Qualidade de vida dos profissionais de enfermagem que trabalham em uti



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QUALIDADE DE VIDA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM QUE TRABALHAM EM UTI

1Ana Andréa Souza Pinho

2André Kaercher


RESUMO
Este estudo teve como objetivo mensurar a qualidade de vida dos profissionais de enfermagem que trabalham em UTI. Trata-se de um estudo descritivo e exploratório com abordagem quantitativa. A coleta de dados foi realizada na UTI adulto, Pediátrica e Neonatal de um Hospital público no interior da Bahia, onde se utilizou dois questionários, sendo um para coleta dos dados sociodemográficos, e outro que mede a qualidade de vida (WHOQOL-bref) indicado pela (OMS), no período de 10 de Março a 20 de Abril, tendo como sujeitos de estudo 40 profissionais de enfermagem, sendo 9 enfermeiras, 24 técnicos de enfermagem e 7 auxiliares de enfermagem. O resultado dessa pesquisa demonstrou que a maioria dos entrevistados é do sexo feminino (97,5%), estão na faixa etária entre 40 a 49 anos, são casados (47,5%), atuam na UTI entre 2 a 5 anos (60%), e (57,5%) possuem apenas um emprego. Os sujeitos em estudo avaliaram sua qualidade de vida (QV) como satisfatória, onde (55%) respondeu como boa, quando questionada sobre o assunto e (32%) disseram não ser nem boa nem ruim. Os outros aspectos investigados como: Domínio físico, psicológico, relações sociais e meio ambiente, também obtiveram bons resultados. Portanto a investigação sobre qualidade de vida dos profissionais de enfermagem, deve continuar, pois, é um tema amplo e envolve todos os seres humanos, no entanto outras pesquisas relacionadas a este assunto, devem ser realizadas para fortalecer a idéia de que há possibilidade de cada um melhorar a qualidade da sua vida, desde que identifique o que traz satisfação para si próprio, e aquilo que lhe faz feliz.
Palavras – chave: Unidade de Terapia Intensiva, enfermagem, qualidade de vida.


ABSTRACT

This study it had as objective to measurer the quality of life of the nursing professionals who work in UTI. One is about a descriptive and exploratory study with quantitative boarding. The collection of data was carried through in the adult UTI, Paediatric and Neonatal of a public Hospital in the interior of the Bahia, where if it used two questionnaires, being one for collection of the sociodemográficos data, and another one that measures the quality of life (WHOQOL-bref) indicated for (OMS), in the period of the 10 of March 20 of April, having as citizens of study 40 professionals of nursing, being 9 nurses, 24 technician of nursing and 7 nurse aid. The result of this research demonstrated that the majority of the interviewed ones is of the feminine sex (97.5%), is in the atria band enters the 40 49 years, is married (47.5%), acts in the UTI between 2 the 5 years (60%), e (57.5%) possess only one job. The citizens in study had evaluated its quality of life (QV) as satisfactory, where (55%) it answered as good, when questioned on subject e (32%) they had said not to be nor good nor bad. The other investigated aspects as: Physical, psychological domain, social relations and environment, had also gotten good resulted. Therefore the inquiry on quality of life of the nursing professionals, must continue, therefore, is an ample subject and involves all the human beings, however other research related to this subject, must be carried through to fortify the idea of that it has possibility of each one to improve the quality of its life, since that it identifies what it brings satisfaction for proper itself, and what it makes to it happy.


Key - words: Unit of Intensive Therapy, nursing, quality of life.


1 INTRODUÇÃO
As UTIs, em geral, possuem uma rotina permeada de incertezas, instabilidade, emergências e variabilidade, podendo ser geradoras de estresse aos profissionais da equipe multidisciplinar, devendo estes profissionais estar preparados para a qualquer momento atender aos clientes, que são hemodinamicamente instáveis. Além disso, particularmente para os profissionais de enfermagem, as condições de trabalho podem ser insatisfatórias em decorrência de inúmeros fatores: baixa remuneração, hierarquização, diversidade e complexidade dos procedimentos técnicos, além da sobrecarga de trabalho.

No ambiente das UTIs, a proximidade com os pacientes é intensa, visto que todos são altamente dependentes. Tais exigências somadas ao duplo vínculo podem levar muitos trabalhadores de enfermagem ao processo de desgaste físico, advindo da sobrecarga de trabalho, além de interferir na sua qualidade de vida e na sua saúde.

