Projeto politico pedagogico



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COLÉGIO ESTADUAL JOSÉ DE ANCHIETA - ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO


PROJETO POLITICO PEDAGOGICO


DOIS VIZINHOS, 2013





1- APRESENTAÇÃO
O Projeto Político Pedagógico é um instrumento originado de uma elaboração coletiva que resgata e orienta a unidade do trabalho escolar e garante que não haja uma divisão entre os que planejam e os que executam. Elaborando, executando e avaliando de forma conjunta, tem uma nova lógica. Todos os segmentos planejam garantindo a visão do todo, e todos executam mesmo que apenas parte desse todo, com isso de posse do conhecimento de todo o trabalho escolar, os diversos profissionais e segmentos envolvidos (gestores, técnicos administrativos, agentes de apoio, docentes, discentes, pais e comunidade escolar) cumprem seus papéis específicos, sem torná-los estanques e fragmentados. Todos se tornam partícipes da prática educativa e, portanto, educadores. Assim sendo, viu-se a necessidade de organizar o trabalho pedagógico do Colégio e procurou-se através deste Projeto elaborar, discutir e planejar a finalidade a que a escola estaria servindo. Iniciou-se assim com vários estudos e discussões uma interação entre os diversos segmentos que compõem o âmbito escolar – os professores, funcionários, alunos, Conselho Escolar, APMF (Associação de Pais, Mestres e Funcionários) e outros componentes da comunidade. Resultou assim de vários momentos de reflexão entre alunos, professores, pais, funcionários e equipe pedagógica.

Com os professores e funcionários, discutiu-se sobre o contexto em que a escola está inserida, explicitando o que temos em nossa realidade e também o que queremos, sonhos e expectativas através do trabalho realizado no âmbito escolar.

Os pais e estudantes foram envolvidos em debates para expor e argumentar sobre a função da escola, o que ela está oferecendo ao aluno, em que aspectos está servindo à comunidade e em quais poderia melhorar. A questão pedagógica foi bastante discutida pelos pais, bem como seus anseios de mudanças necessárias para atender efetivamente às necessidades de seus filhos.

Os estudantes participaram da discussão e expuseram seu ponto de vista com maturidade e responsabilidade, demonstrando que possuem uma ampla visão do contexto escolar.

Outros momentos foram utilizados pelos professores para estudos, reflexão e sistematização de ideias sobre vários pontos relevantes ao bom andamento das aulas como o Plano de Trabalho, avaliação, disciplina, dificuldades de aprendizagem e gestão democrática.

A todos foi explicitado o que é um Projeto Político-Pedagógico e a importância de sua construção coletiva e que este deve contemplar a organização do trabalho escolar, suas especificidades, níveis e modalidades de ensino.

A partir desta reflexão foi possível definir como a escola poderia desenvolver suas atividades para proporcionar ao educando um ambiente digno, ético, saudável, respeitoso, com qualidade de ensino, boa convivência e que propicie a ele, ao máximo possível, o desenvolvimento de suas potencialidades. Ao mesmo tempo, um bom ambiente de trabalho para os profissionais que nele atuam e desta forma, a instituição estará atendendo a finalidade social a que se destina.

2- IDENTIFICAÇÃO:
O Colégio Estadual José de Anchieta – Ensino Fundamental e Médio está situado à Rua das Orquídeas, nº 219, Bairro Jardim da Colina, Dois Vizinhos – Paraná. O e-mail da instituição é dvzjoseanchieta@seed.pr.gov.br, o site www.dvzjoseanchieta.seed.pr.gov.br e o telefone é (46)3536-4063.

O trabalho pedagógico vem sendo debatido em torno da forma como a relação entre o que se ensina e o que se aprende se manifesta. Além de passar pela compreensão do currículo, passa pela concepção de ensino-aprendizagem.

Ensinar e aprender são processos inseparáveis, isso ocorre porque o ato de ensinar “é o ato de produzir, direta e intencionalmente, em cada indivíduo singular, a humanidade que é produzida histórica e coletivamente pelo conjunto dos homens” (SAVIANI, 1995, p.17). A efetivação deste processo se concretiza quando o indivíduo se apropria dos elementos culturais necessários à sua formação e à sua humanização.

Nada mais democrático do que ensinar com o compromisso de que haja aprendizagem de todos os alunos. Contudo, a forma, o tempo e o entorno pelo qual se aprende, por parte dos sujeitos, são diferentes. Não se trata de negligenciar o que deve ser ensinado em nome das dificuldades do sujeito, deve-se sim, modificar as formas de mediação para que ele de fato aprenda.

Segundo Vigotsky (1984) “a aprendizagem é um processo histórico, fruto de uma relação mediada e possibilita um processo interno, ativo e interpessoal”. O conhecimento é, portanto, fruto de uma relação mediada entre o sujeito que aprende, o sujeito que ensina e o objeto do conhecimento. Os processos de produção do conhecimento permitem ao aluno sair do papel de passividade e fazer parte dessa relação, através do desenvolvimento de suas funções psicológicas superiores, entre elas a linguagem.

Esta defesa da dimensão política da educação, da indissociabilidade entre o ensino e a aprendizagem, entre o fazer e o pensar, do movimento dialético de apropriação do conhecimento que possibilite compreender o real em suas contradições, são algumas das defesas da abordagem histórico-cultural defendida e ancorada pela nossa instituição.



2.1- Aspectos históricos e descrição do espaço físico
O funcionamento da instituição foi autorizado pela Resolução Conjunta nº 97/82 de 21 de julho de 1982, iniciando seu atendimento como Complexo Escolar Dr. Bento Munhoz da Rocha Neto, com plano de implantação aprovado pelo parecer nº 172/78, homologado pela Resolução nº 271/79, sistema de avaliação aprovado pelo parecer nº 197/82, homologado pela Resolução nº 2020/82 de 28 de julho de 1982. Sendo estabilizada pela Resolução nº 2177/83, a parte documental plano de implantação deu- se pela Resolução nº 2271/85 de 14 de maio de 1985 e publicada em Diário Oficial de 28 de maio de 1985.

Atualmente o Colégio possui 17 salas de aula, sendo que três delas são utilizadas para outros fins, pois a escola não dispõe de salas diferenciadas para secretaria, sala de professores e funcionários. Atende educandos de 6º a 9º ano do Ensino Fundamental de nove anos e 1º a 3º Ano do Ensino Médio Regular. A partir de 2012, de acordo com a Resolução 07/2010 - CEB/CNE que fixa Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos, sendo implantado simultaneamente os quatro anos finais do Ensino Fundamental já em 2012. Assim sendo, os alunos que no ano letivo de 2011 frequentaram, a 5ª série do Ensino Fundamental de oito anos, matricularam-se no 7º ano do Ensino Fundamental de Nove anos permanecendo no Ensino Fundamental até completar o nono ano de estudos. Neste sentido, a metodologia adotada para estas turmas a partir de 2012, será adaptada levando em conta que haverá uma maior exigência por parte dos profissionais da educação quanto ao conteúdo, pois, o livro didático utilizado com, traz uma proposta mais complexa, contemplando maior quantidade de conteúdos. Os demais educandos que encontram-se no 5º ano do Ensino Fundamental de Nove anos, matricular-se-ão a partir de 2012 naturalmente no 6º ano, não necessitando portanto, de muitas adaptações quanto à metodologia das disciplinas.

A sala dos professores é uma sala de aula como as outras, e está sendo utilizada pelos professores nos períodos matutino, vespertino e, noturno, pelas instituições Escola Municipal Jardim da Colina e Colégio Estadual José de Anchieta em turnos opostos.

A biblioteca do Colégio é ocupada exclusivamente por livros de pesquisa, enciclopédias e livros de literatura, mapas e demais materiais de pesquisa que são utilizados em momentos de leitura tanto na escola, quanto em casa.

O prédio contém um laboratório de Física, Química e Biologia e outro de Informática. Conta ainda com uma Sala de Apoio para 6º e 9º e uma Sala de Recursos Multifuncional utilizada exclusivamente para este fim.

A quadra do Colégio é coberta, porém em dias chuvosos impossibilita a aula prática, porque não há passarela coberta que conduza os alunos e professores até este ambiente e está com as laterais inacabadas, permitindo que a chuva molhe o espaço.



2.2 - Função social e objetivos gerais da instituição
É função da escola possibilitar e facilitar a todos o acesso aos conhecimentos historicamente produzidos pelo homem de forma qualitativa. Tem como prioridade o estudante e a aprendizagem. Objetiva a inclusão, a emancipação, o combate às desigualdades sociais e desalienação dos trabalhadores, com princípios de igualdade entre todos.

É importante viabilizar o desenvolvimento de suas habilidades intelectuais e físicas para a intervenção na sua realidade, tendo posse da cultura letrada e dos instrumentos mínimos para o acesso às formas modernas de trabalho.

Assim, contribui com a formação dos estudantes nos aspectos culturais, antropológicos, econômicos e políticos, para que este desempenhe seu papel de cidadão no mundo. A escola é em sua essência pluralista, admitindo correntes de pensamentos divergentes, com respeito às diversidades.


3- MARCO SITUACIONAL
Vivemos em uma sociedade injusta, com má distribuição de renda. A sociedade hoje é o reflexo da colonização do país, perpetuando a dominação e a imposição do poder por aqueles que detêm o capital.

Sendo assim, vemos a necessidade de defender o acesso das camadas populares, ao conhecimento científico produzido historicamente pelos homens. Notamos que há um desvirtuamento do papel social da escola devido à implementação de programas assistenciais dos governos à maioria da população brasileira, ao invés da implementação de políticas sociais adequadas a esta camada da população.

