Proposituras Projeto de lei doc



Baixar 31,01 Kb.
Encontro26.05.2017
Tamanho31,01 Kb.


PROJETO DE LEI Nº 1245, DE 2015
Classifica Cotia como Município de Interesse Turístico.
A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO DECRETA:
Artigo 1º - Fica classificada Cotia como "Município de Interesse Turístico".
Artigo 2º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.


JUSTIFICATIVA


Conforme o último Censo Demográfico do IBGE, a população estimada de Cotia é de  220.941 habitantes, crescendo aproximadamente 10%, em somente 3 anos, do último censo que era de 201.150 habitantes.

O município, localizado na região oeste da Grande São Paulo,com grande importância econômica para toda a região, possui área territorial de 324,010 quilômetros quadrados e uma densidade demográfica de 620,81 habitantes por quilômetro quadrado.

Do ponto de vista histórico, Cotia é uma das mais antigas localidades ocupadas no planalto paulista.

Sua origem remete-nos aos bandeirantes Fernão Dias Paes Leme e Gaspar de Godói Moreira, que teriam fundado a primordial capela em louvor à Nossa Senhora de Monte Serrate. A localidade consolidou-se definitivamente quando começaram as viagens entre São Paulo e a vila de Sorocaba, como uma pequena povoação de estrada.

Cotia era um ponto de passagem, próximo ao aldeamento de Akuti, no Caiapiá, que mais tarde passou a chamar-se Cuty e depois Acutia. A versão mais lembrada para a origem do nome advém dos mamíferos roedores (kutis), considerados animais de muita admiração e estimação pelos indígenas.

No início do século XVIII, sua localização se consolidou junto à Capela de Nossa Senhora de Monte Serrate.

Em 2 de abril de 1856, foi elevada à categoria de Vila, e em 19 de dezembro de 1906, pela Lei Estadual 1038, foi elevada à condição de cidade, com a denominação de Cotia.



Localidades e Principais Pontos Turísticos:

Granja Viana

Importante local de visitas turísticas, principalmente pelos paulistanos nos finais de semana, a Granja Viana é o portal de entrada da cidade, a partir de SP, na altura do km 21 da SP 270, e de cara impõe e seduz, com seus atrativos urbanos e uma diversidade de opções com sua vegetação pitoresca e o belo paisagismo, que estendem–se do km 21 ao 29 da Rodovia.Raposo Tavares.

A região também concentra o parque industrial da cidade de Cotia, e daí advém um fluxo significativo de turistas de negócios. Seus eixos viários secundários, que interligam Cotia ás cidades vizinhas, configuram algumas das rotas turísticas da cidade: São Camilo, José Felix, Jardim da Glória, Parque São Jorge, Capuava, José Giorgi, Fernando Nobre, Estrada do Embu.

Na Granja Viana pode ser encontrados centros gastronômicos e de compras, locais para a prática dos mais diferentes esportes, ateliês de artistas e os Parques CEMUCAM e Parque Tereza Maia. A Granja Viana conta ainda com dois atrativos religiosos orientais (de vertente budista), os quais têm atraído um fluxo significativo de visitantes: O Templo Zulai e o Templo Odsal Ling.



O Templo Zu Lai

De uma arquitetura lindíssima e exuberante, o Templo Zu Lai, é o primeiro templo do Monastério Fo Guang Shan na América Latina.

Recebe um número muito grande de visitantes, não só de religião budista, mas de diversas outras religiões, sendo um dos principais pontos turísticos não só de Cotia, mas de todo nosso Estado de São Paulo, por diversos aspectos que possui, algumas curiosidades e uma riquíssima história.

Breve Histórico do templo Zu Lai:



Em abril de 1992, o Venerável Mestre Hsing Yün fora convidado para oficiar a consagração do Templo Budista Kuan Yin, em São Paulo ocasião na qual estavam presentes à cerimônia, o senhor e a senhora Chang, generosos discípulos, que se encheram de alegria ao ouvir as palavras de Darma do Venerável Mestre. Repetindo o gesto do nobre Anathapindika, o casal Chang doou o sítio da família que deu lugar ao templo denominado Zu Lai pelo Venerável Mestre. Na mesma oportunidade o Venerável então instituiu, também, a sede da Associação Internacional Luz de Buda (Blia) cujo primeiro presidente foi o upasaka senhor Shih Tze Lin. Dentre a comitiva de monges que acompanhavam o Venerável Mestre, a Reverenda Jue Cheng (Mestra Sinceridade), ficou incumbida de aqui permanecer para propagar o Darma.