Segundo Cecagno e Siqueira (2003), a qualidade de vida dos trabalhadores influencia na qualidade do cuidado prestado, sendo essencial que se investigue e se valorize a percepção de cada um sobre sua vida, o que permitirá a determinação de estratégias para melhoria da qualidade de vida do trabalhador.

Isto posto, a realização deste trabalho é de grande relevância, pois, há uma preocupação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de mensurar a qualidade de vida dos povos, no entanto este estudo contribuirá para a aquisição de conhecimentos acerca da qualidade de vida dos profissionais que atuam em UTI de um hospital Geral na cidade de Feira de Santana. É a partir deste conhecimento que será proposto estratégias para minimizar a problemática que envolve trabalhadores de unidades de terapias intensivas.

O interesse em realizar um estudo sobre qualidade de vida surgiu a partir da vivência em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no qual atuei como técnica de enfermagem por um período de quatro anos, local de grande aprendizagem na trajetória profissional e pessoal. É sabido que os profissionais de enfermagem que trabalham em hospitais e principalmente em setores como nas UTIs, convivem constantemente com pacientes críticos que possuem risco de morte, e com grau alto de dependência, onde todos os cuidados são prestados no próprio leito pela equipe, e pacientes com cuidados paliativos no qual a enfermagem busca dar o máximo de conforto e uma assistência mais humanizada possível para este paciente.

Neste sentido surgiu o seguinte questionamento: Como está a qualidade de vida dos profissionais de enfermagem que trabalham em Unidades de Terapia Intensiva do Hospital Geral Clériston Andrade?


Tendo como objetivo geral: Mensurar a qualidade de vida dos profissionais de enfermagem que trabalham em UTI através do questionário WHOQOL-bref (World Health Organization Quality of Life Group) e como objetivos específicos: identificar as características sóciodemográfica da população em estudo; verificar os aspectos que contribuíram para aumentar ou diminuir os valores atribuídos aos domínios do WHOQOL-bref; identificar os valores atribuídos pelos profissionais de enfermagem das UTIs pesquisadas aos diferentes domínios do WHOQOL-bref.




2 O AVANÇO TECNOLÓGICO NOS HOSPITAIS E O SURGIMENTO DA UTI


As estatísticas de comportamento apontam um número elevado de pessoas estressadas e um aumento significativo de doenças psicossomáticas, ao se estudar sobre qualidade de vida, tendo como principais responsáveis numerosos agentes físicos, químicos bacterianos e psicológicos. Sendo o profissional de saúde um dos principais trabalhadores afetados na sua redução na qualidade de vida, devido aos fatores estressantes a que são submetidos diariamente. (SALLES, 2005).

Inicialmente, o profissional da saúde só dispunha de seus sentidos para exame do paciente. Com a visão, observava o enfermo, com o tato realizava a palpação e a tomada do pulso; com a audição ouvia as suas queixas e ruídos anormais; com o olfato podia sentir odores característicos. No século XVIII o exame físico foi aperfeiçoado com a percussão do tórax, introduzida por Auenbrugger e divulgada na França por Corvisart.

 No século XIX a semiótica foi enriquecida pela descrição de sintomas e sinais característicos de muitas doenças e pela idealização de manobras e técnicas especiais de exame (JOFFRE, 2002).

Paula (2005, p.51) concorda quando diz que: “o exame físico representa um instrumento de grande valia para a assistência, uma vez que permite ao enfermeiro realizar o diagnóstico e planejar as ações de enfermagem, acompanhar e avaliar a evolução do paciente”.

A partir dos avanços tecnológicos e especialização dos recursos humanos de maneira a acompanhar esses avanços, é que serão alcançados os objetivos da organização do serviço, tendo que haver uma interação entre ambos, para que não interfira nesse processo.

Nesse processo de crescimento tecnológico dentro da área da saúde, a UTI vem se destacando no que diz respeito aos mais modernos aparelhos de monitorização ao paciente grave e para falar deste avanço se faz necessário citar a enfermeira inglesa Florence Nightingale precursora dos conhecimentos que hoje detemos na Administração Hospitalar, e na Enfermagem como profissão, (ANDRADE, 2008).

No entanto, Florence, na Guerra da Criméia em 1856, apesar de não contar com a tecnologia providenciou um método para observação contínua de muitos pacientes, com poucas enfermeiras, onde esta dispunha os pacientes nas enfermarias de tal forma que os mais graves ficassem próximo ao posto de enfermagem (GOMES, 1988).

