantos e quantos heróis anônimos temos no plano espiritual...

É verdade também que existem os falsos heróis: aqueles que não assumem a responsabilidade da paternidade; os irresponsáveis que deixam os filhos e saem em busca de aventuras; aqueles que abandonam os descendentes e, às vezes, até matam; os que dão maus exemplos, levando para os filhos o contato com o vício. Todavia, mesmo os falsos heróis deram a oportunidade do ingresso na carne, deram, por alguns momentos, solidariedade e, às vezes, até um pouco de alegria, mesmo que tenha sido pouca, e, quando nada disso ofertaram, o simples fato de terem contribuído para o resgate dos nossos débitos, num corpo de carne, já representa algum mérito.

Mas o maior de todos os heróis, esse que é o nosso Mestre, em nenhum momento nos decepciona. Ele nos faz, cada dia, renascer em espírito e verdade. Jesus é o herói de todas as épocas, de todas as horas. Mesmo para aqueles que não possuíram um pai herói, Jesus representa o máximo de heroísmo, de dedicação e amor.

Quando nos faltar qualquer coisa na Terra, procuremos suprir essa carência com a imagem desse que tudo representa de amor para todas as almas, que é o nosso Mestre e Senhor, Jesus, e encontraremos então lenitivo e paz para os nossos corações.

Que Jesus nos ampare, meus filhos!

Livro: Chão de Luz

Por psicofonia de Shyrlene Soares Campos



ROGATIVA DA ESPERANÇA
Senhor,

No momento grave que todos vivemos, renteando com a dor e ante o deslumbramento das Ciências avançadas, voltamos para o Teu Evangelho de vida eterna, buscando as soluções.

Desafiando as inteligências, os problemas intrincados do comportamento surgem ameaçadores, parecendo levar de roldão a cultura, a ética e a civilização. Não obstante, confiados na Tua promessa de que ficarias conosco até o fim, permanecemos na inteireza do ideal espírita, trabalhando, otimistas, por um mundo melhor.

Enfrentando as  complexidades da hora de transição do planeta, abrimo-nos ao amor iluminado pelo conhecimento espírita, na certeza de que este amor é depositário dos recursos que solucionarão todas as dificuldades.

Utiliza-te de nossa fragilidade, que é tudo de quanto dispomos para oferecer-Te, trabalhada, entretanto, com o material da fé racional e do sentimento esclarecido com que edificaremos o mundo melhor de amanhã.

Viajores fracassados que somos desde os séculos passados, reunimos, na atualidade, os frutos amargos da sementeira ancestral, numa colheita de aflição e de provas. Todavia, encontramos, também, as estrelas luminosas que fulguram nesta noite, apontando-nos o rumo, que são os Teus mensageiros, ora corporificados nas artes, na ciência, na filosofia, na abnegação e na fé, para servirem de pilotis sobre os quais será erguido o templo da fraternidade universal.

Jesus, porque não desdenhaste a cruz, embora vivesses no sólido dos astros, ensina-nos mansidão e candura, no madeiro das nossas próprias faltas, antecipando a madrugada libertadora da nossa ascensão com as asas da sabedoria e do conhecimento na direção do Teu amor.

Abençoa, não somente os equivocados, mas também os que comprometem as consciências e destroem as esperanças.

Apiada-Te dos caídos, todavia compadece-Te, igualmente, dos que derrubam os outros e passam, aparentemente, incólumes.

Socorre os infelizes, sem embargo distende a Tua misericórdia sobre os infelicitadores, porque todos eles, os que corrompem e infelicitam hoje, não fugirão da consciência ultrajada, retornando ao carreiro das aflições purificadoras...

Por fim, faze de nós exemplos da Tua mensagem, nesta obra de fé espírita, nesta antemanhã de uma humanidade mais feliz, para que despertemos além das sombras, sem dor e sem amarguras...

Fonte: Compromissos iluminativos, pelo Espírito Bezerra de Menezes, 
psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.



BÚSSULA DA ALMA
Surge a prece na existência terrestre como chave de luz inspirativa descerrando as trilhas que parecem impedidas aos nossos olhos.

Ensina sempre no silêncio da alma e, quando não resolve os problemas ou não afasta o sofrimento, ilumina a mente e fortalece a resignação.

Contato com o Infinito, toda oração sincera significa mensagem com endereço exato, e se, por vezes, flutua entre riso e pranto, termina sempre por elevar-se aos páramos superiores onde já não existem temporariamente nem alegria nem dor, apenas paz de alma.

