ProduçÃo de macromodelos para a histologia I: colaborando para o processo ensino-aprendizagem dos estudantes da área da saúDE



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PRODUÇÃO DE MACROMODELOS PARA A HISTOLOGIA I: COLABORANDO PARA O PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM DOS ESTUDANTES DA ÁREA DA SAÚDE

Luanna Batista Costa1,

Eliane Marques Duarte Sousa2,

Ana Maria Barros Chaves Pereira2.

Centro de Ciências da Saúde/ Departamento de Morfologia/ MONITORIA

RESUMO

As glândulas salivares humanas são um grupo de glândulas exócrinas estudadas na Histologia dentro do contexto do tecido epitelial de revestimento humano. Elas são formadas por elementos parenquimatosos revestidos e sustentados por tecido conjuntivo rico em fibras colágenas e septos conjuntivos que dividem grupos de ácinos e de ductos em lobos e lóbulos, formando estruturas complexas e variadas. Para auxiliar na visualização das estruturas físicas que compõem os tecidos, a histologia utiliza diversos corantes, os quais acarretam uma gama considerável de variações de cores e formas associada a cada tecido estudado. Durante as monitorias de Histologia I, nos meses iniciais do período letivo 2011.2 observou-se grande dificuldade dos estudantes dos primeiros períodos dos cursos da área da saúde em diferenciar as porções secretoras e excretoras das glândulas salivares humanas. Em virtude desta observação, a proposta deste trabalho foi desenvolver um macro-modelo pedagógico da estrutura da glândula submandibular para auxiliar na compreensão e identificação das células mucosas, células serosas, células mioepiteliais e células de revestimento que compõe as glândulas salivares.



Palavras-Chave: Material didático, Histologia, Glândulas salivares.

INTRODUÇÃO

O ensino da Histologia exige do estudante a identificação do conjunto de células que forma os tecidos do corpo e de como esses tecidos se organizam para constituir os diversos órgãos. Para auxiliar na visualização das estruturas físicas que compõem os tecidos, a histologia utiliza diversos corantes, os quais, juntamente com as variações morfológicas naturais, acarretam uma gama considerável de variações de cores e formas associada a cada tecido estudado. Durante as monitorias de Histologia I, nos períodos 2011.2- 2012.1 observou-se grande dificuldade, entre outras, dos estudantes do primeiro período dos cursos da área da saúde em diferenciar as porções secretoras e excretoras das glândulas salivares humanas.

As glândulas salivares são um grupo de glândulas exócrinas estudadas dentro do contexto do tecido epitelial de revestimento humano. Localizadas na boca, vertem suas secreções para a cavidade oral, formando no conjunto a saliva. Cada glândula salivar é formada por elementos parenquimatosos revestidos e sustentados por tecido conjuntivo rico em fibras colágenas e septos conjuntivos que dividem grupos de ácinos e de ductos em lobos e lóbulos. O estroma, além de fornecer o suporte para o parênquima, contém os vasos sanguíneos e linfáticos e os nervos que suprem as glândulas. O parênquima glandular salivar é formado por ácinos- terminações secretoras- que se abrem em uma série de ductos ramificados, os quais se arranjam em lóbulos, separados entre si por septos de tecido conjuntivo que se originam da cápsula. Os ácinos podem ser constituídos por células serosas, por células mucosas ou pelos dois tipos de células ao mesmo tempo. As células serosas são identificadas ao microscópio óptico como células piramidais, com núcleo esférico, com sua base larga sobre a lâmina basal, o ápice com microvilos pequenos e irregulares voltados para o lúmen e citoplasma basófilo. Quando coradas com Hematoxilina-Eosina (HE) as células serosas apresentam-se mais escuras do que as células mucosas. As células mucosas possuem geralmente um formato cubóide ou colunar, apresentam núcleos achatados, localizados juntos à base da célula. A porção secretora precede um sistema de ductos. O sistema de ductos é formado por ductos intercalares, ductos estriados e ductos excretores. Os ductos intercalares são os menores ductos do sistema e os mais próximos aos ácinos, formados por células epiteliais cubóides. Os ductos intercalares têm continuidade com ductos maiores, os ductos estriados. Os ductos estriados são caracterizados por estriações radiais que se estendem da base das células até a altura dos núcleos. Eles, por sua vez, reúnem-se em ductos progressivamente de maior calibre, onde se tornam os ductos excretores. Estes são inicialmente formados por epitélio cubóide estratificado, e as porções mais distais dos ductos excretores são revestidas por epitélio colunar estratificado. Junto à lâmina basal das terminações secretoras e ductos intercalares, que formam a porção inicial dos sistemas de ductos encontramos as células mioepiteliais, alongadas e fusiformes, envolvendo essas estruturas. Elas facilitam a secreção e impedem a distensão excessiva das terminações secretoras durante a secreção.