Na década de 20, surgem as unidades de terapia intensiva com a criação das salas de recuperação, para assistência a pacientes de neurocirurgia, no Hospital "Johns Hopkins", na década de 30 em Teubingen, na Alemanha, com a assistência intensiva pós-operatória. Na década de 40, surgiram salas de recuperação cirúrgica em Rochester, Minnesota e Nova York e em Nova Orleans no "Ochsner Clinic" (MALTA, 2008).

Observa-se hoje que o método de disposição dos pacientes em UTI é baseado nos preceitos de Florence, onde os pacientes são dispostos próximos ao posto de enfermagem para que se tenha um melhor controle e uma melhor observação destes. Isto nos faz refletir que para que haja a evolução se faz necessário voltar ao antepassado.

No Brasil, a implantaçao da UTI teve início na década de 70. O seu surgimento representou um marco dentro dos progressos obtidos pelos hospitais em nosso século, visto que antes dela, os pacientes graves eram tratados em enfermarias, faltando assim recursos materiais e humanos para uma melhorar qualidade desse cuidado (CINTRA,2005).

Devido a grande necessidade de assistência aos pacientes graves, cientistas e empresas estão cada vez mais, investindo no que diz respeito à assistência de alta tecnologia para que se possa aumentar a sobrevida dos pacientes graves, tentando não interferir na sua qualidade de vida, isto pode ser observado ao entrarmos em uma unidade hospitalar, onde nos deparamos com variedades de equipamentos para diagnósticos, onde muitas vezes patologias são detectadas em tempo hábil podendo ser interrompida antes de causar um dano maior ao paciente.

Gomes (1988, p.16) caracteriza uma UTI como “local de tratamento continuo, dado em uma unidade por um grupo permanentede enfermeiros e médicos especificamente treinados”.

Dotada de características físicas que propiciam maior vigilância e controle dos pacientes, a UTI centraliza recursos materiais e humanos que permitem um atendimento rápido e de qualidade, onde a atuação da equipe multiprofissional deve estar voltada para o objetivo comum – a recuperação do cliente grave.

Segundo Kurcgant (1991), é da competência do enfermeiro a avaliação da assistência, sendo que o resultado desta avaliação implica muitas vezes na decisão sobre a assistência no dia seguinte. Portanto se no decorrer do dia houver falhas em uma decisão, isto ocasionará uma situação grave. Por isso o enfermeiro, nessa área, engloba o conhecimento profundo das necessidades dos pacientes no que se refere à doença enquanto processo mórbido e suas conseqüências.

Além disso, compete ao enfermeiro da UTI à coordenação da equipe de enfermagem, sendo que isto não significa distribuir tarefas e sim o conhecimento de si mesmo e das individualidades de cada um dos componentes da equipe. Frente a estes apontamentos, é possível dizer que o enfermeiro desempenha funções cruciais dentro da unidade de terapia intensiva, no que se refere à coordenação e organização da equipe de enfermagem (BRAGA, 2006).

Assim como o enfermeiro, os auxiliares e técnicos de enfermagem tem um papel de grande relevância em uma UTI, sendo estes o profissional que presta assistência de enfermagem em serviço de proteção, recuperação e reabilitação da saúde, sob supervisão da enfermeira (KURCGANT 1991).

No entanto, para que haja uma assistência de qualidade e organizada cada profissional desenvolve seu papel na UTI, não esquecendo que a equipe multiprofissional tem que estar coesa, para desenvolvimento de um bom serviço.



2.1 CONCEPÇÕES ACERCA DE QUALIDADE DE VIDA (QV)
A busca da felicidade, do bem estar, de uma vida com qualidade vem desde a antiguidade, presente nas obras de Aristóteles (384- 322 aC) que já argumentava que toda ação tem por objetivo o alcance da boa vida ou felicidade. (PASCOAL, 2000).

Embora o assunto qualidade de vida venha sendo abordado, desde antiguidade, ainda hoje não se chegou a um consenso a respeito deste assunto, tendo recebido atenção crescente, não somente da literatura científica, mas também de campanhas publicitárias, nos meios de comunicação e plataformas políticas. Na maioria dos estudos no qual este tema é debatido o termo de referência empregado pode significar: condições de vida, estilo de vida e situação de vida.

O termo e conceito qualidade de vida começaram ser utilizados nos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial com o intuito de descrever o efeito gerado pela aquisição de bens materiais (tecnologia) na vida das pessoas. Somente alguns anos mais tarde foram considerados como parâmetros a serem valorizados, com o objetivo de capturar avanços nas áreas da saúde e educação (FERRAZ, 1998).