Oração é diálogo. Quem ora jamais monologa. Até a petição menos feliz tem a resposta que lhe cabe, procedente das sombras.

Atende aos compromissos na hora certa. A pontualidade é o fiel moral na balança do tempo.

Dá e receberás.

Auxilia e alguém te auxiliará.

Existe a caridade como receita ideal para todos os males.

A imparcialidade de julgamento há de começar em nós, com a benevolência para com os outros e severidade para nós mesmos.

Quais são os pontos de contato de sua vida com a verdade?

Que relação existe entre você e o mundo espiritual?

Expressa a exemplificação o conjunto dos reflexos de nossos atos. Toda opinião retrata o opinador.

Constitui a vida uma longa viagem em demanda aos portos da felicidade perfeita.

A prece é a bússola que nos coloca sob a direção do Senhor, cujas mãos devem pousar no leme da embarcação do destino.

Ora sempre e o barco dos teus dias nunca se transviará sob as nuvens das trevas......(pelo espírito Bezerra de Menezes)

AUTORES  DA  PRÓPRIA  HISTÓRIA

 

Bezerra de Menezes

 

A terra é um grande laboratório de pesquisa, onde a dor é um instrumento para medir a nossa resistência, as nossas defesas, os nossos recursos. Todo Ser Humano funciona como poderoso imã, atraímos, através do pensamento, energias boas e energias perniciosas.

Somos, realmente, criaturas em permanentes experiências evolutivas, cada dia nos compete avançar mais um passo, buscar um pouco mais de equilíbrio, defender um pouco mais em nós as aquisições melhores.

Existe, sempre, na Terra, muito mais apelos para que exercitemos o mal e nesse processo de dor é que, muitas vezes, nos reajustamos e voltamos, então, ao ponto de partida. Isso, quando é possível voltarmos ao ponto de partida, para amealharmos novos conhecimentos, novas energias e vivermos experiências puras e mais positivas.

De qualquer forma, essa Terra, pela qual Jesus é o responsável direto, que tem Maria por mãe tutelar e abençoada, é palco permanente para as nossas vidas. Somos os autores de nossa própria história, somos os personagens de todo esse enredo. Podemos iluminar o palco ou escurecê-lo, mas, na verdade, todo esse espetáculo de sombra e de luz depende, tão somente, de nós.

Jesus é aquele que, realmente, pode fazer de nossas vidas uma história melhor, se escolhermos o lado do bem, se escolhermos, realmente, aquilo que é certo, aquilo que a nossa consciência já nos disse que é justo, que é nobre. Se procurarmos fazer, sempre, aquilo que é certo, bem menos sofreremos, porque o mestre nos disse que, realmente, o jugo dele é leve, mas o jugo do mundo é implacável.

Vamos ficar, sempre, sozinhos com a nossa dor e, se alguém vier nos ajudar, será sempre a mão estendida do nosso mestre Jesus.

 

Psicofonia: Shyrlene Soares Campos



Dia 20/04/2000, no Núcleo Servos Maria de Nazaré, Uberlândia, MG.

 

Mensagem recebida por Shyrlene Soares Campos


Aos Médiuns por Bezerra de Menezes

 

Dr. Adolfo Bezerra de Menezes o consolidador da Federação Espírita Brasileira e orientador do Espiritismo na Terra do Cruzeiro, justamente denominado de “O Kardec Brasileiro”.



Desceu ao plano das formas tangíveis a 29 de agosto de 1831 e volveu à Pátria da Luz a 11 de abril de 1900.

Vencendo dificuldades sem conta diplomou-se em medicina, de que fez verdadeiro sacerdócio, sendo conhecido como o médico dos pobres. Político, jornalista e administrador. O traço característico da sua trajetória foi o seu grande coração, sempre pronto a prestar assistência aos humildes.

Aos médiuns

Que a Paz do Senhor nos felicite os corações.

Mediunidade com Jesus é serviço aos semelhantes.

Desenvolver esse recurso é, sobretudo, aprender a servir.

Aqui, alguém fala em nome dos espíritos desencarnados; ali, um companheiro aplica energias curadoras; além um cooperador ensina o roteiro da verdade; acolá, outrem enxuga as lágrimas do próximo, semeando consolações. Contudo, é o mesmo poder que opera em todos. É a divina inspiração do Cristo, dinamizada através de mil modos diferentes por reergue-nos da condição de inferioridade ou de sofrimento ao título de herdeiros do Eterno Pai.