Sabemos das lutas sociais no Brasil - por terra, melhores salários, habitação, assistência à saúde e educação - que estão demarcadas pelos limites de uma sociedade onde as relações sociais de produção obedecem à lógica capitalista e que buscam a superação desta ordem. Os educadores acreditam que a luta organizada na defesa da escola pública, gratuita e de qualidade, ainda tem de ser travada por todos que compreendem sua importância e significado político.

A educação é determinada pela sociedade, pois abrange a dinâmica das mudanças sociais, das interações pessoais e profissionais e desenvolve seus objetivos mediante a participação conjunta de seus profissionais e estudantes. Consequentemente, a educação também interfere sobre a sociedade, contribuindo para sua própria transformação.

O maior desafio é quebrar esse ciclo de dominação para que todos tenham igualdade de condições sentindo-se cidadãos críticos, capazes de sonhar e buscar a realização de seus objetivos.

Hoje os saberes são repassados pela escola de forma homogênea para classes heterogêneas, o trabalho está se encaminhando cada vez mais para atender a todos, com um currículo que contempla a educação do campo, indígena, educação especial, entre outros. Para que a escola atenda a todos com qualidade, ainda é necessário maior espaço físico, materiais de qualidade e em maior quantidade, com o número adequado de profissionais capacitados nas diversas áreas. Nesta perspectiva, o trabalho na escola deverá ser aquilo que fundamentalmente humaniza e possibilita o desenvolvimento humano.

A maioria dos estudantes da nossa escola são filhos de pais de classe trabalhadora e sub-empregados, a outra parte é trabalhador rural. Durante o período da manhã a maioria dos nossos alunos estão sob os cuidados dos educadores na escola e no período da tarde e da noite geralmente ficam sozinhos em casa devido ao período de trabalho dos pais. Assim, muitos ficam pelas ruas por não estarem supervisionados. Uma parte é do meio rural e usa o transporte escolar para frequentar a escola. Há ainda alunos que trabalham durante o dia e vêm para a escola à noite.

Temos alunos em diferentes níveis sociais e devido ao baixo nível de consciência com relação à importância da escola, demonstram pouco interesse, pouca motivação, sem sonhos e perspectivas, porém alguns demonstram comprometimento e preocupação com o aprendizado, compreendem a importância da educação escolar para o seu sucesso presente e futuro. Trabalhamos para que os alunos sejam críticos, participativos, comprometidos com o seu crescimento intelectual e com a melhoria da sociedade em que vivem, atendemos a todos e procuramos instigá-los sempre na superação de seus obstáculos para a transformação da sociedade e melhoria de vida.

O lazer de nossos alunos muitas vezes se restringe ao espaço da escola, não tendo opções construtivas ficam à mercê da marginalidade, como a prostituição, uso e tráfico de drogas lícitas e ilícitas, roubos e vandalismo.

O professor de nossa escola busca os caminhos para a melhoria da educação, procurando uma formação continuada, visando o desenvolvimento integral do aluno, contudo, angústia-se diante de tantos percalços cotidianos.

Os funcionários do Colégio são prestativos, participativos, preocupados em desempenhar seu papel da melhor maneira possível, auxiliando na formação social do aluno, buscam participar de cursos de formação para se adequarem às constantes mudanças que ocorrem tanto na Secretaria quanto nos Serviços Gerais. Participam juntamente com os professores, direção e equipe pedagógica das capacitações previstas no calendário escolar, ou quando surge algum momento de formação proposto pela SEED sobre temas específicos na sua área de atuação no Colégio.

A escola que temos é despreparada estruturalmente, pois, na execução do processo educativo, esta instituição de ensino encontra dificuldades no que se refere à sua estrutura material e humana.

Os recursos financeiros vindos através das verbas do governo são insuficientes para atender as necessidades de manutenção do espaço físico do colégio. No quadro de pessoal, como em todas as escolas paranaenses, não existem professores a disposição para substituir os professores que encontram-se em atestado médico de até três dias ou quando convocados para fazer cursos oferecidos pela Secretaria Estadual de Educação – SEED. Nestes casos, para os alunos não ficarem sem aula, o professor pedagogo realiza o atendimento aos mesmos, comprometendo assim, o seu próprio trabalho. Em termos pedagógicos, percebe-se que alguns professores apresentam carência em sua formação, pois, em sua prática não levam em consideração as dificuldades dos educandos, a necessidade da atenção mais individualizada às suas peculiaridades, aumentando assim, os índices de reprovação dos mesmos.

No geral, trabalhamos na busca de uma escola melhor estruturada que valorize o educando e o educador e que atenda às expectativas da comunidade.

Temos professores com diferentes níveis de comprometimento, mas todos estão em constante formação, conscientes de seu papel na formação do cidadão, porém, insatisfeitos pela falta de valorização profissional.

Os professores e funcionários contam com Plano de Carreira que busca valorizá-los ao longo de sua vida profissional. O que se almeja é que estes profissionais da educação também sejam valorizados pessoal e profissionalmente pela sociedade, para que se sintam cada vez mais comprometidos, motivados e satisfeitos com o trabalho.

Nos últimos anos, devido ao desempenho escolar e aos números de aprovação, percebe-se que houve bom desempenho dos professores, equipe pedagógica e também dos pais na prática com os discentes. Porém, não se alcançou ainda os resultados almejados, pois a meta da instituição é que 100% dos alunos matriculados e ativos sejam aprovados com os conhecimentos básicos adquiridos.

Diferentes estratégias são adotadas pelo coletivo escolar àqueles educandos promovidos com poucas condições à série seguinte, principalmente aos aprovados por Conselho de Classe, visando recuperar os referidos alunos do “atraso” apresentado na série que se encontram. Uma delas é a Sala de Apoio para os educandos que frequentam o 6º e o 9º ano do Ensino Fundamental, bem como de outros anos esporadicamente, quando houver necessidade, implantada no início do ano de 2005 e a Sala de Recursos para oferta de atendimento educacional especializado.

No colégio oferta-se um atendimento individualizado aos alunos com maiores dificuldades, com auxílio constante em sala de aula e diálogo com os pais e/ou responsáveis para que auxiliem seus filhos quanto à responsabilidade com o material e tarefas, tempo para leituras e valorização do estudo, orientando-o na medida do possível para sanar as dificuldades enfrentadas pelo educando. O Colégio possui equipe multidisciplinar, formado por professores das áreas específicas, equipe pedagógica, direção e funcionários que atuam na busca da minimização e solução dos problemas que se apresentam, principalmente os de dificuldades de aprendizagem. Porém não possui atendimento de profissionais de saúde como psicólogo entre outros.
3.1- Participação dos pais na vida escolar dos filhos
Os pais participam, na medida do possível, das decisões da escola e no acompanhamento do aprendizado dos filhos. Sabemos que o interesse ou desinteresse por parte da família é uma questão cultural, algumas não vêem necessidade de envolvimento com a escola, preferem ficar neutros e acomodados.

Ao serem questionados através de perguntas elaboradas pela equipe pedagógica, professores e funcionários sobre a função da escola, para que ela serve, os pais responderam que vem contribuir na formação das crianças tornando-as cidadãs, com responsabilidade e comprometimento, desenvolvendo seus talentos. E que a escola realmente vem oferecendo ao educando, conhecimento, educação, relacionamento interpessoal e oportunidade de crescer como pessoa.

E quando questionados a respeito de como a escola deve ser para que sirva a sociedade, concluíram que precisa ser organizada, justa, aberta a sugestões e críticas da sociedade. Com profissionais preparados para auxiliar a formação, com salas amplas, laboratórios e material de apoio.

Após perguntarmos se a escola vem atendendo às suas necessidades, responderam que em parte, pois tenta respeitar os direitos do cidadão, mas falta muito ainda, percebe-se a falta de recursos materiais. Segundo eles, os governantes precisam valorizar mais a educação.

Analisaram que é impossível termos uma sociedade justa e igualitária sem a parceria entre família e escola, pois é através da família e da escola que o ser humano busca seus direitos de igualdade. Responderam ainda que a escola contribui para o desenvolvimento integral do ser humano, pois atua como um todo: Todos os profissionais da educação trabalhando para o reconhecimento do educando como sujeito de sua própria aprendizagem com a melhor qualidade possível. Também argumentaram que a equipe do colégio procura fazer o elo entre a família e a escola, agindo democraticamente segundo os anseios da comunidade e argumentaram: “nós, pais, deixamos a desejar no que se refere à participação nas Instâncias Colegiadas, porém, temos a oportunidade de participar democraticamente das decisões, assim como os alunos”.

Durante a construção deste projeto, considerou-se importante informar os pais/ responsáveis sobre o trabalho que estava sendo desenvolvido no interior da escola, para isto, recorremos a momentos específicos em que poderíamos entrar em contato com a família e procuramos esclarecer o que era e o que se pretendia ao realizar este trabalho. Nas reuniões, os familiares presentes foram esclarecidos, puderam questionar e sanar suas dúvidas. Aqueles que em nenhuma das reuniões compareceram, puderam conhecer o projeto através de um material escrito juntamente com um questionário enviado pelo colégio, a todas as famílias. Esta foi a forma encontrada para informar e envolver os pais, solicitando suas opiniões, críticas e sugestões.

A maioria das famílias foi muito prestativa, conversando com os filhos, respondendo e devolvendo os questionários ao colégio.