Alguns autores dão conceitos de QV, Fleck et al (1999 p. 5), relata que a palavra “qualidade de vida” foi citada pela primeira vez em 1964 por Lyncon Johnson que afirmou: "os objetivos não podem ser medidos através do balanço dos bancos. Eles só podem ser medidos através da qualidade de vida que proporcionam às pessoas”.

Lentz et al. (2000 p.1) diz que:
a qualidade de vida é dimensão complexa para ser definida e, sua conceituação, ponderação e valorização vêm sofrendo uma evolução que por certo acompanha a dinâmica da humanidade, suas diferentes culturas, suas prioridades e crenças.

Minayo et al (2000, p. 8), consideram que esse o termo QV “aparece sempre com sentido bastante genérico (...). Porém, em nenhum momento, existe uma definição dessa relação, seja no nível mais elementar de noção, e muito menos, como conceito”.

Estes autores corroboram que a QV é algo de difícil definição, pois a vida do ser humano é dinâmica e instável, aumentando a complexidade para se ter um parâmetro comparativo para toda a humanidade, havendo divergências ao pesquisar outros autores, pois para Nahas (1996, p.58 ), apud Alvarez(2004 p.21) comenta que:
Qualidade de vida é a inter-relação mais ou menos harmoniosa dos incontáveis fatores que moldam e diferenciam o cotidiano do ser humano e resultam numa rede de fenômenos, pessoas e situações. Também se pode definir objetivamente qualidade de vida como um conjunto de parâmetros individuais, sócio-culturais e ambientais que caracterizam as condições em que vive o ser humano.

Para complementar Buss, (2003, p.65) fala que: “a saúde é amplamente reconhecida como o maior e o melhor recurso para o desenvolvimento social, econômico e pessoal, assim como uma das mais importantes dimensões da qualidade de vida

Mediante a variabilidade de definições para QV houve a necessidade de se chegar a um consenso sobre um conceito que abrangesse uma dimensão maior das características de indivíduos em locais e realidades diferentes. Para tanto, a OMS reuniu representantes de vários países que conceituaram QV como “a percepção do indivíduo de sua posição na vida, no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações” (WHOQOL GROUP, 1995, apud CANAVARRO, 2005).

Definições de qualidade de vida têm incluído indicadores subjetivos e objetivos de ambos os fenômenos físico e psicológico. Indicadores objetivos, tais como renda, habitação e funções físicas, são comumente usados como medidas de qualidade de vida, mas estes indicadores não nos dizem sobre as experiências e percepções individuais.

É notório que a qualidade de vida está diretamente ligada à saúde e vice-versa, assim como ao lazer, práticas de esporte, diversão, bem-estar, e boas condições de trabalho, ou seja, uma relação harmoniosa com a vida.
2.2 FATORES QUE INTERFEREM NA QUALIDADE DE VIDA DO TRABALHADOR

A preocupação com as condições de trabalho na Enfermagem é descrita por vários autores que pesquisam o trabalho e fatores que influenciam a saúde do trabalhador nos aspectos relacionados a componentes físicos, cognitivos, psíquicos e organizacionais. Pioneiras no Brasil em utilizar princípios ergonômicos para estudar o trabalho de enfermagem, Mauro et al (1976), ao pesquisarem os aspectos ergonômicos que influenciam o estabelecimento de fadiga em enfermeiros, analisaram pontos relacionados à carga de trabalho, tais como: acúmulo de atividades, condições inadequadas de trabalho, falta de higiene mental, dentre outros.

Para discutir melhor o processo de trabalho Karl Marx tem uma importante contribuição. Marx (1988) define trabalho como “ação dos homens sobre a natureza, transformando-a intencionalmente”. Ele ainda complementa dizendo que “os elementos do processo de trabalho são as atividades orientadas a fim de um específico ou o trabalho mesmo, seu objetivo (matéria – prima sobre a qual se efetua a ação) e seus meios ( instrumentos de trabalho)”.

Quando se estuda qualidade de vida, as estatísticas de comportamento apontam um maior número de pessoas estressadas e um aumento significativo na incidência de doenças psicossomáticas. Outro aspecto responsável por uma preocupação constante, e conseqüente redução da qualidade de vida, é a constatação da existência de numerosos agentes (físicos, químicos, bacterianos) que alteram o equilíbrio orgânico do ser humano e ocasionam várias enfermidades cujas conseqüências e tratamento ainda desconhecem (PY, 1998).


Além disso, os trabalhadores sofrem ainda com os riscos ocupacionais devido a exposições aos fatores que interferem na sua saúde e na sua QV.