Ao ser criado, o Templo Zu Lai mantém a tradição de realizar regularmente as práticas e cerimônias das Escolas de pensamento budista Chan e Terra Pura, oficiando cerimônias de “Oito Preceitos” e retiros de meditação. Orientada pelos preceitos do Budismo Humanista, a ações que o Templo Zu Lai e a Blia empreendem, desde a época de sua criação, baseiam-se em quatro pilares estabelecidos pelo Venerável Mestre: o cultural, o educacional, o das ações sociais e o das práticas religiosas. Ambas as entidades buscam, também, realizar a integração das diversas tradições budistas no Brasil, participando de atividades conjuntas com outros templos, como as ocorridas nas comemorações do Vesak. Até hoje, o Templo Zu Lai tem sido considerado o maior templo budista da América do Sul.

Ao longo de seus primeiros onze anos de existência, o Zu Lai veio realizando um número cada vez maior de atividades com afluência de discípulos e simpatizantes cada vez maior, expandindo-se de tal maneira que já não comportava tantas pessoas que a ele afloravam.

Os discípulos Shih Tze Lin, Liu Shie Lin e Hong Tsu Ho fizerem então o voto de construir um novo templo, contando com o esforço e a generosidade dos membros da Blia do Brasil, Paraguai, Argentina, Chile, Taiwan, China Continental, Estados Unidos e de tantas outras pessoas de vários outros cantos do mundo, vindo para tal a adquirir outros lotes de terrenos vizinhos.

Em maio de 2000, foi lançada a pedra fundamental da construção da nova edificação que viria a ter 10 mil m2 de área construída, em uma área total de 150.000 m2. Seu projeto foi inspirado no estilo arquitetônico oriental dos palácios da Dinastia Tang, integrando a um só tempo aspectos da arquitetura ocidental moderna. Os trabalhos foram desenvolvidos em conjunto por arquitetos chineses, taiwaneses, japoneses e brasileiros e as obras foram concluídas em outubro de 2003, fazendo surgir, assim, a “Terra Pura” do Budismo Humanista na América do Sul.

Dentro dos mesmos princípios do Monastério Fo Guang Shan, o Templo Zu Lai procura propagar o Darma, desenvolvendo talentos, trazendo benefícios à sociedade e purificando corações e mentes por meio da atuação cultural e educacional, das ações sociais e das práticas religiosas.

Seguindo ainda o caminho apontado pelo Venerável Mestre Hsing Yün, o templo busca desenvolver estudos diversos que se aplicam à vida do dia a dia além de “nacionalizar” os ensinamentos do Buda respeitando os aspectos da cultura local que acolhe a sua doutrina tornando possível a realização de projetos como: cursos de filosofia budista, grupos de estudo e círculos de leitura sobre o Darma, criação do “Projeto Filhos de Buda” por meio da Fundação de mesmo nome e através de seu Centro de Tradução que tem trabalhado na divulgação dos ensinamentos budistas em língua portuguesa.

Desde então, o Templo Zu Lai vem cumprindo sua missão em divulgar esses seus quatro pilares para solidificar e nacionalizar os princípios de um Budismo Humanista no Brasil.

E assim no dia 5 de outubro de 2003 o Venerável Mestre Hsing Yün retornou ao Brasil para então consagrar a nova edificação do Templo Zu Lai que em 27 de abril de 2012 comemorou seus vinte anos em solo brasileiro.



Centro/Bairros

A região turística Cotia/Centro administrativo e bairros, é composta por diferentes comunidades, abrangendo a área turística que inicia–se no trecho do retorno do km 30 da Rodovia Raposo Tavares, compreendendo ambos os lados da rodovia, com a continuação do parque industrial e região central–administrativa da cidade. Importantes atrativos históricos encontram–se nesta macrorregião turística, bem como infraestrutura de serviços e comércio.