Em 2012, a Direção realizou uma pesquisa com todos os pais, na qual foi sugerido que estes avaliassem o trabalho da escola, levantando críticas sobre a mesma, sugerindo, considerando, enfim, que expusessem suas impressões, expectativas referente a escola de seus filhos. A partir disso, pode-se fazer as seguintes considerações:



  • Que a escola crie oportunidades de maior participação das famílias, seja em momentos de formação como em confraternização;

  • É preciso melhorar a dinâmica de algumas aulas;

  • Direção e funcionários devem manter seu papel atuante e participativo na educação;

Pode-se dizer que, na sua maioria, os pais não são assíduos na participação da vida escolar de seus filhos. Vêm à escola eventualmente, quando convocados para reuniões bimestrais, ou ainda, extraordinariamente, por motivo de transtornos ocasionados pelo filho no ambiente escolar e que merece o acompanhamento dos pais na tentativa de minimização do problema.

Em 2013, a Secretaria de Estado da Educação (Seed), tendo em vista a busca pela melhoria da qualidade da educação paranaense, propôs durante a semana pedagógica do início do ano de 2013 uma autoavaliação institucional envolvendo todas as escolas da rede estadual e equipes dos NREs–Núcleos Regionais de Educação.

A partir dos resultados apresentados, criou-se o Plano de Ações Descentralizadas (PAD), do qual participa este estabelecimento, que tem o intuito de assessorar todos os estabelecimentos de ensino na realização do plano de ações referentes à diminuição das taxas de abandono, reprovação, aprovação por conselho de classe; à melhoria da proficiência em leitura e interpretação de textos e à resolução de problemas de forma disciplinar e interdisciplinar.
3.2- Organização da hora atividade
Dentre as conquistas que o sistema de ensino obteve, está a hora atividade. Os professores buscam neste momento organizar a sua atividade pedagógica, preparando aulas, lendo textos, corrigindo trabalhos e provas, conversando com a equipe pedagógica sobre a aprendizagem dos educandos.

Entretanto, nem sempre há condições de conciliar professores de uma mesma disciplina e/ou área no mesmo horário para a hora-atividade, pois a escola é grande e os professores têm horários específicos entre uma escola e outra. A escola tem que se adaptar a essas particularidades, devido também à rotatividade de professores, apesar de sabermos que seria importante para educadores e estudantes que trocassem experiências para enriquecer o trabalho pedagógico. O espaço utilizado para isto é a sala dos professores, o laboratório de informática e a biblioteca da escola.


3.3- Organização do tempo na escola
A organização de tempo na escola é seriada, contemplando de 6º a 9º ano do Ensino Fundamental e ainda 1ª a 3ª série do Ensino Médio. Temos 5 horas-aula diárias e um total de 25 horas-aula semanais.

3.4- Índices de Aprovação – IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica)










O IDEB é um dos indicadores nacionais da qualidade da educação no país. Dentre as avaliações externas, este é um dos indicadores mais completos, no sentido de levar em consideração vários fatores: nota dos alunos na aplicação da Prova Brasil e os índices de evasão e reprovação de cada escola. A seguir, as metas e os resultados obtidos.


Metas Projetadas


2007

2009

2011

2013

2015

2017

2019

2021

3.6

3.8

4.0

4.4

4.8

5.1

5.3

5.6



Ideb Observado


2005

2007

2009

2011

3.6

4.7

3.8

4.5

Como os resultados do Colégio estão acima das metas projetadas, nossa intenção é a superação dos índices e garantir, dentro de nossas possibilidades, uma educação de qualidade. Para isto, em cada reunião realizada, são revisadas as ações tomadas e realinhadas conforme a necessidade do momento.

Para 2014, o coletivo decidiu realizar reuniões de pais em momentos diversificados, inclusive em alguns sábados para oportunizar a participação de todos. Projetos serão desenvolvidos com os temas que abordem o combate ao bullyng e qualquer forma de violência, respeito e cuidados com o meio ambiente, incentivo à leitura, resgate da união das instituições Família X Escola. Cada educador terá sua própria metodologia, mas dentre as ações estarão: Debates, elaboração de textos, palestras, poesias, danças, teatros e músicas.
3.5- Equipamentos Físicos do Colégio Estadual José de Anchieta

Para a realização das atividades escolares, além do espaço físico (descrito no ítem 2.1), dos recursos multimídia (data-show, aparelhos de DVD, televisores e notebooks), temos os seguintes espaços, com seus respectivos equipamentos/recursos didáticos: laboratório de informática, laboratório de química e biblioteca.







4- marco Conceitual
4.1- Concepções de sociedade, homem, trabalho, educação e função social da escola
Esta escola busca, em sua prática pedagógica, uma visão de conhecimento como construção, que entende a pessoa como sujeito em processo de emancipação. A formação da pessoa para a autonomia como construtor de sua história e de seu entorno constitui a função da educação. A sociedade é resultado histórico de construção humana, na luta entre as contradições sociais e na busca de melhoria da qualidade de vida. Essa visão de sociedade dá condições e reforça a construção de uma sociedade de inclusão universal, regida por relações de colaboração econômica, corresponsabilidade política e solidariedade ideológica. A concepção de educação é emancipadora, construindo a autonomia das pessoas.

Em contra partida, nos deparamos com uma visão de conhecimento como informação e produto que entende a pessoa como um recurso para a mão de obra barata. O mais importante é formar a pessoa para o mercado de trabalho. A compreensão da sociedade é apresentada como se tivesse leis eternas e universais e fosse imutável. Essa visão de sociedade é necessária para a manutenção da sociedade atual e dá condições e até reforça a marginalização da maioria, a exclusão social, e torna mais sofisticadas as relações de exploração econômica, de dominação política e de opressão ideológica. A educação, em consequência, é domesticadora. A ela cabe adaptar, acomodar e “integrar” as pessoas. Isso tudo é influenciado pela sociedade consumista, imediatista, capitalista.

O conhecimento humano, vivo e dinâmico é parte da educação emancipadora porque fundamenta a autonomia e a autoria da prática histórica da pessoa na construção de um mundo justo, de relações de colaboração, corresponsabilidade e solidariedade.

Numa educação emancipadora, o sentido de “qualidade” precisa ser decorrente do desenvolvimento das relações sociais (políticas, econômicas e culturais) contextualizadas e sua gestão contribuir para o fortalecimento da escola pública, construindo uma relação efetiva entre democratização e qualidade.

Uma educação de qualidade visa a emancipação dos sujeitos sociais e não guarda em si mesma um conjunto de critérios que a delimite. É a partir da concepção de mundo, sociedade e educação, que a escola procura desenvolver conhecimentos, habilidades, e atitudes que irão encaminhar a forma pela qual o indivíduo vai se relacionar com a sociedade, com a natureza e consigo mesmo.

A educação deve formar seres capazes de comandar a si mesmos e não para serem guiados pelos outros, voltados para a apropriação crítica da realidade, de modo a desenvolver uma consciência que se solidarize às questões sociais e se dirija para a conscientização das gerações futuras.

A educação tem fundamental importância na transformação da realidade, não se pode tratar na escola de qualquer conteúdo ou usar metodologias inadequadas, pois toda ação tem uma intencionalidade, ou seja, é um ato político.

Também o professor deve estar ciente de que o país é pluriétnico e que a escola é um dos lugares para discutir as várias culturas e mostrar a contribuição das mesmas na formação de nosso povo; valorizar e respeitar a cultura de cada aluno, estar atento às diferenças econômicas, sociais, raciais, buscando domínio e criticidade nas interpretações. Por isso, ressalta-se a importância de a escola trabalhar o respeito a diversidade em seus diversos âmbitos (cultural, religioso, étnico, etc.).

Devido às exigências do sistema capitalista, que torna a escola obrigatória, esta é invadida pelos mais diversos grupos sociais, sexuais, étnicos e de sujeitos, forçados a deixarem sua identidade e representarem a que lhes é imposta, vítimas junto com educadores, de uma educação preconceituosa.

Diante de uma crescente conscientização da profissionalização do magistério, que reflete uma profunda insatisfação e descontentamento pela baixa aprendizagem, por parte dos alunos, somos levados a sonhar com uma nova educação, que vise criar novos ambientes, e que proporcione mudanças em postura e formação continuada de professores, com características de pesquisadores em seu ambiente de trabalho.

As concepções sobre as práticas docentes não se formam nos cursos de formação, encontram-se enraizadas em contextos e histórias individuais que antecedem até mesmo a entrada na escola e estendem-se por toda vida.

A sociedade brasileira ao longo da história configurou-se nos moldes do sistema capitalista. Por isso, decorrente do modelo de sociedade dominante, as características predominantes no cenário brasileiro são as desigualdades sociais que favorecem a exclusão de significativa parcela da população.

A sociedade tem se caracterizado como desumana, apolítica, descentralizada, dividida, permeada por inúmeros conflitos resultantes da exploração, discriminação e preconceito. Entretanto, os sujeitos da sociedade poderão (re) organizar a essência da sociedade através da ação coletiva para a constituição de uma sociedade que estimule o desenvolvimento de sujeitos participativos, comprometidos, solidários e politizados.

O homem é um ser natural e social, agindo na natureza e transformando-a. O homem e a mulher como seres pensantes que são, precisam ter consciência de que são eles que podem agir para transformar, realizar e determinar os rumos da história.

A escola é um espaço onde ocorre a realização dos objetivos e metas do sistema educativo. A mesma também é vista como um ambiente em que os profissionais podem utilizar metodologias diversificadas, transformando e compartilhando conhecimentos significativos aos alunos.

Ainda presenciamos uma escola excludente, onde educandos e comunidade escolar são constituídos por uma diversidade cultural bastante acentuada. Valorizar as peculiaridades de cada educando, atender a todos na escola, incorporar a diversidade, constituem-se num desafio que implica mudar a escola como um todo, no que diz respeito ao currículo, à avaliação e principalmente à cidadania.