Percebe-se, no entanto, que o trabalhador está sempre exposto aos riscos , seja ele físico ou psicológico, tendo que estar atento para os sintomas de patologias que acometem aos trabalhadores, assim como os fatores que podem desencadear uma doença ocupacional.

Para evitar os riscos de acidentes ocupacionais o Ministério do trabalho e emprego (MTE) dispõe de trinta e três Normas Regulamentadoras (NR), relativas à segurança do trabalhador, três deste serão destacadas, as quais estão mais relacionadas ao trabalhador da área da saúde (BRASIL, 2008).

A NR 6 refere-se aos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) sendo este, todo dispositivo de uso individual destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador, incluindo luvas, aventais, protetores oculares, faciais e auriculares. São de responsabilidade do empregador o fornecimento do EPI adequado ao risco e o treinamento dos trabalhadores quanto à forma correta de utilização e conservação (BRASIL, 2008).

O MTE também regulamenta a NR 17 referente à ergonomia, que estabelece parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente (BRASIL, 2008).

Especificamente ao profissional de saúde existe a NR 32 que tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde, bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral. Para fins de aplicação desta NR 32 entende-se por serviços de saúde qualquer edificação destinada à prestação de assistência à saúde da população, e todas as ações de promoção, recuperação, assistência, pesquisa e ensino em saúde em qualquer nível de complexidade (BRASIL, 2008).

Um dos fatores que mais interferem para a redução da qualidade de vida é o estresse. Nota-se que muitos profissionais possuem alto nível de estresse, devido à instabilidade hemodinâmica dos clientes no qual eles estão prestando cuidado, além disso, a dupla ou até tripla jornada de trabalho os leva a fadiga mental, principalmente aqueles que trabalham no turno noturno, o que influencia diretamente na QV, e consequentemente em sua saúde o que irá refletir na assistência prestada ao cliente (MAIA, 1999).

Observa-se que várias são as razões e fatores pela qual a qualidade de vida do indivíduo pode ser afetada, sendo necessário estar atentos para que estes sejam fiscalizados a todo o momento, pois uma vez a qualidade de vida afetada provavelmente a saúde será prejudicada e vice-versa

3 METODOLOGIA


Trata-se de um estudo descritivo e exploratório com abordagem quantitativa , realizado em três UTIs: Neonatal, Pediátrica, Adulto de um Hospital Público em Feira de Santana no interior da Bahia.Tendo como sujeito de estudo profissionais de enfermagem que atuam nestas UTIs sendo composta por 57 profissionais de enfermagem, sendo que dezessete não responderam ao questionário, devido a não estarem enquadrados nos itens de inclusão do plano de recrutamento, totalizando 40 questionários respondidos, sendo 9 enfermeiras e 24 técnicos de enfermagem e 7 auxiliares de enfermagem.

Para o desenvolvimento da pesquisa levou-se em consideração o que preceitua a Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde (BRASIL, 1996) que norteia o princípio da autonomia principalmente no que se refere ao termo de livre consentimento, que consiste em um requisito essencial para o desenvolvimento de pesquisa em seres humanos, devendo-se considerar sua dignidade, respeitar sua autonomia e defender sua vulnerabilidade; este instrumento torna-se imprescindível para o desenvolvimento do trabalho em seres humanos.

A coleta de dados foi realizada no período de 10 de Março a 20 de Abril de 2008, seguindo as normas preconizadas pela resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. No qual foi aplicado um questionário para identificação sóciodemográficada da população pesquisada e outro questionário proposto pela Organização Mundial de Saúde (OMS) o WHOQOL bref.

Para analise dos dados os questionários foram codificados e armazenados em banco de dados utilizando o programa estatístico – SPSS, (Statistical Package for Social Sciences) versão 12.0, procedeu-se a verificação, caso a caso, comparando e corrigindo os dados digitados com os questionários. Para análise descritiva foram identificadas as freqüências e porcentagens das características sociodemográficas da amostra e analisados a luz da literatura científica de acordo com a temática qualidade de vida. Os escores das facetas e dos domínios foram calculados conforme as recomendações da Organização Mundial de Saúde, Divisão de Saúde Mental (GRUPO WHOQOL,1998).