Cotia Centro e Bairros contém a estrutura do centro de serviços públicos: Paço Municipal, Secretarias, Fórum, Câmara de Vereadores, postos estaduais e federais de atendimento. Além disso está localizada nessa região a Igreja Matriz, cartórios, bancos, sindicatos, centro comercial e de serviços, bem como a Roselândia, o Sítio do Mandu e a Praça da Amizade.

Morro Grande

O Morro Grande contém aquela que muitos consideram a maior riqueza ambiental do município: a Reserva Florestal do Morro Grande. Próximo dali, também localiza–se o Sítio do Padre Inácio, patrimônio nacional tombado pelo IPHAN.



A Reserva Florestal do Morro Grande

Paraíso ecológico de 10.660 hectares, que compõe o chamado cinturão verde da Grande São Paulo pelo lado oeste, a reserva do Morro Grande constitui-se num riquíssimo remanescente de Mata Atlântica ainda preservado , com fauna e flora diversificados e não estudados, sob jurisdição da SABESP em função dos mananciais que abriga.

Um pouco de sua história: em 4 de abril de 79 foi promulgada a Lei 1949, dispondo sobre a criação da Reserva Florestal do Morro Grande, no "local das matas que também são assim conhecidas e envolvem as represas da Cachoeira das Graças e Pedro Beicht, situada nas bacias inferior e superior do rio Cotia, no município de mesmo nome, com a destinação específica de preservação da flora e fauna e proteção aos mananciais". Desde a data de sua criação, os limites da RMG abrangem o imóvel que integrava o patrimônio da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo - SABESP - incluindo as nascentes, cursos d’água e reservatórios naturais ou artificiais. Dois anos mais tarde, em 20 de junho de l981, foi assinada a Resolução 02 de tombamento da Reserva Florestal do Morro Grande pelo CONDEPHAAT, que a considerou "ecossistema digno de ser preservado quanto à sua cobertura florística, à fauna e aos seus mananciais, além de suas condições paisagísticas, topográficas e valores climáticos, constituindo conjunto de inegável interesse cultural e turístico do Estado de São Paulo". O conjunto que constitui a RMG é regido por tais leis; no entanto existem ainda dentro da reserva, áreas protegidas por determinação específica, como por exemplo, ao redor dos reservatórios Pedro Beicht e cachoeira das Graças, de acordo com o artigo 18 da Lei Federal n. 6938 de 31 de agosto de 1.981, que transforma em reservas ou estações ecológicas, sob a responsabilidade do IBAMA, as florestas e demais formas de vegetação natural de preservação permanente (áreas situadas ao redor dos reservatórios de água naturais ou artificiais, nas nascentes, topos de morros, montanhas e serras). Recentemente, a SABESP participa de gestões e conseguiu o tombamento da RMG como Reserva da Biosfera, pela inegável importância estratégica em função de sua biodiversidade e mananciais. Apesar de tamanha importância ambiental, a RMG vem sofrendo no decorrer dos anos de destruição indiscriminada pela ação do homem e de fatores naturais (como incêndios), e espremida pela própria metrópole. É de absoluta urgência que os cotianos e os paulistas se conscientizem de fato desta riqueza de que são possuidores.

Caucaia do Alto/Morro Grande

Abrange, como região turística, do km 37 até o km 39 da Raposo Tavares, sentido Estrada de Caucaia do Alto, com seus 8 km de percurso ao centro do distrito, e ainda do km 37, sentido Estrada do Atalaia, para a região do Morro Grande.

Turismo rural, de esportes radicais e hípicos, de melhor idade, ecológico, religioso, de compra de produtos agrícolas e paisagismo, foram identificados como significativos para essa região que concentra 60% do território cotiano.

Tentamos aqui, dar um pequeno resumo da importância do município de Cotia para o turismo de nosso Estado de São Paulo, e sendo assim, pedimos aos nobres pares deputados estaduais que apoiem e aprovem em todas suas instâncias este Projeto de Lei.





Sala das Sessões, em 10/9/2015.
a) Márcio Camargo - PSC





©livred.info 2017
enviar mensagem

    Página principal