O conhecimento é uma atividade humana que visa problematizar as relações existentes entre os homens e a natureza e dos seres humanos entre si. Desta forma, o conhecimento é produzido nas relações sociais mediadas pelo trabalho. O conhecimento pressupõe as concepções de homem, de mundo e das condições sociais que o geram, configurando as dinâmicas históricas que representam as necessidades do homem, implicando necessariamente nova forma de ver a realidade, novo modo de atuação para obtenção do conhecimento, mudando, portanto, a forma de interferir na realidade.

O trabalho como princípio educativo permite aos educandos compreenderem o processo de como é a relação entre o saber cientifico e o trabalho, e como esta relação pode contribuir para a sua emancipação e potencializar as ações transformadoras para a reconstrução da história e das condições de vida dos trabalhadores.

É importante a postura do professor em sala de aula bem como de todos os que trabalham neste estabelecimento, a fim de interagir com os alunos e proporcionar o crescimento destes. Se faz necessário discutir os processos que ocorrem no interior da escola, refletir sobre a função desse espaço, a qual é alterada conforme o período histórico e as necessidades sociais, a partir de como os homens produzem e consomem os bens produzidos socialmente (trabalho, ciência, tecnologia e cultura).

A divisão social do trabalho humano favoreceu o homem como grupo social e proporcionou condições para que, como espécie, este se multiplicasse e se fortalecesse. Contudo, na relação do trabalho na perspectiva do capitalismo, a relação do homem com a natureza – de forma não naturalizada e nem tampouco neutra – não se deu somente para satisfazer as suas necessidades sociais, biológicas e cognitivas, também criou necessidades além da satisfação de sua condição humana.

A categoria de trabalho, portanto, deve ser compreendida como princípio do trabalho educativo por excelência, pois é por meio do trabalho que compreendemos a função social da escola, produzimos a riqueza e a própria existência.

Dentro desta concepção – trabalho como princípio educativo – se define o papel da escola em relação à transmissão do conhecimento. Para fins educacionais alguns conhecimentos são mais valorizados que outros e as diferenças formam a base para diferenciação entre conhecimento curricular ou escolar e conhecimento não escolar (formal). Portanto, a função da escola é capacitar jovens a adquirirem o conhecimento que, para a maioria deles, não pode ser adquirido em casa ou em sua comunidade e para adultos em seus locais de trabalho.

O trabalho pedagógico deve fundamentar-se no compromisso de que a escola deve proporcionar aos alunos a ultrapassar o senso comum e obter o conhecimento científico, o conhecimento reflexivo da realidade e suas relações com a natureza, consigo e com os outros.

Ao professor, enquanto detentor dos fundamentos do conhecimento científico, cabe o papel de mediador. Por isso, o processo pedagógico não deve restringir-se à organização de um ambiente estimulador, nem tampouco constituir-se como um cansativo exercício discursivo e abstrato do professor para alunos apáticos, mas um trabalho dialético de aprendizagem.




4.2- Concepção de Gestão Democrática
A gestão democrática implica na efetivação de processos de organização baseados em uma dinâmica que favoreça os processos coletivos e participativos de decisão. Nesse sentido, a participação constitui uma das bandeiras fundamentais a serem implementadas pelos diferentes atores que constroem o cotidiano escolar.

A participação não tem o mesmo significado para todos, tratando-se, portanto, de uma palavra que tem vários significados. Ela apresenta diferenças significativas quanto à natureza, ao caráter, às finalidades e ao alcance dos processos participativos. Isso quer dizer que os processos de participação constituem, eles próprios, processos de aprendizagem e de mudanças culturais a serem construídos cotidianamente.

A participação pode ser entendida como processo complexo que envolve vários cenários e múltiplas possibilidades de organização. Não existe apenas uma forma ou lógica de participação, há dinâmicas que se caracterizam por um processo de pequena participação e outras que se caracterizam por efetivar processos em que se busca compartilhar as ações e as tomadas de decisão por meio do trabalho coletivo, envolvendo os diferentes segmentos da comunidade escolar.

Isso quer dizer que alguns desses processos chamados de participação não garantem o processo de compartilhamento das decisões e do poder, configurando-se como mecanismo legitimador de decisões já tomadas centralmente.

Para que a participação seja realidade, são necessários meios e condições favoráveis, ou seja, é preciso repensar a cultura escolar e os processos, normalmente autoritários, de distribuição do poder no seu interior. Dentre os meios e as condições destacam-se a importância de se garantir: infraestrutura adequada, quadro de pessoal qualificado, apoio estudantil. Outro dado importante é entender a participação como processo a ser construído coletivamente. Nessa direção, é fundamental ressaltar que a participação não se decreta, não se impõe e, portanto, não pode ser entendida apenas como mecanismo formal/legal.

Quando buscamos construir na escola um processo de participação baseado em relações de cooperação, no trabalho coletivo e no compartilhamento do poder, precisamos exercitar a pedagogia do diálogo, do respeito às diferenças, garantindo a liberdade de expressão, a vivência de processos de convivência democráticas, a serem efetivados no cotidiano, em busca da construção de projetos coletivos.



4.3- Concepção curricular – o papel do currículo na formação humana do aluno, os limites e as possibilidades da prática docente
Quando pensamos em Currículo, imediatamente nos vêm em mente os conteúdos selecionados e que serão trabalhados por um determinado período. Essa é a prática mais comum para nós professores. Muitas vezes nos passam despercebidas às intenções que são intrínsecas na escolha desse ou daquele conhecimento ou da forma pela qual iremos abordar determinado assunto. Normalmente essa seleção está condicionada à cultura local, às condições físicas e pedagógicas da escola e à nossa própria formação enquanto professores.

Os conteúdos que a escola seleciona e a forma como são transmitidos esses conhecimentos escolares, vêm reforçando muito as práticas individualistas próprias da sociedade capitalista. A maneira como a escola organiza e trabalha o Currículo (reprodução memorizada, objetivos, métodos, finalidades, adaptação do sujeito, aceitabilidade da massificação, a padronização, a lógica disciplinar prescritiva, a repetição, a reprodução de ideias, o ensinar tudo a todos, a forma de avaliar) levam à sedimentação de um objetivo que converte a formação cultural a pseudo-formação e a formação humana totalmente desprovida do caráter dialógico. Porém, este estabelecimento de ensino procura adaptar e flexibilizar o currículo sempre que possível e necessário para que o projeto de sociedade humana se concretize na sala de aula.

Acontece que, muitas vezes, no anseio de possibilitar uma educação de caráter humanizador, passamos a exercer uma falsa formação cultural que não oferece nem uma coisa, nem outra. É preciso considerar a cultura do aluno como ponto de partida para a aprendizagem e que o Currículo contemple conteúdos culturais que estimulem o sentido de sobrevivência. Porém, não negar o acesso ao saber científico capaz de dar condições e significados às práticas culturais vivenciadas e superar os limites teóricos que, na prática, muitas vezes impedem o indivíduo de pensar as relações entre conhecimento, cultura, escola e formação humana, enfim, as identidades individuais valorizadas e reconhecidas como partes indispensáveis na composição do pluralismo de uma vida democrática.


4.4- Concepção de cidadania
Hoje, uma variedade de atitudes caracteriza a prática da cidadania. Assim, entendemos que um cidadão deve atuar em benefício da sociedade, bem como esta última garantir-lhe os direitos básicos à vida, como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, trabalho, entre outros. Como consequência, cidadania passa a significar o relacionamento entre uma sociedade política e seus membros. Os reflexos dessa condição no direito internacional, por outro lado, impulsiona esse conceito ao de nacionalidade.

Apesar da existência de profundas desigualdades sociais, o termo cidadania evoluiu com o passar dos anos. Ampliou a abrangência de sua concepção, abraçando todas as classes sociais. Deixou de restringir-se apenas à participação política para relacionar uma série de deveres da sociedade para com o cidadão. Apesar disso, apenas a teoria é igualitária. Na prática ainda há muito que se fazer para que direitos e deveres sejam os mesmos para todos.

A concretização deste ideal requer, entretanto, um esforço coletivo do nosso estabelecimento de ensino. Dessa forma, há necessidade de suprir as muitas carências oriundas das desigualdades de condições, do descaso do poder público em áreas vitais, como saúde e educação, por exemplo, e da própria incorporação do significado antigo de cidadania, como guardiã e fonte de direitos. Seria proporcionada, assim, uma qualidade de vida merecida por todos os seres humanos, sem restrições.
"A cidadania é o direito a ter direitos, pois a igualdade em dignidade e direitos dos seres humanos não é um dado. É um construído da convivência coletiva, que requer o acesso ao espaço público. É este acesso ao espaço público que permite a construção de um mundo comum através do processo de asserção dos direitos humanos." (Hannah Arendt 1995)

4.5- Concepção de avaliação
Devemos tomar como princípio que a avaliação é um julgamento de valor que conduz a uma tomada de decisão. Neste sentido, a avaliação terá função diagnóstica, processual e contínua e não classificatória.

Esses critérios para a avaliação são decorrentes da forma pela qual o ser humano apreende a realidade e de como age sobre ela. A apreensão da realidade, entretanto, não se realiza de forma direta, mas mediatizada por um conjunto de símbolos e de outras significações, pelas quais a realidade é codificada pela inteligência humana. A mediatização entre as pessoas e a realidade presente no processo de aprendizagem também está presente na avaliação.

Entende-se que o critério da avaliação é o conteúdo, no seu papel de mediador entre o sujeito que aprende e a realidade. Tendo como objetivo identificar as dificuldades dos alunos para que o professor possa rever sua metodologia e intervir no processo ensino-aprendizagem. Assim, não se fixará somente nos critérios de aquisição de conhecimentos pelo aluno, mas também possibilitará ao professor avaliar seu próprio desempenho, sua proposta pedagógica, o que espera dos alunos e o que considera essencial em cada área do conhecimento.

