Projeto de lei nº 443, de 2004



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PROJETO DE LEI Nº 443, DE 2004
Dá a denominação de Jornalista Roberto Marinho à Escola Estadual do Conjunto Habitacional em Campinas F2, em Campinas


A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO DECRETA:

Artigo 1º - Passa a denominar-se “Jornalista Roberto Marinho” a Escola Estadual do Conjunto Habitacional Campinas F2, em Campinas.
Artigo 2º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

JUSTIFICATIVA


Tem por finalidade este projeto de lei atribuir a denominação de Jornalista Roberto Marinho à unidade escolar no Município de Campinas, prestando homenagem à grande personagem da história das comunicações no País.


Roberto Marinho nasceu na cidade do Rio de Janeiro a 3 de dezembro de 1904 e faleceu em 6 de agosto de 2003 na mesma Capital. Filho do jornalista Irineu Marinho e de Dona Francisca Pisani Marinho.
Fez seus estudos na Escola Profissional Souza Aguiar e nos Colégios Anglo-Brasileiro, Paula Freitas e Aldrige.
Com a morte do pai, Roberto Marinho ingressou no recém-fundado vespertino “O Globo”, onde exerceu as funções de copidesque, redator-chefe, secretário e diretor. Teve como tesoureiro do jornal o infatigável jornalista Herbert Moses, futuro presidente da Associação Brasileira de Imprensa.
No final da década de 1930 o jornal empenhou-se na campanha eleitoral, com simpatia pelos candidatos da Aliança Liberal – Getúlio Vargas e João Pessoa.

No período que se seguiu à vitória da Revolução de outubro de 1930 o jornal manteve uma linha de acomodação com o governo.


Em 1952 o jornalista Roberto Marinho integrou a delegação brasileira à VII Assembléia Geral das Nações Unidas.
Presidiu o conselho de orientação do curso de jornalismo da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Exerceu, também, por indicação governamental, as funções de Chanceler da Ordem do Mérito, de 29 de abril de 1960 a 10 de março de 1967.
Foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras em 22 de julho de 1993 e tomou posse a 19 de outubro do mesmo ano, sendo recebido pelo acadêmico Josué Montello e ocupando a vaga aberta pelo falecimento do também jornalista Otto Lara Rezende, antigo colaborador de “O Globo”.
A cerimônia de posse na Academia foi realizada no dia 19 de outubro de 1993. Na ocasião declarou Roberto Marinho que devia a seu pai, Irineu Marinho, “a formação de jornalista”.
Roberto Marinho publicou, em 1992 um livro que recebeu o título de “Uma trajetória liberal”, obra que, como assinalou então Josué Montello, é integrada por “textos dispersos sobre vossas experiências e vossos testemunhos, guardando imagens vivas de figuras como Carlos Lacerda, Tancredo Neves e Luís Carlos Prestes”.
Expandindo suas atividades, Roberto Marinho criou a Fundação que leva o seu nome, uma das mais meritórias instituições com que o país já contou, em diversos setores da cultura, com destaque especial no campo das Ciências, das Artes, do Patrimônio Histórico e Artístico, da Literatura e da História, além do mecenato que incluiu substancial ajuda financeira e proporcionou a recuperação de tesouros ameaçados de perecimento irremediável por carência absoluta de recursos.

Diante desta breve biografia do grande cidadão que foi, cremos mais do que justa a singela homenagem que pretendemos fazer e contamos com o voto favorável dos Senhores Deputados para a aprovação deste Projeto de lei.


Sala das Sessões, em 22/6/2004




a) Célia Leão - PSDB


SPL - Código de Originalidade: 524669 210604 1719





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