4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Para facilitar a compreensão dos resultados e sua análise, esse capítulo foi dividido em duas partes. A primeira apresenta as características sociodemográficas da população estudada. Na segunda parte os resultados são avaliados nos aspectos pertinentes às questões do WHOQOL-bref relativas aos Domínios físicos, psicológicos, relações sociais, e meio ambiente, com as respectivas facetas que integram cada domínio, bem como aquelas questões referentes à abordagem da QV geral dos indivíduos.
4.1 CARACTERIZAÇÃO DOS SUJEITOS
Do total de 40 sujeitos da pesquisa, 13 (32,5%) trabalham na UTI Neonatal, 8 (20%) na UTI Pediátrica, 19 (47,5%) na UTI Adulto. A maioria (97,4%) dos indivíduos que participaram da pesquisa é do sexo feminino e técnico de enfermagem (60%), ainda com a presença de 17,5% de auxiliares de enfermagem, como se pode observar na tabela 1, sendo que esta situação contradiz o que determina a Lei do Exercício da Enfermagem nº 7.498/86 em seu artigo 11º, que descreve como privativo do enfermeiro o cuidado a pacientes graves (COFEN, 1986).

Observou-se quanto ao estado civil (47,5%) são casados, (37,5%) solteiros, (10%) separados, (5%) outra ligação conjugal. Em relação à quantidade de filhos (35%) tinham dois filhos e apenas 2,5% tinham mais de três filhos. Constatou-se um número considerável de profissionais com idade entre 40 e 49 anos de idade (50%), este resultado se justifica pelo grande número de profissionais que atuam na UTI adulto e Neonatal fazerem parte do quadro efetivo de funcionários, e estes foram os locais onde se obteve maior número de pesquisados.

Com relação à profissionalização foi possível constatar na que (37,5%) possuem 15 a 19 anos de profissão, (60%) atuam em UTI entre 2 a 5 anos, (57,5%) possuem um vínculo empregatício, e apenas 5% possui mais de três empregos, este resultado se dá devido ao número de pesquisados serem de idade maior que 40 anos, onde estes profissionais já estão em situação estável e de maior dedicação à família. Em relação ao tempo de serviço na enfermagem 72,0% dos sujeitos trabalham entre cinco e 14 anos, 64,8% trabalham a mais de cinco anos em UTI.


4.2 AVALIAÇÃO DO WHOQOL-BREF

Os resultados a seguir são originados das respostas do questionário WHOQOL-bref. Sendo que cada um dos domínios do instrumento identifica um foco particular de atenção à QV dos indivíduos e será apresentado com médias que podem variar de 1 a 5, as facetas que obtiveram notas mínimas e máximas serão apresentadas por porcentagem, destacando-se as que apresentaram menor e maior valor. Cada faceta é constituída por 05 questões que analisam os vários aspectos relativos à QV do indivíduo referente às duas últimas semanas de vida. Há duas facetas que estão ligadas ao domínio geral, a primeira se refere à qualidade de vida global e a segunda se refere à percepção da saúde geral.

O primeiro resultado apresentado refere-se ao item da 1ª faceta que avalia a QV Geral dos entrevistados. Onde se obteve resultado surpreendente, no qual 55% dos entrevistados classificaram sua qualidade de vida como boa, apenas 5% muito ruim (tabela 5).

Em trabalho realizado por Salles (2005, p. 58) este item alcançou uma média de 3,69 na escala de respostas de 1 a 5. Isto significa que os sujeitos avaliaram a QV como “nem ruim / nem boa”, porém, tendendo par a “boa”, a mediana encontrada foi 4.



Tabela 5. Freqüência e porcentagem da avaliação da qualidade de vida

dos profissionais de enfermagem de UTI.

Variável

N

%




Muito ruim

2

5,0



Ruim

0

0



Nem ruim nem boa

13

32,5



Boa

22

55




Muito boa

3

7,5



Total

40

100,0

A tabela 6 apresenta resultado quanto satisfação dos entrevistados em relação a sua saúde, demonstrando que 45% estão satisfeitos e 10% estão muito satisfeito, apenas 17,5% estão insatisfeito e nenhuma pessoa respondeu que estava muito insatisfeito com sua saúde, o mesmo pôde-se perceber em resultados de pesquisa realizado por Paschoa et al (2007), onde apenas (23,4%) trabalhadores informaram estar muito insatisfeitos ou insatisfeitos com a saúde. É notório que a saúde está diretamente ligada à qualidade de vida e vice-versa, no entanto observa-se que o resultado referente à avaliação da qualidade de vida pode ter sido influenciado pela satisfação com a saúde.

Análises de QV relacionada à saúde têm sido desenvolvidas desde 1970, para descrever e medir o impacto das diferentes condições na vida cotidiana das pessoas, abordando causas emocionais, a função social, bem como as condições físicas (PATRICK; BERGNER, 1990) apud (SALLES, 2005).