Por sua vez, os conteúdos devem ter relevância para compreensão da prática social. Neste sentido, é fundamental também enfatizar a relevância da relação conteúdo e forma de socialização do saber, possibilitando ao aluno a reelaboração da sua visão de mundo, assegurando-lhe o questionamento e o domínio da realidade contemporânea.

Segundo o Art. 10 da Deliberação 007/99, o aluno cujo aproveitamento escolar for insuficiente poderá obter aprovação mediante a recuperação de estudo proporcionada obrigatoriamente pelo estabelecimento.

Percebe-se que o aluno obteve sucesso na recuperação se esta foi de conhecimento, e não apenas de notas necessárias à aprovação. As limitações individuais existem, e muitos alunos precisam de um tempo maior ou ainda de uma nova oportunidade na apropriação do conteúdo sistematizado e trabalhado na escola.

O conhecimento que queremos trabalhar é o científico, histórico, sociológico, filosófico e artístico, valorizando a diversidade de opiniões, sendo um poder participativo, descentralizado.

Para trabalhar essas questões no seio da escola, dentro da sala de aula e no cotidiano das atividades formativas, de tal forma que nossos alunos consigam incorporar conhecimentos e comportamentos que levem à transformação para uma sociedade mais justa e humana, tem-se um desafio: devemos ter postura e coerência entre a nossa teoria e prática (no dizer e no fazer), buscar aperfeiçoamento, ter prioridades, participar de encontros para troca de experiências, conhecer a realidade do aluno e o contexto em que vive.

Obs.: Mais informações estão contidas no Caderno de Subsídios para Acompanhamento Pedagógico (2012).

5 - MARCO OPERACIONAL
5.1- Organização do trabalho pedagógico
A organização do trabalho pedagógico na escola pública envolve a elaboração do Projeto Político Pedagógico, do qual decorrem a Proposta Pedagógica Curricular, o Plano de Trabalho Docente e o Plano de Ação da Escola, todos regulamentados pelo Regimento Escolar.

A instituição preza pela garantia da hora-atividade e os professores usam este momento para planejar as aulas, elaborar meios para melhoria da aprendizagem e superação das dificuldades que se apresentam no cotidiano.

O pedagogo responde pela mediação, organização, integração e articulação do trabalho pedagógico. A equipe pedagógica procura garantir a efetivação de um projeto de escola que cumpre com sua função política, pedagógica e social. Assim sendo, sempre que necessário, o pedagogo dá suporte teórico-metodológico ao trabalho docente com relação aos aspectos da prática pedagógica que ocorre nos estabelecimentos de ensino.
5.2- Gestão escolar
As grandes linhas de ação e reorganização do trabalho pedagógico escolar, na perspectiva administrativa, voltam-se à Gestão Democrática, envolvendo docentes, estudantes, agentes educacionais I e II e representantes da comunidade.

Segundo Paro (2005) a especificidade da Gestão Escolar só pode dar-se pela oposição à administração escolar capitalista, pois numa gestão escolar voltada à transformação escolar, tem de ser necessariamente antagônico ao modo de administrar da empresa, visto que tal modo de administrar serve a propósitos conservadores e elitistas. Para isso, serão feitas reuniões periódicas, nas quais os problemas serão analisados e possíveis soluções serão encaminhadas para as questões pedagógicas, disciplinares e financeiras.

A prioridade será a aprendizagem, a aquisição do conhecimento, e para que isso se concretize, buscar-se-á a participação de todos os responsáveis pelas ações pedagógicas.

Os funcionários desta escola contribuem cotidianamente com a formação integral dos educandos, pois, ao entregar-lhes os resultados trimestrais na secretaria, quando lhes for incumbida tal tarefa, certamente conversarão e orientarão no que lhes couber; sobre a importância do bom aproveitamento escolar; as faltas em excesso; quando lhes for solicitado documentação pendente para compor a pasta individual.

O atendente de biblioteca contribui diariamente através de exemplos e palavras sobre a necessidade de cuidados com os livros, bem como dos benefícios que a leitura proporciona às pessoas.

A cozinheira, ao servir-lhes o lanche, educa para o bom aproveitamento dos alimentos, separação do lixo.

Enfim, cada segmento da escola, tem fundamental importância e grandes responsabilidades com a formação da personalidade, hábitos saudáveis e o pleno exercício da cidadania dos educandos. Com este compromisso, os funcionários deste estabelecimento de ensino participarão ativamente das decisões da escola, contribuindo assim, para a efetivação da gestão democrática.

Outros órgãos importantes na escola são o Conselho Escolar, composto por três funcionários: dois Agentes Educacionais 2 e um representante dos Agentes Educacionais 1, que se dispuseram a fazer parte de tal segmento, e a APMF (Associação de Pais, Mestres e Funcionários) conta com a colaboração de cinco funcionários: dois Agentes Educacionais 2 e três Agentes Educacionais 1.

Todas as decisões do colégio são tomadas no coletivo, reunindo-se sempre que necessário: membros da APMF, Conselho Escolar e Grêmio Estudantil. Os funcionários demonstram sempre bom senso, profissionalismo, tanto na área administrativa, quanto na pedagógica. Suas sugestões são sempre analisadas e levadas à apreciação dos órgãos colegiados. Este procedimento já vem sendo adotado há anos nesta escola.

Sabe-se que há necessidade de aprimoramento e aperfeiçoamento constante por quem leva a responsabilidade de "educador". Para tanto, os funcionários não-docentes participarão ativamente das semanas pedagógicas, juntamente com professores, direção e equipe pedagógica, para possíveis encaminhamentos para a melhoria do processo ensino-aprendizagem, elaboração e realimentação do Projeto Político Pedagógico, Regimento Escolar e Plano de Trabalho Docente.

É ofertado a todos os funcionários efetivos no Estado e com Ensino Médio completo, o curso em nível pós-médio Pró Funcionário, um instrumento importante para a construção da identidade dos funcionários da educação e sua valorização. Os funcionários participam dos grupos de estudos aos sábados, trocando experiências e aprofundando seus conhecimentos no que compete ao seu papel de educador na escola. Serão envolvidos nas oficinas do NRE Itinerante e demais cursos presenciais ou à distância que a Secretaria de Estado da Educação oferece. Todos estes itens farão com que os funcionários sintam-se cada vez mais preparados para somar na construção da cidadania e tomada de consciência dos alunos, o que é a função social da escola.

Os funcionários desta instituição de ensino serão sempre tratados como educadores, como de fato o são! Terão voz e vez na tomada de decisões, receberão o mesmo apoio por parte da direção e da equipe pedagógica. Serão socializados em momentos como reuniões pedagógicas, reuniões de pais e outros segmentos, o documento de Cargos e Salários dos Funcionários e o Regimento Escolar, salientando as atribuições dos funcionários não docentes, seus direitos e deveres, para o conhecimento e valorização de toda a comunidade escolar pelo trabalho destes educadores.

Sempre que necessário ou no final de cada trimestre serão realizados encontros de pais e mestres para análise do andamento da aprendizagem dos alunos.

A conduta disciplinar será trabalhada na escola, pelos profissionais da educação e deverão ser seguidas, não como imposição mas como preparo e aprendizagem de uma autodisciplina, tomando como ponto de partida as atribuições contidas no Regimento Escolar deste estabelecimento.

Será feito um trabalho contínuo com representantes de turmas e professores regentes para levantamento e busca de soluções dos problemas ocorridos em sala de aula.

Dessa forma, o intuito é contribuir para o bom andamento do ano letivo, viabilizando subsídios aos professores e alunos no cumprimento do calendário escolar de forma construtiva e significativa, desenvolvendo projetos que promovam a interação escola - comunidade, para ampliar os espaços de participação e democratização das relações de acesso ao saber e de melhoria das condições de vida da população. A direção da escola deve ser plural e não centrada numa pessoa.



5.3 – Gestão democrática e órgãos colegiados
Para que haja uma gestão democrática na escola é fundamental a existência de espaços propícios para que novas relações sociais entre os diversos segmentos escolares possam acontecer. Segundo Bobbio (2000), “quando se quer saber se houve um desenvolvimento da democracia num dado país, o certo é procurar saber se aumentou ou não o número dos que têm direito de participar das decisões que lhes dizem respeito, mas os espaços os quais podem exercer esse direito”.

São órgãos importantes que devem fazer parte da coletividade educacional: o Conselho Escolar; Associação de Pais, Mestres e Funcionários; o Conselho de Classe; o Grêmio Estudantil e outros segmentos voltados para a educação.

O Conselho Escolar como instância máxima de decisão da escola e na escola, é incentivado e fortalecido nas escolas públicas estaduais. Isto se dá no processo de composição do Conselho através da eleição direta de todos os representantes dos diferentes segmentos, respeitando o princípio da representatividade e da proporcionalidade. Com isso, o Conselho Escolar passa a ter legitimidade para deliberar, fiscalizar, avaliar e ser consultado pela comunidade escolar.

Porém, ainda há muito que se avançar na efetividade dos Conselhos Escolares e isso passa, sobremaneira, pela concepção do diretor e da participação da comunidade escolar. Por outro lado, e aos poucos, o Conselho Escolar começa a ser valorizado por algumas direções, pois assumiu-se o desafio de democratizar as decisões da escola pública. Assim, o Conselho escolar permanece como um instrumento importantíssimo, se não de realização plena de democracia na escola, pelo menos de explicitação de contradições e de conflitos de interesse entre o Estado e a escola e entre os vários grupos que a compõem e se mantêm como objeto constante de reivindicação daqueles que não se contentam com as relações heteronômicas e com as desigualdades de direito vigentes na instituição de ensino.