As glândulas salivares maiores denominadas Parótidas, Sublinguais e Submandibulares estão localizados fora da cavidade oral propriamente dita, para onde enviam sua secreção através de grandes ductos excretores. São constituídas por grande número de ácinos, ao redor das quais o estroma é muito bem desenvolvido.

A parótida é uma glândula acinosa composta constituída exclusivamente por células serosas. O estroma apresenta acúmulos de tecido adiposo no seu interior, o qual aumenta com a idade, apresenta um ou mais linfonodos no seu estroma, os quais foram incorporados durante o desenvolvimento.

As glândulas submandibulares e sublinguais são tubuloacinosas compostas, apresentando porções secretoras mistas, ou seja, formadas por células mucosas e serosas. Enquanto nas glândulas submandibulares predominam as células serosas, nas glândulas sublinguais predominam as células mucosas. Os ductos estriados podem ser facilmente observados na glândula submandibular humana, enquanto os ductos intercalares são mais curtos.

Em virtude da complexidade das glândulas acima descritas foi desenvolvido durante a monitoria de Histologia I, um macro-modelo pedagógico da estrutura da glândula submandibular para auxiliar na compreensão e identificação deste tecido.

OBJETIVOS

Este trabalho de monitoria apresentou como objetivo desenvolver um macro-modelo pedagógico da estrutura da glândula submandibular para auxiliar os estudantes na compreensão e identificação das células mucosas, células serosas, células mioepiteliais e células de revestimento que compõe as glândulas salivares. Também, através desta atividade didática e dos plantões de tira-dúvidas, visou-se reduzir a defasagem no aprendizado, através de revisão e da apresentação de novas maneiras expositivas de estudar os temas desenvolvidos na disciplina.



DESCRIÇÃO METODOLÓGICA

Após um período de 4 meses de observação direta, semanal e através de questionamentos informais entre o monitor e os estudantes que frequentavam as aulas de revisões teóricas e práticas (revisões do conteúdo e das lâminas histológicas pertencentes ao acervo da disciplina - examinadas por meio de um microscópio óptico composto) dos cursos de Enfermagem e Farmácia, constatou-se deficiência importante dos estudantes na identificação e diferenciação entre as porções secretoras e excretoras, bem como das variadas células que compõem as estruturas das glândulas salivares, dentro do conteúdo de Tecido Epitelial. Outras deficiências no aprendizado também foram identificadas, principalmente no tocante à diferenciação entre as características morfológicas entre o tecido cartilaginoso e o tecido ósseo.

Contudo, desenvolver um macro-modelo da estrutura da glândula salivares foi a proposta escolhida para este trabalho por apresentar baixa frequência de acerto nas gincanas e avaliações práticas da disciplina de Histologia I.

O macro-modelo da estrutura da glândula submandibular foi desenvolvido em material emborrachado colorido, simulando uma grande lâmina histológica, considerando-se a morfologia vista à microscopia óptica das células e estruturas envolvidas.



RESULTADOS

Verificamos nas turmas posteriores uma melhoria satisfatória no processo de aprendizagem do assunto quanto à diferenciação histológica entre as porções secretoras e excretoras, bem como na identificação das células que compõem as estruturas das glândulas salivares.



CONCLUSÃO

Conclui-se que o uso do macro-modelo da estrutura da glândula submandibular, desenvolvido durante a monitoria contribuiu significativamente para o processo de aprendizagem do tema abordado.

Deve-se ressaltar que a monitoria contribui para a melhoria do ensino de graduação, através do estabelecimento de novas práticas e experiências pedagógicas que fortalecem a articulação entre teoria e prática, servindo o monitor como um elo entre professores e estudantes, o que é refletido através do desempenho discente nos últimos semestres, além de proporcionar a vivência da docência aos monitores da disciplina e despertar no monitor o interesse pela carreira docente através participação efetiva junto aos professores nas aulas práticas e teóricas, participando e colaborando para a melhoria da qualidade do ensino superior da Universidade Federal da Paraíba.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

JUNQUEIRA, LCU. Histologia básica. 11 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.



KATCHBURIAN E, ARANA V: Histologia e Embriologia Oral. 1ª ed., São Paulo: Medicina Panamericana, 1999.
GRÜBEL, J. M.; BEZ, M. R. Jogos Educativos. Novas Tecnologias na Educação. CINTEDUFRGS.V.4, Nº 2, Dezembro, 2006.





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