Tabela 6. Freqüência e porcentagem da satisfação dos profissionais de

enfermagem de UTI em relação a sua saúde

Variável

N

%




Muito insatisfeito

0

0



Insatisfeito

7

17,5



Nem satisfeito nem insatisfeito

11

27,5



Satisfeito

18

45




Muito satisfeito

4

10



Total

40

100,0

Na tabela 7 é possível avaliar os escores das médias e o desvio padrão (DP) do domínio físico, que entre todas as facetas que o compõe, a mobilidade foi o item que obteve maior média (4,28), ou seja, esta média refere que os entrevistados possuem boa mobilidade tendendo para muito bom e o item dependência de medicação obteve uma média de (1,90) isto demonstra que as pessoas pesquisadas não dependem de tratamento médico para levar sua vida diária, tendendo para muito pouco uso de medicação.


Tabela 7 – Média dos escores de avaliação dos profissionais de enfermagem de UTI, em relação ao Domínio físico do WHOQOL-bref

Facetas

N

média

DP

Dor física

40

2,33

,797

Energia e fadiga

40

3,58

,781

Sono e repouso

40

3,15

1,027

Mobilidade

40

4,28

,716

Atividades da vida cotidiana

40

3,78

,862

Dependência de medicação

40

1,90

,955

Capacidade para o trabalho

40

3,95

,783

Na faceta mobilidade, no qual se obteve maior média, observa-se que dos 40 entrevistados 20 (50%) respondeu ter boa mobilidade, o que eleva a média no domínio físico apresentado na tabela 7 e apenas 1 pessoa (2,5%) tem mobilidade ruim, este é um fator contribuinte para elevar os conceitos de qualidade de vida.

Para melhorar os valores do domínio físico a faceta dependência de medicação obteve uma média baixa, onde 17 pessoas (42,5%) não necessitam de medicação para levar sua vida diária, e apenas 3 pessoas (7,5%) responderam que precisam “bastante” de tratamento médico. Porém, em estudo realizado por Paschoa et al (2007), 38 (30,1%) dos entrevistados informaram necessitar de medicação ou tratamento médico.

O próximo domínio é o psicológico, um domínio que foi incorporado ao WHOQOL – bref referente ao domínio 6 do WHOQOL – 100 (espiritualidade, religiosidade, crenças pessoais).

Neste domínio estão inclusas as facetas referentes a sentimentos positivos (contentamento com a vida, otimismo), à memória, concentração, aprendizagem, capacidade de tomar decisões, à auto-estima (valorização e satisfação consigo mesmo), à aparência física e aos sentimentos negativos.

Este domínio na tabela 8 demonstrou o quanto os pesquisados acham que sua vida tem sentido, tendo uma média de 4,2 na escala de 1 a 5, sendo que 17 pessoas (42,5%) responderam que sua vida tem extrema importância, e apenas 3 pessoas (7,5%) responderam “muito pouco”. No entanto, a capacidade que o indivíduo tem de dar sentido a sua própria vida é consequentemente a percepção dessa pessoa a respeito da sua importância no meio onde vive, principalmente no ambiente de trabalho.


Tabela 8 - Média dos escores de avaliação dos profissionais de enfermagem de UTI, em relação ao Domínio psicológico do WHOQOL-bref

Facetas

N

média

DP

Freqüência de sentimentos negativos

40

1.95

.504

Quanto aproveita a vida

40

3.33

.730

concentração

40

3.55

.677

Aceita aparência física

40

3.90

.900

Satisfação consigo mesmo

40

3.93

.859

Sua vida tem sentido

40

4.20

.883

A média (1,95) do item referente à freqüência de sentimentos negativos, pôde demonstrar que os pesquisados nunca ou algumas vezes têm sentimentos negativos, isto refletirá consequentemente na sua saúde. O mesmo observou-se em trabalho realizado por Salles (2005) onde a faceta sobre sentimentos positivos obteve média superior à de sentimentos negativos.

Nas considerações de Conte (2003, p. 34) “o que mais desejamos na vida é felicidade, busca antiga do homem. Porém, para ser feliz é necessário ter saúde, satisfação consigo próprio e com o trabalho, e tudo isso compreende qualidade de vida”.

O Domínio Relações Sociais na tabela 9, engloba as facetas relações pessoais, atividade sexual e o apoio social. Dentre estes se percebe que as pessoas estão satisfeitas com o apoio que recebem dos amigos tendo uma média de 3,93 tendendo para 4.