Os representantes do Conselho Escolar participarão, na medida do possível, dos momentos destinados aos Conselhos de Classe, para que junto com os professores busquem alternativas de recuperação da aprendizagem dos alunos com histórico de baixo rendimento escolar. Também, estarão incumbidos de dialogar com os educandos que estiverem ocasionando transtornos no Colégio por questão de indisciplina, ou ainda, por estarem apresentando pouco aproveitamento devido à falta de esforço. O Conselho Escolar pode auxiliar a equipe pedagógica a mostrar a necessidade de aproveitar os momentos na escola, repassando suas experiências para que os educandos sintam-se motivados a recuperarem o tempo perdido, que peçam ajuda quando precisam, e que aprendam os conteúdos de maneira a exercer a sua cidadania.

É preciso situar a fundamental participação dos alunos no debate político, social, financeiro e pedagógico da escola. Portanto, tomar o Grêmio Estudantil como política de valorização e incentivo à gestão democrática vai ao encontro de duas conquistas históricas: a formação de Grêmios Estudantis em todas as escolas públicas estaduais e a participação efetiva dos seus alunos nos processos de tomada de decisões da escola.

O Grêmio Estudantil é atuante em nossa escola, compromete-se em participar de reuniões e decisões sobre os mais variados assuntos tratados no ambiente escolar e pelos diversos segmentos da comunidade, como por exemplo: das reuniões da APMF, dos Conselhos de Classe, dos encontros do Conselho Escolar, e ainda dos representantes de turma, com o objetivo de estar a par de cada assunto tratado na escola e que diz respeito aos educandos.

Os alunos representantes de turma farão sondagens periódicas na sua sala de aula, percebendo como anda a participação dos colegas nas aulas, o comportamento considerado desejável a um bom andamento das aulas. Farão um trabalho de conscientização em todo o ambiente educativo sobre a conservação do patrimônio escolar, auxiliando na ordem e disciplina, sendo o elo entre direção, supervisão, professor regente e a própria classe.

Contamos ainda com um outro segmento educativo que é a APMF, que no decorrer de sua gestão continuará encontrando alternativas para angariar fundos, possibilitando assim, a aquisição, conservação e manutenção de materiais didático-pedagógicos, utilizados tanto pelos alunos quanto pelos professores, bem como na manutenção e melhorias do prédio. A Associação de Pais, Mestres e Funcionários passa a ter uma preocupação para além do caráter arrecadador de taxas junto à população para garantir a manutenção da escola, diante da insuficiência de recursos que lhe é destinado pelos poderes públicos.

A participação efetiva desses órgãos é importante porque permite a interlocução de saberes, de interesses e de culturas.


5.4 - Avaliação, dados educacionais e conselho de classe
A avaliação da aprendizagem é um parâmetro que revela à sociedade como se dá as relações de ensino-aprendizagem realizado no âmbito educacional e explicita a qualidade do desenvolvimento do educando.

Entendemos que a avaliação, numa perspectiva emancipatória, não se constitui com ameaças, autoritarismo, seleção e exclusão. A avaliação verificará a aprendizagem não só a partir dos mínimos possíveis, mas a partir dos mínimos necessários. Enfatiza também a importância dos critérios, pois a avaliação não poderá ser praticada sob dados inventados pelo professor, apesar da definição desses critérios não serem fixos e imutáveis. Assim, a aplicação de provas, comum nas escolas, muitas vezes exclui o educando ao invés de buscar caminhos para a aprendizagem. O aluno que precisa de ajuda deve ser compreendido e acolhido.

Para tanto, tomaremos alguns cuidados para avaliar, articulando instrumentos com os conteúdos planejados, ensinados e aprendidos pelos educandos, utilizando-se de uma linguagem clara e compreensível. Apesar disso, sabemos das dificuldades em mudar os conceitos tradicionais sobre avaliação, pois as necessidades e dificuldades dos alunos devem ser observadas para reavaliar e adaptar o método de ensino, visando a efetivação da aprendizagem.

É importante fazer registros sobre cada aluno, com as especificidades de cada disciplina. O registro possibilita conhecer os níveis de aprendizagem do educando bem como as medidas já tomadas para a apreensão do conhecimento por parte deste e as metodologias utilizadas pelo professor para a recuperação de tal conteúdo.

Entendemos que a prática de registro individual é bastante trabalhosa para os profissionais da educação, mas os mesmos têm consciência que é necessário e contribui na tomada de decisões relevantes a vida do educando, sendo também uma forma de avaliação que assegura a realidade e autenticidade da vida escolar do aluno.

De acordo com o artigo 10 da Deliberação Nº 007/99, a avaliação dever ser entendida como um dos aspectos de ensino pelo qual o professor estuda e interpreta os dados da aprendizagem e de seu próprio trabalho, com as finalidades de acompanhar e aperfeiçoar o processo de aprendizagem dos alunos, bem como diagnosticar seus resultados e atribuir-lhes valor. Na mesma Deliberação consta no artigo 5º que na avaliação do aproveitamento escolar, deverão preponderar os aspectos qualitativos da aprendizagem, considerada a interdisciplinaridade e a multidisciplinaridade dos conteúdos.

Portanto, entendemos que a avaliação deve ser assumida como instrumento de compreensão do estágio de aprendizagem em que se encontra o aluno, visando decisões satisfatórias para que este possa adquirir o conhecimento que a escola pretende ensinar.

A avaliação não deve ser um obstáculo para o aluno e sim servir como aperfeiçoamento do ensino e da reformulação do currículo. É utilizado como um elemento necessário em diferentes níveis do planejamento, exercendo nesses níveis, a função diagnóstica e formativa. Com isso a escola pretende ultrapassar definitivamente a concepção de avaliação na função de certificação e seleção que vinha exercendo num contexto clássico de ensino cartorial e seletivo.

Além disso, o professor deverá estar bem preparado profissionalmente e permitir que o aluno tenha mais oportunidades de se expressar. O diálogo deve ser garantido entre alunos e professores também entre os próprios educandos pois assim participam do processo, tomando decisões.

A avaliação nesta escola é um processo contínuo que permeia o processo ensino/aprendizagem e leva em consideração o objetivo traçado. Os métodos escolhidos para serem utilizados em nossa escola são: avaliação diagnóstica (não apenas no início do ano, mas em cada novo conteúdo abordado), formativo e processual. Ela serve para o aluno ter noção do nível de sua aprendizagem e para o professor verificar e adequar sua prática para levar o aluno a obter conhecimento, observando sempre as características individuais dos alunos e suas necessidades educacionais especiais/específicas/subjetivas.

O educando tem direito, pelo menos, a duas avaliações de aprendizagem por disciplina no trimestre, podendo ser divididas em questões descritivas e objetivas, com peso a ser determinado pelo professor. Num mesmo dia, não poderá haver mais de três avaliações de disciplinas diferentes, visando dessa forma não sobrecarregar nem prejudicar o aluno conforme decisão colegiada.

No 6º e 9º Ano é oferecido reforço em contra turno àqueles que demonstram não estar aptos a receberem os conteúdos seguintes das disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática. O trabalho desenvolvido na Sala de Apoio vem de encontro com as reais necessidades dos alunos que apresentam baixo rendimento.

As ações relativas à recuperação dos alunos iniciam ainda no primeiro trimestre de aula. A primeira medida tomada é uma conversa individual com o aluno, orientando-o como proceder na minimização do problema detectado pelos professores. Caso esta medida não demonstre resultado, os pais são convocados a dirigirem-se até a escola e deixados a par da dificuldade do filho, sugerindo caminhos para as possíveis melhoras, como: horário de estudo em casa, olhar a mochila e o material, vistar provas e cadernos, observar a frequência do filho, entre outros.

Todos os alunos têm direito à recuperação paralela de conteúdos, visando sempre a aprendizagem e o alcance da média trimestral.

As notas baixas não devem servir como justificativa para o fracasso dos alunos, tampouco a reprovação comprova que os mesmos não têm capacidade de aprender. A educação deve buscar sempre o estímulo, e a reprovação ou notas baixas funcionam apenas como castigo.

Para tanto, precisamos construir, além da avaliação quantitativa no âmbito escolar, uma que avalie o conhecimento do aluno ao longo do período, reforçando suas potencialidades. Além disso, buscamos valorizar todas as culturas, mostrando porém, a importância da cultura clássica (ética, moral).

Para tanto o grupo educacional escolhe para este estabelecimento os seguintes critérios de avaliação:


  • Iniciar o ano letivo com diagnóstico de aprendizagem da turma e sanar as dificuldades básicas detectadas ainda no início do ano;

  • Acompanhar os alunos aprovados por conselho de classe e repetentes em sala de aula e, se necessário, também contando com o auxílio da equipe pedagógica em sala ou na realização de atividades em casos especiais, assim como em reuniões com pais e demais professores buscando a recuperação da aprendizagem;

  • Elaborar as provas observando:

a) a clareza das ideias e questões;

b) observar a organização da avaliação e garantir que haja linhas/espaço suficientes para que as respostas sejam escritas;

c) oportunizar diferentes atividades (na mesma prova usar questões de múltipla escolha e descritiva, textos, tiras, imagens, entre outros);

d) realizar caça-palavras, palavras cruzadas, jogos e outros como maneira de diversificar as formas escritas de avaliação;



  • Oportunizar ao aluno que expresse da forma que for melhor para ele aquilo que aprendeu usando, por exemplo, os debates, apresentação oral de pesquisas e trabalhos, cartazes, entre outros.

  • Avaliações adequadas ao tempo de aplicação para que não sejam demasiado curta, ficando ociosos além do tempo necessário ou que o aluno não consiga concluí-la em uma aula.

  • Respeitar o tempo e as adaptações necessárias aos alunos de sala de recursos de acordo com suas necessidades específicas, levando em consideração a adaptação curricular.