E nessa movimentação bendita de socorro e esclarecimento, não se reclama o título convencional do mundo qualquer que seja, porque a mediunidade cristã, em si, não colide com nenhuma posição social, constituindo fonte do Céu a derramar benefícios na terra, por intermédio dos corações de boa vontade.

Em razão disso, antes de qualquer sondagem doas forças psíquicas, no sentido de se lhes apreciar o desdobramento, vale mais a consagração do trabalhador à caridade legítima, em cujo exercício tôdas as realizações sublimes da alma podem ser encontradas.

Quem desejar a verdadeira felicidade, há de improvisar a felicidade dos outros; quem procure a consolação, para encontrá-la, deverá reconfortar os mais desditosos da humana experiência.

Dar para receber.

Ajudar para se amparado.

Esclarecer para  conquistar a sabedoria e devotar-se ao bem do próximo para alcançar a divindade do amor.

Eis a lei, que impera igualmente, no campo mediúnico, sem cuja observação, o colaborador da Nova Revelação não atravessa os pórticos das rudimentares noções de vida eterna.

Espíritos algum construirá a escada de ascensão sem atender às determinações do auxílio mútuo.

Nesse terreno, portanto, há muito que fazer nos círculos da Doutrina Cristã rediviva, porque não basta ser médium para honrar-se alguém com as bênçãos da luz, tanto quanto não vale possuir uma charrua perfeita, sem a sua aplicação no esforço da sementeira.

A tarefa pede fortaleza no serviço com ternura no sentimento.

Sem um raciocínio amadurecido para superar a desaprovação provisória da ignorância e da incompreensão e sem as fibras harmoniosas do carinho fraterno, para socorrê-las, com espírito de solidariedade real, é quase impraticável a jornada para a frente.

Os golpes da sombra martelam o trabalho iluminativo da mente por todos os flancos e imprescindível se torna ao instrumento humano das verdades divinas armar-se convenientemente na fé viva e na boa vontade incessante, a fim de satisfazer aos imperativos  do mistério a que foi convocado.

Age, assim, com isenção de ânimo, sem desalento e sem inquietação, em teu apostolado de curar.

Estende as tuas mãos sobre os doentes que te busquem o concurso de irmão dos infortunados, convicto de que o Senhor é o Manancial de todas as Bênçãos.

O lavrador semeia, mas é a bondade Divina que faz desabrochar a flor e preparar-se o fruto. Ë indispensável marchar de alma erguida para o Alto, vigiando, embora as serpentes e os espinhos que povoam o chão.

Diversos amigos se revelam interessados em tua tarefa de fraternidade luz e não seria justo que a hesitação te paralisasse os impulsos mais nobres, tão somente porque a opinião do mundo te não entende os propósitos, nem os objetivos da esfera espiritual, de maneira imediata.

Não importa que o templo seja humilde e que os mensageiros compareçam na túnica de extrema simplicidade.

O Mestre Divino ensinava a verdade à frente de um lago e costumava administrar os dons celestiais sob o teto emprestado; além disso, encontrou os companheiros mais abnegados e fiéis entre pescadores anônimos, integrados na vida singela da natureza.

Não te apoquentes, meu irmão, e segue com serenidade.

Claro está que ainda não temos seguidores leais do Senhor sem a cruz do sacrifício.

A mediunidade é um madeiro de espinhas dilacerantes, mas com o avanço da subida, calvário acima, os acúleos se transformam em flores e os braços da cruz se convertem em asas de luz para a lama livre na eternidade.

Não desprezes a tua oportunidade de servir e prossegue de esperança robusta.

A carne é uma estrada breve.

Aproveitemo-la sempre que possível na sublime sementeira da caridade prefeita.

Em suma, ser médium no roteiro cristão é dar de si mesmo em nome do Mestre. E foi Ele que nos descerrou a realidade de que somente alcançam a vida verdadeira aqueles que sabem perder a existência em favor de todos os que se constituem seus tutelados e filhos de Deus na Terra.

Segue, pois, para diante, amando e servindo.

Não nos vê preocupar a ausência de alheia compreensão. Antes de cogitarmos do problema de sermos amados, busquemos amar, conforme o amigo Celeste nos ensinou.

Que Ele nos proteja, nos fortifique e abençoe.

(Mensagem recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier,
no Centro Luiz Gonzaga Pedro Leopoldo).