Apesar da média do escore relativo à atividade sexual pouco inferior à média do domínio satisfação com relações pessoais, os valores representam que os sujeitos classificaram como nem satisfeito, nem insatisfeito com a vida sexual, onde obteve uma média de 3,28 , na escala de 1 a 5. Este domínio deixou claro que os sujeitos estão satisfeitos com sua vida social.

Em pesquisa realizada por Braga et al. (2004, p. 40) sobre facilidades e dificuldades encontradas na comunicação em grupos de profissionais de saúde, a boa interação profissional e pessoal foram identificadas como uma das facilidades para a comunicação.



Tabela 9. Média dos escores de avaliação dos profissionais de enfermagem de UTI,

em relação ao Domínio relações sociais do WHOQOL-bref


Facetas

N

média

DP

Satisfação com relações pessoais

40

3.85

.736

Satisfação com a vida sexual

40

3.28

1.154

Satisfação do apoio dos amigos

40

3.93

.971

O Domínio Meio Ambiente (tabela 10) é composto por facetas que abordam a segurança física e proteção, ambiente no lar, recursos financeiros, cuidados de saúde e sociais, oportunidades de adquirir novas informações e habilidades, recreação/lazer, ambiente físico e transporte. A média da faceta referente ao recurso financeiro foi baixa (2,60), isto pode ter sido reflexo de 60% dos entrevistados terem marcado no questionário o item “médio” quando questionado se possuíam dinheiro suficiente para satisfazer suas necessidades e 32,5% disseram que tinha” muito pouco” recurso financeiro para satisfazer sua necessidade.

No entanto, para aumentar a média da faceta relacionada ao meio de transporte, (16%) estão satisfeitos com o meio de transporte, tendo uma média de 3,58 tendendo para 4 que refere a muito satisfeito.
Tabela 10. Média dos escores de avaliação dos profissionais de enfermagem de UTI,

em relação ao Domínio Meio Ambiente do WHOQOL-bref


Facetas

N

média

DP

Segurança física

40

3.48

.784

Ambiente físico

40

3.00

.555

Recursos financeiros

40

2.60

.632

Informações no seu dia-dia

40

3.22

.733

Oportunidade de lazer

40

2.70

.758

Satisfação com serviço de saúde

40

3.08

1.047

Satisfação com meio de transporte

40

3.58

1.083

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste estudo foi possível avaliar a Qualidade de Vida dos auxiliares/técnicos de enfermagem e enfermeiros que atuam em UTI, após aplicação do questionário indicado pela Organização Mundial de Saúde (WHOQOL bref).

Através deste instrumento também foi investigado quatro fatores que podem interferir na qualidade de vida dos indivíduos: domínios físicos que está relacionado com a capacidade física do indivíduo, domínio psicológico refere aos sentimentos positivos e negativos, domínio relações sociais que investiga o quanto os indivíduos estão satisfeitos com suas relações pessoais, e o domínio meio ambiente está relacionado à segurança física e proteção, ambiente no lar, recursos financeiros, cuidados de saúde e sociais, informações, recreação/lazer, ambiente físico e transporte.

Após análise dos dados detectou-se um resultado surpreendente onde se constatou que a maioria dos sujeitos da pesquisa possui uma qualidade de vida satisfatória, apesar do estresse e a sobrecarga de trabalho ao qual estes são submetidos a cada dia, sendo estes fatores, fortes indicadores para diminuição da qualidade de vida.

Um resultado positivo foi o valor atribuído pelos entrevistados ao relacionamento interpessoal, satisfação com a saúde, reforçado pela autoestima. O confronto diário dessas pessoas com o sofrimento e fragilidade dos indivíduos nas UTIs, encontra suporte nas relações humanas e contradiz o que muitos afirmam, que setores fechados restringem a interação pessoal.

Estes profissionais, apesar de trabalharem em um setor estressante no qual se deparam dia-a-dia com o sofrimento do outro, atuam com dedicação e amor, além disso, a maioria informou possuir um só emprego, o que faz com que estas pessoas aumente o cuidado com a saúde e o relacionamento com amigos e familiares.

A insatisfação com a oportunidade de lazer, mencionada pelos sujeitos da pesquisa, pode estar relacionada com a baixa remuneração dos profissionais, onde estes informaram que seus recursos financeiros não satisfazem suas necessidades, indicando que seja revista pelos governantes, onde os profissionais investigados fazem parte de uma instituição pública, visto que a satisfação financeira incentiva o trabalhador e aumenta sua produtividade, que nesse caso é o cuidado.



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1 Enfermeira

2 Docente da Faculdade de Tecnologia e Ciências




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