  • Analisar as atividades avaliativas como ponto de partida para retomada do processo ensino-aprendizagem, e em caso de notas baixas (por mais de 20 ou 30% da turma) rever o conteúdo, as metodologias utilizadas e a maneira mais adequada a cada caso para recuperar o baixo índice de aprendizagem.

  • Considerar todo esforço e dedicação de cada aluno observando o avanço individual referente a sua aprendizagem sem estabelecer comparações entre alunos.

  • Fazer sondagens periódicas utilizando-se de vários recursos para avaliar as potencialidades dos educandos.

  • A avaliação será processual levando em consideração o que é básico dentro de cada momento de ensino-aprendizagem.

  • Chamar a atenção ao coletivo dos docentes quanto às notas baixas, ainda no início do ano letivo para dedicar atenção e tempo na superação das dificuldades.

  • Preencher ficha ou similar com o perfil da turma (quando solicitado pela direção e equipe) situando as informações específicas de cada série, a fim de socializar com os educadores e pais para apontamento de problemas e sugestões para sua superação.

  • Realizar, no mínimo, três momentos de avaliação, de forma diversificada, registrando-as no livro de chamada, atribuindo nota ao aluno.

  • Fazer recuperação paralela levando em consideração a necessidade de recuperar o conteúdo e consequentemente a nota.

O Conselho de Classe também é um momento de avaliação, pois é uma reflexão do andamento do processo de aprendizagem. É neste momento que se avalia o trabalho realizado pelos professores e seus resultados ficam claros a partir das notas de seus alunos. Desta forma, no Conselho de Classe é possível perceber a dedicação, objetividade, pontualidade e profissionalismo do professor, uma vez que estão reunidos a maioria dos professores da turma e cada um, com sua visão sobre o andamento das aulas.

A função do Conselho de Classe é de fundamental importância no ambiente escolar, visto que atua como determinante na vida acadêmica dos alunos. Por este motivo, desenvolve-se uma discussão consciente a cerca da realidade escolar vivida pelo educando, socializando seu aproveitamento e suas dificuldades para que professores, diretores, equipe pedagógica e secretaria, analise-se e decida-se sobre as possíveis alternativas para o bom rendimento do aluno.

Para tanto, vale lembrar que olhares diferentes sobre a promoção e/ou retenção do aluno na mesma série, fazem-se necessários. Assim, torna-se viável solicitar que pais participem dos Conselhos de Classe realizados durante o ano, representando todos os pais do colégio.

Como tentativa de amenizar as dúvidas sobre o tema, buscaremos viabilizar material de leitura sobre a avaliação da aprendizagem aos professores, bem como momentos de discussão e debates. No dia do Conselho de Classe, representantes de pais e alunos serão convidados a ouvir e dar sua contribuição com ideias e sugestões quanto aos alunos com histórico de baixo rendimento.

O Colégio pode contar ainda com o Grêmio Estudantil que é uma representação do corpo discente da escola desde o ano de 2002. Deve ser visto como expressão da vontade coletiva dos estudantes para a democratização e a evolução da consciência crítica dos educandos sendo uma associação que tem por fundamento visar a qualidade do processo de aprendizagem.

O Colégio Estadual José de Anchieta possui um Grêmio Estudantil atuante, que defende seus direitos e interesses aprendendo a ética e cidadania através da prática.

Quanto à escolha do professor regente de turma, no início de cada ano letivo, faz-se a eleição, através do voto seguido de discussão acerca das características necessárias para o professor representante de turma ser eleito e atender aos anseios da sua regência. Em seguida esse professor discute com toda a turma sobre qual é o papel do representante dos alunos e o que se espera deste como representante dos alunos da sala. Depois acontece a votação secreta ou por consenso entre a turma. O representante de classe atua garantindo aos colegas de sala o exercício de seus direitos e o cumprimento de seus deveres, para que auxilie os professores e equipe pedagógica no comparecimento e participação nas aulas, envolvendo-se em todas as atividades programadas e desenvolvidas pelo estabelecimento de ensino, cooperando na manutenção e conservação das instalações escolares, cumprindo devidamente o disposto no Regimento Escolar, podendo ser mudado o representante durante o ano, caso for necessário.

A APMF (Associação de Pais, Mestres e Funcionários) do Colégio José de Anchieta é um órgão colegiado, com a função de auxiliar o estabelecimento de ensino, não tendo caráter político partidário, religioso, racial e sem fins lucrativos, não sendo remunerados os seus dirigentes e conselheiros. Tem por objetivo geral colaborar na assistência ao educando, no aprimoramento do processo ensino-aprendizagem e na integração escola e comunidade.

No ano de 2005, houve uma alteração na antiga APM que era composta apenas por pais e mestres, hoje, contempla ainda os funcionários da escola. Tal alteração foi muito bem aceita por todos da escola e comunidade. Esta também poderá ser alterada sempre que necessário.

Buscando uma Gestão Democrática na tomada de decisões, a família dos educandos é constantemente convidada a vir até o Colégio a fim de decidir junto com professores, funcionários e equipe pedagógica, questões relevantes ao aluno bem como promoções feitas pela escola, atividades educativas/culturais/de lazer e desenvolvimento de projetos intra e extra classe.

Nos casos de baixo rendimento do filho, os pais são convocados para virem até a escola, tendo como objetivo comunicar e orientar as responsabilidades pelo desempenho do aluno, solicitando à família apoio no sentido de cobrar o educando para que cumpra com suas funções de aluno (estudar, frequentar o colégio, realizar as atividades propostas pelo professor, fazer as tarefas, pesquisas e trabalhos).

Para oferecer um ensino adequado às necessidades dos alunos, a escola precisa ter um direcionamento, saber o que quer, e para isso saber envolver todos os segmentos da escola e a comunidade, na definição de metas. Para que isso aconteça é necessário o respeito e a valorização de todos os envolvidos e que implica no diálogo e no assumir coletivo.

A instituição, por ser Estadual, recebe, como recurso, as verbas provenientes da Secretaria de Estado da Educação do Estado do Paraná – SEED e do Fundo de Desenvolvimento da Educação - FNDE, sendo complementado com fundos provenientes da festa junina promovida pela APMF e comunidade escolar, administrado pela Direção e órgãos colegiados, visando suprir as necessidades básicas da escola.

Propõe-se que a participação em todos os níveis da escola não seja somente colaborativa, mas uma participação co-autora que implica no envolvimento que, além da presença atenta e consciente, exija tomada de decisão, acompanhamento da execução e avaliação dos resultados.

Portanto, as práticas da gestão escolar, na construção de uma educação emancipatória, são necessariamente compartilhadas. É fundamental que a escola seja um espaço vivo e atuante, que tenha como compromisso a aprendizagem do aluno e sua inserção no mundo social de forma crítica e construtiva. Assim sendo, procura-se dar continuidade à gestão participativa, envolvendo docentes, discentes, agentes educacionais e representantes da comunidade. Para isso, faz-se necessário realizar reuniões periódicas, para análise das questões pedagógicas, disciplinares e financeiras, buscando juntos encontrar soluções, dar prioridade à aprendizagem, a construção do conhecimento, com a participação dos professores, pais e alunos. Para tanto, se possível mensalmente, serão realizados encontros de pais e mestres a fim de avaliarem a aprendizagem dos educandos.

Será trabalhada a disciplina na escola através do estabelecimento de regras e condutas que devem ser seguidas por todos, não como imposição, mas como preparo de uma autodisciplina, já nos primeiros dias de aula, bem como o respeito, a boa educação e cumprimento das funções de estudante.

Também serão realizadas observações contínuas com representantes de turmas e professores regentes sobre “problemas” ocorridos em sala de aula, delineando possíveis soluções.

Elaboram-se e aplicam-se projetos que buscam o resgate e valorização de datas comemorativas importantes ligadas a assuntos das áreas do conhecimento. Haverá continuidade dos eventos que são tradição na escola, como por exemplo a expoanchieta.

Os alunos, pais, professores, agentes e conselheiros serão convidados para participarem, sempre que possível, de palestras e cursos de formação.

No Colégio são oferecidos espaços físicos para cursos de formação continuada, e para o desenvolvimento de atividades extra classe como ensaios de teatros e danças, treinos de Futsal, Handebol e Voleibol, bem como para aplicação de projetos de iniciativa de professores e alunos como, sempre que possível.

Os recursos oriundos da SEED e FNDE serão utilizados para a aquisição de materiais de limpeza, materiais de expediente, gêneros alimentícios, materiais esportivos, materiais de laboratório e escolar, visando sempre a qualidade no atendimento aos educandos, viabilizando sua permanência na escola.

5.5 - Estágio não obrigatório de alunos que cursam o ensino médio
A lei nº 11.788/2008 que trata sobre o estágio não obrigatório para nossos alunos indica que é relevante a realização do estágio por contribuir com a formação dos estudantes nos aspectos culturais, antropológicos, econômicos e políticos, para o desempenho de seu papel de cidadão no mundo globalizado, bem como viabilizar o desenvolvimento de suas habilidades físicas e intelectuais para a interação nessa realidade, e posse da cultura letrada e dos instrumentos mínimos para o acesso às formas modernas de trabalho. É importante ressaltar que a função social da escola vai além do aprendizado de competências próprias da atividade profissional e, nesta perspectiva, vai para além da formação articulada às necessidades do mercado de trabalho.

Conceber trabalho como princípio educativo pressupõe oferecer subsídios, a partir de diferentes disciplinas, para se analisar relações e contradições sociais, as quais se explicam a partir das relações de trabalho, a fim de possibilitar ao futuro trabalhador a apropriação das etapas do processo de forma conceitual e operacional.