NÃO PISEMOS NAS FLORES DO CAMPO
Um dia Maria caminhava com uma amiga para ir pegar a água preciosa no poço.

Quando Ela viu, na beira da estrada, muitas florezinhas silvestres – porque as flores, elas são insistentes, representam a beleza de Deus e são capazes, mesmo no deserto, de teimar em florir, aqui e ali-essa companheira foi na direção dessas poucas florezinhas rasteiras, Maria disse para ele:

-Não pise as flores do chão! Elas são nosso Pai a embelezar nossas vidas e resplandecer nos nossos olhos a grandeza que só Ele sabe doar. Essas florezinhas, se forem pisadas pelos nossos pés, não darão o néctar precioso para as abelhinhas, não será o alimento para o colibri... Não pise as flores do chão.

-Maria, em tudo você vê Deus. Em tudo o que você faz, você sempre vê Deus. Essas flores para mim são apenas flores, mas para você, elas representam uma vida tão extensa, tão fértil ... Eu não vou pisá-las.

Ao afastar-se do local, naquele instante, uma serpente fugiu de entre as flores e atravessou o caminho. A mulher, a jovem mulher, deu um grito de susto:

-Maria, você, me ensinando não pisar as flores, me salvou a vida!

Maria disse:

Não, minha amiga, quem te salvou a vida foi Deus. Mas, lembre-se de que, assim como as abelhas buscam  o néctar precioso e os colibris, nos pistilos das flores, o seu alimento, também os répteis se escondem na sombra do chão. Aprenda a olhar o céu sem descuidar-se da Terra. Olhe aonde seus pés pisam e procure conservar a vida, porque assim você estará conservando a sua própria vida.

E foram buscar a água abençoada. A mulher, insistentemente, olhava para Maria e Maria, olhando para o céu, dizia:

-Obrigada, Senhor! Porque em tudo o que nos cerca existe a sua imensa lição de amor. Obrigada, Senhor, pela vida, obrigada pelas lições que o chão nos ensina, que o céu possa nos aprovar.

Acabou a pequena história. Essa mulher nunca mais, certamente, deve ter pisado as flores do chão. Mas, certamente, deve ter tido muito cuidado com os matos rasteiros que estão às margens do nosso caminho.

Aqueles que estão no nosso caminho são, efetivamente, os companheiros de jornada. Aqueles que estão à margem do nosso caminho são, ás vezes, colaboradores, ou meros espectadores. Mas, quem disse que não podemos ajudar a todos eles nesse processo de serem espectadores? Por que não podemos ajudá-los a ter uma vida mais intensa, mais bela e mais produtiva?

Quanto à nós, sigamos com as lições que Maria nos oferece, na singeleza do seu ser. Não pisemos as flores do campo, porque em todas elas resplandece Deus.

Mensagem recebida por Shyrlene Soares Campos
dia 28/03/2000, no Núcleo Servos Maria de Nazaré- Uberlândia- MG


Extinção do Mal

Na didática de Deus, o mal não é recebido com a ênfase que caracteriza muita gente na Terra, quando se propõe a combatê-lo.

Por isso, a condenação não entra em linha de conta nas manifestações da Misericórdia Divina.

Nada de anátemas, gritos, baldões ou pragas.

A Lei de Deus determina, em qualquer parte, seja o mal destruído não pela violência, mas pela força pacífica e edificante do bem.

A propósito, meditemos.

O Senhor corrige:

a ignorância: com a instrução;

o ódio: com o amor;

a necessidade: com o socorro;

o desequilíbrio: com o reajuste;

a ferida: com o bálsamo;

a dor: com o sedativo;

a doença: com o remédio;

a sombra: com a luz;

a fome: com o alimento;

o fogo: com a água;

a ofensa: com o perdão;

o desânimo: com a esperança;

a maldição: com a benção.

Somente nós, as criaturas humanas, por vezes, acreditamos que um golpe seja capaz de sanar outro golpe.

Simples ilusão.

O mal não suprime o mal.

Em razão disso, Jesus nos recomenda amar os inimigos e nos adverte de que a única energia suscetível de remover o mal e extingui-lo é e será sempre a força suprema do bem.

Xavier, Francisco Cândido; Baccelli, Carlos A.. Da obra: Brilhe Vossa Luz. Ditado pelo Espírito Bezerra de Menezes. 4 edição. Araras, SP: IDE. 1996.



 



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