Os conhecimentos escolares, portanto, permitem ao estudante e ao futuro trabalhador atuar no mundo do trabalho de forma mais autônoma, consciente e crítica. Portanto, o estágio pode e deve permitir ao estagiário que as ações desenvolvidas no ambiente do trabalho sejam trazidas para a escola e vice-versa, relacionando-as aos conhecimentos universais necessários para compreendê-las a partir das relações de trabalho.

Desta forma, o estágio não obrigatório será acompanhado pelo professor-pedagogo, atentando para o cumprimento das obrigações escolares do aluno e as suas práticas de estágio mediante relatório apresentado pelo aluno e assinado pelo responsável do local onde se desenvolve a prática de estágio, para que este possa mediar a relação escola-estágio.


5.6 – Educação Especial e Sala de Recurso Multifuncional
É visível que a escola pública vem apresentando mudanças ao longo da história. De uma educação voltada para a elite, passou a atender toda a diversidade social brasileira, incluindo crianças antes segregadas do convívio social e à margem do conhecimento socialmente produzido pelo homem. A educação inclusiva, fundamentada em fundamentos filosóficos, políticos e legais dos direitos humanos, compreende a mudança de concepção pedagógica, de formação docente e de gestão educacional para a efetivação do direito de todos à educação, transformando as estruturas educacionais que reforçam a oposição entre o ensino comum e o especial e a organização dos espaços segregados para alunos que são o público alvo da educação especial.

Nesse contexto, o desenvolvimento inclusivo das escolas assume a centralidade das políticas públicas para assegurar as condições de acesso, participação e aprendizagem de todos os alunos nas escolas regulares, em igualdade de condições.

Com esta mudança, adentraram à escola crianças com necessidades antes desconhecidas pelo professor e a educação hoje tem graves problemas na formação desses alunos. Em muitos casos as escolas contam com professores despreparados para trabalhar com esta diversidade em sala de aula. Assim torna - se um processo educativo imbuído de uma visão negativa e problemática. Os conhecimentos não são adquiridos pelos alunos no ritmo que se espera e neste contexto surgem as dificuldades de aprendizagem.

Para nos embasar, contamos com a observância da Constituição Federal, Lei de Diretrizes e Bases, Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica e as Instruções, Resoluções e Deliberações existentes que tratam o tema.

Para atendimento de alunos com necessidades educacionais especiais contamos com os professores regentes da classe regular, que buscam a integração e inclusão com todos os alunos. Os professores, apesar de afirmarem não terem sido preparados para atuar frente as dificuldades de aprendizagem dos alunos na graduação, demonstram consciência de seu papel quando atuam de forma respeitosa na sala, valorizando as pequenas conquistas e avanços dos alunos, agindo de forma a facilitar que aluno se expresse, realizando a adaptação e flexibilização curricular em suas aulas.

Além dos professores de sala de aula, contamos com a Sala de Recursos – SR que participa das orientações, normas e propósitos do colégio. A Sala de Recurso Multifuncional é uma sala com atendimento educacional especializado, com professor para Atendimento Educacional Especializado – AEE, recursos e equipamentos específicos e condições de acessibilidade, recebidas do Estado. Atende os alunos que são encaminhados por serem egressos da Educação Especial, aqueles que apresentam problemas de aprendizagem, estudantes com transtornos globais do desenvolvimento (Aqueles que apresentam um quadro de alteraçõe’s no desenvolvimento neuro - psicomotor, comprometimento nas relações sociais, na comunicação ou na estereotipias motoras, Autismo, Síndrome de Ret, transtorno desintegrativo da infância – psicoses – e transtornos invasivos sem outra especificação), distúrbios de aprendizagem e/ou deficiências que necessitam de apoio especializado para melhorar o processo de aprendizagem na classe comum (aqueles que tem impedimentos de longo prazo de natureza física, intelectual, mental ou sensorial) e alunos com altas habilidades/superdotação (aqueles que apresentam um potencial elevado e grande envolvimento com as áreas de conhecimento humano, isoladas ou combinadas: intelectual, liderança, psicomotora, artes e criatividade).

O processo de avaliação do aluno deve iniciar-se sempre na sala de aula com os professores regentes, identificando as dificuldades dos alunos e preenchendo os documentos necessários para encaminhar à avaliação do pedagogo e do professor da Sala de Recurso Multifuncional. Para que seja detectado o caso de distúrbio de aprendizagem é necessário que aquele que possui estreito contato com a criança ou adolescente esteja atento e, por geralmente possuir conhecimentos mais apurados sobre educação do que a família, é papel do professor. Desta forma, o primeiro passo para o diagnóstico e superação dos distúrbios da aprendizagem é a observação criteriosa do professor sobre o aluno. O professor, com conhecimento sobre o tema, deve alertar sobre o problema que o aluno estiver enfrentando e pode encaminhar o estudante para que a escola faça um diagnóstico pedagógico, acompanhe e indique caminhos para a solução do problema apresentado e se necessário, encaminhar à Sala de Recursos ou aos serviços de saúde, como psicólogo e neurologista. “Após este reconhecimento, é importante que os 'problemas' que a criança apresenta, sejam vistos como decorrentes de dificuldades e não como fruto de 'preguiça' ou do 'desleixo' do aluno.” (MORAIS, 2006, p. 163).

Para os alunos avaliados ou em processo de avaliação na sala de recursos, devem ser observadas as especificidades avaliativas que constam nas leis que regem a educação brasileira, bem como a observância da diferenciação dos métodos avaliativos para que se respeitem as especificidades dos alunos.

Cabe ao professor da Sala de Recursos realizar o atendimento individualmente ou em pequenos grupos, conforme o plano de atendimento de AEE de cada aluno, participar das atividades desenvolvidas pela escola, mesmo as extra - classe e sempre que convocado pela direção da escola. Lhe compete elaborar um plano de trabalho docente que contemple as especificidades da demanda existente, conforme as diretrizes da Educação Especial, avaliar e fazer as intervenções necessárias com o aluno no período contrário à classe comum, orientar, sugerir e oferecer apoio técnico pedagógico e intervenções para o professor da classe regular, manter diálogo com pedagogo e professores da classe regular trocando informações relevantes sobre o aluno e troca de experiências, participar das reuniões pedagógicas e conselho escolar e preenchimento do livro registro de classe, relatório de acompanhamento pedagógico e demais documentos solicitados pela equipe pedagógica e/ou direção.

A Sala de Recurso Multifuncional tem seu funcionamento de segunda a quinta -feira, das 13 horas e trinta minutos até as dezesseis horas e quarenta e cinco minutos. O atendimento é realizado pela professora Suzana Aparecida Pereira, juntamente com a equipe pedagógica, as aulas acontecem duas vezes por semana para cada grupo, em dias alternados; havendo necessidade a quantidade de dias pode ser revisto em consenso com os familiares e equipe pedagógica.


5.7- Projeto PDE
O Colégio Estadual José de Anchieta apoia o programa PDE. O PDE é um programa inédito de formação continuada de professor. São dois anos de estudo e o processo de seleção acontece anualmente e oferta 2400 vagas. No primeiro ano o professor PDE é afastado de suas atividades docentes em 100% da carga horária e, no segundo ano, em 25%. O professor entra com um projeto (proposta de estudo), que sempre é uma carência ou dificuldade que ele encontra em seu dia a dia na sala de aula. Estuda, se aprofunda teoricamente na universidade, compreende, e a partir daí, elabora um produto, projeto-pedagógico que servirá como estratégia de enfrentamento (ação) no momento de implementação do projeto na escola.

Para concluir o PDE, o professor escreve um artigo final que reflete teoricamente o processo de implementação da proposta em sala de aula.

Em parceria com 14 universidades, os participantes do programa são orientados por mestres e doutores e o resultado de reflete no processo ensino-aprendizagem em sala de aula.
5.8 - Uso do laboratório de Informática
As pesquisas nacionais e internacionais indicam que a simples existência de computadores nas escolas não se traduz em melhoria de desempenho escolar, embora o acesso a computadores e à internet seja muito valorizado pela sociedade e tenha alto impacto político (Unesco, 2008b; Unesco, 2008c).

Por outro lado, dotar as escolas de computadores, melhorar o acesso à internet e capacitar professores e alunos para o uso da informática são ações importantes para promover a inclusão digital e democratizar o acesso a informações indispensáveis para entender o mundo que nos cerca. Resta saber como o uso dos computadores poderá de fato fazer diferença na aprendizagem (Castro, 2010).

Como na maioria das escolas, o colégio tem recursos materiais para o uso pedagógico do computador. Contudo, a formação oferecida aos professores não é percebida como suficiente e adequada, pois falta preparo para o uso da tecnologia centrado em ensino e aprendizagem dos conteúdos escolares, bem como para os Agentes Educacionais I e II. O que se percebe, também, é que as atividades que utilizam tecnologia e são realizadas com os alunos têm pouca complexidade ou usam de recursos simples.

A partir destas observações, o Colégio José de Anchieta, em parceria com o Núcleo de Educação, priva em disponibilizar recursos para a comunidade escolar, cuidar da manutenção preventiva dos equipamentos, redefinir o papel dos especialistas em informática, envolver a equipe gestora nas decisões, incluir as TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) no planejamento das aulas e projetos, sociabilizar as boas práticas entre professores, refletir sobre os novos paradigmas educacionais com o uso das TICs e diferentes modelos de uso de disponibilização dos computadores, investigação sobre o uso pela comunidade escolar dos computadores e internet nas escolas.

Para isso se faz necessário um regulamento para que o uso do laboratório de informática seja utilizado com objetivos claros e procurar a garantia de ser mais uma ferramenta no processo de ensino e aprendizagem. Além disso, um roteiro de agendamento para o referido uso.



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